Novos diretores tomam posse na Amazul

06:38

 


O Conselho de Administração da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (Amazul) elegeu os novos diretores da empresa, que assinaram o termo de posse nesta segunda-feira, 27 de junho.

O novo diretor-presidente é Newton de Almeida Costa Neto, que sucede Antonio Carlos Soares Guerreiro. Desde julho de 2020, Newton era diretor de Gestão do Conhecimento e Pessoas da Amazul, posição que passa a ser ocupada por Valter Citavicius Filho.

Carlos Alberto Matias assumiu a Diretoria Técnica, sucedendo Francisco Roberto Portella Deiana. O diretor de Administração e Finanças, contra-almirante Sergio Ricardo Machado, permanece no cargo.

A Amazul é uma empresa pública de tecnologia nuclear vinculada ao Ministério da Defesa por meio do Comando da Marinha. Seu objetivo é promover, desenvolver, transferir e manter tecnologias sensíveis às atividades do Programa Nuclear da Marinha (PNM), do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e do Programa Nuclear Brasileiro (PNB).

Antonio Carlos Soares Guerreiro agradeceu o apoio de todos os integrantes da empresa e ressaltou que seu trabalho foi facilitado pela competência dos diretores, assessores e todos os empregados da Amazul. O novo diretor-presidente Newton de Almeida disse que os desafios são grandes, mas conta com a colaboração dos membros do Conselho de Administração, dos diretores e empregados.


Quem são os novos diretores da Amazul

Diretor-presidente: Newton de Almeida Costa Neto

Vice-almirante da reserva da Marinha do Brasil, mestre e doutor em Ciências Navais pela Escola de Guerra Naval e MBA em Gestão Internacional pelo Instituto COPPEAD-UFRJ. Na carreira naval, foi gerente do Empreendimento Modular de Obtenção da Infraestrutura para Construção e Manutenção de Submarinos na Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (Cogesn), subchefe de Operações do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas no Ministério da Defesa e comandante do 4º Distrito Naval. Foi diretor de Gestão do Conhecimento e  Pessoas da Amazul de julho de 2020 a junho de 2022.

Diretor Técnico: Carlos Alberto Matias

Vice-almirante da reserva da Marinha do Brasil, é mestre e doutor em Ciências Navais pela Escola de Guerra Naval e MBA em Gestão Internacional pelo Instituto COPPEAD-UFRJ. Na carreira naval, foi secretário de Acompanhamento e Estudos Institucionais do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, onde atuou como coordenador do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (SIPRON). Foi comandante do 9º Distrito Naval, comandante da Força Aeronaval, vice-chefe de Assuntos Estratégicos e vice-chefe de Operações Conjuntas do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas no Ministério da Defesa.

Diretor de Gestão do Conhecimento e Pessoas: Valter Citavicius Filho

Vice-almirante da reserva da Marinha do Brasil, graduado e especializado em Mecânica pela Escola Naval e com formação na Escola de Guerra Naval e na Escola Superior de Guerra. Na carreira naval, exerceu diversos cargos: comandante do 4º Distrito Naval, diretor de Ciência e Tecnologia e diretor de Promoção Comercial, ambos do Ministério da Defesa; diretor de Assistência Social da Marinha, diretor do Pessoal Civil da Marinha, chefe de Gabinete do Diretor-Geral do Pessoal da Marinha, oficial de ligação da Marinha do Brasil com a Marinha norte-americana em Norfolk (EUA) e assessor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.


RICARDO FALCÃO É REELEITO PARA MAIS QUATRO ANOS NA IMPA

08:28

 

O presidente da Praticagem do Brasil, prático Ricardo Falcão, foi reconduzido para novo mandato de quatro anos à frente de uma das vice-presidências da Associação Internacional de Práticos Marítimos (IMPA).

A eleição ocorreu na terça-feira (14/6), no 25º congresso da entidade, em Cancún, no México. Simon Pelletier (Canadá) também foi reeleito presidente da IMPA. Já o vice-presidente sênior será Alvaro Moreno (Panamá), ex-vice-presidente que substitui Jean-Philippe Casanova (França). Completam as vice-presidências: Adam Roberts (Austrália), Sang-Min Goag (Coréia), André Gaillard (França) e Paul Schoneveld (Reino Unido).

Criada em 1971, a IMPA reúne associações de praticagem do mundo inteiro, sendo o Conselho Nacional de Praticagem um dos seus filiados desde 1981. O objetivo da associação é trocar experiências, buscar soluções para problemas comuns e representar os práticos na comunidade marítima mundial, especialmente na Organização Marítima Internacional (IMO), agência da ONU que regulamenta os procedimentos de segurança da navegação.

Como vice-presidente da IMPA há oito anos, Falcão acompanha as discussões no Comitê de Segurança Marítima da IMO, fórum no qual são debatidos temas relevantes para os países e seus possíveis desdobramentos em regulações internacionais.

O congresso da IMPA vai até a próxima sexta-feira. Na quinta, Ricardo Falcão será mediador de um painel de discussão sobre desenvolvimento profissional. Segurança dos práticos no embarque e desembarque, manobras com navios de grande porte, políticas governamentais e meio ambiente são outros temas em debate na programação. O secretário-geral da IMO, Kitack Lim, prestigiou a cerimônia de abertura. O anfitrião do evento é o Sindicato Nacional de Práticos de Porto.

Fonte: Praticagem do Brasil

Ricardo Falcão, foi reeleito vice-presidente da Associação Internacional de Práticos Marítimos (IMPA)

05:53


 O presidente da Praticagem do Brasil, Ricardo Falcão, foi reeleito vice-presidente da Associação Internacional de Práticos Marítimos (IMPA). A entidade representa a praticagem na comunidade marítima mundial e tem voz ativa na Organização Marítima Internacional (IMO), agência da ONU responsável pela segurança da navegação. A eleição ocorreu nesta terça-feira, no 25º congresso da IMPA, que vai até a próxima sexta, em Cancún, no México.


Simon Pelletier (Canadá) também foi reeleito presidente da IMPA. Já o vice-presidente sênior será Alvaro Moreno (Panamá), ex-vice-presidente que substitui Jean-Philippe Casanova (França). Completam as vice-presidências: Adam Roberts (Austrália), Sang-Min Goag (Coréia), André Gaillard (França) e Paul Schoneveld (Reino Unido).


Fonte: Praticagem do Brasil

Praticagem do Brasil: 214 anos de boa regulação da Marinha

11:20

 Neste 12 de junho, que marca 214 anos de praticagem regulamentada no país e 47 anos do Conselho Nacional de Praticagem, quero ressaltar o papel da Marinha do Brasil para garantir o baixíssimo índice de acidentes em nossas águas.


Desde que Dom João VI publicou o decreto de praticagem de 1808, preocupado com o risco de entrada e saída de navios após a abertura dos portos, vieram os primeiros regulamentos da Marinha emitidos às províncias do Império. Já no começo da República, houve a unificação das regras para a praticagem no Brasil, por meio de decreto assinado por Deodoro da Fonseca e pelo ministro da Marinha, Eduardo Wandenkolk. Mas um divisor de águas foi o decreto de 1961 assinado pelo ministro Angelo Nolasco de Almeida, que tornou a praticagem atividade privada transferindo toda a custosa infraestrutura necessária à prestação do serviço às associações de práticos.


Décadas se passaram e as empresas de praticagem tiveram o respaldo legal para se organizar e oferecer um serviço de primeira linha, trazendo segurança ao tráfego aquaviário e eficiência aos portos, mesmo diante das deficiências portuárias. 


Nos anos 1990, vieram novos marcos, com a atribuição na legislação do poder da Autoridade Marítima para regulamentar o serviço (Lei 9.537/1997) e da sua competência exclusiva para prover a segurança da navegação (Lei complementar 97/1999). A Marinha não se furtou e tratou das suas tarefas de maneira extremamente profissional, passando a frequentar a Organização Marítima Internacional (IMO) e montando uma representação permanente nessa que é a agência das Nações Unidas responsável por disciplinar os procedimentos no mar.


A Marinha nos trouxe o que há de mais moderno na legislação mundial. Sua regulação técnica sobre praticagem, a NORMAM-12, toma como base a Resolução A.960(23) da IMO, que fez, em 2003, recomendações sobre treinamento, certificação e procedimentos operacionais para práticos. Foi quando a agência da ONU definiu os parâmetros que o mundo deve operar, buscando: zero acidente, autonomia da praticagem dos interesses comerciais do armador, aprimoramento contínuo da proficiência do prático, limitação no número de profissionais, divisão equânime do tempo de trabalho e preservação do meio ambiente (uma preocupação da IMO desde a década de 1970). 


Como reconhece a própria resolução, os práticos desempenham um papel importante na promoção da segurança marítima e na proteção do meio ambiente marinho. E um dos pontos nevrálgicos da NORMAM-12 é a escala de rodízio única, que visa a atender a pilares que são muito caros a qualquer Estado: uma navegação sem acidentes, preservando vidas e o meio ambiente. 


Além de garantir a disponibilidade ininterrupta do serviço e assegurar que o prático não vai trabalhar demais, a ponto de comprometer a segurança, nem de menos, podendo perder experiência, a escala garante independência para que o prático tome sempre a decisão mais segura, sem pressão comercial do dono do navio, de forma a preservar comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas, enfim, toda a comunidade local e a hinterlândia de uma região econômica que depende de um porto funcionando. A escala é o instrumento de controle do Estado brasileiro sobre a atividade.


A consequência de um acidente é muito danosa para a sociedade e, graças à eficácia regulatória da Marinha, somos espelho para o mundo, com um modelo que leva a alta qualidade técnica do serviço, capacitação dos práticos, investimentos da praticagem em segurança e um índice de acidentes (sem gravidade) insignificante diante das mais de 80 mil manobras realizadas anualmente. 


A praticagem da Europa só atingiu o padrão brasileiro em 2017 e a dos Estados Unidos uma vez disse que seu objetivo era chegar no nosso patamar, exatamente por esse cuidado da Marinha em estar antenada ao que acontece na IMO. O Brasil não deve a país algum em segurança da navegação. Por isso, neste 12 de junho, manifestamos todo o nosso respeito a essa grande instituição que é a Marinha do Brasil.

Ricardo Falcão, presidente da Praticagem do Brasil

Forças Armadas auxiliam população de Pernambuco

07:06

  Mais de 500 militares estão mobilizados
em diversas frentes de atuação

Desde que as fortes chuvas começaram a atingir cidades pernambucanas, em especial Jaboatão dos Guararapes, as Forças Armadas foram acionadas para prestar apoio à população afetada, integrando o Gabinete de Crise do Governo do Estado de Pernambuco. Ainda no sábado (28), a Marinha do Brasil (MB) iniciou um trabalho de resgate de vítimas ilhadas no município.

Seguindo determinação do Presidente da República, Jair Bolsonaro, o Ministério da Defesa (MD)  reforçou a atuação das Forças Armadas na região. Como parte dos esforços coordenados pelo MD, a MB atuou no resgate de moradores da Comunidade Lagoa Olho D´Água, em Candeias (PE), desabrigados por conta das fortes chuvas. Além dos resgates, militares da Marinha também atuaram na distribuição de alimentos e água mineral à população ilhada.

A partir de hoje (31), a Marinha abriu outras três frentes de atuação: o auxílio ao Corpo de Bombeiros no resgate de moradores atingidos pelos deslizamentos de terra na Comunidade dos Milagres; o apoio à Defesa Civil na instalação de lonas de proteção em áreas de risco na Comunidade de Lagoa Encantada; e a distribuição de cestas básicas à população carente, em apoio à Prefeitura, no Terminal Marítimo de Passageiros de Recife.

A MB atua nessas quatro frentes com cerca de 150 militares, 12 viaturas e 6 embarcações. Esse quantitativo foi alcançado com o deslocamento de pessoal e material a partir de Natal (RN) e João Pessoa (PB). A partir de amanhã (1º), um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais que estava realizando uma Operação com a Marinha Francesa em Fortaleza (CE), com aproximadamente 100 militares e 9 viaturas operativas (incluindo três Carros Lagarta Anfíbios - CLANF), se deslocará para Pernambuco, a fim de apoiar as ações emergenciais.

Também foi iniciada uma campanha de doação de alimentos e roupas para atender à população atingida, que já arrecadou, até o momento, cerca de 500 quilos de material, que já estão sendo distribuídos.

As doações podem ser entregues nos seguintes endereços:

Capitania dos Portos de Pernambuco
Rua de São José, 25, Recife Antigo - PE
Escola de Aprendizes-Marinheiros de Pernambuco
Avenida Olinda Dom Helder Câmara,  Salgadinho, Olinda - PE.

Fonte|: Agencia Noticias da Marinha
 

Marina Week destaca a importância das mulheres na ciência

08:41

 Durante evento sobre o mar, será lançada a segunda edição do Prêmio Marta Vannucci, que irá reconhecer mulheres cientistas no campo das ciências do mar



São Paulo, maio de 2022 – Com o objetivo de promover, destacar e reconhecer o trabalho de cientistas brasileiras no campo das Ciências do Mar, o Prêmio Marta Vannucci para Mulheres na Ciência do Oceano chega a sua segunda edição durante a Marina Week, evento gratuito, que acontece entre os dias 1o a 5 de junho, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

O prêmio é uma iniciativa da Cátedra da UNESCO para Sustentabilidade do Oceano, ligada ao Instituto Oceanográfico (IO) e ao Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo, e da Liga das Mulheres pelo Oceano, e contará com duas categorias: Cientista Inspiração e Jovem Cientista, premiando mulheres inspiradoras e jovens cientistas talentosas e promissoras no campo das Ciências do Mar.

“Mais do que reconhecer o trabalho das mulheres na ciência, que há anos apresentam importantes resultados com pesquisas e contribuem para o desenvolvimento econômico, social e cultural do nosso País, queremos motivar as novas gerações para investirem neste campo de trabalho. Essa, inclusive, é uma das propostas da Marina Week, de disseminar, incentivar e promover a ciência para a sociedade, entre outras tantas motivações que temos com este grande evento sobre o mar”, destaca Alexander Turra, organizador da Marina Week e coordenador da Cátedra Unesco.

O lançamento do prêmio acontece no dia 3 de junho, às 17h30, finalizando o terceiro dia de seminários da Marina Week 2022, evento que reúne especialistas, empresários, educadores, ambientalistas, artistas, dentre outras pessoas preocupadas com o futuro do oceano. A premiação ocorrerá em novembro de 2022.

Inspiração | A bióloga Marta Vannucci nasceu em Florença em 1921 e emigrou

para o Brasil em 1929, em função da ascensão do fascismo na Itália. Docente

do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, foi a primeira mulher

a ingressar como membro associado da Academia Brasileira de Ciências, em

1955, tornando-se membro titular em 1966.

Interessados em fazer parte deste grande momento, com apresentações e

exposições, basta ir ao evento. Para assistir aos seminários, é necessário fazer

suas inscrições no site www.marinaweek.com.br

Serviço – Marina Week 2022

Data: 1 a 5 de junho

Horário: 9h às 22h

Local: Memorial da América Latina

Endereço: Av. Mário de Andrade, 664 - Barra Funda, São Paulo - SP


Fonte: Marina weeks

PRATICAGEM DE SP APRESENTA INVESTIMENTOS EM PROL DA PRODUTIVIDADE

07:29



Em live do Brasil Export, o diretor-superintendente da Praticagem de São Paulo, prático Hermes Bastos Filho, apresentou os critérios técnicos da entidade para fazer a gestão de tráfego no Porto de Santos, assim como os investimentos que realizam para compensar desafios naturais e deficiências estruturais no complexo portuário, aumentando a eficiência das operações.

O diretor lembrou que Santos é um porto estuarino e complexo, dado o seu desenho sinuoso, as suas restrições de largura e profundidade e o grande movimento de navios, alguns transportando cargas perigosas que impedem o cruzamento de embarcações.

Desde 2019, a praticagem tem uma parceria com a Autoridade Portuária para gerir essa intensa movimentação, com base em parâmetros como disponibilidade do canal de navegação, situação da maré real em relação à tabulada, altura e período das ondas (importante para navios com mais de 300 metros de comprimento e 46 metros de boca), oferta de amarradores e rebocadores com tração adequada e tempo de chamada para recebimento do prático.

– Para priorizar as demandas no maior porto do Brasil, nós não olhamos o agente marítimo e o terminal, apenas o navio e as restrições que se impõem para ele – ressaltou Hermes.

Com o crescimento das embarcações, mais sujeitas à intensidade de vento e corrente, o risco aumenta, trazendo limitações às manobras. Por isso, a praticagem resolveu investir em equipamentos e sistemas que agregam segurança e eficiência às operações, como a instalação do Centro de Coordenação, Comunicação e Operações de Tráfego (C3OT), a implantação do sistema de batimetria e do ReDRAFT (os dois últimos contribuindo para compensar a falta de dragagem). 

O CT3OT trouxe sistemas de monitoramento de tráfego por AIS; sensoriamento remoto de correntes, ventos, altura e período de ondas e altura de maré; sistemas de comunicação mais potentes e de imagem. Já a batimetria atualiza os dados de profundidades com a frequência necessária para identificar assoreamentos. A praticagem dispõe de lancha com equipamentos monofeixe e multifeixe, além de dois hidrógrafos para análise das informações. Este acompanhamento permite, por exemplo, o cruzamento de navios de diferentes calados em trechos com profundidades variadas do canal. O ReDRAFT, por sua vez, é uma calculadora de folga dinâmica abaixo da quilha que utiliza os dados gerados pelo C3OT, otimizando o calado máximo do porto. 

A partir dessas ferramentas, a Praticagem de SP iniciou estudos e sugeriu, em 2017, o aumento do calado de 14,30 para 14,50 metros. Além disso, os investimentos possibilitaram a realização de manobras simultâneas (apesar da influência maior de ventos e correntes), tráfego em mão dupla em trechos antes restritos e otimização nas operações, com total segurança.

– O aumento das dimensões e dos calados dos navios levam, naturalmente, ao aumento do risco envolvido. Para irmos além, ampliando a eficiência do uso do canal, inovamos, analisando o timing de cada manobra de navio especial ou de cada manobra casada, tabulando esses tempos. Houve uma mudança de paradigma em nossas operações e na programação de navios especiais e “pesados”, sempre respeitando as normas e limitações – afirmou Hermes, ressaltando a importância da praticagem para a produtividade do porto. – Não podemos nos limitar apenas à tríade prático, lancha e atalaia, sob pena de prejuízo do nosso porto e da nossa economia.


Assista à live em https://youtu.be/Pg4Vvu9YNMA

Workshop de Direito Marítimo do Tribunal Marítimo debate BR do Mar e os 40 anos da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar

09:30

 

DGN realiza abertura do Workshop

 “Regulamentação da BR do Mar: Expectativas para a indústria Marítima Brasileira” e “Os 40 anos da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM)”. Com esses temas o Tribunal Marítimo (TM) realizou, no dia 25 de maio, o XII Workshop de Direito Marítimo. O evento ocorreu de forma híbrida - nas dependências do Centro Empresarial Internacional Rio – RB1 - e por videoconferência, transmitido ao vivo pelo canal do Tribunal Marítimo no Youtube. Estiveram presentes autoridades militares, além de advogados maritimistas e integrantes da Comunidade Marítima.   

O Diretor-Geral de Navegação, Almirante de Esquadra Wladmilson Borges de Aguiar, realizou a abertura do Workshop, quando destacou que “o futuro do Brasil está no mar”, em referência à importância do modal marítimo nas esferas econômica, ambiental e de soberania do País. Em seguida o Diretor-Geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Sr. Eduardo Nery Machado Filho, ministrou a palestra inicial, com destaque para a interação da Agência com outros órgãos, especialmente a Marinha do Brasil. O Vice-Almirante Wilson Pereira de Lima Filho, Juiz-Presidente do TM, em seu discurso reforçou que “debater com frequência assuntos ligados à segurança da navegação, às atividades marítima e portuária, como estamos fazendo, é uma marca registrada de países vocacionados para o mar como o Brasil”.


           

                Evento ocorreu de forma híbrida, com transmissão ao vivo.

O primeiro painel, com o tema: “Regulamentação da BR do Mar: Expectativas para a indústria Marítima Brasileira” foi abordado pelo Vice-Almirante Sergio Renato Berna Salgueirinho, Diretor de Portos e Costas, seguido do Capitão de Mar e Guerra (RM1) Luís Fernando Resano, Diretor da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC), Sr. Dino Antunes Dias Batista, do Ministério da Infraestrutura, e Dr. Pedro Calmon Neto, Advogado Maritimista.  Esse painel foi mediado pelo Capitão de Mar e Guerra (RM1) Dionísio Tavares da Câmara Junior, Diretor da Divisão de Registros do TM.

O segundo painel, com o tema: “Os 40 anos da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM)” foi abordado pelo Vice-Almirante (RM1) Antonio Fernando Garcez Faria, Assessor Sênior para o LEPLAC da DHN, seguido da Dra. Ingrid Zanella Andrade Campos, presidente da Comissão Nacional de Direito Marítimo e Portuário do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Vice-Presidente da OAB/PE. Esse painel foi mediado pelo Juiz Marcelo David Gonçalves, Juiz do Tribunal Marítimo.

O evento foi prestigiado, de forma virtual, por cerca de 800  participantes e está disponível no Canal do TM no Youtube.

Fonte: Tribunal Marítimo


PRATICAGENS MINIMIZAM EFEITOS ECONÔMICOS DE CICLONE NO SUL

07:20

As praticagens na região Sul contribuíram para minimizar os efeitos do ciclone Yakekan nas operações portuárias, diminuindo prejuízos econômicos. Antecipando-se à chegada do mau tempo que levou a restrições de tráfego em todos os portos, as empresas de praticagem atuaram junto às autoridades Marítima e Portuária, adiantando manobras e avaliando constantemente as condições dos canais de acesso, de modo a atenuar os impactos na logística e operacionalidade dos complexos portuários.

A barra de Paranaguá foi a única não fechada oficialmente, mas os portos do Paraná também operaram parcialmente nos últimos dias. A praticagem local emitiu aviso para que os navios que tivessem urgência entrassem para aguardar no fundeio interno. Todas as embarcações fundeadas foram orientadas a aumentar as quarteladas de amarra.

Em Rio Grande (RS), ficaram suspensas as manobras de saída na área do porto novo, onde os navios precisam navegar de popa por quase duas milhas náuticas. Os ventos foram acima de 30 nós, com máximo registrado de 49. A praticagem assessorou a Autoridade Marítima na avaliação da necessidade de suspender o serviço apenas em determinadas áreas. Somente dez navios tiveram atrasos, sem prejuízos relevantes. A Lagoa dos Patos não recebeu navios, com as restrições na barra de Rio Grande.

Em Santa Catarina, a Praticagem de Itajaí e Navegantes fez o monitoramento constante das condições meteorológicas, para o pronto restabelecimento das operações, e orientou o reforço nas amarras dos navios atracados. Nos portos de São Francisco do Sul e Itapoá, várias manobras foram antecipadas junto à Autoridade Portuária. Já em Imbituba, a praticagem antecipou uma manobra no berço mais crítico dos três operacionais, exposto a ventos sudoeste que poderiam causar problemas na amarração.

Fonte: Praticagem do Brasil

PRATICAGEM FECHA PARCERIA COM A AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA

06:53

A Praticagem do Brasil e a Agência Espacial Brasileira (AEB) assinaram, nesta terça-feira (3/5), um protocolo de intenções visando à troca de conhecimento e ao desenvolvimento de estudos para uso da tecnologia espacial na atividade de praticagem. Foi durante a visita do presidente da AEB, coronel engenheiro Carlos Augusto Teixeira de Moura, às instalações da Praticagem de São Paulo, em Santos. 


Acompanhado do diretor de Gestão de Portfólio da agência, Paulo Barros, e do diretor de Governança do Setor Espacial, Cristiano Trein, o coronel foi recebido pelo presidente da Praticagem do Brasil, prático Ricardo Falcão; pelo diretor administrativo da entidade, prático Marcello Camarinha; pelo presidente da Praticagem de São Paulo, prático Bruno Tavares; e pelo diretor-superintendente, prático Hermes Bastos Filho. 



O presidente e os diretores da AEB conheceram o Centro de Coordenação, Comunicação e Operações de Tráfego (C3OT), que, além de apoiar o trabalho dos práticos, realiza o controle de tráfego e das operações dos navios em parceria com a Autoridade Portuária. Os dados ambientais coletados pelo centro serviram de base para a implantação pioneira no Brasil do sistema de calado dinâmico ReDRAFT, que calcula com mais precisão o calado máximo das embarcações, gerando mais segurança para as manobras e eficiência para a atividade portuária.

Um dos possíveis desdobramentos do protocolo é justamente a aplicação da tecnologia espacial para medição dos calados nos canais de acesso aos portos. 

– A agência emprega sistemas espaciais. E satélites nada mais são que sensores em órbita que conseguem observar a Terra e podem coletar dados meteorológicos, de marés e correntes. Além disso, temos outras aplicações como em sistemas de comunicação, previsão de eventos extremos etc. Viemos conhecer a praticagem para ver como podemos contribuir. Acreditamos que podemos melhorar a qualidade das informações que impactam no trabalho da praticagem – afirmou Carlos Moura.

Nos EUA, a Nasa e a Praticagem de São Francisco, na Califórnia, também fizeram muitos trabalhos em conjunto com universidades sobre a questão da fadiga humana, outro tema relevante para a praticagem, já que o prático não pode trabalhar demais a ponto de ficar fadigado nem de menos a ponto de perder a experiência, sob pena de comprometer a segurança.

– Sem dúvida, ambas as áreas (espacial e praticagem) trabalham em extremos e com níveis de responsabilidade e limites muito semelhantes. Por isso, com engenharia e conhecimento, procuramos aperfeiçoar os sistemas que o homem produz para trabalhar com a natureza de maneira sustentável e trazer qualidade de vida para todos – completou Moura.

O presidente Ricardo Falcão disse que o acesso à alta tecnologia e ao conhecimento é fundamental para a excelência do trabalho da praticagem:

– A Agência Espacial Brasileira é uma agência de ponta e muito próxima do Instituto Tecnológico de Aeronáutica. E temos sempre que trabalhar no estado da arte para garantir a segurança da navegação. Quando a gente quer ter 0% de acidentes que é o nosso objetivo, temos que investir, não tem jeito. Na Amazônia, por exemplo, onde sou prático, temos muitos problemas de comunicação em diversas regiões e já existem satélites que nos permitem gerar informações para assegurar a passagem dos navios em comunidades ribeirinhas. 

O presidente da Praticagem de SP ressaltou que o universo de aplicação da tecnologia espacial na praticagem é muito abrangente:

– São duas entidades que lidam diretamente com tecnologia e isso pode nos trazer muitos benefícios, como na parte de batimetria (medição das profundidades) por meio das imagens de satélites, na previsibilidade ambiental para as manobras e na comunicação em áreas remotas. Certamente, essa parceria vai ajudar muito o Porto de Santos e os demais no Brasil.

À tarde, Carlos Moura e os diretores que o acompanham vão embarcar em uma lancha de praticagem para conhecer as instalações do maior porto da América Latina e assistir ao embarque de um prático em um navio, momento sempre arriscado da profissão.

Nesta quarta-feira, a comitiva visitará o Tanque de Provas Numérico da Universidade de São Paulo (TPN-USP), em São Paulo. O laboratório é referência em simulações de manobras de navios e mantém uma parceria de mais de dez anos com a Praticagem do Brasil, que já contribuiu para formar mais de 20 mestres e doutores. Ainda na USP, Carlos Moura e sua diretoria serão apresentados às pesquisas da Escola Politécnica na área aeroespacial.

Corrente oceânica do Atlântico é mais resistente ao degelo polar do que se imaginava

11:16

De acordo com a professora Ilana Wainer, do Instituto Oceanográfico da USP, conclusão de novo estudo sobre o impacto do degelo polar na Circulação de Revolvimento Meridional é positiva

Em um estudo publicado na última semana na revista Nature Climate Change, cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, revelaram que a corrente oceânica conhecida como Circulação de Revolvimento Meridional, ou AMOC na sigla em inglês, seria menos afetada pelo derretimento das calotas polares no Hemisfério Norte do que se imaginava.


De acordo com a professora Ilana Wainer, do Instituto Oceanográfico da USP, a conclusão do novo estudo é positiva para o planeta. “A Circulação Meridional é a contribuição dos oceanos para redistribuir o excesso de calor que a gente recebe nos trópicos por conta do sol e o déficit de calor que existe nas regiões polares”, explica a professora.


Antes da nova constatação, a maioria das simulações do futuro do nosso clima considerava que a AMOC poderia ser bastante sensível ao derretimento do gelo do Ártico, o que causaria mudanças abruptas na circulação oceânica.


Para Ilana, que já trabalhou com modelos utilizados pelos autores do artigo, o resultado é “espetacular”. “Ele foi pioneiro tentando prescrever esses fluxos de degelo desde o último máximo glacial e teve muito sucesso”, opina.


Derretimento das calotas

Em linhas gerais, a corrente do Oceano Atlântico atua como uma faixa transportadora que move as águas tropicais quentes da superfície para o norte e as águas mais frias e mais profundas do sul. Ela é uma das chaves usadas para prevermos futuros desastres climáticos, principalmente quando o assunto envolve o aquecimento global e o derretimento das calotas.


No entanto, com base em trabalhos anteriores, pesquisadores estão revisando sua compreensão da relação entre a AMOC e a água doce do derretimento do gelo polar.


A injeção de água doce do possível derretimento polar provavelmente “mudaria a densidade do oceano, já que a água doce é menos densa. Então, você estratifica e forma a água profunda que é o que compõe a AMOC. Ela vai até profundidades menores e com menos intensidade, por isso você não conseguiria fazer essa transferência de calor de uma forma tão vigorosa e tão eficiente”, explica.


No artigo, os pesquisadores descreveram um novo modelo de simulação que corresponde ao calor dos últimos 10 mil anos. E eles fizeram isso eliminando o gatilho que a maioria dos cientistas acredita que paralisaria a AMOC.


“Esse estudo está mostrando que as consequências não seriam tão catastróficas assim”, salienta a especialista ao revelar que, no novo modelo, embora o registro climático mostre uma abundância de água doce que veio do derretimento final das camadas de gelo na América do Norte e na Europa, a AMOC quase não mudou. E isso é particularmente importante para os modelos climáticos que avaliam como a AMOC responderá aos futuros aumentos de água doce do derretimento do gelo.


Ainda que a corrente seja mais resiliente do que se pensava, a professora alerta que os eventos climáticos extremos já são uma realidade e exigem atenção: “Já estamos em um cenário quase irreversível do aquecimento global, do aumento do nível do mar e de eventos extremos. Temos que parar de emitir gases de efeito estufa e parar de usar uma matriz energética baseada em combustíveis fósseis. As consequências são inúmeras não só para a AMOC, mas para a biodiversidade e para os ecossistemas”, finaliza a docente.

Fonte: Jornal das USP

Conheça as ações da Marinha em comemoração aos 200 anos da Independência

08:33

 Programação vai até 2023 e inclui exposição, parada naval e regatas

Agência Marinha de Notícias

Para marcar as comemorações dos dois séculos de soberania do País, a Marinha promove uma série de eventos que relembram a história do Brasil e apresentam a importância do Poder Naval para a consolidação do processo de Independência. As atividades são de caráter cívico-militar, cultural, esportivo, ecológico, social e beneficente, incluindo a participação de instituições extra-Marinha.

De acordo com o Secretário-Executivo da Comissão Intersetorial para Planejamento e Controle do Calendário de Comemorações dos 200 Anos da Independência do Brasil (CI-MB200), Contra-Almirante José Henrique Salvi Elkfury, “a Marinha, em conformidade com o Calendário de Eventos e Ações a Empreender estabelecidos pela CI-MB200, já realizou 20 eventos em 2021. Para este ano, estão previstos mais 111 eventos. E, em 2023, outros 16, fechando assim a programação exclusiva da Marinha para memorar e celebrar o bicentenário da Independência do Brasil e os 200 anos da Esquadra brasileira”.

Acompanhe os principais eventos comemorativos da Marinha para 2022:




Amazul conquista prêmio Transformação Digital Brasil 2020-2022

10:40

                                    

A Amazul foi uma das 17 organizações reconhecidas pelo prêmio Transformação Digital Brasil – Ozires Silva 2020-2022, promovido pelo Instituto Micropower. O trabalho “Mapeamento de competências à luz do plano de carreira” da Amazul conquistou o prêmio na modalidade Educação e Capacitação Profissional, categoria ouro.

 

         Competências são definidas como o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao desempenho das funções, visando a alcançar os objetivos de uma instituição.

 

            O trabalho premiado é uma evolução do projeto de Mapeamento de Competências Comportamentais, executado, inicialmente, na primeira área de implantação do projeto de gestão do conhecimento da Empresa: o Departamento de Operação da Unidade Piloto de Produção de Hexafluoreto de Urânio (Usexa), do Centro Industrial Nuclear de Aramar.

 

            Com base no Guia de Referência Prático de Mapeamento e Avaliação de Competências para a Administração Pública, o mapeamento foi ampliado em 2019 para toda a Empresa, com identificação de 16 competências gerais e 16 competências de liderança. A aplicação do mapeamento permitiu correlacionar as competências aos objetivos do plano de carreira e definir os critérios de mérito e valorização dos empregados.

 

            O mapeamento de competências da Amazul também serviu de base para a elaboração de programas de desenvolvimento de lideranças e de empregados e deu subsídios à gestão do conhecimento nas atividades de transferência de conhecimento e no plano de sucessão.

 

            Na cerimônia de entrega do prêmio, realizada em São Paulo no dia 5 de abril, a Amazul foi representada por sua diretoria executiva e pelos gerentes de Desenvolvimento de Pessoas (Daniela Ferreira) e de Gestão do Conhecimento (Tomé Machado).

 

            O diretor técnico e diretor-presidente interino da Amazul, Francisco Roberto Portella Deiana, enfatizou os reflexos da metodologia sobre o processo sucessório dentro da Empresa. “O amadurecimento da metodologia de Mapeamento de Competências amplia a capacidade de gestão do conhecimento e fornece subsídios para o desenvolvimento de um plano de sucessão sólido e eficiente. Preservar o conhecimento e garantir o processo sucessório é peça chave para a continuidade do desenvolvimento dos projetos e inovação tecnológica constante”, avaliou o diretor-presidente.

 

            “O alinhamento do plano de carreira às competências comportamentais permitiu à Amazul executar programas de treinamento para líderes e empregados direcionados ao desenvolvimento de habilidades e atitudes essenciais ao cumprimento dos objetivos estratégicos da Empresa. Mapear competências nos permite mensurar, gerir e direcionar demais aspectos da gestão de pessoas, como avaliação de desempenho, reconhecimento meritocrático, seleção e retenção de talentos ”, observou o diretor de Gestão do Conhecimento e Pessoas da Amazul, Newton de Almeida Costa Neto.


Fonte: assessoria Amazul

SOPESP recebe visita especial de autoridades marítima

09:23

Nesta sexta-feira (01), o SOPESP — Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo — teve uma manhã especial com a visita do Comandante do 8º Distrito Naval, Almirante Guilherme da Silva Costa e do Capitão dos Portos, Capitão de Mar e Guerra, Robledo de Lemos Costa e Sá, que esteve recentemente visitando a entidade.

Na ocasião, foi oferecido um brunch de boas-vindas aos convidados, e contou com a participação do presidente do SOPESP, Régis Prunzel, do vice-presidente, Leonardo Ribeiro, do diretor-executivo, Ricardo Molitzas, da assessora jurídica, Dra. Gislaine Heredia e alguns membros do Conselho Diretor e Fiscal, entre eles Marcelo Patrício (Santos Brasil), Gildécio Fiel (Terminal Marítimo do Guarujá - TERMAG) e Flavio da Rocha Costa (Rishis).

Também estiveram presentes pelo OGMO/Santos, o diretor-executivo, Evandro Pause e o gerente jurídico e de RH, Thiago Robles.

Um encontro enriquecedor que serviu para estreitar os laços e unir forças, através de uma atuação feita em conjunto entre o Sindicato dos Operadores Portuários e a Marinha do Brasil.

WEBINAR DANGEROUS LADDERS, COM O PRÁTICO ARIE PALMERS

07:49

 


Na próxima sexta, dia 1º, no YouTube da Praticagem do Brasil e no Zoom, o prático Arie Palmers, que atua na Holanda, vai fazer uma apresentação sobre as irregularidades encontradas nas escadas de embarque e desembarque dos navios.


Após sofrer dois acidentes em 2018, Arie se tornou um fiscalizador do
problemas e tem sido uma voz ativa em busca de correções junto a empresas de navegação, fabricantes, certificadoras e entidades que tratam do tema.


Data: 1º de abril de 2022

Hora: 10h Brasília / 13h GMT

Perguntas poderão ser feitas por chat durante a transmissão

YOUTUBE

https://www.youtube.com/watch?v=5xf7sBP7zvM

ZOOM

ID do webinar: 852 1688 0878

Senha: CONAPRA

Fonte: Conapra

SEMINÁRIO ESCLARECE DÚVIDAS SOBRE CALADO DINÂMICO NA AMAZÔNIA

14:01

Barra Norte, Praticagem


A Praticagem da Bacia Amazônica Oriental participou, na última quarta-feira (16/03), do Seminário de Navegação na Barra Norte, no qual foram consideradas todas as questões relevantes sobre o início da implementação do sistema de calado dinâmico na barra norte do Rio Amazonas.

Os palestrantes convidados puderam responder às perguntas sobre os equipamentos, a metodologia de coleta e divulgação de dados e os resultados esperados a curto, médio e longo prazos. O evento ocorreu no 4° Distrito Naval, em Belém, e foi comandado pelo vice-almirante Edgar Luiz Siqueira Barbosa.

A ideia de estabelecer um sistema de calado dinâmico nasceu ainda em 2017, quando a praticagem elaborou um estudo técnico e instalou um marégrafo no Canal Grande do Curuá, a 70 milhas náuticas da barra norte.

Em 8 de fevereiro, a Cooperativa de Apoio e Logística aos Práticos da Zona de Praticagem 1 (Unipilot) e o Comando do 4º Distrito Naval assinaram um protocolo visando à implantação do sistema. No último dia 10, foi fundeada a primeira de três boias meteoceanográficas que vão permitir previsões ainda mais precisas na barra norte. Serão monitorados, em tempo real, dados de correntes, altura de maré e densidade da água, durante todos os dias da semana.

A barra norte é um trecho raso e lamoso de 24 milhas náuticas, na foz do Rio Amazonas, e delimita o carregamento de todos os navios na Bacia Amazônica. Os investimentos da praticagem na sondagem das profundidades dos rios, assim como no levantamento das marés, já contribuíram para a Marinha aumentar o calado (parte submersa) das embarcações de 11,50 metros, em 2017, para os 11,90 metros em testes atualmente.

Com o calado dinâmico, a expectativa da praticagem é chegar aos 12,50 metros em certas janelas de maré, agregando eficiência e segurança para as operações do agronegócio que exporta pelo Arco Norte.

– Estamos otimistas com os passos largos dados nos últimos meses e com a velocidade que o projeto tem se desenvolvido nas últimas semanas – diz Eliud Fialho, analista de logística da Unipilot.


Fonte: CONAPRA



TRIBUNAL MARÍTIMO APLICA PENA MÁXIMA EM PROPRIETÁRIO DE MOTO AQUÁTICA

05:35

 

Sessão plenária do Tribunal Marítimo

Na última terça-feira, dia 15 de março de 2022, durante a sessão plenária nº 7.560, o Tribunal Marítimo (TM) julgou o Processo 33.479/2019, atinente ao Fato da Navegação que envolveu uma Moto Aquática conduzida por um menor de 11 anos de idade,  que navegava em um lago situado no estado do Paraná – um flagrante claro de riscos à segurança da navegação e à integridade física da criança.


No julgamento, o Colegiado do TM decidiu, por unanimidade, que este Fato da Navegação teve como causa determinante a falta de cuidado com a vigilância da chave de ignição da Moto Aquática por parte do seu proprietário, que teve conduta negligente e foi condenado à pena máxima prevista, que foi de “repreensão” cumulativamente com multa de acordo com o Art. 124, inciso IX, parágrafo 10 da Lei Orgânica do TM.

 O Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), instaurado pela Delegacia Fluvial de Guaíra, tornou-se Processo nesta Corte Marítima e a Procuradoria Especial da Marinha (PEM) ofereceu Representação. Ao longo das apurações, conduzidas pelo Juiz Relator Júlio César Silva Neves, constatou-se que, na ocasião, o pai do menor, habilitado na categoria “Arrais Amador”, tendo esposa e filho como passageiros, deixou a embarcação atracada em um Clube local e a chave de segurança da ignição da Moto Aquática sobre uma mesa, sem perceber que seu filho de apenas 11 anos havia pego a chave e iniciado a navegação pelo lago.

 Nesse processo, chamou atenção dos julgadores o fato de que o pai do menor declarou nos autos que “seu filho sabe conduzir este tipo de embarcação há aproximadamente dois anos”, ou seja, desde os 9 anos. “Nesse contexto, é importante frisar que menores de idade não podem conduzir embarcações motorizadas, de acordo com as Normas da Autoridade Marítima (NORMAM), disseminadas pela Diretoria de Portos e Costas (DPC)”, afirma o Juiz-Presidente do TM, Vice-Almirante (RM1) Wilson Pereira de Lima Filho.

SEGURANÇA: OS DESAFIOS DA INDÚSTRIA DO SHIPPING

07:23

Há pouco mais de dez dias um navio carregado de carros afundou perto de um arquipélago português, após queimar por duas semanas depois de um incêndio. O episódio joga luz em alguns dos principais desafios da indústria do shipping para os próximos anos, de acordo com o último relatório de segurança da Allianz. Embora o número de perdas de embarcações tenha reduzido em 50% na década passada, mantendo-se no nível mais baixo, não se pode falar em mar de almirante diante de preocupações recentes. O crescimento exponencial dos navios, suas adaptações ao processo mundial de descarbonização, a possibilidade de ataques cibernéticos e a crise humanitária das tripulações trazem riscos significativos para gerenciamento, de acordo com o documento da seguradora. 


Começando pelo tamanho das embarcações, navios que transportam contêineres, veículos (Ro-Ro) e graneleiros aumentaram nas últimas décadas por economia de escala e de combustível, uma tendência que deve continuar com a meta de redução de emissão de carbono da Organização Marítima Internacional (IMO). Desde 1968, a capacidade dos porta-contêineres foi ampliada em 1.500%. Já temos navios equivalentes a quatro campos de futebol de comprimento. O problema é que a infraestrutura portuária não cresceu no mesmo ritmo e os canais de navegação são os mesmos. 


O encalhe do Ever Given, há um ano, no Canal de Suez, foi emblemático dessa situação. Se o navio não tivesse sido liberado com o auxílio de rebocadores, haveria um longo processo de descarregamento dos cerca de 18 mil contêineres a bordo. A título de comparação, em 2019, o porta-veículos Golden Ray tombou nos Estados Unidos e sua remoção levou mais de um ano, custando centenas de milhares de dólares. “O Ever Given trouxe preocupações à indústria de que os riscos associados a grandes navios podem, em breve, superar os benefícios”, assinala a Allianz.


O número de incêndios nessas megaembarcações vem aumentando a cada ano, especialmente nos porta-contêineres, e merece atenção especial no relatório. É a terceira causa de perdas totais no período 2011/2020. Os incidentes frequentemente começam nos próprios contêineres, podendo ser resultado da não declaração de cargas perigosas pelos proprietários. A maioria sai facilmente de controle, obrigando o abandono dos tripulantes e o aumento do perigo para a sociedade.


As adaptações da indústria às metas ambientais da IMO são outro desafio. O objetivo é reduzir a emissão de carbono dos navios em 40% até 2030 e de todos os gases do efeito estufa em 50% até 2050. Isso vai exigir investimentos substanciais em pesquisa para mudanças no design e na propulsão das embarcações, podendo ter implicações para o risco segundo a Allianz, que cita o exemplo do scrubber. A adoção do equipamento que diminui o teor de enxofre proveniente do óleo combustível estaria causando danos ao maquinário das embarcações. “Como vimos nos grandes porta-contêineres, desenvolvimentos que não focam no risco podem levar a consequências indesejadas e ao aumento da exposição, com grande impacto na cadeia de suprimentos”, diz o consultor de risco marítimo da seguradora, Rahul Khanna.


A empresa também alerta para a possibilidade de ataques cibernéticos, uma das questões sensíveis que envolvem navios autônomos, cuja discussão eu acompanho no Comitê de Segurança Marítima da IMO. Em maio de 2021, a companhia Colonial Pipeline, que opera a maior rede de oleodutos dos Estados Unidos, pagou US$ 4,4 milhões a hackers para ter seu sistema de computadores de volta. 


De acordo com a Allianz, todas as grandes empresas de navegação e a própria IMO já foram alvo de tentativas semelhantes. Por enquanto, todas se deram em terra. O pior cenário seria um ataque terrorista e não se pode negar o potencial de estrago ou de bloqueio econômico de um gigante dos mares. Haja vista a explosão no Porto de Beirute, no Líbano, em agosto de 2020, e mais uma vez o Ever Given atravessado no canal.


E há ainda a crise humanitária das tripulações a partir da pandemia, que pode ter consequências de longo prazo. Segundo a IMO, desde a Covid-19, muitos tripulantes passaram a trabalhar mais dos que os 11 meses acordados pela Convenção sobre Trabalho Marítimo da Organização Internacional do Trabalho (ILO). Em março de 2021, estimava-se que 200 mil marítimos permaneciam a bordo diante das restrições de voos e viagens internacionais, com número igual de profissionais aguardando substituir os colegas. 


O problema é sério, pois afeta a saúde física e mental das pessoas em um segmento no qual 80% dos acidentes estão relacionados ao fator humano. De acordo com a Allianz, isso significa também que os trabalhadores não estão sendo treinados e que o setor pode ter dificuldade para atrair novos talentos. A seguradora lembra do encalhe, nas Ilhas Maurício, do graneleiro Wakashio, que derramou toneladas de óleo em julho de 2020. Pelo menos dois tripulantes estavam a bordo há 12 meses, segundo a Lloyd’s List. No trabalho de pilotagem da praticagem, por exemplo, a comunicação com a tripulação é fundamental para a correta execução das ordens solicitadas pelo prático.


Os quatro pontos levantados pela Allianz, entre outros da análise, merecem cuidado redobrado de todos que integram o shipping, a fim de mantermos o alto nível de funcionamento. Estamos falando de uma indústria que movimenta mais de 90% do comércio global, com índice de acidentes de 0,002%. Ou seja, a cada 50 mil operações ocorre um incidente, não necessariamente grave. Pouquíssimos segmentos trabalham com essa eficiência de 99,998% e devemos manter o foco nas margens de erro que o setor opera. 


A praticagem está inserida nos debates em nível internacional e sempre se mostra engajada na superação dos desafios, mas não podemos esquecer que existe um limite da condição de riscos. No fim das contas, quem paga é a sociedade.


Artigo do presidente da Praticagem do Brasil, Ricardo Falcão, publicado no portal BE News https://portalbenews.com.br/editoria/edicao-jornal/be-news-12e13-03–2022/ 

Tribunal Marítimo realiza primeira sessão de julgamento por Sistema Eletrônico

05:11

 


Nesta terça-feira, dia 09 de março de 2022, a sessão plenária nº 7.558 do Tribunal Marítimo foi um marco na história da modernização da Corte. Pela primeira vez foram realizados julgamentos pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Celeridade e tecnologia marcaram a sessão em que o colegiado utilizou a funcionalidade responsável pelo trâmite administrativo dos processos por meio digital.

Os processos julgados pelo SEI foram: nº 34.348/2020, conduzido pelo juiz relator Marcelo David Gonçalves, e o de nº 34.252/2020, do juiz relator Attila Halan Coury. A sessão marcou mais uma fase da implantação do Processo Eletrônico do TM, capitaneado por militares de Tecnologia da Informação (TI) do próprio Tribunal. Dentre as capacidades do Sistema estão o acompanhamento de processos online e a assinatura de documentos eletronicamente, o que automatiza todas as etapas do processo e reduz o tempo de tramitação.

Desde que foi implantado, houve distribuição de 1.065 processos pelo SEI desde 12 de novembro de 2020, além de 217 representações recebidas. A primeira sessão plenária por meio do SEI ocorreu em 20 de abril de 2021, quando foi recebida representação oferecida pela Procuradoria Especial da Marinha (PEM).

Dentre as capacidades do Sistema estão o aumento da produtividade e a diminuição do uso do papel no trâmite de processos, além de possibilitar aos representados ou advogados das partes peticionarem em qualquer computador ou até mesmo pelo celular, facilitando o acesso aos autos. A customização do SEI, com a funcionalidade SEI Julgar, foi totalmente desenvolvida por oficiais e praças de TI do TM, o que denota profissionalismo e a indispensável atuação desse corpo técnico na implantação e manutenção dessa nova era da Corte Marítima.