Marina Week destaca a importância das mulheres na ciência

08:41

 Durante evento sobre o mar, será lançada a segunda edição do Prêmio Marta Vannucci, que irá reconhecer mulheres cientistas no campo das ciências do mar



São Paulo, maio de 2022 – Com o objetivo de promover, destacar e reconhecer o trabalho de cientistas brasileiras no campo das Ciências do Mar, o Prêmio Marta Vannucci para Mulheres na Ciência do Oceano chega a sua segunda edição durante a Marina Week, evento gratuito, que acontece entre os dias 1o a 5 de junho, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

O prêmio é uma iniciativa da Cátedra da UNESCO para Sustentabilidade do Oceano, ligada ao Instituto Oceanográfico (IO) e ao Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo, e da Liga das Mulheres pelo Oceano, e contará com duas categorias: Cientista Inspiração e Jovem Cientista, premiando mulheres inspiradoras e jovens cientistas talentosas e promissoras no campo das Ciências do Mar.

“Mais do que reconhecer o trabalho das mulheres na ciência, que há anos apresentam importantes resultados com pesquisas e contribuem para o desenvolvimento econômico, social e cultural do nosso País, queremos motivar as novas gerações para investirem neste campo de trabalho. Essa, inclusive, é uma das propostas da Marina Week, de disseminar, incentivar e promover a ciência para a sociedade, entre outras tantas motivações que temos com este grande evento sobre o mar”, destaca Alexander Turra, organizador da Marina Week e coordenador da Cátedra Unesco.

O lançamento do prêmio acontece no dia 3 de junho, às 17h30, finalizando o terceiro dia de seminários da Marina Week 2022, evento que reúne especialistas, empresários, educadores, ambientalistas, artistas, dentre outras pessoas preocupadas com o futuro do oceano. A premiação ocorrerá em novembro de 2022.

Inspiração | A bióloga Marta Vannucci nasceu em Florença em 1921 e emigrou

para o Brasil em 1929, em função da ascensão do fascismo na Itália. Docente

do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, foi a primeira mulher

a ingressar como membro associado da Academia Brasileira de Ciências, em

1955, tornando-se membro titular em 1966.

Interessados em fazer parte deste grande momento, com apresentações e

exposições, basta ir ao evento. Para assistir aos seminários, é necessário fazer

suas inscrições no site www.marinaweek.com.br

Serviço – Marina Week 2022

Data: 1 a 5 de junho

Horário: 9h às 22h

Local: Memorial da América Latina

Endereço: Av. Mário de Andrade, 664 - Barra Funda, São Paulo - SP


Fonte: Marina weeks

PRATICAGEM DE SP APRESENTA INVESTIMENTOS EM PROL DA PRODUTIVIDADE

07:29



Em live do Brasil Export, o diretor-superintendente da Praticagem de São Paulo, prático Hermes Bastos Filho, apresentou os critérios técnicos da entidade para fazer a gestão de tráfego no Porto de Santos, assim como os investimentos que realizam para compensar desafios naturais e deficiências estruturais no complexo portuário, aumentando a eficiência das operações.

O diretor lembrou que Santos é um porto estuarino e complexo, dado o seu desenho sinuoso, as suas restrições de largura e profundidade e o grande movimento de navios, alguns transportando cargas perigosas que impedem o cruzamento de embarcações.

Desde 2019, a praticagem tem uma parceria com a Autoridade Portuária para gerir essa intensa movimentação, com base em parâmetros como disponibilidade do canal de navegação, situação da maré real em relação à tabulada, altura e período das ondas (importante para navios com mais de 300 metros de comprimento e 46 metros de boca), oferta de amarradores e rebocadores com tração adequada e tempo de chamada para recebimento do prático.

– Para priorizar as demandas no maior porto do Brasil, nós não olhamos o agente marítimo e o terminal, apenas o navio e as restrições que se impõem para ele – ressaltou Hermes.

Com o crescimento das embarcações, mais sujeitas à intensidade de vento e corrente, o risco aumenta, trazendo limitações às manobras. Por isso, a praticagem resolveu investir em equipamentos e sistemas que agregam segurança e eficiência às operações, como a instalação do Centro de Coordenação, Comunicação e Operações de Tráfego (C3OT), a implantação do sistema de batimetria e do ReDRAFT (os dois últimos contribuindo para compensar a falta de dragagem). 

O CT3OT trouxe sistemas de monitoramento de tráfego por AIS; sensoriamento remoto de correntes, ventos, altura e período de ondas e altura de maré; sistemas de comunicação mais potentes e de imagem. Já a batimetria atualiza os dados de profundidades com a frequência necessária para identificar assoreamentos. A praticagem dispõe de lancha com equipamentos monofeixe e multifeixe, além de dois hidrógrafos para análise das informações. Este acompanhamento permite, por exemplo, o cruzamento de navios de diferentes calados em trechos com profundidades variadas do canal. O ReDRAFT, por sua vez, é uma calculadora de folga dinâmica abaixo da quilha que utiliza os dados gerados pelo C3OT, otimizando o calado máximo do porto. 

A partir dessas ferramentas, a Praticagem de SP iniciou estudos e sugeriu, em 2017, o aumento do calado de 14,30 para 14,50 metros. Além disso, os investimentos possibilitaram a realização de manobras simultâneas (apesar da influência maior de ventos e correntes), tráfego em mão dupla em trechos antes restritos e otimização nas operações, com total segurança.

– O aumento das dimensões e dos calados dos navios levam, naturalmente, ao aumento do risco envolvido. Para irmos além, ampliando a eficiência do uso do canal, inovamos, analisando o timing de cada manobra de navio especial ou de cada manobra casada, tabulando esses tempos. Houve uma mudança de paradigma em nossas operações e na programação de navios especiais e “pesados”, sempre respeitando as normas e limitações – afirmou Hermes, ressaltando a importância da praticagem para a produtividade do porto. – Não podemos nos limitar apenas à tríade prático, lancha e atalaia, sob pena de prejuízo do nosso porto e da nossa economia.


Assista à live em https://youtu.be/Pg4Vvu9YNMA

Workshop de Direito Marítimo do Tribunal Marítimo debate BR do Mar e os 40 anos da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar

09:30

 

DGN realiza abertura do Workshop

 “Regulamentação da BR do Mar: Expectativas para a indústria Marítima Brasileira” e “Os 40 anos da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM)”. Com esses temas o Tribunal Marítimo (TM) realizou, no dia 25 de maio, o XII Workshop de Direito Marítimo. O evento ocorreu de forma híbrida - nas dependências do Centro Empresarial Internacional Rio – RB1 - e por videoconferência, transmitido ao vivo pelo canal do Tribunal Marítimo no Youtube. Estiveram presentes autoridades militares, além de advogados maritimistas e integrantes da Comunidade Marítima.   

O Diretor-Geral de Navegação, Almirante de Esquadra Wladmilson Borges de Aguiar, realizou a abertura do Workshop, quando destacou que “o futuro do Brasil está no mar”, em referência à importância do modal marítimo nas esferas econômica, ambiental e de soberania do País. Em seguida o Diretor-Geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Sr. Eduardo Nery Machado Filho, ministrou a palestra inicial, com destaque para a interação da Agência com outros órgãos, especialmente a Marinha do Brasil. O Vice-Almirante Wilson Pereira de Lima Filho, Juiz-Presidente do TM, em seu discurso reforçou que “debater com frequência assuntos ligados à segurança da navegação, às atividades marítima e portuária, como estamos fazendo, é uma marca registrada de países vocacionados para o mar como o Brasil”.


           

                Evento ocorreu de forma híbrida, com transmissão ao vivo.

O primeiro painel, com o tema: “Regulamentação da BR do Mar: Expectativas para a indústria Marítima Brasileira” foi abordado pelo Vice-Almirante Sergio Renato Berna Salgueirinho, Diretor de Portos e Costas, seguido do Capitão de Mar e Guerra (RM1) Luís Fernando Resano, Diretor da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC), Sr. Dino Antunes Dias Batista, do Ministério da Infraestrutura, e Dr. Pedro Calmon Neto, Advogado Maritimista.  Esse painel foi mediado pelo Capitão de Mar e Guerra (RM1) Dionísio Tavares da Câmara Junior, Diretor da Divisão de Registros do TM.

O segundo painel, com o tema: “Os 40 anos da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM)” foi abordado pelo Vice-Almirante (RM1) Antonio Fernando Garcez Faria, Assessor Sênior para o LEPLAC da DHN, seguido da Dra. Ingrid Zanella Andrade Campos, presidente da Comissão Nacional de Direito Marítimo e Portuário do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Vice-Presidente da OAB/PE. Esse painel foi mediado pelo Juiz Marcelo David Gonçalves, Juiz do Tribunal Marítimo.

O evento foi prestigiado, de forma virtual, por cerca de 800  participantes e está disponível no Canal do TM no Youtube.

Fonte: Tribunal Marítimo


PRATICAGENS MINIMIZAM EFEITOS ECONÔMICOS DE CICLONE NO SUL

07:20

As praticagens na região Sul contribuíram para minimizar os efeitos do ciclone Yakekan nas operações portuárias, diminuindo prejuízos econômicos. Antecipando-se à chegada do mau tempo que levou a restrições de tráfego em todos os portos, as empresas de praticagem atuaram junto às autoridades Marítima e Portuária, adiantando manobras e avaliando constantemente as condições dos canais de acesso, de modo a atenuar os impactos na logística e operacionalidade dos complexos portuários.

A barra de Paranaguá foi a única não fechada oficialmente, mas os portos do Paraná também operaram parcialmente nos últimos dias. A praticagem local emitiu aviso para que os navios que tivessem urgência entrassem para aguardar no fundeio interno. Todas as embarcações fundeadas foram orientadas a aumentar as quarteladas de amarra.

Em Rio Grande (RS), ficaram suspensas as manobras de saída na área do porto novo, onde os navios precisam navegar de popa por quase duas milhas náuticas. Os ventos foram acima de 30 nós, com máximo registrado de 49. A praticagem assessorou a Autoridade Marítima na avaliação da necessidade de suspender o serviço apenas em determinadas áreas. Somente dez navios tiveram atrasos, sem prejuízos relevantes. A Lagoa dos Patos não recebeu navios, com as restrições na barra de Rio Grande.

Em Santa Catarina, a Praticagem de Itajaí e Navegantes fez o monitoramento constante das condições meteorológicas, para o pronto restabelecimento das operações, e orientou o reforço nas amarras dos navios atracados. Nos portos de São Francisco do Sul e Itapoá, várias manobras foram antecipadas junto à Autoridade Portuária. Já em Imbituba, a praticagem antecipou uma manobra no berço mais crítico dos três operacionais, exposto a ventos sudoeste que poderiam causar problemas na amarração.

Fonte: Praticagem do Brasil

PRATICAGEM FECHA PARCERIA COM A AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA

06:53

A Praticagem do Brasil e a Agência Espacial Brasileira (AEB) assinaram, nesta terça-feira (3/5), um protocolo de intenções visando à troca de conhecimento e ao desenvolvimento de estudos para uso da tecnologia espacial na atividade de praticagem. Foi durante a visita do presidente da AEB, coronel engenheiro Carlos Augusto Teixeira de Moura, às instalações da Praticagem de São Paulo, em Santos. 


Acompanhado do diretor de Gestão de Portfólio da agência, Paulo Barros, e do diretor de Governança do Setor Espacial, Cristiano Trein, o coronel foi recebido pelo presidente da Praticagem do Brasil, prático Ricardo Falcão; pelo diretor administrativo da entidade, prático Marcello Camarinha; pelo presidente da Praticagem de São Paulo, prático Bruno Tavares; e pelo diretor-superintendente, prático Hermes Bastos Filho. 



O presidente e os diretores da AEB conheceram o Centro de Coordenação, Comunicação e Operações de Tráfego (C3OT), que, além de apoiar o trabalho dos práticos, realiza o controle de tráfego e das operações dos navios em parceria com a Autoridade Portuária. Os dados ambientais coletados pelo centro serviram de base para a implantação pioneira no Brasil do sistema de calado dinâmico ReDRAFT, que calcula com mais precisão o calado máximo das embarcações, gerando mais segurança para as manobras e eficiência para a atividade portuária.

Um dos possíveis desdobramentos do protocolo é justamente a aplicação da tecnologia espacial para medição dos calados nos canais de acesso aos portos. 

– A agência emprega sistemas espaciais. E satélites nada mais são que sensores em órbita que conseguem observar a Terra e podem coletar dados meteorológicos, de marés e correntes. Além disso, temos outras aplicações como em sistemas de comunicação, previsão de eventos extremos etc. Viemos conhecer a praticagem para ver como podemos contribuir. Acreditamos que podemos melhorar a qualidade das informações que impactam no trabalho da praticagem – afirmou Carlos Moura.

Nos EUA, a Nasa e a Praticagem de São Francisco, na Califórnia, também fizeram muitos trabalhos em conjunto com universidades sobre a questão da fadiga humana, outro tema relevante para a praticagem, já que o prático não pode trabalhar demais a ponto de ficar fadigado nem de menos a ponto de perder a experiência, sob pena de comprometer a segurança.

– Sem dúvida, ambas as áreas (espacial e praticagem) trabalham em extremos e com níveis de responsabilidade e limites muito semelhantes. Por isso, com engenharia e conhecimento, procuramos aperfeiçoar os sistemas que o homem produz para trabalhar com a natureza de maneira sustentável e trazer qualidade de vida para todos – completou Moura.

O presidente Ricardo Falcão disse que o acesso à alta tecnologia e ao conhecimento é fundamental para a excelência do trabalho da praticagem:

– A Agência Espacial Brasileira é uma agência de ponta e muito próxima do Instituto Tecnológico de Aeronáutica. E temos sempre que trabalhar no estado da arte para garantir a segurança da navegação. Quando a gente quer ter 0% de acidentes que é o nosso objetivo, temos que investir, não tem jeito. Na Amazônia, por exemplo, onde sou prático, temos muitos problemas de comunicação em diversas regiões e já existem satélites que nos permitem gerar informações para assegurar a passagem dos navios em comunidades ribeirinhas. 

O presidente da Praticagem de SP ressaltou que o universo de aplicação da tecnologia espacial na praticagem é muito abrangente:

– São duas entidades que lidam diretamente com tecnologia e isso pode nos trazer muitos benefícios, como na parte de batimetria (medição das profundidades) por meio das imagens de satélites, na previsibilidade ambiental para as manobras e na comunicação em áreas remotas. Certamente, essa parceria vai ajudar muito o Porto de Santos e os demais no Brasil.

À tarde, Carlos Moura e os diretores que o acompanham vão embarcar em uma lancha de praticagem para conhecer as instalações do maior porto da América Latina e assistir ao embarque de um prático em um navio, momento sempre arriscado da profissão.

Nesta quarta-feira, a comitiva visitará o Tanque de Provas Numérico da Universidade de São Paulo (TPN-USP), em São Paulo. O laboratório é referência em simulações de manobras de navios e mantém uma parceria de mais de dez anos com a Praticagem do Brasil, que já contribuiu para formar mais de 20 mestres e doutores. Ainda na USP, Carlos Moura e sua diretoria serão apresentados às pesquisas da Escola Politécnica na área aeroespacial.