Novo Comandante da Marinha do Brasil - ALMIRANTE DE ESQUADRA ALMIR GARNIER SANTOS

15:00

BIOGRAFIA ALMIRANTE DE ESQUADRA ALMIR GARNIER SANTOS

O Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos nasceu em 22 de setembro de 1960, em Cascadura, no Rio de Janeiro. Orgulha-se de sua longa relação com a Marinha do Brasil, tendo ingressado, aos dez anos de idade, como aluno do curso de formação de operários, na extinta Escola Industrial Comandante Zenethilde Magno de Carvalho. Graduou-se Técnico em Estruturas Navais, na Escola Técnica do Arsenal de Marinha (AMRJ), em 1977, tendo estagiado nas Fragata s Independência e União, à época em construção na carreira do AMRJ.

No mesmo ano iniciou o Curso de Formação de Oficiais da Reserva da Marinha. Em 1978 ingressou na Escola Naval (Rio de Janeiro -RJ) formando-se em 1981, na primeira colocação no Corpo da Armada. No regresso da viagem de instrução, a bordo do Navio-Escola “Custódio de Mello”, em 1982, foi nomeado Segundo-Tenente, vindo a servir na Fragata “Independência”, como Ajudante da Divisão de Operações.

Foi promovido ao posto de Primeiro -Tenente, em 31 de agosto de 1984; e em seguida iniciou o Curso de Aperfeiçoamento em Eletrônica para Oficiais, no Centro de Instrução “Almirante Wandenkolk”, localizado no Rio de Janeiro-RJ, o qual concluiu, em 1985, com distinção, tendo obtido o primeiro lugar. Entre os anos de 1981 e 1991, o então Tenente Garnier, desenvolveu suas habilidades operativas servindo a bordo dos navios mais modernos da Esquadra brasileira à época: a Fragata União, a Fragata Independência e o Navio -Escola Brasil, onde ocupou os cargos de Chefe do Departamento e de Encarregado da Divisão de Operações, de Encarregado da Manutenção do Material Eletrônico, de Oficial de Defesa Aérea e Guerra Eletrônica e de Instrutor de Operações de Guardas-Marinhas.

Em 1991, como Capitão-Tenente, foi designado para realizar o Curso de Mestrado em Pesquisa Operacional e Análise de Sistemas, em Monterey, CA - EUA. Após a conclusão do Mestrado, serviu em funções técnicas por cerca de dez anos, quando gerenciou equipes de elevado padrão técnico, desenvolvendo projetos de otimização de recursos, de emprego de Poder Naval, de jogos para treinamento de Guerra Naval e de implantação de sistemas de tecnologia da informação e comunicações. O então Capitão de Corveta Garnier concluiu o Curso de Estado -Maior para Oficiais Superiores em 1998, obtendo a primeira colocação. Possui ainda o curso de Master of Business Administration (MBA) em Gestão Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - COPPEAD (2008) e o Curso de Política e Estratégia Marítima da Escola de Guerra Naval, concluído com menção honrosa, em 2008. Comandou o navio de apoio logístico "Almirante Gastão Motta", o Centro de Apoio a Sistemas Operativos, o Centro de Análises de Sistemas Navais e a Escola de Guerra Naval.

Em 31 de março de 2010 foi promovido ao posto de Contra -Almirante, em 31 de março de 2014 ao posto de Vice -Almirante e em 25 de novembro de 2018 ao posto de Almirante de Esquadra.

No Ministério da Defesa, atuou por mais de dois anos e meio como Assessor Especial Militar do Ministro, tendo servido aos Ministros Celso Amorim, Jaques Wagner, Aldo Rebelo e Raul Jungmann. Antes de assumir o desafiante cargo de Secretário-Geral do Ministério da Defesa em janeiro de 2019, comandou o 2º Distrito Naval por dois anos, sendo agraciado pela hospitaleira sociedade baiana com: a Comenda 2 de Julho (a maior honraria da Assembleia Legislativa da Bahia), a Medalha Thomé de Souza (Câmara Municipal de Salvador), a Medalha do Mérito Policial-Militar do Estado da Bahia, a Medalha do Mérito Policial Civil do Estado da Bahia, a Medalha Especial de Mérito da Magistratura da Bahia – TJBA 410 anos, a Medalha Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho da Bahia – Comenda Ministro Coqueijo Costa e a Medalha Devocional do Senhor Bom Jesus do Bonfim; além dos títulos de cidadão soteropolitano e cidadão baiano, qu e muito o lisonjeiam

 É coautor de dois livros na área de gestão de logística e da cadeia de suprimentos. Atuou como palestrante convidado de logística e gerenciamento de projetos, por mais de doze anos, nos programas de graduação e de pós-graduação da Fundação Getúlio Vargas. Marido da Dra. Selma, pai de Almir Junior e filho de Wilson Santos (in memorian) e de Sulayr Garnier.

O Almirante Garnier possui mais de 950 dias de mar, tendo sido condecorado com a Medalha Mérito Marinheiro (duas âncoras). Possui ainda vários prêmios e condecorações, incluindo-se a Medalha Ordem do Mérito da Defesa (Grã-Cruz); a Medalha Ordem do Mérito Naval (Grã -Cruz); a Medalha Ordem do Mérito Militar (Grande-Oficial); a Medalha Ordem do Mérito Aeronáutico (Grande-Oficial); a Medalha Ordem de Rio Branco (Grã -Cruz); a Medalha Mérito Judiciário Militar; a Medalha Militar e Passador de Ouro; a Medalha Mérito Tamandaré; e Medalhas-Prêmio Conde de Anadia, Almirante Marques de Leão e Escola de Guerra Naval, por suas primeiras colocações na Escola Naval, no Curso de Aperfeiçoamento em Eletrônica e no Curso de EstadoMaior, entre outras Medalhas-Prêmios concedidas por Marinhas amigas.


Ministro da Defesa apresenta novos Comandantes das Forças Armadas

14:47


Foto: Alexandre Manfrim

Brasília (DF), 31/03/2021 – Nesta quarta-feira (31), o Ministro da Defesa, Walter Braga Netto, apresentou os novos Comandantes das Forças Armadas. São eles: Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos, Comandante da Marinha do Brasil; General de Exército Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, Comandante do Exército Brasileiro; e Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Júnior, Comandante da Força Aérea Brasileira.

Conforme a Constituição Brasileira de 1988, a escolha dos Comandantes das Forças Armadas é feita mediante lista tríplice encaminhada ao Presidente da República pelo comando de cada Força.

Centro de Comunicação Social da Defesa (CCOMSOD)
Ministério da Defesa

Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico” recebe visita de Comitiva da Armada Argentina

07:10

 


O Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico”, Capitânia da Esquadra Brasileira, recebeu, em 11 de março, a visita do Comandante de Adestramento e Aprestamento da Armada Argentina, Contra-Almirante Juan Carlos Daniel Abbondanza, e do Diretor-Geral de Programas e Orçamento de Armamento, Contra-Almirante Marcelo Ricardo Flamini, com o objetivo de estreitar as relações entre as Marinhas.

 
A comitiva foi composta por outros três Oficiais argentinos, o Chefe de Projetos Submarinos da Diretoria-Geral de Material da Armada, Capitão de Mar e Guerra Daniel Eduardo Paz; o Adido Naval Argentino no Brasil, Capitão de Mar e Guerra Diogo Antonio Sanchez; e o Assessor Argentino do Coordenador da Área Marítima do Atlântico Sul (CAMAS), Capitão de Mar e Guerra Daniel Francisco Finardi.
 
A delegação foi recebida a bordo do navio pelo Comandante da 1ª Divisão da Esquadra, Contra-Almirante Marcio Tadeu Francisco das Neves, que representou o Comandante em Chefe da Esquadra; e pelo Comandante da Força de Submarinos, Contra-Almirante Thadeu Marcos Orosco Coelho Lobo, que conduziu a comitiva durante o período em que os Oficiais visitaram diversas organizações militares da Marinha. Na ocasião, o Comandante do navio apresentou as boas-vindas e percorreu as principais instalações do NAM “Atlântico”. A comitiva conheceu as capacidades do navio relacionadas às operações aéreas, operações anfíbias e o emprego em apoio a operações humanitárias e estreitou os laços profissionais que unem as duas Marinhas do Atlântico Sul.

fonte: Marinha do Brasil
 

EMENDAS AO BR DO MAR CONSOLIDAM NAVEGAÇÃO SEGURA

07:01

Nesta semana, está prevista a votação no Senado do projeto de lei do governo de incentivo à cabotagem, apelidado de BR do Mar (PL 4199/2020). O senador Lucas Barreto (PSD/AP) apresentou duas emendas importantes para aumentar o controle da praticagem pela Marinha e consolidar juridicamente o modelo de atividade brasileiro, referência mundial em segurança da navegação.

A primeira emenda visa a suprimir a forma como a praticagem foi inserida no projeto. De acordo com o artigo 11, inciso II, “são direitos das embarcações estrangeiras afretadas a observância às mesmas condições comerciais para a prestação dos serviços de praticagem e dos serviços de apoio portuário”.

Segundo o senador, o texto traz insegurança jurídica e risco para a navegação, pois pode-se entender que comandantes de navios estrangeiros poderiam ser habilitados para dispensa de prático, algo hoje previsto somente para comandantes de embarcações de bandeira brasileira de determinado porte, sob certas condições. 

A segunda emenda insere na Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário (Lei 9537/1997) critérios técnicos de segurança hoje restritos às Normas da Autoridade Marítima para o Serviço de Praticagem (NORMAM-12/DPC), conferindo, portanto, status legal. Além disso, ela deixa mais claro na lei quando a Marinha pode fixar o preço do serviço: em caráter temporário para assegurar o atendimento nos casos em que não houver acordo na negociação com os donos do navio, entendimento já pacificado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em relação à segurança da navegação, a emenda estabelece os critérios para isenção de praticagem obrigatória (embarcações com até 500 toneladas de porte) e para habilitação de comandantes para dispensa de prático (restrita a comandantes brasileiros de navios de bandeira brasileira de até cem metros de comprimento).

Adicionalmente, a emenda insere na lei a escala de rodízio única de trabalho, que impede a contratação direta, obrigando o dono do navio a usar o serviço do prático da vez na escala. O sistema garante autonomia para o prático tomar decisões sem pressões comerciais do dono da embarcação. Ao mesmo tempo, assegura que o prático não vai trabalhar demais, a ponto de ficar fadigado, nem de menos, podendo perder experiência e comprometer a segurança da navegação.


“A qualidade da praticagem em nosso país é reconhecida por todos os usuários do serviço e sua adequada prestação é essencial para garantir a segurança da navegação e evitar danos ao meio ambiente, mas usuários e prestadores ainda carecem de segurança jurídica e estabilidade regulatória”justifica o senador Lucas Barreto.

No Brasil, o índice de incidentes com prático a bordo é próximo de zero, “insignificante diante da quantidade de manobras”, segundo a Marinha. Nunca houve um grande acidente com derramamento de óleo.

Fonte: CONAPRA

Docente da USP de São Carlos recebe prêmio internacional na área de ciências aquáticas

12:54

 A Association for the Sciences of Limnology and Oceanography (ASLO) homenageou o professor Davi Gasparini Fernandes Cunha, da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP), com o Yentsch-Schindler Early Career Award, por contribuições à pesquisa sobre qualidade da água, dinâmica de nutrientes e saúde do ecossistema aquático.

Cunha é engenheiro ambiental e estuda a qualidade da água e ecologia de sistemas de água doce, tanto no Brasil quanto em outros países. Ele trabalhou em temas que vão desde a proliferação de cianobactérias até tratamento de água/esgoto e ciclagem de nutrientes.

O professor foi assessor técnico do Ministério Público do Estado de São Paulo e pesquisador visitante em Kansas State University, University of Nebraska-Lincoln (Estados Unidos), Université de Montréal (Canadá), Earthwatch Institute (Inglaterra), Instituto de Limnología Dr. Raúl A. Ringuelet (Argentina) e Universidad Nacional Autónoma de México.

O prêmio internacional é dado a jovens cientistas na área de estudos aquáticos que contribuem com pesquisas, treinamentos e questões sociais mais amplas, como gestão de recursos, conservação, políticas e educação pública.

A lista completa dos premiados em 2021 pode ser consultada no site da ASLO.

Mais informações em: https://bit.ly/3tcXSXD.

fonte: Agência FAPESP 

 



Instituto Oceanográfico deu início as comemorações pelos 75 anos de sua fundação

11:19


O reitor da USP, Vahan Agopyan, e a diretora do IO, Elisabete Saraiva – Fotomontagem: Jornal da USP

Na manhã do, dia 24 de fevereiro, o reitor Vahan Agopyan participou da 400ª reunião de Congregação do Instituto Oceanográfico (IO), marcando o início das comemorações pelos 75 anos do instituto.

“Nesses 75 anos de atividades, o IO provou que é um instituto estratégico e tem trabalhado para suprir uma grande lacuna que temos, que é a do conhecimento sobre nossa enorme fronteira com o Oceano Atlântico. O instituto, que desde sua gênese tem a vocação para ser um moderno centro de pesquisa, demonstra que não basta utilizarmos dados e informações externos, mas temos que obter e lapidar esse conhecimento”, afirmou o reitor Vahan Agopyan na abertura da reunião.

A diretora do IO, Elisabete de Santis Braga da Graça Saraiva, lembrou que “2021 também marca o início da Década dos Oceanos, período declarado pela ONU como a década da ciência oceânica para o desenvolvimento sustentável. Por isso os esforços do IO – além das atividades de ensino, pesquisa e extensão – serão para reforçar a divulgação científica e as iniciativas para aproximar a ciência da sociedade”.

Elisabete também fez questão de homenagear a professora Marta Vannucci, que faleceu em janeiro deste ano, aos 99 anos de idade. Marta foi a primeira mulher a se tornar membro titular da Academia Brasileira de Ciências e, junto com o então diretor Wladimir Besnard, foi uma das responsáveis pela incorporação do instituto pela USP.

Celebração

Para celebrar tanto o aniversário do IO quanto o início da Década dos Oceanos, o instituto realizou um concurso para escolher os dois logotipos que representarão as iniciativas ligadas aos dois eventos.


Os estudantes Bárbara Uenoyama da Silva e Nícolas Pedro Oliveira Bonfim foram os vencedores na categoria “Jubileu de Diamante” e a aluna Beatriz Benedetti foi a vencedora na categoria “Década do Oceano”.

Todos os pesquisadores, alunos e servidores que participaram do concurso receberão certificados de participação, livros oferecidos pela Marinha do Brasil e também visitarão os navios Alpha Crucis e Alpha Delphini, assim que as condições epidemiológicas permitirem.

Explorando o litoral paulista

O Instituto Oceanográfico foi fundado em 1946, como Instituto Paulista de Oceanografia (IPO). Na época de fundação, os objetivos de seus idealizadores apontavam para a necessidade de uma instituição que fornecesse bases científicas à pesca e, em uma concepção mais ampla, à exploração de recursos disponíveis ao longo do litoral paulista.

Em 1951 o instituto foi incorporado à USP como unidade de pesquisa, assumindo seu nome atual e obtendo maior autonomia no cumprimento de suas funções. Posteriormente, em 1972, passou a oferecer cursos de pós-graduação nas áreas de Oceanografia Biológica e Oceanografia Física. O curso de graduação foi aprovado pelo Conselho Universitário em 2001, com a primeira turma de alunos ingressando em 2002.

 Fonte: Jornal da USP

PRATICAGEM DA BAHIA SIMULA MANOBRAS EM FUTURO BERÇO

04:58

 

A Praticagem da Bahia participou de simulações de navegação em prol do projeto do futuro berço 3 do Terminal de Graneis Líquidos do Porto de Aratu (TGL‑3).

De 22 a 24 de fevereiro, quatro práticos da Zona de Praticagem 12 (ZP-12) estiveram, no Tanque de Provas Numérico da Universidade de São Paulo (TPN-USP), realizando diversas manobras de aproximação, atracação e desatracação do projeto e de berços adjacentes. O objetivo é verificar a sua viabilidade no que tange à segurança da navegação.

As simulações contaram com a presença de representantes da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba). O projeto de construção do futuro berço 3 está em fase de planejamento pela Ultracargo.

Desde 2012, a praticagem no Brasil contribui com os trabalhos realizados no TPN-USP. A participação dos práticos assegura projetos mais otimizados e seguros, favorecendo o desenvolvimento portuário.

Fonte: Conselho Nacional de Praticagem

Nota da Marinha do Brasil sobre incidente com o submarino Riachuelo

04:28


MARINHA DO BRASIL

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA

NOTA À IMPRENSA

Brasília, DF. Em 11 de março de 2021.

A Marinha do Brasil informa que hoje, cerca de 10h45, durante uma manobra de rotina para a realização de manutenção de equipamentos, o Submarino Riachuelo, atracado no Estaleiro de Construção em Itaguaí, adquiriu inclinação de casco a vante, provocando o embarque de água salgada no porão do compartimento da proa.

O Submarino reestabeleceu prontamente a condição de segurança e iniciou a limpeza dos compartimentos afetados.

Não houve acidente de pessoal.

Realizada inspeção com equipe de mergulho, não sendo verificadas avarias na estrutura do Submarino.

O Riachuelo permanece atracado, em segurança, conduzindo pesquisa de avarias. Até o momento, não foram identificados danos.

Fonte: Marinha do Brasil

Navio Oceanográfico “Alpha Crucis” pronto para atuar na Década dos Oceanos e comemorar os 75 anos de fundação do IOUSP.

04:16

        Navio Oceanográfico “Alpha Crucis”  Instituto Oceanográfico da USP – Equipamento Multiusuário  do Programa EMU/FAPESP,  está  pronto para atuar na Década dos Oceanos e comemorar os 75 anos de fundação do IOUSP.

O Navio Oceanográfico Alpha Crucis do Instituto Oceanográfico da USP, adquirido no âmbito do Programa de Equipamentos Multiusuários da FAPESP e inaugurado em 20/05/2012, desde sua chegada, tem atendido diversos projetos de Pesquisa.

Navio Oceanográfico “Alpha Crucis” com seus 64 m de comprimento e 11m de largura, deixa o estaleiro no Guarujá no dia 14 de Janeiro (2021), após ter sido feita a sua manutenção geral periódica. A manutenção de rotina dessa embarcação é realizada para que sejam vistoriados e realizados diferentes serviços como hidrojateamento do casco, costado, borda falsa, vistoria e substituição de chapas, pinturas do caso e de marcas e símbolos do casco, vistoria e substituição dos anôdos de zinco, pintura de convés, remoção e limpeza de caixas de mar, manutenção de sistema de propulsão, hidrojateamento e pintura de tanque de lastro, revisão de válvulas, entre outros.  Trabalho de grande monta que assegura boas condições a esse importante equipamento de Ensino e Pesquisa, o qual presta importantes serviços ao desenvolvimento da ciência, contribui à soberania nacional e ao conhecimento global dos oceanos.

Este ano em que o Instituto Oceanográfico completa seus 75 anos de fundação e que o mundo volta o olhar  aos oceanos no início da “Década dos Oceanos (2021-2030)” declarada pela ONU, as Ciências do Mar e a Sustentabilidade ganham visibilidade e a Oceanografia merece um destaque.

O Navio constitui um dos equipamentos mais importantes para o Ensino e Pesquisa nas regiões costeira e oceânica. Assim, manter uma embarcação operacional é uma missão essencial que deve ser planejada e estruturada, de modo que uma rotina de revisão deve ser estabelecida para que estes tipos de equipamentos busquem mecanismos de auto-sustentabilidade utilizando recursos das pesquisas e da prestação de serviço, como é feito com outros equipamentos de ampla demanda pela comunidade  acadêmica e científica, bem como,  é necessário que sejam planejadas ações constantes de modernização e  de substituição das próprias embarcações com o tempo.

Fonte: Professora Doutora Elisabete de Santis Braga da Graça Saraiva - IOUSP