Praticagem está preparada para os navios de 366 metros

05:46

 

Finalmente o porto de Santos poderá operar com navios de 366 metros de comprimento. Bruno Tavares, Presidente da Praticagem de São Paulo, diz que os práticos têm realizado os treinamentos e participado de simulações para enfrentar com segurança e excelência o desafio. Serão necessários inicialmente dois práticos e quatro rebocadores para atuar na chegada dos new panamax, que transportam até 14 mil TEUs.

Com a homologação da Marinha do Brasil para receber navios de 366 metros, as maiores embarcações previstas para a Costa Leste da América do Sul, sonho de receber grandes embarcações vai virar realidade.

Conhecidos no mercado como classe New Panamax, os navios com 366 de comprimento e 52 metros de boca têm capacidade para transportar até 14 mil TEUs (unidades equivalentes a um contêiner de 20 pés) em uma única viagem. Até agora Santos só pode receber navios com 340 metros, que carregam a média de e 9 mil TEUs.

Bruno Tavares reforça a preocupação com a segurança e a modernidade que o trabalho envolve. “Santos é um Porto dinâmico e requer a dragagem de manutenção. Com os navios de 366 metros, não haverá margem para falhas. Nós nos adiantamos aos desafios e desde 2017 estamos treinando os práticos em centros de excelência, nos Estados Unidos e na França, com modelos de navios tripulados, simuladores de manobras, conversando e trocando experiências com comandantes que já manobram esses navios grandes, no caso dos de 366 metros. Adiantar-se aos desafios é muito importante”.

Segundo Tavares, as operações vão exigir um número maior de profissionais. “Precisaremos de dois práticos a bordo do navio e de mais limitações para as manobras em termos de condições meteorológicas (ventos e correntes), serão o que chamamos de manobras especiais”, alerta.

A proatividade e o treinamento feito nos EUA ganham especial atenção, principalmente por conta da tecnologia utilizada pelos práticos. “Poucos centros de treinamento tinham esse modelo de navio em escala reduzida, que é o 366. É um modelo tripulado, diferente do simulador computacional. Nós nos deslocamos para um rio ou um lago – em geral, um lago, onde treinamos as manobras que iremos realizar no Porto”, narra.

Nele, o prático embarca e as reações hidrodinâmicas são simuladas. Esse navio tem seu próprio propulsor e leme, tudo controlado pelo prático de dentro do mesmo. “É tudo proporcional à vida real, porém em escala reduzida, diferente de um simulador virtual. Você sente os efeitos hidrodinâmicos, diferentes de um simulador de manobras, que é como se fosse um videogame de última geração.”, acrescenta Tavares. 

Durante as simulações de navios 366m, a Praticagem  de São Paulo trabalhou com calado máximo de até 14,20m. Com a homologação dos new panamax com 366m de comprimento para Santos, esses parâmetros passam para 51m a 52m de boca. O calado máximo de 14,20m tem perspectivas de chegar a 14,50m.

 

Tecnologia e dragagem

A inovação não para na Praticagem de São Paulo, como explica o Presidente: “Temos equipamentos que levamos para bordo, que são os PPUs (Portable Pilot Unit), que auxiliam nas manobras de navios especiais. Há ainda o C3OT (Centro de Coordenação, Comunicações e Operações de Tráfego), que é onde realizamos, junto com a Autoridade Portuária, o controle de tráfego e das operações dos navios. Posso dizer que, hoje, estamos bem servidos no uso de tecnologias existentes no mercado”, comenta.

Ele avalia como positiva a possibilidade de incremento na dragagem, aprofundando o canal de navegação, como outra medida que pode ser exigida pelo Governo Federal do futuro concessionário do Porto. “Sem uma dragagem em constante manutenção com aumento das profundidades, o trabalho do porto é muito prejudicado. Queremos que o Porto cresça, não pare de produzir e que seja possível otimizar cada vez mais as operações e a dinâmica do complexo. A praticagem está aqui para ajudar nessa avaliação. Temos sempre que fazer da melhor maneira e da forma mais segura possível”.

 

Marinha do Brasil entrega duas usinas de oxigênio nos municípios de Urucará e Codajás (AM)

06:40


 Nesse sábado (20), a Marinha do Brasil, por intermédio do Comando do 9º Distrito Naval realizou a entrega de duas usinas de oxigênio, nos municípios de Urucará e Codajás, interior do Estado do Amazonas. 

Os equipamentos, encaminhados pelo Ministério da Saúde, foram transportados pelos Navios-Patrulha Fluvial Raposo Tavares e Amapá, subordinados ao Comando da Flotilha do Amazonas. As usinas entregues a representantes dos municípios permitirão, pela primeira vez, produzir o oxigênio medicinal para o tratamento de pessoas com COVID-19 e de outros pacientes internados. 

A ação faz parte da Operação COVID-19 do Ministério da Defesa em parceria com o Ministério da Saúde e do Comando Conjunto Amazônia.


Fonte: Marinha do Brasil 

Operação “Ágata 2021”,

05:57


A Marinha do Brasil, por intermédio da Capitania dos Portos do Amapá (CPAP), informa que apreendeu, hoje (23), embarcações irregulares, transportando cerca de 46 metros cúbicos de madeira sem documentações legais do material, nas proximidades do Canal das Pedrinhas, em Macapá (AP). 

A ação ocorreu no contexto da Operação “Ágata 2021”, que visa prevenir e reprimir atividades criminosas, combatendo ilícitos e crimes ambientais, e contou com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) do Amapá. 

Os comandantes foram notificados e as embarcações apreendidas pela CPAP por descumprirem as normas de segurança da navegação e apresentarem documentações dos meios e de sua tripulação irregulares. Já a carga de madeira foi encaminhada para os órgãos competentes a fim de adotarem as medidas cabíveis.





Fonte: Marinha do Brasil

Paraná: prático evita encalhe com navio de quase 300 metros

05:41

Responsável por conduzir os navios na entrada e saída dos portos, a praticagem evitou um encalhe com um grande contêinero na manhã da última quinta-feira (11/2). Foi durante a saída do navio Conti Paris do Porto de Paranaguá (PR). A embarcação, com 299,98 metros de comprimento e 40,3 metros de boca (largura), estava com 11,6 metros de calado e apresentou falha de máquinas, obrigando o prático Cirio a executar uma manobra de emergência. Após a desatracação, o problema ocorreu na passagem entre as boias 19 e 20, quando o navio ainda estava a três milhas náuticas (quase cinco quilômetros) da primeira área possível para o fundeio de emergência. Imediatamente, o prático informou o centro de operações da praticagem e pediu que as âncoras ficassem prontas para largar caso a situação fugisse de controle. Além disso, solicitou o auxílio de rebocadores. Durante 25 minutos, ele teve que navegar sem propulsão, evitando o encalhe fora do canal de navegação, onde as águas eram mais rasas. Para isso, controlou o rumo do navio com o restante da velocidade residual que diminuía rapidamente devido à corrente. Outro desafio foi uma chuva de verão se aproximou, reduzindo a visibilidade e trazendo rajadas de vento. O navio conseguiu navegar duas milhas até parar. Quando os rebocadores chegaram para o apoio, o prático conduziu a embarcação por mais uma milha até o ponto de fundeio. Navios encalhados ficam sujeitos a grandes esforços de torção e ruptura, correndo risco de entortarem e até se partirem, derramando óleo na água. O prático é o profissional que embarca no navio para conduzi-lo em segurança na entrada e saída dos portos. São águas mais restritas ao tráfego, onde o comandante não tem treinamento para navegar e não está familiarizado com condições locais como ventos, correntes e marés. Este trabalho evita acidentes que podem causar mortes, poluição em mares e rios, danos ao patrimônio público e privado e até interromper o funcionamento de um porto com graves prejuízos para a economia. O Brasil tem 633 práticos atuando em 21 zonas de praticagem.

Fonte: CONAPRA

Navio-Patrulha “Guaíba” realiza evacuação médica de tripulante de veleiro francês

13:04

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O Navio-Patrulha (NPa) “Guaíba”, subordinado ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste (ComGptPatNavNE), realizou, no dia 13 de fevereiro, a evacuação médica de um tripulante do veleiro francês “Mathusalem II”, que se encontrava a 130 milhas náuticas (equivalente a 240 quilômetros) de Natal (RN), quando solicitou socorro. O tripulante, de nacionalidade francesa, de 71 anos, sofreu um acidente a bordo do veleiro na tarde do dia 11 de fevereiro, sendo resgatado na manhã do dia 12 de fevereiro pelo NPa “Guaíba”. A Operação de Busca e Salvamento (SAR), coordenada pelo Salvamar Nordeste, foi concluída na madrugada do dia 13 de fevereiro, com a atracação do NPa “Guaíba” na Base Naval de Natal. Ao desembarcar, a vítima apresentava condição de saúde estável, sendo encaminhada ao hospital para receber o atendimento médico necessário

Diretores da Amazul assumem novos conselhos de entidades

12:26

 

Antonio Carlos Soares Guerreiro, diretor-presidente da Amazul ( foto: Eugenio Goulart)

O diretor-presidente da Amazul, Antonio Carlos Soares Guerreiro, integra,

desde dezembro de 2020, o Cedesen – Conselho Consultivo do Centro de

Defesa & Segurança Nacional, centro de estudos e pesquisas que reúne ex-

ministros de Estado, lideranças militares e especialistas. Já o diretor Técnico

Francisco Roberto Portella Deiana assume, nesta quarta-feira (27/1), o cargo

de conselheiro da Abendi - Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e

Inspeção.

Francisco Roberto Portella Deiana, diretor técnico da Amazul 
(foto: Comunicação Amazul)


A Amazul participa, ainda, da Aben - Associação Brasileira de Energia Nuclear,

Abdan - Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades

Nucleares, Abimde - Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de

Defesa e Segurança e do Cluster Tecnológico Naval.


A missão do Cedesen, criado em 2020, é ampliar o diálogo entre civis e

militares em temas relacionados à defesa e segurança nacional com o objetivo

de produzir estudos, pesquisas e análises que contribuam para despertar o

interesse das elites políticas e da sociedade brasileira em questões relevantes

para um país continental como o Brasil. São temas ligados à tecnologia,

cibernética, geoestratégia, energia, ambiente e política, entre outros.


Na avaliação do Cedesen, um país como o Brasil, oitava maior economia do

mundo, quinto maior território e população e terceiro maior em fronteiras,

necessita desenvolver uma cultura de defesa. O centro observa que a base

industrial de defesa, complexo defesa e segurança pública, responde por 3,4%

do PIB. No entanto, o percentual da defesa é bem menor, da ordem de 0,5%,

mesmo sendo a principal responsável por produtos de alta e média-alta

tecnologia e potencial impulsora de um projeto de desenvolvimento nacional e

tecnológico.


Já a Abendi é uma instituição técnico-científica, sem fins econômicos, que

provê soluções que colaboram para o incremento dos negócios das empresas

e o desenvolvimento das pessoas. Fundada em 1979, trabalha com gestão de

projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, capacitação e treinamento,

qualificação e certificação, normalização técnica e difusão do conhecimento

nas áreas de Ensaios Não Destrutivos (técnicas utilizadas na inspeção de

materiais e equipamentos sem danificá-los), Inspeções, Acesso por Corda,


Saneamento e Infraestrutura, Qualidade e Meio Ambiente e Monitoramento de

Condição.

A associação atua em vários setores, como o de petróleo e gás, nuclear,

químico, siderúrgico, mineração, naval, automotivo, ferroviário, papel e

celulose, eletroeletrônico e geração de energia, contribuindo para o

crescimento sustentável da indústria e o desenvolvimento das pessoas.