SOPESP comemora 28 anos fortalecendo o compromisso de modernizar o setor portuário

08:00

 Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo completa quase três décadas de atuação conciliando ações práticas de combate a Covid-19, vacinação, profissionalização de colaboradores, investimentos e outros avanços para as operações dos portos do Estado de São Paulo.

No dia 22 de dezembro, o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (SOPESP) celebra 28 anos de existência. São quase três décadas marcadas por forte atuação de cuidado, geração de diálogos entre associados e representantes da atividade portuário no estado de São Paulo.

Se até aqui o mar parecia calmo, o ano de 2020 foi atípico e desafiador não só pela chegada da Covid-19, mas também pela desaceleração da economia que atingiu sociedades e mercados de todo mundo.

Foi o momento em que o Sindicato traçou e implantou um novo planejamento estratégico, atuando de forma ativa na prevenção e combate do vírus, destacando como principais ações:


 Foi também nesse mesmo ano que a entidade traçou um plano a longo prazo (2020 – 2024) com objetivo de desenvolver suas ações de defesa e representação dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo, possibilitando aprimoramento e  competitividade do setor.


Para Régis Gilberto Prunzel, presidente reeleito da entidade, onde ocupará o posto executivo de 2021 a 2023, essas ações e planejamento do órgão, marcas presentes na evolução da trajetória do SOPESP, foram possíveis graças ao trabalho em conjunto.


“Enfrentamos vários desafios nos últimos anos, mas que deixam de legado a união das nossas associadas e o profissionalismo dos nossos colaboradores. Manter operações nos portos da Baixada e de São Sebastião cada vez mais eficientes, cuidando dos nossos trabalhadores e auxiliando nossos associados, continuará sendo a nossa maior missão”, destaca Prunzel.


Rumo a construção continua do seu legado, a entidade mantém o aperfeiçoamento e o diálogo como um dos seus principais pilares.


Para Ricardo Molitzas, diretor-executivo do órgão, esse constante aperfeiçoamento se faz presente na trajetória do sindicato. 

“O SOPESP realiza um trabalho eficiente e sério na defesa dos interesses do segmento empresarial dos operadores portuários, buscando sempre a competitividade do nosso setor, interagindo com as autoridades intervenientes, com os sindicatos laborais e com a sociedade como um todo”, afirma Molitzas.

 A entidade encerra o ano com importantes conquistas no cumprimento de sua missão. Nesses 28 anos, a melhor celebração que a entidade irá realizar é continuar com seu trabalho de construir um futuro em que um setor portuário moderno e atualizado seja reflexo direto da atuação de um sindicato mais forte, atuante e comprometido. Seja no presente, atendendo as demandas vigentes ou mesmo pensando mais a frente, planejando os próximos passos na consolidação de seus valores e na construção de seu legado.


Historia:

Fundado em 22 de dezembro de 1993, o SOPESP nasceu com a missão de defender os direitos dos operadores portuários e estabelecer diálogos com os trabalhadores, as categorias empresariais, os governantes e todos os envolvidos no projeto de modernização dos portos brasileiros.


Em 1995 o SOPESP modifica a sua forma de gestão, criando o Conselho Diretor, o Conselho Fiscal e as Câmaras Setoriais, com o objetivo de debater e negociar tanto as convenções como os acordos coletivos com as categorias de trabalhadores do porto.


A figura do Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) também se faz presente na história do SOPESP. Criado há mais de 26 anos, sua existência e ações estão diretamente ligadas ao SOPESP, de onde partem as orientações políticas e por onde são definidas as relações capital e trabalho, por meio de acordos e convenções coletivas negociados pelo SOPESP, suas câmaras setoriais ou operadores portuários associados.


Um elo de evolução das atividades portuárias por meio do treinamento e capacitação dos trabalhadores, além da disponibilização de ferramentas eficazes de atendimento a demanda de trabalho.  

Fonte: SOPESP

 

PRATICAGEM LANÇA SIMULADOR DE PADRÃO MUNDIAL EM BRASÍLIA

05:47



A Praticagem do Brasil inaugurou, na terça-feira (14/12), em Brasília, um centro de simulações de padrão mundial, que incorpora diversas facilidades de engenharia para avaliação de projetos aquaviários e portuários, além dos recursos para treinamento dos práticos. O espaço oferece o que há de mais moderno em simulador de passadiço para manobras de navios e foi implantado em parceria com o Tanque de Provas Numérico da Universidade de São Paulo (TPN-USP), referência internacional nesse tipo de tecnologia. O evento reuniu práticos de todo o Brasil, autoridades marítimas e portuárias, representantes da indústria do shipping e membros do Executivo e do Legislativo.  

Implantamos este instituto aqui, no Planalto Central, com o objetivo de aproximar esta importante ferramenta de estudos das autoridades que decidem sobre os projetos aquaviários e portuários no Brasil. Em especial, a Marinha do Brasil, o Ministério da Infraestrutura, a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e o Congresso Nacional. Essa proximidade trará mais agilidade e assertividade na avaliação de acessos aquaviários, implantação de novos terminais e operação com embarcações maiores. Todos esses estudos para validação de projetos contam com a participação de práticos, em função da nossa expertise na condução dos navios em áreas restritas e do conhecimento que temos dessas águas – afirmou o presidente da Praticagem do Brasil, prático Ricardo Falcão.

O centro de treinamento e avaliação aquaviária está instalado a poucos minutos da Praça dos Três Poderes. Além do acompanhamento técnico de projetos pelas entidades reguladoras das atividades marítimas e portuárias, a localização favorece a vinda para treinamento de práticos das 21 zonas de praticagem brasileiras.

– Essa iniciativa vai ao encontro daquilo que a Marinha prega: a segurança da navegação. Ao visitar o simulador, eu vi um equipamento de ponta que será importante para a reciclagem dos práticos e o aprimoramento de cada manobra realizada, trazendo agilidade e eficiência nas operações. Isso certamente vai fazer da nossa praticagem mais segura do que ela já é – disse o diretor geral de Navegação da Marinha, almirante de esquadra Wladmilson Borges de Aguiar, que aproveitou para parabenizar os práticos pela resiliência na pandemia.

O campo de visão do passadiço, de aproximadamente 290 graus, é formado por 14 telas de 65 polegadas, sendo três traseiras. O modelo matemático, o mesmo adotado no TPN-USP, reproduz fielmente a ação de ondas, ventos, correntes e marés, além de efeitos hidrodinâmicos que afetam a manobrabilidade das embarcações. O professor Eduardo Tannuri, responsável técnico pelo projeto, destacou a parceria de mais de dez anos com Praticagem do Brasil, que já contribuiu para formar mais de 20 mestres e doutores:

– Adotamos a solução de telas verticais, em linha com os novos simuladores do mundo. Estamos no estado da arte em ambientação e realismo das manobras. Esse é mais um passo de muitos outros que virão com o termo de cooperação que assinamos.

As instalações permitem simular com precisão qualquer tipo de manobra, além de situações específicas que não são possíveis no dia a dia, pelo risco envolvido. Também podem ser simuladas operações como aumento no porte de embarcações, novas rotas fluviais e implantação de terminais marítimos. O espaço vai receber ainda mais um simulador parecido, com mais inovações, e outro que simula a ação dos rebocadores que auxiliam os práticos nas manobras. Também está previsto um verdadeiro big data com informações e imagens em tempo real das praticagens espalhadas em todo o país.

 O presidente da Associação Internacional de Práticos Marítimos (IMPA), prático Simon Pelletier, veio do Canadá para prestigiar a inauguração e afirmou não conhecer muitas iniciativas como essa ao redor do mundo:

 – Não há muitas associações de práticos que tenham desenvolvido um centro como esse. O que se fez aqui no Brasil é algo realmente impressionante. Um nível de profissionalismo que merece ser reconhecido.

Para o diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, a praticagem, ao prover mais simuladores, contribui para o treinamento, a segurança da navegação e para que os projetos no Brasil avancem mais rapidamente:

Quanto mais instituições sérias possam oferecer essas ferramentas ganha a sociedade portuária e de navegação.

O diretor-presidente da Santos Port Authority (SPA), Fernando Biral, reforçou a importância das ferramentas de simulação diante da tendência de aumento do tamanho das embarcações. O Porto de Santos, inclusive, já foi homologado para receber os contêineros de 366 metros de comprimento:

– Alguns canais de acesso aquaviários no Brasil não são tão propícios à navegação dessas grandes embarcações. Muitas das manobras realizadas no canal de Santos, por exemplo, são complexas e precisam ser simuladas e estudadas para se tornar seguras.

O senador Lucas Barreto lembrou que o seu estado, o Amapá, poderá receber navios da classe New Panamax, com 105 mil toneladas de carga, graças a simulações realizadas em 2020 no TPN-USP. Segundo ele, o trabalho e os investimentos da praticagem são fundamentais para a preservação da Amazônia:

– Esse equipamento que se inaugura hoje é tão importante quanto a atuação da praticagem. Com esses navios maiores, mais do que nunca precisamos dos práticos e da Marinha cuidando do meio ambiente. Um acidente na foz do Rio Amazonas, por exemplo, seria uma catástrofe ambiental no maior estuário do mundo.

O deputado federal Doutor Jaziel (CE) ficou impressionado com o que viu:

Eu ouvia falar da praticagem. A gente sabe que existe essa categoria de pessoas que fazem esse trabalho e levam nossas riquezas para o exterior e para dentro do nosso próprio país. Mas isso aqui é uma coisa muito grandiosa. Saio com a certeza de que é muito maior do que eu pensava. A gente não tem esse conhecimento das entrelinhas da praticagem, mas já posso entender que é algo extremamente responsável, que se faz com segurança, tecnologia e abnegação. Vejo um verdadeiro laboratório associado com a melhor universidade do país, que traz para cá uma maneira de preparar e reciclar pessoas para exercer essa tão nobre profissão.

O ex-deputado federal Luiz Carlos Hauly (PR), por sua vez, ressaltou a importância da praticagem ao longo da história para a economia do país:

– A praticagem é uma categoria profissional de elite regulamentada há mais de 200 anos. Na medida que o Brasil cresceu, a atividade sempre esteve presente ajudando na movimentação das nossas importações e exportações.

De manhã, antes da cerimônia, o centro de simulações de manobras do Instituto Praticagem do Brasil ainda foi palco do lançamento dos livros do professor Edson Mesquita, precursor dos simuladores no Brasil. "A manobrabilidade do navio no século 21” e “Princípios de hidrodinâmica e a ação das ondas - sobre o movimento do navio” atraíram dezenas de convidados para a sessão de autógrafos.

 

PRATICAGEM DO BRASIL INAUGURA CENTRO DE SIMULAÇÕES EM BRASÍLIA

04:20

 Simulador de passadiço permite simular manobras de navios em todos os portos, além de avaliar a segurança e eficiência de novos projetos e operações portuárias


A Praticagem do Brasil inaugura, na terça-feira (14/12), o seu centro de simulações de manobras em Brasília. 
O espaço oferece o que há de mais moderno em simulador de passadiço para manobras de navios e foi implantado em parceria com o Tanque de Provas Numérico da Universidade de São Paulo (TPN-USP), referência internacional em simulações.

O centro de treinamento e avaliação aquaviária está instalado a poucos minutos da Praça dos Três Poderes. A localização favorece a vinda para treinamento de práticos de todo o Brasil, além do acompanhamento técnico de projetos pelas entidades reguladoras das atividades marítimas e portuárias, como a Marinha do Brasil, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e o Ministério da Infraestrutura.

O campo de visão do passadiço, de aproximadamente 290 graus, é formado por 14 telas de 65 polegadas, sendo três traseiras. O modelo matemático, o mesmo adotado no TPN-USP, reproduz fielmente a ação de ondas, ventos, correntes e marés, além de efeitos hidrodinâmicos que afetam a manobrabilidade das embarcações.

– Adotamos a solução de telas verticais, em linha com os novos simuladores do mundo. Estamos no estado da arte em ambientação e realismo das manobras – diz o professor Eduardo Tannuri, do TPN-USP, responsável técnico pelo projeto.

As facilidades permitem simular com precisão qualquer tipo de manobra, além de situações específicas que não são possíveis no dia a dia, pelo risco envolvido. Também podem ser simuladas operações como aumento no porte de embarcações, novas rotas fluviais e implantação de terminais marítimos. Todos esses estudos para validação de projetos contam com a participação de práticosem função da sua expertise na condução e manobra de navios em áreas restritas e do conhecimento das características das águas em que atuam.

– Fomos além de um simples centro de treinamento, oferecendo facilidades de engenharia que permitem avaliar acessos aquaviários, implantação de novos terminais e operação com navios maiores. Este conceito, de estar próximo das autoridades que decidem sobre os projetos, é único no mundo e certamente trará mais agilidade, como na concessão de um terminal. Quando você está dentro de um simulador, vendo a praticagem manobrar, é muito mais fácil enxergar como melhorar o desempenho operacional de um porto sem abrir mão da segurança, e debater as melhores opções. Certamente, teremos discussões de alto nível em prol do desenvolvimento portuário – afirma o presidente da Praticagem do Brasil, prático Ricardo Falcão.

Assessoria de Communicação CONAPRA


Homenagem na Praticagem de São Sebastião

06:05

Três funcionários da Praticagem de São Sebastião foram homenageados por terem participado da operação realizada em abril de 2019 para fundear em segurança dois petroleiros carregados e atrelados um ao outro por cabos de aço, que estavam à deriva no Canal de São Sebastião.

A noite de dia 28 de abril de 2019 ficou para a história. Depois de seis horas de um trabalho cuidadoso e realizado com muita eficiência, os práticos Márcio Teixeira e Fábio Abreu conseguiram evitar um grave acidente com os dois petroleiros da classe Suezmax carregados de óleo.

Eles fundearam em segurança os navios atrelados um ao outro por cabos de aço, que estavam à deriva no Canal de São Sebastião, no meio de uma enorme tempestade com ventos de mais de 130 km/hora e ondas de quase dois metros. Pela operação realizada no Terminal Almirante Barroso, no Porto de São Sebastião, os práticos receberam o Prêmio IMO por Bravura Excepcional no Mar, da Organização Marítima Internacional, considerado o de mais alto reconhecimento mundial.

Só que naquela noite, outros três profissionais da Praticagem participaram ativamente da operação em que os dois práticos controlaram os navios levados pela força do vento e das correntes marítimas e que rumavam perigosamente para Ilhabela, colocando em risco seus moradores e o meio ambiente: o operador do CO Sidney Cirilo dos Santos, o mestre de lancha Sandro Carvalho de Santana e o marinheiro de lancha Rodrigo Lourdes do Nascimento, que garantiram o embarque seguro para os dois práticos.

Por essa ação nesta manhã de segunda eles foram homenageados e receberam placas comemorativas entregues por Lélio Console, Presidente da Praticagem de São Sebastião, em cerimônia realizada na sede da Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião: “Nosso trabalho é realizado em equipe e eles também contribuíram também com presteza, coragem e determinação para o sucesso dessa operação arriscada. Essa homenagem é uma forma de valorizar o trabalho tão importante desses profissionais para a excelência do serviço de praticagem”, disse Lélio.

Também participaram da cerimônia o Gerente da Praticagem de São Sebastião Álvaro Adrião Cassese Cunha, o Delegado da Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião CMG Adriano e o ajudante da Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião CC Brito.

 Como foi o acidente

 No dia 28 de abril de 2019, os práticos Márcio e Abreu foram alertados pelo gerente do Terminal que, devido a rajadas de vento inéditas de até 70 nós, os cabos de amarração de dois petroleiros atracados em operação navio a navio estavam partindo. Com pouca visibilidade, causada por fortes chuvas e ondas altas no canal, os dois práticos embarcaram na lancha da Praticagem para tentar chegar aos petroleiros, quando perceberam que os navios já estavam à deriva.

 Em condições bastante desafiadoras, Márcio conseguiu embarcar no navio-tanque Rio 2016 e Abreu no Milton Santos, onde encontraram a tripulação bastante apreensiva. Inicialmente ele se informou sobre a situação crítica para planejar a melhor abordagem, uma vez que os dois navios ainda estavam conectados por mangueiras de óleo e cabos de amarração e derivando para a região de Ilhabela.

Os dois práticos manobraram cuidadosamente o Milton Santos para longe do Rio 2016 com o auxílio de rebocadores e, após quase seis horas estressantes, o navio finalmente também largou a âncora.


 


Reator nuclear pode tornar Brasil autossuficiente em radiofármacos

09:23

Empreendimento reduzirá riscos de desabastecimento e custos dos medicamentos, além de ampliar o acesso dos brasileiros à medicina nuclear

O Brasil deverá tornar-se autossuficiente na produção de radiofármacos para o diagnóstico por imagens e tratamento de câncer e outras doenças com o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), cujo projeto detalhado acaba de ser concluído pela Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (Amazul) e pela empresa argentina Invap, dentro do convênio de parceria técnica com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). 


O RMB é um reator nuclear de pesquisa que tem como uma de suas finalidades a produção de radioisótopos, que são o insumo para radiofármacos utilizados na medicina nuclear. 




A tecnologia nuclear é usada na cardiologia, oncologia, hematologia e neurologia, principalmente. Os radiofármacos permitem realizar diagnósticos precisos de doenças e complicações como embolia pulmonar, infecções agudas, infarto do miocárdio, obstruções renais e demências, entre outros. A medicina nuclear é a maneira mais eficiente de detectar o câncer, pois define o tipo e a extensão de tumor no organismo, o que ajuda a decisão sobre qual o tratamento mais indicado para cada caso. 


Atualmente, o Brasil compra os insumos da Rússia, África do Sul e Países Baixos. Para atender à demanda anual de cerca de 2 milhões de procedimentos em medicina nuclear, o país gasta cerca de US$ 15 milhões (cerca de R$ 82,6 milhões) em radioisótopos que são processados e enviados a 430 hospitais e clínicas brasileiras.


Orçado em cerca de US$ 500 milhões, o RMB é um empreendimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, gerido pela Cnen, em parceria técnica da Amazul. Para a construção do complexo do RMB já existe área de 2 milhões de metros quadrados adjacente ao Centro Industrial e Nuclear Aramar, no município de Iperó, no interior de São Paulo. Do total, 1,2 milhão de metros quadrados foram cedidos pela Marinha do Brasil e o restante por meio de desapropriação realizada pelo governo do Estado de São Paulo.


O empreendimento já obteve a aprovação das licenças ambientais para o início das obras e atualmente estão sendo executados planos socioambientais preliminares.



Importância do empreendimento


O projeto de engenharia de detalhamento do RMB inclui, além do reator propriamente dito, as estruturas, sistemas e componentes do complexo que abrange prédios e outras instalações. Devido à complexidade do empreendimento, o trabalho envolveu a elaboração de 3.842 documentos pela Amazul e a verificação de outros 5.348 elaborados pela argentina Invap, responsável pelo projeto relativo ao prédio do reator.


Para a realização do projeto, foi fundamental a expertise da Amazul em 13 áreas de conhecimento de engenharia em geral e sete de tecnologia nuclear, além da alta qualificação de seus profissionais.


Nessa etapa, foram liberados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, por meio da Finep – Financiadora de Estudos e Projetos, recursos da ordem de R$ 150 milhões. Os responsáveis pelo empreendimento estão realizando gestões para a obtenção de recursos para o início das obras de construção.


Com o RMB, o País sairá da condição de importador de radioisótopos para uma maior autonomia e eventual posição de exportador, além de se tornar um polo de desenvolvimento de novos radiofármacos de interesse nacional.


O Brasil tem quatro reatores nucleares de pesquisa dedicados a atividades diversas como pesquisa básica e tecnológica, produção de radioisótopos, testes de combustível nuclear e desenvolvimento de novos materiais, dentre outras aplicações. 


Os radioisótopos são produzidos em maior escala apenas pelo reator IEA-R1, com potência máxima de 5 megawatts (MW), instalado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, localizado no campus da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. Segundo José Augusto Perrotta, coordenador-técnico do projeto do RMB, esse reator não tem capacidade para produzir em escala o molibdênio-99, radioisótopo que dá origem ao radiofármaco tecnécio-99m, empregado em 80% dos procedimentos de medicina nuclear realizados no país.


O RMB, de 30 MW, é um reator nuclear mais potente e com maior espectro de aplicações que o do Ipen. Além de radioisótopos, produzirá traçadores que são usados em pesquisas em agricultura, indústria, proteção do meio ambiente e biologia. Permitirá, por exemplo, a realização de testes de materiais e combustíveis nucleares para reatores de potência, utilização de feixes de nêutrons para pesquisa científica e tecnológica e em diversos campos da ciência, análise por ativação neutrônica, além de treinamento de pessoal para manutenção e operação de reatores de potência. Essas tecnologias permitem, por exemplo, testar materiais, localizar fissuras em superfícies como asas de avião ou verificar a quantidade de agrotóxicos contida em alimentos.

"É o grande projeto estruturante da ciência e tecnologia nuclear no país", diz Madison Coelho de Almeida, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Cnen.


Fonte: Amazul - assessoria


Centro de Hidrografia da Marinha inaugura servidor de cálculos de alto desempenho

08:50


No dia 24, foi inaugurado, no Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), em Niterói (RJ), o novo servidor de cálculos de alto desempenho, Apollo K6000, fabricado pela Hewlett Packard Enterprise (HPE) e custeado por uma parceria firmada entre a Marinha – por intermédio do Comando de Operações Navais e o CHM – e as empresas Shell Brasil Petróleo Ltda e Prooceano.
 
O servidor tem a finalidade de fornecer informações meteoceanográficas que alimentarão o Sistema de Planejamento e Apoio à decisão em Operações de Busca e Salvamento no mar, além de otimizar o tempo de processamento, aumentar as resoluções espaciais e desenvolver os modelos numéricos da Divisão de Previsão Numérica do CHM.

O supercomputador possui recursos capazes de rodar as versões atuais dos modelos atmosféricos e oceanográficos utilizando menos da metade do tempo, e gerar mais de 60 mil produtos fornecidos às comissões do Poder Naval, ao longo do ano, além de outros milhares de campos diários com prognósticos, em apoio ao Serviço Meteorológico Marinho e aos usuários em geral.
 
O K6000 contribuirá para o aumento da segurança da navegação, bem como no cumprimento das responsabilidades do Brasil relacionadas à salvaguarda da vida humana no mar perante a comunidade marítima.

Fonte: Centro de Comunicação Social da Marinha

BR DO MAR TRAZ SEGURANÇA JURÍDICA À ATIVIDADE DE PRATICAGEM

07:03

Após ampla discussão, o Senado aprovou o projeto de lei do governo federal de incentivo à cabotagem, batizado de BR do Mar (PL 4199/2020). Foram acolhidas duas emendas do senador Lucas Barreto (PSD/AP) que dão mais respaldo ao controle da praticagem pela Marinha, evitando a judicialização do modelo de atividade brasileiro, que é referência mundial em segurança da navegação. O projeto retorna agora para apreciação da Câmara dos Deputados.

Uma das emendas insere na Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário (Lei 9537/1997) critérios técnicos de segurança hoje restritos às Normas da Autoridade Marítima para o Serviço de Praticagem (NORMAM-12/DPC), conferindo, portanto, um status legal a uma regulamentação infralegal da Marinha.

A emenda estabelece a obrigatoriedade do serviço de praticagem para embarcações a partir de 500 toneladas de porte, mas que a Autoridade Marítima poderá conceder certificado de isenção de praticagem a comandantes brasileiros de navios de bandeira brasileira de até cem metros de comprimento; parâmetro adotado internacionalmente. Atualmente, a Marinha concede isenções de praticagem para embarcações de até cinco mil toneladas de porte.

Essa emenda insere ainda na lei a escala de rodízio única de trabalho, presente na NORMAM-12 e que impede a contratação direta de prático, obrigando o dono do navio a usar o serviço do profissional da vez na escala. O sistema também é consagrado mundialmente por garantir autonomia para a tomada de decisão do prático, sem pressões comerciais do dono da embarcação. Ao mesmo tempo, a escala assegura que o prático não vai trabalhar demais, a ponto de ficar fadigado, nem de menos, podendo perder experiência e comprometer a segurança da navegação.

A emenda também deixa mais claro na lei quando a Marinha pode fixar o preço do serviço: em caráter temporário, por até 12 meses, para assegurar o atendimento nos casos em que não houver acordo na negociação com os donos do navio, entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal (STF) após dezenas de ações judiciais.

A outra emenda do parlamentar aprovada pelos senadores suprimiu do projeto o artigo 11, inciso II, que dizia que “são direitos das embarcações estrangeiras afretadas a observância às mesmas condições comerciais para a prestação dos serviços de praticagem e dos serviços de apoio portuário”. Segundo o senador, o texto traria insegurança jurídica e risco para a navegação, pois haveria margem para interpretação de que comandantes de navios estrangeiros poderiam ser habilitados para dispensa de prático, algo hoje previsto somente para comandantes de embarcações de bandeira brasileira de determinado porte, ainda assim sob certas condições.

“A qualidade da praticagem em nosso país é reconhecida por todos os usuários do serviço e sua adequada prestação é essencial para garantir a segurança da navegação e evitar danos ao meio ambiente, mas usuários e prestadores (do serviço) ainda carecem de segurança jurídica e estabilidade regulatória”, justificou o senador Lucas Barreto.



RICARDO FALCÃO É RECONDUZIDO À PRESIDÊNCIA DA PRATICAGEM

11:24

O prático Ricardo Falcão, da Zona de Praticagem 1 (Fazendinha-AP/Itacoatiara-AM), foi reconduzido por unanimidade para novo mandato de dois anos à frente do Conselho Nacional de Praticagem. O prático Bruno Fonseca, da ZP 5 (Ceará), foi eleito vice-presidente na mesma chapa para o biênio 2022–2023.

A assembleia, realizada no dia 4 de novembro no Rio de Janeiro, também confirmou os nomes da próxima Diretoria Executiva da entidade. O prático Marcio Fausto, da ZP 18 (São Francisco do Sul-SC), será o diretor técnico. Já o prático Marcello Camarinha, da ZP 15 (Rio de Janeiro), assumirá como diretor administrativo, enquanto o prático Marcos Martinelli, da ZP 3 (Pará), será o diretor financeiro.

Para o Conselho Fiscal, foram eleitos os práticos Alessandro Schmidt, da ZP 9 (Pernambuco); Everton Schmidt, da ZP 15 (RJ); e Ivan Ricci, da ZP 19 (Rio Grande-RS). Os suplentes serão os práticos Porthos Lima, da ZP 15; Siegberto Schenk, também da ZP 15; e João Bosco, da ZP 19.

Os eleitos tomarão posse em 6 de janeiro de 2022. A cerimônia ainda será marcada.

Fonte: Assessoria CONAPRA

Navio-Veleiro Cisne Branco colidiu com uma ponte, Guayaquil-Equador

16:43

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Em 18 de outubro de 2021. A Marinha do Brasil (MB) informa que hoje (18), às 15h (horário de Brasília), durante manobra no Rio Guayas, em Guayaquil-Equador, o Navio-Veleiro Cisne Branco colidiu com uma ponte, possivelmente devido ao efeito da correnteza. Um rebocador local, que apoiava o navio, emborcou durante esse movimento. Não houve acidente de pessoal. No momento, o Navio Veleiro Cisne Branco encontra-se fundeado em segurança, aguardando disponibilidade de cais para atracação em Guayaquil, onde serão avaliadas as condições de material, mais detalhadamente. A Marinha do Equador, bem como autoridades locais, vêm prestando total apoio ao nosso Cisne Branco. A Marinha do Brasil apura as causas e circunstâncias do acidente. 

fonte: MARINHA DO BRASIL CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA NOTA À IMPRENSA

Praticagem e TPN-USP vencem Prêmio Antaq em inovação

08:17

A Praticagem do Amapá, a Plataforma Logística do Amapá (PLA) e o Tanque de Provas Numérico da Universidade de São Paulo (TPN-USP) venceram o Prêmio Antaq 2021, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, na categoria Iniciativas Inovadoras, pelo trabalho que levou ao aumento do porte dos navios nos portos do Amapá.

Por décadas, o estado só operou embarcações da classe Handymax, com capacidade de até 55 mil toneladas de carga. Para superar o problema, durante quatro dias foram feitas simulações controladas por práticos, no Centro de Simulação de Manobras do TPN-USP.

 Os estudos contaram com o apoio das iniciativas da praticagem e da Companhia Docas de Santana (CDSA), que forneceram levantamentos hidrográficos mais atualizados, e da PLA, responsável pelo projeto de dois novos terminais privados, que contratou uma análise detalhada das correntes no Canal de Santana.

 Além da parceria inovadora, pela primeira vez foram reunidos nas simulações representantes da praticagem, das autoridades Marítima e Portuária, do Ministério Público e dos poderes Executivo e Legislativo; agilizando o consenso sobre a segurança de novas operações.

No dia 29 de agosto de 2020, menos de um mês após os estudos na USP, a CDSA recebeu o primeiro Panamax homologado pela Marinha, com dois porões a mais de carga e capacidade para até 73 mil toneladas.

 Os estudos também indicaram a possibilidade de o porto e os futuros terminais receberem navios New Panamax, com 105 mil toneladas de capacidade. E confirmaram ainda que o Porto de Santana poderia operar do nascer ao pôr do sol, e não apenas por cerca de uma hora no estofo da baixa-mar. Outra descoberta foi a oportunidade de funcionamento 24 horas, desde que se implante o balizamento noturno e faça-se o uso de rebocadores adequados.

 – Os resultados aumentaram a competitividade do porto e trazem enorme potencial de desenvolvimento e atração de investidores para o Amapá, tornando o estado mais uma opção para o escoamento dos grãos do Centro-Oeste. Demonstramos que os gargalos de infraestrutura ficam pequenos diante da possibilidade de participação da iniciativa privada e de interlocução maior da sociedade – afirmou o prático Ricardo Falcão, que representou a praticagem na cerimônia no Clube Naval, em Brasília.

 Para o professor Eduardo Tannuri, coordenador do Centro de Simulação de Manobras do TPN-USP, o prêmio é um reconhecimento aos quase dez anos de parceria da universidade com a Praticagem do Brasil:

 – Os estudos no Canal de Santana contaram com seis práticos que conduziram as manobras e contribuíram na definição das premissas das simulações e dos riscos que deveriam ser analisados. Ao longo desses anos de parceria entre a USP e a praticagem, estabeleceu-se um procedimento para estudos náuticos, associando-se conhecimentos técnicos e náuticos. Mais de 200 práticos já participaram de mais de 200 simulações para implantação de novos portos e operações no país.

 A iniciativa do grupo foi escolhida entre 18 trabalhos inscritos na categoria. A comissão julgadora foi formada por representantes da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), do Correio Braziliense, dos ministérios da Infraestrutura e da Economia, além de servidores da Antaq.

 A entrega do prêmio foi feita pelo superintendente de Desempenho, Desenvolvimento e Sustentabilidade da agência, José Renato Ribas Fialho. No palco, estiveram presentes o secretário executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, substituindo o ministro Tarcísio de Freitas, o diretor-geral da Antaq, Eduardo Nery, e os diretores Adalberto Tokarski e Flávia Takafashi.

Fonte: CONAPRA

Base de Cananeia do Instituto Oceanográfico completa sete décadas de atividade

08:52

 

Há 70 anos, em 1951, no mesmo ano em que seria incorporado pela USP, o Instituto Oceanográfico (IO) inaugurou sua primeira base de pesquisa na cidade de Cananeia, litoral sul de São Paulo. O terreno foi escolhido pelo próprio fundador do instituto, o pesquisador russo Wladimir Besnard, e seu colega João de Paiva Carvalho.

A celebração da data foi marcada pela visita do reitor Vahan Agopyan às instalações de Cananeia, nos dias 28 e 29 de setembro, e pela cerimônia de descerramento da placa comemorativa, que contou com a presença do prefeito da cidade, Robson da Silva Leonel. Essa foi a primeira visita de um reitor da USP às instalações da base sul.

“Para a felicidade do Estado de São Paulo, nossos líderes do passado tiveram a visão de que nossa costa é enorme, com uma riqueza incalculável que deveria ser estudada. Eles acreditaram na necessidade de patrocinar e investir na pesquisa e, por causa deles, o Instituto Oceanográfico se tornou uma referência nacional e internacional. Nosso grande desafio, agora, é preservar o que foi construído e preparar o IO para que continue sendo uma referência no futuro”, ressaltou o reitor Vahan Agopyan.

 O prefeito Robson da Silva Leonel fez questão de lembrar que conhece a Base desde a infância e costumava brincar em seus espaços. “Fico muito feliz de constatar que, após tantos anos, a Base continua sendo mantida com tanto cuidado. A cidade de Cananeia tem muito orgulho de ter uma instituição como a USP instalada aqui. Os resultados das pesquisas produzidas na Base não ficam restritas ao nosso Estado, ao nosso País, mas são levadas ao mundo, contribuindo para o conhecimento, que tem se mostrado cada vez mais necessário nos dias de hoje”, afirmou.

 Ainda limitada pelas restrições decorrentes da pandemia da covid-19, a visita teve a presença do procurador-geral e superintendente de Relações Institucionais, Ignácio Maria Poveda Velasco, do chefe de Gabinete, Marcos Domingos Siqueira Tavares, e do chefe do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica, Bernardo Luis Rodrigues de Andrade. Acompanharam o prefeito de Cananeia a supervisora de Ensino do Departamento de Educação, Ivani Rosalina dos Santos Topal, e a diretora do Departamento de Turismo, Evelise Teixeira Moaes.


Fonte: Prefeitura de Cananeia 


CPES realiza Seminário sobre Calado Dinâmico nos Portos

08:37


A Capitania dos Portos do Espírito Santo (CPES) organizou, no dia 28 de setembro, o Seminário sobre Calado Dinâmico nos Portos do Espírito Santo, contando com representantes dos Terminais Portuários de Portocel, Ubu, Tubarão, da Companhia Docas do Espírito Santo (CODESA) e da Praticagem.

 
O seminário apresentou estudos e iniciativas em andamento para a implantação do calado dinâmico em Terminais Portuários no Estado, visando nivelar conhecimentos e o intercâmbio de informações e experiências.
 
Os representantes dos terminais apresentaram projetos em desenvolvimento para a futura implantação e operação de sistemas para determinação de folga dinâmica abaixo da quilha, como preconizado pela Norma da Autoridade Marítima (NORMAM-33) da Diretoria de Portos de Costas.
 
Os estudos e projetos sobre o calado dinâmico têm potencial para, sem comprometer a segurança da navegação, ampliar os benefícios e viabilidade econômica de operação portuária, maximizando a capacidade de carga nos navios de acordo com a análise, em tempo real, das condições ambientais, agregando competitividade aos portos do Estado.

Fonte: Marinha do Brasil

Marinha e Prefeitura do Rio realizam reunião sobre os projetos Velas Latinoamérica 2022 e Museu Marítimo do Brasil

08:22

 

O Comandante do 1º Distrito Naval (Com1ºDN), Vice-Almirante Eduardo Machado Vazquez, e o Diretor do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM), Vice-Almirante José Carlos Mathias, reuniram-se com o Prefeito do Rio de Janeiro, na sede da Prefeitura, em 28 de setembro, para tratativas sobre o evento Velas Latinoamérica 2022 e o projeto arquitetônico do Museu Marítimo do Brasil que estão sendo coordenados pela Marinha, na área do entorno do complexo do Com1ºDN.


Durante a reunião, o Comandante do 1ºDN apresentou o planejamento do evento “Velas Latinoamérica 2022”, organizado pela Marinha e que, no próximo ano, fará parte das comemorações alusivas aos 200 anos da Independência do País. Na oportunidade, o ele frisou a importância da revitalização da Orla Conde, a ser utilizada como ponto de apoio ao evento.

Em sequência, o Diretor do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha apresentou o projeto arquitetônico do futuro Museu Marítimo do Brasil, a ser construído no Espaço Cultural da Marinha, com o propósito de estimular a mentalidade marítima e o conhecimento sobre a história marítima do País.

Fonte: Marinha do Brasil

SECIRM participa de encontro com a Frente Parlamentar Mista de Apoio ao Programa Antártico Brasileiro

06:14

A Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM) realizou, ontem (29), encontro com a Frente Parlamentar Mista de apoio ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), a fim de debater medidas para o fortalecimento do programa.

 
Frente Parlamentarcriada em 2007 para garantir apoio às pesquisas realizadas por cientistas brasileiros na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), é presidida, atualmente, pelo Deputado José Rocha. Ele salientou que a contribuição do parlamento brasileiro para o levantamento de recursos financeiros viabiliza as pesquisas e a manutenção da presença brasileira na Antártica.
 
O Secretário da CIRM, Contra-Almirante Antonio Cesar da Rocha Martins, explicou que as pesquisas são um dos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. “Uma série de informações e dados importantes do Brasil são coletados na Antártica. Entre eles, a questão do clima. As frentes frias que chegam hoje ao continente são originárias da Antártica. Por exemplo, entender a dinâmica de deslocamento dessas frentes frias permite que possamos nos preparar melhor para eventos extremos, planejar semeadura e colheitas, antever desastres ambientais. Além disso, as pesquisas garantem a permanência do Brasil como membro consultivo do Tratado da Antártica, com direito a voz e voto nas decisões sobre o destino do continente gelado”, destacou o Almirante.
Fonte: Marinha do Brasil