Praticagem está preparada para os navios de 366 metros

05:46

 

Finalmente o porto de Santos poderá operar com navios de 366 metros de comprimento. Bruno Tavares, Presidente da Praticagem de São Paulo, diz que os práticos têm realizado os treinamentos e participado de simulações para enfrentar com segurança e excelência o desafio. Serão necessários inicialmente dois práticos e quatro rebocadores para atuar na chegada dos new panamax, que transportam até 14 mil TEUs.

Com a homologação da Marinha do Brasil para receber navios de 366 metros, as maiores embarcações previstas para a Costa Leste da América do Sul, sonho de receber grandes embarcações vai virar realidade.

Conhecidos no mercado como classe New Panamax, os navios com 366 de comprimento e 52 metros de boca têm capacidade para transportar até 14 mil TEUs (unidades equivalentes a um contêiner de 20 pés) em uma única viagem. Até agora Santos só pode receber navios com 340 metros, que carregam a média de e 9 mil TEUs.

Bruno Tavares reforça a preocupação com a segurança e a modernidade que o trabalho envolve. “Santos é um Porto dinâmico e requer a dragagem de manutenção. Com os navios de 366 metros, não haverá margem para falhas. Nós nos adiantamos aos desafios e desde 2017 estamos treinando os práticos em centros de excelência, nos Estados Unidos e na França, com modelos de navios tripulados, simuladores de manobras, conversando e trocando experiências com comandantes que já manobram esses navios grandes, no caso dos de 366 metros. Adiantar-se aos desafios é muito importante”.

Segundo Tavares, as operações vão exigir um número maior de profissionais. “Precisaremos de dois práticos a bordo do navio e de mais limitações para as manobras em termos de condições meteorológicas (ventos e correntes), serão o que chamamos de manobras especiais”, alerta.

A proatividade e o treinamento feito nos EUA ganham especial atenção, principalmente por conta da tecnologia utilizada pelos práticos. “Poucos centros de treinamento tinham esse modelo de navio em escala reduzida, que é o 366. É um modelo tripulado, diferente do simulador computacional. Nós nos deslocamos para um rio ou um lago – em geral, um lago, onde treinamos as manobras que iremos realizar no Porto”, narra.

Nele, o prático embarca e as reações hidrodinâmicas são simuladas. Esse navio tem seu próprio propulsor e leme, tudo controlado pelo prático de dentro do mesmo. “É tudo proporcional à vida real, porém em escala reduzida, diferente de um simulador virtual. Você sente os efeitos hidrodinâmicos, diferentes de um simulador de manobras, que é como se fosse um videogame de última geração.”, acrescenta Tavares. 

Durante as simulações de navios 366m, a Praticagem  de São Paulo trabalhou com calado máximo de até 14,20m. Com a homologação dos new panamax com 366m de comprimento para Santos, esses parâmetros passam para 51m a 52m de boca. O calado máximo de 14,20m tem perspectivas de chegar a 14,50m.

 

Tecnologia e dragagem

A inovação não para na Praticagem de São Paulo, como explica o Presidente: “Temos equipamentos que levamos para bordo, que são os PPUs (Portable Pilot Unit), que auxiliam nas manobras de navios especiais. Há ainda o C3OT (Centro de Coordenação, Comunicações e Operações de Tráfego), que é onde realizamos, junto com a Autoridade Portuária, o controle de tráfego e das operações dos navios. Posso dizer que, hoje, estamos bem servidos no uso de tecnologias existentes no mercado”, comenta.

Ele avalia como positiva a possibilidade de incremento na dragagem, aprofundando o canal de navegação, como outra medida que pode ser exigida pelo Governo Federal do futuro concessionário do Porto. “Sem uma dragagem em constante manutenção com aumento das profundidades, o trabalho do porto é muito prejudicado. Queremos que o Porto cresça, não pare de produzir e que seja possível otimizar cada vez mais as operações e a dinâmica do complexo. A praticagem está aqui para ajudar nessa avaliação. Temos sempre que fazer da melhor maneira e da forma mais segura possível”.

 

Marinha do Brasil entrega duas usinas de oxigênio nos municípios de Urucará e Codajás (AM)

06:40


 Nesse sábado (20), a Marinha do Brasil, por intermédio do Comando do 9º Distrito Naval realizou a entrega de duas usinas de oxigênio, nos municípios de Urucará e Codajás, interior do Estado do Amazonas. 

Os equipamentos, encaminhados pelo Ministério da Saúde, foram transportados pelos Navios-Patrulha Fluvial Raposo Tavares e Amapá, subordinados ao Comando da Flotilha do Amazonas. As usinas entregues a representantes dos municípios permitirão, pela primeira vez, produzir o oxigênio medicinal para o tratamento de pessoas com COVID-19 e de outros pacientes internados. 

A ação faz parte da Operação COVID-19 do Ministério da Defesa em parceria com o Ministério da Saúde e do Comando Conjunto Amazônia.


Fonte: Marinha do Brasil 

Operação “Ágata 2021”,

05:57


A Marinha do Brasil, por intermédio da Capitania dos Portos do Amapá (CPAP), informa que apreendeu, hoje (23), embarcações irregulares, transportando cerca de 46 metros cúbicos de madeira sem documentações legais do material, nas proximidades do Canal das Pedrinhas, em Macapá (AP). 

A ação ocorreu no contexto da Operação “Ágata 2021”, que visa prevenir e reprimir atividades criminosas, combatendo ilícitos e crimes ambientais, e contou com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) do Amapá. 

Os comandantes foram notificados e as embarcações apreendidas pela CPAP por descumprirem as normas de segurança da navegação e apresentarem documentações dos meios e de sua tripulação irregulares. Já a carga de madeira foi encaminhada para os órgãos competentes a fim de adotarem as medidas cabíveis.





Fonte: Marinha do Brasil

Paraná: prático evita encalhe com navio de quase 300 metros

05:41

Responsável por conduzir os navios na entrada e saída dos portos, a praticagem evitou um encalhe com um grande contêinero na manhã da última quinta-feira (11/2). Foi durante a saída do navio Conti Paris do Porto de Paranaguá (PR). A embarcação, com 299,98 metros de comprimento e 40,3 metros de boca (largura), estava com 11,6 metros de calado e apresentou falha de máquinas, obrigando o prático Cirio a executar uma manobra de emergência. Após a desatracação, o problema ocorreu na passagem entre as boias 19 e 20, quando o navio ainda estava a três milhas náuticas (quase cinco quilômetros) da primeira área possível para o fundeio de emergência. Imediatamente, o prático informou o centro de operações da praticagem e pediu que as âncoras ficassem prontas para largar caso a situação fugisse de controle. Além disso, solicitou o auxílio de rebocadores. Durante 25 minutos, ele teve que navegar sem propulsão, evitando o encalhe fora do canal de navegação, onde as águas eram mais rasas. Para isso, controlou o rumo do navio com o restante da velocidade residual que diminuía rapidamente devido à corrente. Outro desafio foi uma chuva de verão se aproximou, reduzindo a visibilidade e trazendo rajadas de vento. O navio conseguiu navegar duas milhas até parar. Quando os rebocadores chegaram para o apoio, o prático conduziu a embarcação por mais uma milha até o ponto de fundeio. Navios encalhados ficam sujeitos a grandes esforços de torção e ruptura, correndo risco de entortarem e até se partirem, derramando óleo na água. O prático é o profissional que embarca no navio para conduzi-lo em segurança na entrada e saída dos portos. São águas mais restritas ao tráfego, onde o comandante não tem treinamento para navegar e não está familiarizado com condições locais como ventos, correntes e marés. Este trabalho evita acidentes que podem causar mortes, poluição em mares e rios, danos ao patrimônio público e privado e até interromper o funcionamento de um porto com graves prejuízos para a economia. O Brasil tem 633 práticos atuando em 21 zonas de praticagem.

Fonte: CONAPRA

Navio-Patrulha “Guaíba” realiza evacuação médica de tripulante de veleiro francês

13:04

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O Navio-Patrulha (NPa) “Guaíba”, subordinado ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste (ComGptPatNavNE), realizou, no dia 13 de fevereiro, a evacuação médica de um tripulante do veleiro francês “Mathusalem II”, que se encontrava a 130 milhas náuticas (equivalente a 240 quilômetros) de Natal (RN), quando solicitou socorro. O tripulante, de nacionalidade francesa, de 71 anos, sofreu um acidente a bordo do veleiro na tarde do dia 11 de fevereiro, sendo resgatado na manhã do dia 12 de fevereiro pelo NPa “Guaíba”. A Operação de Busca e Salvamento (SAR), coordenada pelo Salvamar Nordeste, foi concluída na madrugada do dia 13 de fevereiro, com a atracação do NPa “Guaíba” na Base Naval de Natal. Ao desembarcar, a vítima apresentava condição de saúde estável, sendo encaminhada ao hospital para receber o atendimento médico necessário

Diretores da Amazul assumem novos conselhos de entidades

12:26

 

Antonio Carlos Soares Guerreiro, diretor-presidente da Amazul ( foto: Eugenio Goulart)

O diretor-presidente da Amazul, Antonio Carlos Soares Guerreiro, integra,

desde dezembro de 2020, o Cedesen – Conselho Consultivo do Centro de

Defesa & Segurança Nacional, centro de estudos e pesquisas que reúne ex-

ministros de Estado, lideranças militares e especialistas. Já o diretor Técnico

Francisco Roberto Portella Deiana assume, nesta quarta-feira (27/1), o cargo

de conselheiro da Abendi - Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e

Inspeção.

Francisco Roberto Portella Deiana, diretor técnico da Amazul 
(foto: Comunicação Amazul)


A Amazul participa, ainda, da Aben - Associação Brasileira de Energia Nuclear,

Abdan - Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades

Nucleares, Abimde - Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de

Defesa e Segurança e do Cluster Tecnológico Naval.


A missão do Cedesen, criado em 2020, é ampliar o diálogo entre civis e

militares em temas relacionados à defesa e segurança nacional com o objetivo

de produzir estudos, pesquisas e análises que contribuam para despertar o

interesse das elites políticas e da sociedade brasileira em questões relevantes

para um país continental como o Brasil. São temas ligados à tecnologia,

cibernética, geoestratégia, energia, ambiente e política, entre outros.


Na avaliação do Cedesen, um país como o Brasil, oitava maior economia do

mundo, quinto maior território e população e terceiro maior em fronteiras,

necessita desenvolver uma cultura de defesa. O centro observa que a base

industrial de defesa, complexo defesa e segurança pública, responde por 3,4%

do PIB. No entanto, o percentual da defesa é bem menor, da ordem de 0,5%,

mesmo sendo a principal responsável por produtos de alta e média-alta

tecnologia e potencial impulsora de um projeto de desenvolvimento nacional e

tecnológico.


Já a Abendi é uma instituição técnico-científica, sem fins econômicos, que

provê soluções que colaboram para o incremento dos negócios das empresas

e o desenvolvimento das pessoas. Fundada em 1979, trabalha com gestão de

projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, capacitação e treinamento,

qualificação e certificação, normalização técnica e difusão do conhecimento

nas áreas de Ensaios Não Destrutivos (técnicas utilizadas na inspeção de

materiais e equipamentos sem danificá-los), Inspeções, Acesso por Corda,


Saneamento e Infraestrutura, Qualidade e Meio Ambiente e Monitoramento de

Condição.

A associação atua em vários setores, como o de petróleo e gás, nuclear,

químico, siderúrgico, mineração, naval, automotivo, ferroviário, papel e

celulose, eletroeletrônico e geração de energia, contribuindo para o

crescimento sustentável da indústria e o desenvolvimento das pessoas.

Navio-Patrulha Oceânico “Apa” transporta tanque de oxigênio que atenderá hospitais de Manaus (AM)

05:12

 Cilindro conduzido pelo Navio da Marinha será

abastecido em Belém (PA) antes de seguir para o Amazonas 


O Navio-Patrulha Oceânico “Apa” atracou no Porto da Vila do Conde (PA), na noite da última terça-feira (26), com um tanque de 54 toneladas, que será envasado, em Belém (PA), com 90 mil m³ de oxigênio líquido para abastecer hospitais na cidade de Manaus (AM). O município enfrenta colapso no sistema de saúde, devido ao agravamento da pandemia no novo coronavírus no Amazonas. A atividade faz parte da Operação “Covid-19”, que as Forças Armadas atuam para mitigar as consequências da doença.


O “Apa” partiu de Santos (SP), no dia 19 de janeiro, e tinha previsão de parada no Pará no dia 28 de janeiro; porém, devido às boas condições meteorológicas e aos esforços de 80 militares que compõem a tripulação do Navio, a chegada em Vila do Conde foi antecipada em dois dias. 


A missão do “Apa” teve apoio do Comando do 4º Distrito Naval, da Companhia Docas do Pará (CDP), que disponibilizou prontamente cais e guindastes, e da empresa White Martins, fornecedora do oxigênio. O tanque será transportado por via fluvial, por meio de uma balsa, até Manaus, onde deve chegar na primeira semana de fevereiro. O Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial e Lacustre e das Agências de Navegação no Estado do Pará  (Sindarpa) se colocou à disposição para apoiar as atividades.


Desde março de 2020, as Forças Armadas prestam apoio a medidas deliberadas pelo Governo Federal voltadas para reduzir os impactos do surto do novo coronavírus, permanecendo em condições de disponibilizar recursos operacionais e logísticos quando se fizerem necessários.




Fernanda Letícia da Silva recebeu Insígnia da Ordem do Mérito Naval.

11:10

 

Devido aos relevantes serviços prestados à Marinha do Brasil, Fernanda Letícia da Silva, natural de Resende, cidade do sul fluminense, 37 anos, recebeu, da Marinha do Brasil, a Insígnia da Ordem do Mérito Naval e, nesta quinta (21/01), foi homenageada na Praticagem de São Paulo. Ela recebeu a Ordem Grau de Cavaleiro do Quadro Suplementar.

Fernanda Letícia acredita ter sido indicada por conta do conjunto da obra desde 2006, quando foi condecorada com a Medalha Mérito Tamandaré: “Incluo também a adoção e manutenção de sala de aula do CIAGA (Centro de Instrução Almirante Graça Aranha), onde eu me  formei, quando ainda era 2º Oficial de Náutica, e a criação do Concurso Literário anual para Alunos das duas EFOMM (Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante) e Aspirantes da Escola Naval , além de outras atividades do EPM (Ensino Profissional Marítimo), que é uma das atribuições da DPC (Diretoria de Portos e Costas)”.

Desde 2009 atuando na Praticagem de São Paulo, para ela o desafio inicial foi o de superar o preconceito da idade, por ser na época muito jovem, mas há muitos outros: “O nosso trabalho é sempre assessorar os comandantes da melhor maneira possível nas manobras em função das várias características do navio, condições atmosféricas e oceanográficas e movimentação portuária do momento. Não há uma manobra igual à outra e o desafio constante é sempre salvaguardar a vida humana no mar, preservar a segurança da navegação e prevenir a poluição hídrica”.

O desejo de ser prática surgiu durante os embarques em navios mercantes, ainda como aluna: “O que mais me atraía eram as manobras. Fascinava-me ver como os comandantes assessorados pelos práticos conseguiam fazer com que os navios atendessem às ordens de máquina e leme para fundeios, atracações e desatracações entre outras, usando rebocadores ou não, usando as forças da natureza como vento, maré e corrente. Então, ainda como aluna, eu sabia que queria ser ou comandante ou prático. Entre os portos que eu mais frequentei estava o de Santos. Sempre que eu tive a oportunidade de acompanhar a manobra do prático eu ficava com aquela curiosidade de saber como ele consegue dominar um navio", relembra.

Fernanda Letícia foi a primeira mulher na Praticagem de São Paulo e diz que não sente medo mesmo nos dias de mais dificuldades, apenas a preocupação constante de sempre assessorar os comandantes da melhor maneira possível.

 Ela também atua no Porto de São Sebastião e revela as diferenças nas manobras: “Em Santos o canal navegável é sinuoso, a distância entre as margens relativamente curta, os pontos de atracação quase sempre estreitos e a variedade de tipos de navios é grande. Já em São Sebastião, a grande maioria das manobras é com grandes petroleiros e as características principais são a forte correnteza e os maiores calados, a parte submersa dos navios. O VLCCs (Very Large Crude Carrier) em São Sebastião e os grandes conteineiros em Santos são os maiores navios que manobramos. Alguns tem mais de 340 metros de comprimento.”

Felizmente, diz que nunca sentiu qualquer tipo de preconceito por ser mulher em um setor dominado pelos homens: “Nunca passei por qualquer problema, nem como Oficial de Náutica nem como Prático. No início alguns comandantes de navios estrangeiros estranhavam quando eu subia a bordo, mas diz que não por ser mulher, mas sim por ser muito nova.  “Mas quando eu contava meu histórico como Oficial de Náutica, chegando a imediatar navio antes de entrar para a Praticagem eles sentiam-se seguros”.

Com uma filha pequena, conta que o mar sempre entrou nas brincadeiras entre elas e que consegue conciliar a vida pessoal com a profissional sem problemas: “Trabalhei normalmente até o início do meu sétimo mês de gestação. Então minha filha já se acostumou ao balanço do mar desde aquela época. Adora banheira, praia e piscina. E já visitou o CIAGA uma vez, meses atrás, quando plantou um ipê amarelo próximo à sala de aula adotada por mim. Se ela optar por seguir minha carreira, já estará bem encaminhada”, comenta sorrindo.

Apaixonada pela profissão, diz que como prática, e mesmo anteriormente como Oficial da Marinha Mercante, encontrou retornos muito positivos: “Esses trabalhos sempre me colocaram em contato com pessoas de várias nacionalidades e o aprendizado oriundo desse contato e da troca de experiências foram engrandecedores culturalmente e me concederam visão global sobre povos, costumes e culturas”.

 

NOTA DE FALECIMENTO - MARTA VANNUCCI 1921-2021

15:28


MARTA VANNUCCI, naturalizada brasileira, nasceu na cidade de Firenze (Florença), Itália, no dia 10 de maio de 1921 e faleceu em 15/1/2021. Bacharel e licenciada desde 1942 em História Natural pela antiga FFCL-Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. Defendeu em 1944 seu doutorado em Ciências sobre Hydroida Thecaphora do Brasil.

O Prof. Ernst Marcus, ilustre zoólogo alemão na USP a convidou para ser Assistente da cadeira de Zoologia da FFCL/USP de 1944 a 1950.

Convidada por Wladimir Besnard em 1949 para trabalhar na Seção da Fauna Marítima do Instituto Paulista de Oceanografia (IPO 1946-51). O comissionamento da FFCL/USP para o IPO foi formalizado em outubro de 1950.

Estruturou a Seção de Oceanografia Biológica, embrião do Departamento de Oceanografia Biológica do Instituto Oceanográfico da USP juntamente com João de Paiva Carvalho.

Examinou o material coletado pelo Prof. Besnard durante o cruzeiro, em colaboração com a Marinha Nacional, do “Baependi” e do “Vega” à Ilha da Trindade em 1950 e publicou entre 1950 e 1952, no Boletim do Instituto, três artigos apresentando os resultados científicos dessa expedição, chefiada na parte oceanográfica, pelo Prof. Wladimir Besnard. Essa expedição é considerada o Primeiro Cruzeiro Oceanográfico Brasileiro.


Em dezembro de 1966 foi eleita membro titular da Academia Brasileira de Ciências sendo a primeira mulher a ser escolhida para a assembleia geral do órgão.Slide4

Publicou inúmeros artigos e livros sobre zooplancton. Escreveu sobre manguezais, indologia e literatura.

Poliglota, fala, lê e escreve fluentemente italiano, francês, português, latim, inglês, espanhol e hindi. Além de conhecimentos de alemão e sânscrito.

Em 1964 participou da Expedição Internacional ao Oceano Índico, à bordo do N/Oc. Anton Bruun.De 1964 a 1969 foi Diretora Geral do Instituto Oceanográfico da USP e representante do CNPq na International Association of Biological Oceanography. Foi durante a sua gestão que se conseguiu terminar a construção do N/Oc. W. Besnard em Bergen, Noruega.

Candidatou-se a um posto oferecido pela UNESCO em Cochin, Índia e se afastou do Instituto Oceanográfico a partir de 1970 com prejuízo do salário, aposentou do IOUSP em 1974.

Em 2004, foi entrevistada pela Comissão de Memória do IOUSP e editamos em poucos minutos sua entrevista de duas horas. Assista pelo Youtube.

Biografia de Marta Vannucci: www3.io.usp.br/index.php/noticias/1357-nota-de-falecimento-marta-vannucci-1921-2021.html.

Entrevista de Marta Vannucci à Comissão de Memória do IOUSP, em 2004: www.youtube.com/watch?v=XRwc5_0djPo.

Fonte: IOUSP

ONU dá início à Década do Oceano

05:05

A Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu que entre 2021 e 2030 o mundo viverá a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, a Década do Oceano. Assim como em outras “décadas propostas pela ONU” desde 1960, que abordaram temas como racismo e biodiversidade, a ideia é que os países membros da ONU unam esforços para um objetivo comum.

Uma década para garantir o futuro do oceano

O entendimento humano sobre o oceano avança a passos largos. Cada vez mais se percebe o quanto as atividades humanas dependem desse ambiente, e também o influenciam, em questões como a produção de oxigênio, regulação do clima, sequestro e armazenamento de carbono. Contudo, de acordo com o professor, o processo de desenvolvimento de ciência oceânica deve ainda se preocupar com outro fator: “Deve haver tradução para a sociedade. Sem a tradução desse conhecimento para a população e para os tomadores de decisão, a gente não consegue caminhar em direção ao uso sensato do oceano, que é o que a década busca”.

Fonte: Jornal USP

Uma década para garantir o futuro do oceano

05:35

 

2020 foi o ano em que a Terra parou devido a algo invisível com grande capacidade de destruir vidas. Em 2021 será o momento em que todos deverão vislumbrar algo imenso e com poder de sustentar a humanidade: o Oceano. Sim, o Oceano será a bola da vez, e não apenas por um ano, mas por uma década a fim de se tornar de vez um tema comum a todos – independente de se morar no litoral, comer peixe ou tirar sua renda do mar.

Em 2017, um grande mergulho foi dado pela Organização das Nações Unidas (ONU), ao lançar a proposta da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (ou Década do Oceano), que acontecerá entre 2021 e 2030. Assim como em outras décadas propostas pela ONU desde de 1960, que abordaram temas como racismo e biodiversidade, a ideia é que os países membros da ONU unam esforços para um objetivo comum. É um “chamado para ação”, para que a sociedade como um todo esteja mobilizada e atuante frente a um determinado tema. Pela primeira vez, em mais de 30 décadas já propostas, o Oceano ganhou os holofotes. Mas por que agora?

Um fator é a ampliação do conhecimento sobre ele e sobre sua influência no funcionamento do planeta. Está cada vez mais latente o entendimento de que as atividades humanas dependem (e influenciam) fortemente do Oceano, como a produção de oxigênio; regulação do clima, sequestro e armazenamento de carbono; imensa, importante e ainda desconhecida biodiversidade; além de variados outros serviços ecossistêmicos.

Outro fator é a degradação que ele vem sofrendo. Poluição de diversos tipos, sobrepesca, invasão de espécies exóticas, supressão de habitats e mudanças climáticas impactam a biodiversidade e os benefícios que o Oceano traz para a humanidade. A primeira avaliação global do Oceano, publicada em 2016, foi bem clara ao expor que nenhum lugar em sua vastidão está livre de impactos humanos. Encontrar soluções para tantos problemas é uma necessidade urgente que depende diretamente da ciência.

A Década do Oceano foi proposta sob a coordenação da Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), órgão da ONU, a fim de ampliar os esforços para reverter essa tendência e construir a ciência que precisamos para o oceano que queremos. Para tanto, a Década busca um oceano limpo, seguro, saudável e resiliente, produtivo e explorado sustentavelmente, previsível, transparente e inspirador e envolvente.

Esses 7 objetivos são interconectados e contribuem para o desenvolvimento sustentável do Oceano e do planeta como um todo. Um oceano limpo, com as fontes de poluentes terrestres e marinhas conhecidas e controladas, é saudável e capaz de lidar com eventuais pressões que venham a acontecer no futuro. A diminuição da poluição reduz o risco de consumo de organismos marinhos que tendem a acumular compostos prejudiciais à biodiversidade e à saúde humana.

Além de fonte de alimento, o Oceano pode ser fonte de minérios (petróleo e gás) e energia limpa (ventos e ondas) que devem ser explorados de forma racional e a compartilhar amplamente os benefícios com a sociedade. O desenvolvimento de uma economia do oceano depende da segurança de quem trabalha nele, como pescadores e marinheiros, ou de quem é influenciado por ele, como o turismo realizado na zona costeira.

Para que aconteça o uso sustentável do Oceano é fundamental que tenhamos capacidade de prever o complexo comportamento do bioma marinho, o que depende da geração e do compartilhamento de dados. Logo, o conhecimento sobre o maior ambiente da Terra deve ser amplamente disseminado para que a sociedade entenda sua importância e se inspire e se envolva em sua proteção.

Assim, para superar os desafios impostos pela busca da sustentabilidade do Oceano, é necessário gerar conhecimento e ampliar o entendimento e a valorização da sociedade sobre ele. Para tanto, é fundamental que sejam ampliadas significativamente as ações de comunicação e divulgação do ambiente marinho e do conhecimento científico produzido. As pessoas devem ter a oportunidade de ampliar seu conhecimento sobre como o Oceano funciona e quais as importâncias e influências no dia a dia.

Uma estratégia é inserir o tema nos currículos do ensino fundamental e médio no país. Outra frente corresponde ao papel que a mídia tem na comunicação sobre o Oceano – tema que frequentemente aparece nos meios de comunicação, mas não necessariamente de uma forma apropriada ou informativa.

É também primordial uma atuação ampla e integrada na formação de professores, inclusive para desenvolver estratégias sobre como abordar o Oceano em sala de aula, considerando as diversas realidades no país. Dado o caráter transversal que o Oceano tem, a internalização do tema nos cursos de licenciatura mostra-se premente, independentemente da área específica de formação do professor: biologia, geografia, física ou química, uma vez que todas as disciplinas interagem de uma forma ou de outra com o mar.

É necessário também atuar fortemente na formação de profissionais que lidam direta ou indiretamente com o mar, tanto em nível de graduação quanto pós-graduação – o que demanda esforços articulados do Ministério da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Mas não basta que esses profissionais conheçam a estrutura e o funcionamento do Oceano, eles devem compreender a relação entre ele e a sociedade e contribuir para promoção do desenvolvimento sustentável.

O Brasil já está navegando para chegar nesses objetivos. Entre os anos de 2017 e 2018, a agenda do Oceano ganhou destaque por aqui, especialmente após a Conferência do Oceano, realizada em 2017 em Nova Iorque pela ONU. Mais recentemente, em 2020, o MCTI, por meio da Coordenação de Geociências, Oceano e Antártica, liderou uma parceria entre várias instituições para elaborar o Plano Nacional da Década do Oceano.

Dentro desse contexto, a Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano foi criada em 2018 junto ao Instituto de Estudos Avançados e ao Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo como uma forma de promover a agenda do Oceano. A cátedra pretende, dentre outras ações, disseminar conhecimento sobre o Oceano e estimular a realização de pesquisas aplicadas às demandas da sociedade.

O ano de 2021 será um novo horizonte para articular, priorizar e mobilizar pessoas que congregam diferentes visões, interesses e princípios, para vislumbrar um futuro para o Oceano que seja aquele que todos precisam e que (in)conscientemente desejam.

Por Alexander Turra, professor do Instituto Oceanográfico (IO) da USP, e Tássia Biazon, pesquisadora da Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano

Fonte: Jornal da USP

2021 começa com mudanças na Zona de Praticagem 16

06:31

Empenhados em dar continuidade ao trabalho de excelência desenvolvido nas últimas gestões, Bruno Tavares assume a presidência da Praticagem do Estado de São Paulo e Lélio Console Simões a Praticagem de São Sebastião.


Com foco na tecnologia e na inovação para a empresa, Bruno Roquete Tavares, de 43 anos, será o novo presidente da Praticagem do Estado de São Paulo, que envolve Santos e São Sebastião, a partir de 1º. de janeiro. Eleito em novembro, em uma assembleia da categoria, ele terá mandato válido por dois anos. Para Bruno, é essencial aumentar a eficiência e diminuir a ociosidade na dinâmica do Porto, mantendo a preocupação com a segurança e a modernidade que o trabalho envolve.

 

Há dez anos na Praticagem de São Paulo, Bruno é Oficial de Marinha Mercante e está entusiasmado com a nova missão, liderando 62 profissionais que atuam na região, com a média diária de 31 manobras de navios.

 

“Nossa meta é continuar acompanhar as mudanças do setor e teremos grandes desafios pela frente, como as operações com navios de 366 metros de comprimento que deverão chegar ao Porto de Santos. Será um trabalho importante de preparação dos práticos, que têm realizado os treinamentos e participado de simulações, e a parceria com a Autoridade Portuária de Santos (APS) e a Autoridade Marítima”.

 

Tavares também reforça a política da Praticagem em se antecipar aos desafios e contribuir com eficiência para a engrenagem do Porto, que vai passar por transformações nos próximos meses, com a promessa de privatização e o novo PDZ.

 

Outro ponto levantado por Tavares é a importância da dragagem constante no Porto de Santos. “Santos é um porto dinâmico e requer a dragagem de manutenção. Com os navios de 366 metros, não haverá margem para falhas”, completa.

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Carlos Alberto de Souza Filho está deixando a presidência da entidade por questões pessoais, mas continuará na nova diretoria como Diretor de Relações Institucionais: “A  Praticagem de São Paulo está vivendo um período de tranquilidade e consenso entre os profissionais e será uma honra continuar contribuindo com a experiência e os relacionamentos adquiridos nos dois últimos anos. Nossa diretoria certamente ajudou a fortalecer a entidade, resolveu pendências contratuais e fizemos acordos com armadores nacionais, armadores de cabotagem e com o Centro Nacional de Navegação Transatlântica por cinco anos, garantindo harmonia na gestão”.

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São Sebastião


Lélio Console Simões a partir de janeiro vai assumir a Presidência da Praticagem de São Sebastião, com a segurança de 45 anos no trabalho e 20 anos de experiência na região, uma zona que recebe petroleiros com até 150 mil toneladas e exige muita habilidade dos práticos para manter a segurança ambiental.

 

O novo presidente acredita que o Porto de São Sebastião com a realização de algumas obras também poderá ser um porto de transbordo e estará preparado para a chegada dos navios de contêineres com mais de 366 metros.

 

 “São Sebastião e Ilhabela têm uma natureza privilegiada e o desenvolvimento sempre deve ser acompanhado por ações de sustentabilidade. Também estamos acompanhando os estudos e os testes monitorados pela equipe de Meteorologia da Petrobrás sobre as correntes oceânicas em nossa região, que poderão trazer mais segurança e previsibilidade para as manobras no canal”.


Lélio acredita que será possível com a modernização, com a tecnologia e as mudanças necessárias trazer novas oportunidades de emprego para a comunidade local.


Fonte: Assessoria imprensa SP Pilots