Corrente oceânica do Atlântico é mais resistente ao degelo polar do que se imaginava

11:16

De acordo com a professora Ilana Wainer, do Instituto Oceanográfico da USP, conclusão de novo estudo sobre o impacto do degelo polar na Circulação de Revolvimento Meridional é positiva

Em um estudo publicado na última semana na revista Nature Climate Change, cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, revelaram que a corrente oceânica conhecida como Circulação de Revolvimento Meridional, ou AMOC na sigla em inglês, seria menos afetada pelo derretimento das calotas polares no Hemisfério Norte do que se imaginava.


De acordo com a professora Ilana Wainer, do Instituto Oceanográfico da USP, a conclusão do novo estudo é positiva para o planeta. “A Circulação Meridional é a contribuição dos oceanos para redistribuir o excesso de calor que a gente recebe nos trópicos por conta do sol e o déficit de calor que existe nas regiões polares”, explica a professora.


Antes da nova constatação, a maioria das simulações do futuro do nosso clima considerava que a AMOC poderia ser bastante sensível ao derretimento do gelo do Ártico, o que causaria mudanças abruptas na circulação oceânica.


Para Ilana, que já trabalhou com modelos utilizados pelos autores do artigo, o resultado é “espetacular”. “Ele foi pioneiro tentando prescrever esses fluxos de degelo desde o último máximo glacial e teve muito sucesso”, opina.


Derretimento das calotas

Em linhas gerais, a corrente do Oceano Atlântico atua como uma faixa transportadora que move as águas tropicais quentes da superfície para o norte e as águas mais frias e mais profundas do sul. Ela é uma das chaves usadas para prevermos futuros desastres climáticos, principalmente quando o assunto envolve o aquecimento global e o derretimento das calotas.


No entanto, com base em trabalhos anteriores, pesquisadores estão revisando sua compreensão da relação entre a AMOC e a água doce do derretimento do gelo polar.


A injeção de água doce do possível derretimento polar provavelmente “mudaria a densidade do oceano, já que a água doce é menos densa. Então, você estratifica e forma a água profunda que é o que compõe a AMOC. Ela vai até profundidades menores e com menos intensidade, por isso você não conseguiria fazer essa transferência de calor de uma forma tão vigorosa e tão eficiente”, explica.


No artigo, os pesquisadores descreveram um novo modelo de simulação que corresponde ao calor dos últimos 10 mil anos. E eles fizeram isso eliminando o gatilho que a maioria dos cientistas acredita que paralisaria a AMOC.


“Esse estudo está mostrando que as consequências não seriam tão catastróficas assim”, salienta a especialista ao revelar que, no novo modelo, embora o registro climático mostre uma abundância de água doce que veio do derretimento final das camadas de gelo na América do Norte e na Europa, a AMOC quase não mudou. E isso é particularmente importante para os modelos climáticos que avaliam como a AMOC responderá aos futuros aumentos de água doce do derretimento do gelo.


Ainda que a corrente seja mais resiliente do que se pensava, a professora alerta que os eventos climáticos extremos já são uma realidade e exigem atenção: “Já estamos em um cenário quase irreversível do aquecimento global, do aumento do nível do mar e de eventos extremos. Temos que parar de emitir gases de efeito estufa e parar de usar uma matriz energética baseada em combustíveis fósseis. As consequências são inúmeras não só para a AMOC, mas para a biodiversidade e para os ecossistemas”, finaliza a docente.

Fonte: Jornal das USP

Conheça as ações da Marinha em comemoração aos 200 anos da Independência

08:33

 Programação vai até 2023 e inclui exposição, parada naval e regatas

Agência Marinha de Notícias

Para marcar as comemorações dos dois séculos de soberania do País, a Marinha promove uma série de eventos que relembram a história do Brasil e apresentam a importância do Poder Naval para a consolidação do processo de Independência. As atividades são de caráter cívico-militar, cultural, esportivo, ecológico, social e beneficente, incluindo a participação de instituições extra-Marinha.

De acordo com o Secretário-Executivo da Comissão Intersetorial para Planejamento e Controle do Calendário de Comemorações dos 200 Anos da Independência do Brasil (CI-MB200), Contra-Almirante José Henrique Salvi Elkfury, “a Marinha, em conformidade com o Calendário de Eventos e Ações a Empreender estabelecidos pela CI-MB200, já realizou 20 eventos em 2021. Para este ano, estão previstos mais 111 eventos. E, em 2023, outros 16, fechando assim a programação exclusiva da Marinha para memorar e celebrar o bicentenário da Independência do Brasil e os 200 anos da Esquadra brasileira”.

Acompanhe os principais eventos comemorativos da Marinha para 2022:




Amazul conquista prêmio Transformação Digital Brasil 2020-2022

10:40

                                    

A Amazul foi uma das 17 organizações reconhecidas pelo prêmio Transformação Digital Brasil – Ozires Silva 2020-2022, promovido pelo Instituto Micropower. O trabalho “Mapeamento de competências à luz do plano de carreira” da Amazul conquistou o prêmio na modalidade Educação e Capacitação Profissional, categoria ouro.

 

         Competências são definidas como o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao desempenho das funções, visando a alcançar os objetivos de uma instituição.

 

            O trabalho premiado é uma evolução do projeto de Mapeamento de Competências Comportamentais, executado, inicialmente, na primeira área de implantação do projeto de gestão do conhecimento da Empresa: o Departamento de Operação da Unidade Piloto de Produção de Hexafluoreto de Urânio (Usexa), do Centro Industrial Nuclear de Aramar.

 

            Com base no Guia de Referência Prático de Mapeamento e Avaliação de Competências para a Administração Pública, o mapeamento foi ampliado em 2019 para toda a Empresa, com identificação de 16 competências gerais e 16 competências de liderança. A aplicação do mapeamento permitiu correlacionar as competências aos objetivos do plano de carreira e definir os critérios de mérito e valorização dos empregados.

 

            O mapeamento de competências da Amazul também serviu de base para a elaboração de programas de desenvolvimento de lideranças e de empregados e deu subsídios à gestão do conhecimento nas atividades de transferência de conhecimento e no plano de sucessão.

 

            Na cerimônia de entrega do prêmio, realizada em São Paulo no dia 5 de abril, a Amazul foi representada por sua diretoria executiva e pelos gerentes de Desenvolvimento de Pessoas (Daniela Ferreira) e de Gestão do Conhecimento (Tomé Machado).

 

            O diretor técnico e diretor-presidente interino da Amazul, Francisco Roberto Portella Deiana, enfatizou os reflexos da metodologia sobre o processo sucessório dentro da Empresa. “O amadurecimento da metodologia de Mapeamento de Competências amplia a capacidade de gestão do conhecimento e fornece subsídios para o desenvolvimento de um plano de sucessão sólido e eficiente. Preservar o conhecimento e garantir o processo sucessório é peça chave para a continuidade do desenvolvimento dos projetos e inovação tecnológica constante”, avaliou o diretor-presidente.

 

            “O alinhamento do plano de carreira às competências comportamentais permitiu à Amazul executar programas de treinamento para líderes e empregados direcionados ao desenvolvimento de habilidades e atitudes essenciais ao cumprimento dos objetivos estratégicos da Empresa. Mapear competências nos permite mensurar, gerir e direcionar demais aspectos da gestão de pessoas, como avaliação de desempenho, reconhecimento meritocrático, seleção e retenção de talentos ”, observou o diretor de Gestão do Conhecimento e Pessoas da Amazul, Newton de Almeida Costa Neto.


Fonte: assessoria Amazul

SOPESP recebe visita especial de autoridades marítima

09:23

Nesta sexta-feira (01), o SOPESP — Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo — teve uma manhã especial com a visita do Comandante do 8º Distrito Naval, Almirante Guilherme da Silva Costa e do Capitão dos Portos, Capitão de Mar e Guerra, Robledo de Lemos Costa e Sá, que esteve recentemente visitando a entidade.

Na ocasião, foi oferecido um brunch de boas-vindas aos convidados, e contou com a participação do presidente do SOPESP, Régis Prunzel, do vice-presidente, Leonardo Ribeiro, do diretor-executivo, Ricardo Molitzas, da assessora jurídica, Dra. Gislaine Heredia e alguns membros do Conselho Diretor e Fiscal, entre eles Marcelo Patrício (Santos Brasil), Gildécio Fiel (Terminal Marítimo do Guarujá - TERMAG) e Flavio da Rocha Costa (Rishis).

Também estiveram presentes pelo OGMO/Santos, o diretor-executivo, Evandro Pause e o gerente jurídico e de RH, Thiago Robles.

Um encontro enriquecedor que serviu para estreitar os laços e unir forças, através de uma atuação feita em conjunto entre o Sindicato dos Operadores Portuários e a Marinha do Brasil.