SOPESP comemora 28 anos fortalecendo o compromisso de modernizar o setor portuário

08:00

 Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo completa quase três décadas de atuação conciliando ações práticas de combate a Covid-19, vacinação, profissionalização de colaboradores, investimentos e outros avanços para as operações dos portos do Estado de São Paulo.

No dia 22 de dezembro, o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (SOPESP) celebra 28 anos de existência. São quase três décadas marcadas por forte atuação de cuidado, geração de diálogos entre associados e representantes da atividade portuário no estado de São Paulo.

Se até aqui o mar parecia calmo, o ano de 2020 foi atípico e desafiador não só pela chegada da Covid-19, mas também pela desaceleração da economia que atingiu sociedades e mercados de todo mundo.

Foi o momento em que o Sindicato traçou e implantou um novo planejamento estratégico, atuando de forma ativa na prevenção e combate do vírus, destacando como principais ações:


 Foi também nesse mesmo ano que a entidade traçou um plano a longo prazo (2020 – 2024) com objetivo de desenvolver suas ações de defesa e representação dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo, possibilitando aprimoramento e  competitividade do setor.


Para Régis Gilberto Prunzel, presidente reeleito da entidade, onde ocupará o posto executivo de 2021 a 2023, essas ações e planejamento do órgão, marcas presentes na evolução da trajetória do SOPESP, foram possíveis graças ao trabalho em conjunto.


“Enfrentamos vários desafios nos últimos anos, mas que deixam de legado a união das nossas associadas e o profissionalismo dos nossos colaboradores. Manter operações nos portos da Baixada e de São Sebastião cada vez mais eficientes, cuidando dos nossos trabalhadores e auxiliando nossos associados, continuará sendo a nossa maior missão”, destaca Prunzel.


Rumo a construção continua do seu legado, a entidade mantém o aperfeiçoamento e o diálogo como um dos seus principais pilares.


Para Ricardo Molitzas, diretor-executivo do órgão, esse constante aperfeiçoamento se faz presente na trajetória do sindicato. 

“O SOPESP realiza um trabalho eficiente e sério na defesa dos interesses do segmento empresarial dos operadores portuários, buscando sempre a competitividade do nosso setor, interagindo com as autoridades intervenientes, com os sindicatos laborais e com a sociedade como um todo”, afirma Molitzas.

 A entidade encerra o ano com importantes conquistas no cumprimento de sua missão. Nesses 28 anos, a melhor celebração que a entidade irá realizar é continuar com seu trabalho de construir um futuro em que um setor portuário moderno e atualizado seja reflexo direto da atuação de um sindicato mais forte, atuante e comprometido. Seja no presente, atendendo as demandas vigentes ou mesmo pensando mais a frente, planejando os próximos passos na consolidação de seus valores e na construção de seu legado.


Historia:

Fundado em 22 de dezembro de 1993, o SOPESP nasceu com a missão de defender os direitos dos operadores portuários e estabelecer diálogos com os trabalhadores, as categorias empresariais, os governantes e todos os envolvidos no projeto de modernização dos portos brasileiros.


Em 1995 o SOPESP modifica a sua forma de gestão, criando o Conselho Diretor, o Conselho Fiscal e as Câmaras Setoriais, com o objetivo de debater e negociar tanto as convenções como os acordos coletivos com as categorias de trabalhadores do porto.


A figura do Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) também se faz presente na história do SOPESP. Criado há mais de 26 anos, sua existência e ações estão diretamente ligadas ao SOPESP, de onde partem as orientações políticas e por onde são definidas as relações capital e trabalho, por meio de acordos e convenções coletivas negociados pelo SOPESP, suas câmaras setoriais ou operadores portuários associados.


Um elo de evolução das atividades portuárias por meio do treinamento e capacitação dos trabalhadores, além da disponibilização de ferramentas eficazes de atendimento a demanda de trabalho.  

Fonte: SOPESP

 

PRATICAGEM LANÇA SIMULADOR DE PADRÃO MUNDIAL EM BRASÍLIA

05:47



A Praticagem do Brasil inaugurou, na terça-feira (14/12), em Brasília, um centro de simulações de padrão mundial, que incorpora diversas facilidades de engenharia para avaliação de projetos aquaviários e portuários, além dos recursos para treinamento dos práticos. O espaço oferece o que há de mais moderno em simulador de passadiço para manobras de navios e foi implantado em parceria com o Tanque de Provas Numérico da Universidade de São Paulo (TPN-USP), referência internacional nesse tipo de tecnologia. O evento reuniu práticos de todo o Brasil, autoridades marítimas e portuárias, representantes da indústria do shipping e membros do Executivo e do Legislativo.  

Implantamos este instituto aqui, no Planalto Central, com o objetivo de aproximar esta importante ferramenta de estudos das autoridades que decidem sobre os projetos aquaviários e portuários no Brasil. Em especial, a Marinha do Brasil, o Ministério da Infraestrutura, a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e o Congresso Nacional. Essa proximidade trará mais agilidade e assertividade na avaliação de acessos aquaviários, implantação de novos terminais e operação com embarcações maiores. Todos esses estudos para validação de projetos contam com a participação de práticos, em função da nossa expertise na condução dos navios em áreas restritas e do conhecimento que temos dessas águas – afirmou o presidente da Praticagem do Brasil, prático Ricardo Falcão.

O centro de treinamento e avaliação aquaviária está instalado a poucos minutos da Praça dos Três Poderes. Além do acompanhamento técnico de projetos pelas entidades reguladoras das atividades marítimas e portuárias, a localização favorece a vinda para treinamento de práticos das 21 zonas de praticagem brasileiras.

– Essa iniciativa vai ao encontro daquilo que a Marinha prega: a segurança da navegação. Ao visitar o simulador, eu vi um equipamento de ponta que será importante para a reciclagem dos práticos e o aprimoramento de cada manobra realizada, trazendo agilidade e eficiência nas operações. Isso certamente vai fazer da nossa praticagem mais segura do que ela já é – disse o diretor geral de Navegação da Marinha, almirante de esquadra Wladmilson Borges de Aguiar, que aproveitou para parabenizar os práticos pela resiliência na pandemia.

O campo de visão do passadiço, de aproximadamente 290 graus, é formado por 14 telas de 65 polegadas, sendo três traseiras. O modelo matemático, o mesmo adotado no TPN-USP, reproduz fielmente a ação de ondas, ventos, correntes e marés, além de efeitos hidrodinâmicos que afetam a manobrabilidade das embarcações. O professor Eduardo Tannuri, responsável técnico pelo projeto, destacou a parceria de mais de dez anos com Praticagem do Brasil, que já contribuiu para formar mais de 20 mestres e doutores:

– Adotamos a solução de telas verticais, em linha com os novos simuladores do mundo. Estamos no estado da arte em ambientação e realismo das manobras. Esse é mais um passo de muitos outros que virão com o termo de cooperação que assinamos.

As instalações permitem simular com precisão qualquer tipo de manobra, além de situações específicas que não são possíveis no dia a dia, pelo risco envolvido. Também podem ser simuladas operações como aumento no porte de embarcações, novas rotas fluviais e implantação de terminais marítimos. O espaço vai receber ainda mais um simulador parecido, com mais inovações, e outro que simula a ação dos rebocadores que auxiliam os práticos nas manobras. Também está previsto um verdadeiro big data com informações e imagens em tempo real das praticagens espalhadas em todo o país.

 O presidente da Associação Internacional de Práticos Marítimos (IMPA), prático Simon Pelletier, veio do Canadá para prestigiar a inauguração e afirmou não conhecer muitas iniciativas como essa ao redor do mundo:

 – Não há muitas associações de práticos que tenham desenvolvido um centro como esse. O que se fez aqui no Brasil é algo realmente impressionante. Um nível de profissionalismo que merece ser reconhecido.

Para o diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, a praticagem, ao prover mais simuladores, contribui para o treinamento, a segurança da navegação e para que os projetos no Brasil avancem mais rapidamente:

Quanto mais instituições sérias possam oferecer essas ferramentas ganha a sociedade portuária e de navegação.

O diretor-presidente da Santos Port Authority (SPA), Fernando Biral, reforçou a importância das ferramentas de simulação diante da tendência de aumento do tamanho das embarcações. O Porto de Santos, inclusive, já foi homologado para receber os contêineros de 366 metros de comprimento:

– Alguns canais de acesso aquaviários no Brasil não são tão propícios à navegação dessas grandes embarcações. Muitas das manobras realizadas no canal de Santos, por exemplo, são complexas e precisam ser simuladas e estudadas para se tornar seguras.

O senador Lucas Barreto lembrou que o seu estado, o Amapá, poderá receber navios da classe New Panamax, com 105 mil toneladas de carga, graças a simulações realizadas em 2020 no TPN-USP. Segundo ele, o trabalho e os investimentos da praticagem são fundamentais para a preservação da Amazônia:

– Esse equipamento que se inaugura hoje é tão importante quanto a atuação da praticagem. Com esses navios maiores, mais do que nunca precisamos dos práticos e da Marinha cuidando do meio ambiente. Um acidente na foz do Rio Amazonas, por exemplo, seria uma catástrofe ambiental no maior estuário do mundo.

O deputado federal Doutor Jaziel (CE) ficou impressionado com o que viu:

Eu ouvia falar da praticagem. A gente sabe que existe essa categoria de pessoas que fazem esse trabalho e levam nossas riquezas para o exterior e para dentro do nosso próprio país. Mas isso aqui é uma coisa muito grandiosa. Saio com a certeza de que é muito maior do que eu pensava. A gente não tem esse conhecimento das entrelinhas da praticagem, mas já posso entender que é algo extremamente responsável, que se faz com segurança, tecnologia e abnegação. Vejo um verdadeiro laboratório associado com a melhor universidade do país, que traz para cá uma maneira de preparar e reciclar pessoas para exercer essa tão nobre profissão.

O ex-deputado federal Luiz Carlos Hauly (PR), por sua vez, ressaltou a importância da praticagem ao longo da história para a economia do país:

– A praticagem é uma categoria profissional de elite regulamentada há mais de 200 anos. Na medida que o Brasil cresceu, a atividade sempre esteve presente ajudando na movimentação das nossas importações e exportações.

De manhã, antes da cerimônia, o centro de simulações de manobras do Instituto Praticagem do Brasil ainda foi palco do lançamento dos livros do professor Edson Mesquita, precursor dos simuladores no Brasil. "A manobrabilidade do navio no século 21” e “Princípios de hidrodinâmica e a ação das ondas - sobre o movimento do navio” atraíram dezenas de convidados para a sessão de autógrafos.

 

PRATICAGEM DO BRASIL INAUGURA CENTRO DE SIMULAÇÕES EM BRASÍLIA

04:20

 Simulador de passadiço permite simular manobras de navios em todos os portos, além de avaliar a segurança e eficiência de novos projetos e operações portuárias


A Praticagem do Brasil inaugura, na terça-feira (14/12), o seu centro de simulações de manobras em Brasília. 
O espaço oferece o que há de mais moderno em simulador de passadiço para manobras de navios e foi implantado em parceria com o Tanque de Provas Numérico da Universidade de São Paulo (TPN-USP), referência internacional em simulações.

O centro de treinamento e avaliação aquaviária está instalado a poucos minutos da Praça dos Três Poderes. A localização favorece a vinda para treinamento de práticos de todo o Brasil, além do acompanhamento técnico de projetos pelas entidades reguladoras das atividades marítimas e portuárias, como a Marinha do Brasil, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e o Ministério da Infraestrutura.

O campo de visão do passadiço, de aproximadamente 290 graus, é formado por 14 telas de 65 polegadas, sendo três traseiras. O modelo matemático, o mesmo adotado no TPN-USP, reproduz fielmente a ação de ondas, ventos, correntes e marés, além de efeitos hidrodinâmicos que afetam a manobrabilidade das embarcações.

– Adotamos a solução de telas verticais, em linha com os novos simuladores do mundo. Estamos no estado da arte em ambientação e realismo das manobras – diz o professor Eduardo Tannuri, do TPN-USP, responsável técnico pelo projeto.

As facilidades permitem simular com precisão qualquer tipo de manobra, além de situações específicas que não são possíveis no dia a dia, pelo risco envolvido. Também podem ser simuladas operações como aumento no porte de embarcações, novas rotas fluviais e implantação de terminais marítimos. Todos esses estudos para validação de projetos contam com a participação de práticosem função da sua expertise na condução e manobra de navios em áreas restritas e do conhecimento das características das águas em que atuam.

– Fomos além de um simples centro de treinamento, oferecendo facilidades de engenharia que permitem avaliar acessos aquaviários, implantação de novos terminais e operação com navios maiores. Este conceito, de estar próximo das autoridades que decidem sobre os projetos, é único no mundo e certamente trará mais agilidade, como na concessão de um terminal. Quando você está dentro de um simulador, vendo a praticagem manobrar, é muito mais fácil enxergar como melhorar o desempenho operacional de um porto sem abrir mão da segurança, e debater as melhores opções. Certamente, teremos discussões de alto nível em prol do desenvolvimento portuário – afirma o presidente da Praticagem do Brasil, prático Ricardo Falcão.

Assessoria de Communicação CONAPRA


Homenagem na Praticagem de São Sebastião

06:05

Três funcionários da Praticagem de São Sebastião foram homenageados por terem participado da operação realizada em abril de 2019 para fundear em segurança dois petroleiros carregados e atrelados um ao outro por cabos de aço, que estavam à deriva no Canal de São Sebastião.

A noite de dia 28 de abril de 2019 ficou para a história. Depois de seis horas de um trabalho cuidadoso e realizado com muita eficiência, os práticos Márcio Teixeira e Fábio Abreu conseguiram evitar um grave acidente com os dois petroleiros da classe Suezmax carregados de óleo.

Eles fundearam em segurança os navios atrelados um ao outro por cabos de aço, que estavam à deriva no Canal de São Sebastião, no meio de uma enorme tempestade com ventos de mais de 130 km/hora e ondas de quase dois metros. Pela operação realizada no Terminal Almirante Barroso, no Porto de São Sebastião, os práticos receberam o Prêmio IMO por Bravura Excepcional no Mar, da Organização Marítima Internacional, considerado o de mais alto reconhecimento mundial.

Só que naquela noite, outros três profissionais da Praticagem participaram ativamente da operação em que os dois práticos controlaram os navios levados pela força do vento e das correntes marítimas e que rumavam perigosamente para Ilhabela, colocando em risco seus moradores e o meio ambiente: o operador do CO Sidney Cirilo dos Santos, o mestre de lancha Sandro Carvalho de Santana e o marinheiro de lancha Rodrigo Lourdes do Nascimento, que garantiram o embarque seguro para os dois práticos.

Por essa ação nesta manhã de segunda eles foram homenageados e receberam placas comemorativas entregues por Lélio Console, Presidente da Praticagem de São Sebastião, em cerimônia realizada na sede da Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião: “Nosso trabalho é realizado em equipe e eles também contribuíram também com presteza, coragem e determinação para o sucesso dessa operação arriscada. Essa homenagem é uma forma de valorizar o trabalho tão importante desses profissionais para a excelência do serviço de praticagem”, disse Lélio.

Também participaram da cerimônia o Gerente da Praticagem de São Sebastião Álvaro Adrião Cassese Cunha, o Delegado da Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião CMG Adriano e o ajudante da Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião CC Brito.

 Como foi o acidente

 No dia 28 de abril de 2019, os práticos Márcio e Abreu foram alertados pelo gerente do Terminal que, devido a rajadas de vento inéditas de até 70 nós, os cabos de amarração de dois petroleiros atracados em operação navio a navio estavam partindo. Com pouca visibilidade, causada por fortes chuvas e ondas altas no canal, os dois práticos embarcaram na lancha da Praticagem para tentar chegar aos petroleiros, quando perceberam que os navios já estavam à deriva.

 Em condições bastante desafiadoras, Márcio conseguiu embarcar no navio-tanque Rio 2016 e Abreu no Milton Santos, onde encontraram a tripulação bastante apreensiva. Inicialmente ele se informou sobre a situação crítica para planejar a melhor abordagem, uma vez que os dois navios ainda estavam conectados por mangueiras de óleo e cabos de amarração e derivando para a região de Ilhabela.

Os dois práticos manobraram cuidadosamente o Milton Santos para longe do Rio 2016 com o auxílio de rebocadores e, após quase seis horas estressantes, o navio finalmente também largou a âncora.