O Grande Inimigo dos Práticos

11:33

Praticagem de São Paulo

Prático Souza Filho


Quando o prático é surpreendido por um nevoeiro durante as manobras, ele imediatamente reduz a velocidade, para que tudo aconteça mais lentamente e possa avaliar a situação pelo radar. Além do que, se houver algum erro ou abalroamento em baixa velocidade, o dano vai ser menor. Em alguns lugares é possível simplesmente fundear, parar e esperar o final do nevoeiro, mas aqui em Santos não há lugares com espaço suficiente para largar a âncora e parar o navio. Nossa única opção é navegar. 

Talvez essa seja a situação mais perigosa para qualquer prático. O nevoeiro pode surgir do nada, e mesmo sabendo que há possibilidades de acontecer e que existem condições propícias reinantes, é sempre imprevisível. Mesmo  com uma massa de ar úmido frio ou quente e a temperatura da água inversa e tem uma pequena brisa, nunca teremos certeza de que esse ponto de condensação com ar saturado de água vai ser atingido. Mas quando é atingido é instantâneo.

Eu já passei por isso duas vezes. Muitas vezes estamos navegando, podem ter 5, 6 navios no Canal, entrando ou saindo nos cruzamento previstos, e a visibilidade ficar praticamente zero. E realmente não se consegue enxergar nem o navio. Fica uma nuvem na vigia (escotilha) do navio. Claro pode ser em diferentes níveis. Comigo uma vez ficou literalmente zero, não enxergava nada. Eu ia atracar, conversei com o comandante para ele se sentir confiante, fui falando no rádio com o atracador, usando o rebocador. Felizmente o radar tinha uma ótima qualidade e definição. Eu falava com o atracador e ele também não me enxergava, praticamente só enxergou quando estávamos a dez metros do cais.

E de onde vêm os nevoeiros tão perigosos? A condição fundamental é o ar estar úmido (mais de 90% de umidade relativa) e haver uma diferença de temperatura entre esse ar úmido e a superfície do mar. Ele pode ser formar tanto porque vem um ar mais frio e com bastante umidade e a superfície do mar está mais quente ou o inverso. E tem que ter, ainda, pelo menos um pouco de vento que faça circular a umidade dentro desse ar e que grande parte dela tenha contato com essa diferença de temperatura. Na temperatura de condensação se forma uma nuvem 

É importante que o radar da embarcação esteja em boas condições, o prático dependerá muito dele, da sua experiência e conhecimento da região para fazer a manobra sem visibilidade alguma. O próprio prático faz os ajustes para as condições reinantes, com uma série de controles para obter a melhor definição, a potência de emissão, usando alguns filtros para tentar buscar a condição ótima. 

Outro cuidado essencial é usar os sinais de baixa visibilidade assim que começar o nevoeiro. No nosso caso, pelo tamanho dos navios, é um apito longo que dura entre 4 a 6 segundos, em intervalos não superiores a dois minutos. Os sinais sonoros em baixa visibilidade variam de acordo com o tipo e o tamanho das embarcações e se estão em movimento ou fundeadas. 

O apito longo é caracterizado pelo apito grave do navio com uma duração de quatro a seis segundos. Quando há cruzamentos é bem complexo porque o canal é estreito e quando os dois navios estão se cruzando a parte borrada do radar pelos próprios obstáculos do navio tem um poder pequeno de discriminação para avaliar se a distância é segura.

Assessoria Praticagem de São Paulo

Marinha oferece cursos profissionais para atividade pesqueira em todo o País

12:21

 

Conheça as opções e saiba como se inscrever nas Capitanias, Delegacias e Agências

A pesca é uma atividade milenar, que começou de forma artesanal e de subsistência e, atualmente, tem capacidade industrial e é desenvolvida até para áreas científicas e esportiva/amadora. É da Amazônia Azul que são extraídos 45% do pescado produzido no País. Com o incremento de políticas públicas para o segmento, o consumo da proteína está mais acessível e atrativo para milhares de brasileiros. O mar tornou-se, também, uma nova fonte de segurança alimentar.

A atividade pesqueira é uma potência em expansão, que contribui para o desenvolvimento socioeconômico — como geração de emprego e renda, e fornecimento de alimentos —, e deve ser realizada de forma consciente para conservar o meio ambiente. Alinhada às necessidades da sociedade, a Marinha do Brasil (MB) oferece cursos para pescadores — tripulantes de embarcações de pesca — no que se refere à operação da embarcação.

Formados pela MB, os pescadores precisam estar licenciados ou registrados no Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para receber a carteira de pescador profissional e poder exercer a atividade legalmente, com garantia de direitos trabalhistas e sociais. De acordo com o MPA, são 1.202.591 pescadores registrados no Brasil, sendo os estados do Maranhão e do Pará os que apresentam os maiores números: 350 mil e 213 mil profissionais, respectivamente.

O Dia do Pescador, comemorado em 29 de junho, reconhece a importância do exercício da profissão daquele que vive no mar e do mar. A Marinha do Brasil, com o compromisso de contribuir para uma navegação segura e para a preservação do ambiente marinho, promove cursos de formação de aquaviários. Conheça alguns deles que estão disponíveis nas Capitanias, Delegacias e Agências da MB, em todo o País:




   • Pescador Profissional Nível 1

O Curso de Formação de Aquaviários - Pescador Profissional Nível 1 tem como objetivo preparar profissionais para ingresso na Marinha Mercante como Aquaviários do 3º Grupo - Pescadores, Seção de Convés e de Máquinas. As inscrições podem ser feitas na categoria Pescador Profissional (POP) e/ou Motorista de Pesca (MOP), no nível de habilitação 1.

O curso não possui custos e, para se inscrever, é necessário atender aos seguintes requisitos: ter no mínimo 18 anos; possuir escolaridade inferior ao 6º ano do ensino fundamental; estar em dia com as obrigações militares e eleitorais; e possuir indicação de empresa de pesca ou de entidades representativas dos pescadores.

Durante três semanas, os alunos estudam sobre a atividade da pesca; a condução e operação de embarcação de pesca; o sistema de propulsão a motor diesel; conhecimentos de primeiros socorros; técnicas de sobrevivência pessoal; prevenção e combate a incêndio; e segurança em operações de embarcação de pesca.

   • Pescador Profissional Especializado

O curso tem quatro meses de duração e visa capacitar profissionais para Marinha Mercante como Aquaviários do 3º Grupo - Pescadores, Seção de Convés, com inscrição na categoria Pescador Profissional Especializado, no nível de habilitação 3. Há um custo de inscrição no valor de R$ 8,00.
Quem deseja se matricular, deve cumprir estes critérios: ser brasileiro (a) nato ou naturalizado (a); ter no mínimo 18 anos e o ensino fundamental completo; estar em dia com as obrigações militares e eleitorais; possuir indicação de empresa de navegação (exceto para POP e para MOP, desde que possuam mais de um ano de embarque, comprovado por meio da apresentação da Carteira de Inscrição e Registro).

Caberá à empresa de navegação o compromisso de garantir vagas para a realização do Programa de Instrução no Mar (PIM) a bordo de embarcações de pesca. O POP e o MOP estão dispensados de realizar o PIM e de atender às demais condições estabelecidas no edital do processo seletivo.

As aulas abordam temas como manuseio e conservação do pescado;  informática básica; navegação costeira; manobra de embarcação de pesca; meteorologia e oceanografia; arquitetura naval; manuseio e estivagem de carga em embarcações de pesca; legislação marítima e ambiental; conscientização sobre proteção de navio; relações interpessoais e responsabilidades sociais; segurança no trabalho; procedimentos de emergências; prevenção e controle da poluição no meio ambiente aquaviário; segurança em operações de embarcações de pesca; sistemas de propulsão auxiliares; sistemas elétricos de embarcações de pesca; manutenção de embarcações de pesca; e comunicações.

Ficou interessado? Localize a Capitania, Delegacia ou Agência mais próxima de sua cidade para saber o período de inscrição dos cursos.

6ª Ação Social para Pescadores Artesanais

No mês de junho, a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ), em parceria com entidades públicas e privadas, realizou uma ação social para 120 pescadores artesanais das Baías de Guanabara (RJ) e de Sepetiba (RJ). A iniciativa é um esforço conjunto que visa à conscientização sobre a segurança da navegação e a prevenção da poluição hídrica. Além da ação social, foram realizadas vistorias nas embarcações de pesca para a regularização de documentos.

Os pescadores também receberam kits com coletes salva-vidas, boias, luvas de poliamida, lanternas noturnas, faixas adesivas refletivas, isopores térmicos e cestas básicas. O projeto social, iniciado em 2020, já beneficiou 420 pescadores e demonstra a sinergia entre a MB e comunidades marítima e de pesca.


Fonte: Agência Marinha de Notícias
Acesse: https://www.agencia.marinha.mil.br/


Dia da Praticagem de São Paulo

15:26

 


A data foi oficializada pelo Decreto

Lei 3294 de 2016, da Prefeitura Municipal de Santos

 Muitos santistas, quando estão na orla da praia, já se acostumaram com a imagem de navios entrando ou saindo tranquilamente em nosso canal de navegação e a presença do prático subindo uma escadinha de corda, mas poucos sabem que esse movimento é apenas o início de uma manobra:  acesso ao navio. A função do prático começa quando ele sobe a escada lateral e passa à cabine de comando do navio, assessorando o comandante para conduzir a embarcação justamente no trecho mais perigoso de uma viagem: o canal de um porto, em uma navegação em águas restritas, quando qualquer decisão errada ou atrasada pode causar um sério acidente.

 

Para esse trabalho, um grande sistema é acionado com equipamentos de alta tecnologia e informações em tempo real do Centro de Coordenação, Comunicações e Operações de Tráfego (C3OT), com tecnologia de ponta e operadores qualificados e experientes, para realizar as manobras de embarque e desembarque nos navios com segurança, colaborando para preservação da embarcação, da carga, da tripulação, das pessoas e do meio-ambiente nas imediações das instalações portuárias.

 

E dia 27 de Junho é a data que celebra oficialmente esse trabalho realizado 24 horas por dia, com agilidade e grau de excelência comparáveis aos mais modernos e importantes portos do mundo, apesar das conhecidas restrições geográficas do canal de Santos. Nessa data, em 1933, o Ministro de Estado dos Negócios da Marinha, Almirante Protógenes Pereira Guimarães, assinou o Aviso nº 2.195, constituindo uma entidade com o objetivo de reunir grupos e indivíduos que prestavam serviços de praticagem no porto santista. Surgia assim a Associação dos Práticos da Barra e Canal do Porto de Santos, que passou a funcionar a partir do dia 2 de novembro daquele mesmo ano.

 

Para Fábio Mello Fontes, Presidente da Praticagem de São Paulo, é fundamental realizar com dedicação esse trabalho e ao lado de toda a equipe contribuir para o País e para a região. “Nossa atividade é essencial para o Porto de Santos e nos sentimos realizados ao reconhecer o acolhimento da comunidade. O olhar do prático é sempre de muito respeito para a comunidade, seja através de parcerias na área educacional para ampliar a capacitação dos trabalhadores do Porto, seja com doações para instituições e investimentos para garantir a excelência do trabalho”.

 

Meio ambiente

 

Além de acompanhar as novidades tecnológicas e implantar equipamentos de ponta, a Praticagem de São Paulo faz questão de servir de exemplo quando o tema é o meio ambiente. Foi a primeira das Américas a obter o Certificado ISO 9000, pela excelência dos serviços prestados, e a primeira a implantar o VGP, Programa de Gestão Ambiental do Instituto Via Green, contribuindo no combate às mudanças climáticas, com ótimos resultados e economia crescente de água, energia e emissão de CO2.

 

O vice-presidente, Bruno Tavares, reforça: “A empresa vem reduzindo os impactos ambientais negativos no setor de logística e transporte, por meio do monitoramento do consumo de água e energia, da geração de efluentes líquidos e resíduos sólidos e das emissões de poluentes atmosféricos”.

 

Entre as boas práticas adotadas por orientação do VGP, está a substituição por modelos eletrônicos dos motores das lanchas que fazem a transferência dos práticos para os navios. Até agora cinco lanchas estão com motores eletrônicos e o processo alcançará todas as embarcações da frota. Uma novidade para 2025 será a concretização da parceria com a WEG, para construção de uma pequena embarcação, totalmente elétrica.

 

Os números revelam o retorno do programa iniciado em 2021: foram captados até agora 3667m³ de água da chuva, com a economia de R$106.515,62; a energia fotovoltaica no estaleiro, com 52 painéis, e 104 na sede, iniciada em janeiro, representou uma economia de eletricidade de R$79.009,88. Outra boa notícia foi a chegada de um separador de água e óleo e nova calha para ajudar a recolher o óleo por contra da lavagem do tanque das lanchas.

 

 

Desafios

Com duas escalas dos grandes navios de 366 metros no Porto de Santos, continua sendo um grande desafio atingir maiores profundidades para que os mesmos possam atracar com mais flexibilidade de horários, como reconhece Fontes:  “O porto sofreu evolução, os terminais se modernizaram, mas a geografia do porto é a mesma. Isso nos obriga a um jogo de xadrez para coordenar as posições de entrada, cruzamentos e saídas para otimizar e agilizar o resultado. O aprofundamento do canal é urgente e necessário para otimizar as operações”.

 

O presidente acredita que com investimentos e trabalho sério é possível chegar aos 17 metros. “É preciso garantia de previsibilidade e segurança jurídica, em termos de ter uma empresa contratada, para operar na plenitude. Nós vamos continuar nos antecipando aos desafios e procurando fazer o melhor. Ficamos felizes pelo reconhecimento do nosso trabalho por parte de comandantes de navios, de autoridades e da própria população”.

 

Marinha do Brasil envia maior navio da Esquadra para apoio à população do Rio Grande do Sul

10:43

 Operação de Guerra mobiliza quatro navios, 20 embarcações, doze aeronaves, centenas de militares e até estação móvel para tratamento de água potável


O Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico”, Capitânia da Esquadra brasileira e maior navio de guerra da América Latina, sairá da Base Naval do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (8), com destino a cidade de Rio Grande (RS), no litoral do Rio Grande do Sul, aumentando a capacidade de apoio às populações atingidas pelas enchentes e fortes temporais que assolam o estado. Para auxiliar no resgate às vítimas ilhadas e no transporte de suprimentos pelas vias alagadas, o NAM “Atlântico” levará oito embarcações de médio e pequeno porte, que, somadas às oito lanchas em uso no estado desde o dia 30 de abril, ampliarão o contingente de meios aquáticos  disponibilizados pela Marinha do Brasil (MB). 

O Capitânia da Esquadra transportará, ainda, duas estações móveis para tratamento de água, capazes de produzir um total de 20.000 litros de água potável por hora, com o intuito de suprir parte da demanda das cidades que sofrem com a escassez desde o rompimento das barragens. Antecipando-se aos esforços para reconstrução das cidades, a MB envia também 40 viaturas e 200 militares Fuzileiros Navais para atuar na desobstrução das vias de acesso, além de equipes de apoio à saúde, formadas por médicos e enfermeiros. Além do Capitânia da Esquadra, a MB mobiliza também, nesta terça-feira (7), três aeronaves, o Navio de Apoio Oceânico “Mearim” e o Navio-Patrulha Oceânico “Amazonas”, que seguirão para o Rio Grande do Sul. Na quarta-feira (8), será a vez da Fragata “Defensora” partir para a região sul com um carregamento de doações e suprimentos. O trabalho das equipes de resgate aéreo da Marinha, que salvaram mais de 150 pessoas desde o início da operação, receberá, com a chegada dos navios, reforço de mais oito aeronaves, além das quatro que permanecem de prontidão no estado. Serão doze helicópteros no total no esforço contínuo de resgate aos moradores ilhados em áreas de difícil acesso. 

A MB, em apoio ao Comando Conjunto Operação Taquari II, mobiliza meios, militares e suprimentos, desde 30 de abril, para levar o máximo de apoio possível aos moradores atingidos pelas enchentes e temporais no Rio Grande do Sul. Integram a operação equipes da Capitania dos Portos de Santa Catarina, das Delegacias das Capitanias dos Portos de Laguna, Itajaí e São Francisco do Sul, além de quatro Esquadrões de Helicópteros e Grupamentos de Fuzileiros Navais do Rio Grande e do Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra.


Marinha celebra o Dia da Ciência Tecnologia e Inovação

19:14


A Marinha do Brasil, por meio da Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM), realizará no dia 18 de abril, às 18h, no Clube Naval de Brasília, Cerimônia alusiva ao “Dia da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) na Marinha". Durante a cerimônia, presidida pelo Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, haverá a entrega do Prêmio “Soberania pela Ciência” e o lançamento da 35ª Edição da Revista “Pesquisa Naval".

Fonte: Marinha Oficial

Navio Polar “Almirante Maximiano” cruza Círculo Polar Antártico pela primeira vez

17:41

Marco inédito contribui para o desenvolvimento de pesquisas científicas

Rio de Janeiro, RJO Navio Polar (NPo) “Almirante Maximiano” cruzou, sexta-feira (8), pela primeira vez, o Círculo Polar Antártico, localizado, aproximadamente, na latitude 66°33′48.9’’Sul, a fim de contribuir para o desenvolvimento dos projetos científicos, que fazem parte da 42ª Operação Antártica (OPERANTAR).

O marco inédito - uma vez que a maioria das expedições não atinge a latitude  66°33’ Sul devido às condições adversas - reforça o compromisso da Marinha do Brasil (MB) em garantir ao País a condição de Membro Consultivo do Tratado da Antártica - assegurando a plena participação do Brasil nos processos decisórios relativos ao futuro do Continente Branco - e na promoção de pesquisas diversificadas, de alta qualidade, com referência a temas antárticos relevantes.

O Círculo Polar Antártico é uma linha imaginária que delimita a área ao redor do Pólo Sul, onde o sol não se põe no solstício de dezembro e não nasce no solstício de junho. É uma das cinco principais linhas de latitude que marcam os círculos polares na Terra, juntamente com o Círculo Polar Ártico, o Trópico de Câncer, o Trópico de Capricórnio e o Equador.

“O fato de ter cruzado o Círculo Polar Antártico representou um estímulo para toda tripulação e pesquisadores após cinco meses de comissão. Além do desafio de navegar em ambiente tão inóspito e longínquo, o ineditismo para a pesquisa científica brasileira foi inspirador”, afirmou o Comandante do NPo “Almirante Maximiano”, Capitão de Mar e Guerra Dieferson Ramos Pinheiro.

Momento em que o NPo “Almirante Maximiano” cruza o Círculo Polar Antártico. 
Foto: Marinha do Brasil

Operações Antárticas

A OPERANTAR, que integra o Programa Antártico Brasileiro, é dividida em atividades logísticas e de pesquisa. A organização de materiais, equipamentos e gêneros - necessários para o funcionamento da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) e para o desenvolvimento dos projetos científicos - envolve diretamente os meios da MB e da Força Aérea Brasileira.

A parte de pesquisa é realizada durante o período de verão da OPERANTAR, entre os meses de outubro a março. Os estudos são desenvolvidos a bordo dos navios da MB, na EACF, no módulo Criosfera 1, em acampamentos isolados e em estações estrangeiras, por meio de acordos de cooperação entre os países.

Participam da OPERANTAR os projetos de pesquisas aprovados e divulgados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Cada grupo de estudo apresenta a proposta de trabalho e as necessidades de apoio para a Operação, por meio de formulários científico, logístico e ambiental, que serão avaliados. Com base nas informações adquiridas, os projetos são distribuídos nas fases de pesquisa, fazendo uso dos meios disponíveis para acessar os locais autorizados, onde ocorre a coleta de amostras e a realização de estudos e experimentos científicos.

O NPo “Almirante Maximiano” segue no continente branco, com retorno previsto para o Brasil em abril deste ano. 

Por Primeiro-Tenente (T) Ohana Gonçalves -


Para saber mais sobre o trabalho da Marinha no gelo, clique aqui.
Agência Marinha de Notícias
Fonte: Agência Marinha de Notícias
Acesse: https://www.marinha.mil.br/agenciadenoticias/

Lançamento de livros infantojuvenis e de audiolivro para deficientes visuais sobre baleias e golfinhos

17:22

No papel de coordenador do Laboratório de Biologia da Conservação de Mamíferos Aquáticos (LABCMA) do IOUSP, convido a todas e a todos para um singelo evento de lançamento de três livros de livre acesso sobre baleias e golfinhos voltados ao público infantojuvenil, a acontecer na quinta-feira, 7 de março, entre 17 e 18 horas, no auditório da nossa unidade.

Os três livros envolvem a autoria de estudantes de graduação dos cursos de bacharelado de Oceanografia e de Ciências Biológicas da USP e, a partir de 7 de março, estarão disponíveis em forma de ebook em livre acesso na página web do LABCMA.

Além dessas obras, será lançado o primeiro audiolivro sobre baleias e golfinhos produzido em língua portuguesa e voltado a deficientes visuais e produzido com o apoio da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

A exposição "Baleias e golfinhos no litoral paulista" estará exposta na tarde do evento, ao lado da entrada superior do auditório.
Inscrições para as vagas limitadas por meio de mensagem para: 
ccex-io@usp.br




Fonte: IO USP




Espécie exótica identificada em manguezais da Baixada Santista preocupa especialistas

11:35

Em monitoramento de manguezais no estuário de Santos, biólogos identificam uma espécie arbórea até então desconhecida no Brasil e sem registros na América do Sul, reforçando a necessidade de proteger esses ecossistemas críticos

Medidas como a remoção manual das plantas invasoras e outras técnicas devem ser consideradas, embora cada uma apresente seus próprios impactos ambientais e econômicos - Foto: Enviada pelos pesquisadores

Durante uma operação de monitoramento dos manguezais no estuário de Santos, parte de um esforço para restaurar a cobertura vegetal local, biólogos avistaram flores totalmente desconhecidas para as árvores da região. Geraldo Eysink e Edmar Hatamura, os biólogos envolvidos, buscaram a colaboração da professora sênior do Instituto Oceanográfico (IO) da USP Yara Schaeffer-Novelli para identificar a origem de uma possível espécie exótica, introduzida de forma involuntária e conhecida por seus impactos negativos em ecossistemas nativos.

A descoberta, que levanta preocupações sobre a conservação dos manguezais, áreas vitais de preservação, culminou na redação de uma Nota Técnica publicada pelo periódico Biota Neotropica.

"Estávamos fazendo um trabalho junto com a HC2-Gestão Ambiental, empresa focada em solucionar problemas ambientais que atualmente trabalha na recuperação de uma área de manguezal em Cubatão, quando descobrimos uma planta originária da Índia e de Bangladesh”, conta Hatamura.

A planta, inicialmente atraente por suas flores distintas, confirmou-se uma espécie exótica invasora do gênero Sonneratia, usada na China para recuperação de manguezais devido ao seu rápido crescimento e capacidade de retenção de solo, ou seja, a capacidade de um solo de reter água ou umidade. De acordo com os especialistas, é o primeiro registro da Sonneratia apetala na América do Sul.

“A hipótese mais provável é que ela chegou aqui no porto de Cubatão principalmente devido ao grande tráfego de advindos da China ”, conta Hatamura ao esclarecer que o transporte pode ter acontecido por meio da água utilizada pelos navios para estabilização. “A água de lastro dos navios, que é utilizada para equilibrar o navio, pode ter trazido a planta invasora”, reforça ele.

A água de lastro é usada para estabilizar os navios durante a navegação, muitas vezes sendo bombeada para dentro do navio em um local de origem e depois liberada em outro local, o que pode incluir portos intensamente trafegados. Ela pode transportar organismos marinhos e outras substâncias que podem afetar os ecossistemas locais quando liberados em novas áreas.

Como a espécie invasora se espalha?

A Sonneratia apetala, também conhecida como mangue maçã, é uma árvore de mangue da família Lythraceae nativa do Sudeste Asiático, com presença em países como Índia, Sri Lanka, Tailândia, Malásia, Indonésia e Filipinas. A espécie de porte médio, que pode alcançar até 20 metros de altura, possui um sistema radicular do tipo raízes-escora que se estende até o solo lodoso, folhas ovaladas de cor verde brilhante e flores grandes e vistosas de cor vermelha que, de acordo com os especialistas, chamam bastante atenção.

“Seus frutos e sementes flutuantes facilitaram sua disseminação pelas águas, levando à descoberta de 86 exemplares até o momento”, conta a professora Schaeffer-Novelli ao relatar que a identificação delas foi possível por meio de caminhadas de campo e o uso de drones pelos biólogos, que revelaram a presença da planta em áreas específicas.

A docente ressalta também que o processo de identificação da espécie em Cubatão envolveu despesas significativas, “incluindo viagens a Santos, pedágios, alimentação, pernoites e o uso de drones para localizar indivíduos da planta invasora”, afirma.

Serviços prestados pelos mangues

Fato é que a presença dessa planta no Brasil representa uma ameaça direta à biodiversidade local, competindo por espaço e recursos com os gêneros nativos de manguezal, considerado Área de Preservação Permanente (APP), conforme a legislação nacional.

O Atlas dos Manguezais do Brasil aponta que a costa amazônica abriga 80% da cobertura de manguezais do País, constituindo assim a maior reserva de mangues da América do Sul. Nessa região, encontram-se 16 Reservas Extrativistas, três Terras Indígenas e territórios quilombolas.

Os manguezais do Brasil, que se estendem de norte a sul, são formados por três tipos principais de vegetação: o mangue-vermelho, com um sistema de raízes que se assemelha a um candelabro invertido; o mangue-preto, também conhecido como siriúba ou seriba, que possui raízes visíveis chamadas pneumatóforos, e o mangue-branco, que fica mais afastado da água e tem raízes parecidas com as do mangue-preto, mas em menor quantidade. Essas árvores formam uma estrutura complexa que desempenha um papel vital na proteção da costa contra a erosão e abriga uma grande diversidade de vida selvagem.


No mapa, a área verde-clara foi mapeada com um drone para localizar asSonneratia.


Muitas delas foram encontradas nas margens dos rios Cubatão e Perequê durante uma expedição de barco. As plantas mais distantes da margem foram identificadas inicialmente nas fotos do drone e posteriormente confirmadas em terra. Os pontos rosa indicam onde as plantas foram encontradas, com alguns locais tendo mais de 20 delas

"A introdução de uma espécie exótica pode ocupar o espaço das plantas nativas do manguezal, comprometendo a estabilidade do ambiente”, alerta o biólogo Geraldo Eysink ao salientar que, na China, “a planta foi usada para recuperação de manguezais (posição que está sendo revista localmente, devido aos impactos observados), mas aqui no Brasil, ela pode afetar negativamente a biodiversidade do manguezal, razão pela qual precisamos tomar uma série de urgentes atitudes.”

Considerando isso, os pesquisadores estão alarmados com o potencial impacto dessa espécie exótica nos ecossistemas delicados de manguezal, conhecidos por seus inúmeros serviços ecossistêmicos. “Os manguezais prestam diversos serviços ecossistêmicos, como fixação de carbono, berçário para espécies marinhas de interesse econômico e proteção contra erosão”, lembra a professora.

A introdução dessa espécie invasora na Baixada levanta questões urgentes sobre a gestão e controle de espécies forasteiras no Brasil, especialmente em áreas de preservação permanente e unidades de conservação.

Conforme explica Eysink, “qualquer interferência que perturbe o equilíbrio do manguezal é motivo de grande preocupação para nós”. De acordo com o trio, é importante lembrar que espécies invasoras, sejam elas fauna, flora ou microrganismos, precisam ser erradicadas, segundo a regulamentação brasileira sobre o tema.

Portanto, para realizar esse processo de erradicação, os especialistas aguardam o aval dos órgãos reguladores na forma de um documento que confirme a necessidade, seguindo a legislação brasileira especificada, de erradicar a planta invasora em questão. “Apesar de não se tratar de uma unidade de conservação federal, a área em foco é uma zona de preservação permanente, abrangendo Cubatão, São Vicente e outras regiões interligadas”, sinaliza a professora.

Um alerta para as autoridades

Entretanto, a resposta das autoridades ambientais até o momento tem sido limitada, e incluiu o contato com o Ministério do Meio Ambiente, o ICMBIO e o Ibama para tratar do caso da espécie invasora.

Nesse contexto, a equipe apela por uma mobilização conjunta de órgãos ambientais, comunidade científica e sociedade para enfrentar o desafio. Medidas como a remoção manual das plantas invasoras e até mesmo a necessidade de aplicação de outras técnicas devem ser consideradas, embora cada uma apresente seus próprios impactos ambientais e econômicos.

“A preservação de áreas de manguezais é crucial não apenas para a proteção dos habitats, essenciais para a subsistência de comunidades pesqueiras ao longo de 8.000 km de costa, mas também para a conservação de espécies migratórias de organismos aquáticos como peixes e mamíferos marinhos, e também para várias espécies de aves, conforme estipulado pelas Convenções de Washington de 1940 e de Ramsar de 1971”, pontua Schaeffer-Novelli.

Os manguezais prestam diversos serviços ecossistêmicos, como fixação de carbono, berçário para espécies marinhas de interesse econômico e proteção contra erosão


Além disso, “a garantia de condições sustentáveis de pesca é vital para o sustento das comunidades de pescadores e as originárias”, reforçando a importância do Brasil em cumprir seus compromissos internacionais para a conservação de áreas úmidas e a biodiversidade marinha. “Os pescadores são os guardiões desse importante ecossistema e é ele que garante a sobrevivência de inúmeras famílias ao longo do litoral brasileiro, o que significa que, caso esse frágil ecossistema seja afetado por mais esse fator estressante, as chances dessas comunidades diminuem”, complementa o biólogo Eysink.

Na opinião dos pesquisadores, a situação realça como o ecossistema dos manguezais é frágil e a importância de manter uma vigilância constante contra espécies exóticas invasoras. Essas espécies têm o potencial de causar danos irreversíveis à biodiversidade e aos serviços essenciais que os manguezais oferecem gratuitamente. A comunidade internacional, incluindo locais como Hong Kong, na China, já enfrenta desafios semelhantes, evidenciando a importância de uma abordagem global e colaborativa para a conservação desses ecossistemas cruciais.

Por fim, segundo os especialistas, o caso da Baixada serve como um alerta crítico da necessidade de políticas mais ágeis e ações proativas para proteger os manguezais e outros ecossistemas vulneráveis do Brasil e do mundo contra ameaças externas.

Fonte: Jornal da USP

Mais informações: e-mail novelliy@usp.br, com Yara Schaeffer Novelli, 
e-mail shucruts@hotmail.com, com Edmar Hatamura,
e-mail geraldo@hc2solucoes.com.br, com Geraldo Guilherme José Eysink





O navio MSC NATASHA XIII, com 366 metros, o maior a entrar no Porto de Santos, é esperado para esta quinta (31), a partir das 11 horas.

18:45

(Foto Felipe Sant’Ana/TCP)

O navio MSC NATASHA XIII, com 366 metros, o maior a entrar no Porto de Santos, é esperado para esta quinta (31), a partir das 11 horas. Ele atracará no espaço do Brasil Terminal Portuário, localizado na margem direita do Porto de Santos, em uma área projetada de 430 mil m², com capacidade de movimentação anual de 1,5 milhão de TEUs.

Depois de muita expectativa, finalmente um navio 366 vai atracar no Porto de Santos. Dois práticos da Praticagem de São Paulo estarão na manobra do porta-contêineres construído em 2011 e que navega sob bandeira da Libéria. Tem capacidade de 139, 7 mil toneladas, pode transportar até 14.432 TEUs e seu calado atual é de 11,2 metros. Tem comprimento total (LOA) de 366 metros e largura de 48,20.


Treinamento

Já homologados pela Autoridade Portuária de Santos, os navios 366 estão sendo aguardados para acompanhar a evolução do mercado mundial. 

 Além de contar com dois práticos a bordo, as manobras nesses navios sofrem limitações por conta de condições meteorológicas (ventos e correntes), necessitam de constante dragagem de manutenção e do gerenciamento do tráfego para evitar a interferência com outras embarcações. “Não podemos esquecer nenhum detalhe de segurança. Nós dependemos do trabalho de toda comunidade portuária para buscar o aprimoramento e a eficiência durante essa operação”, destaca Tavares, alertando que a praticagem usa o estofo da maré para fazer o movimento dos navios maiores buscando garantir mais segurança nas manobras.


Toda manobra é monitorada no Centro de Coordenação, Comunicações e Operações de Tráfego (C3OT) instalado na sede, com Sistema de monitoramento de tráfego por AIS; Equipamentos de sensoriamento remoto de correntes, de ventos, altura das marés, altura e período das ondas, visibilímetros, batimetria e Redraft, sistema para gerenciar equipamentos de sensoreamento remoto de correntes e ventos, altura das marés, altura e período das ondas.




Fonte: Praticagem de São Paulo - Assessoria

Década Oceanos + Manifesto Oceano Cananeia SP

15:06

A base de pesquisa do Instituto Oceanográfico da USP, em Cananéia/SP, recebeu, em novembro de 2023, 97 crianças da comunidade para participarem de atividades dos Projetos: MANIFESTO OCEANO, projeto internacional em parceria com a Espanha, Estados Unidos da América, Chile e Angola onde “o que o oceano representa na vida de cada um” é representado por desenhos e frases de crianças de 8 a 14 anos das diferentes comunidades ligadas ao mar e o DECOCEAN – o que você conhece sobre o mar?




O MANIFESTO OCEANO é um projeto internacional liderado pelo Instituto de Investigaciones Marinas de Vigo (Espanha), e nesta quinta edição participam comunidades costeiras do Pacífico (Kashaya Band, Califórnia, nos EUA e escola Pichicolo em Hualaihué-Chile) e do Atlântico (comunidade de escolares de Cananeia/SP no Brasil, escola São João Eudes em Luanda-Angola e famílias da Associação de Mulleres Salgadas, Arousa-Galiza, Espanha).





O Manifesto Oceano promove o interesse pela conservação do patrimônio natural e cultural do Mar, convidando-nos a identificar a nossa ligação pessoal com o meio marinho para compreender a necessidade de cuidar do Mar.

O objetivo maior é trabalhar com comunidades integradas ao mar historicamente e culturalmente, estabelecendo uma relação muito próxima com os saberes, recursos, dádivas dos oceanos, realçando conhecimento e ouvindo depoimentos em uma jornada de atividades que culmina com a expressão por meio de desenhos e frases sobre “o que o mar representa em suas vidas.”



Cada comunidade faz desenhos e frases que são votadas por comunidades parceiras para compor um lindo calendário em diferentes línguas e com os desenhos representando as comunidades participantes.



Em Cananeia foram realizadas atividades como palestras interativas com profissionais ligados ao mar como: pescador, dono de restaurante, professor e oceanógrafos. As crianças foram sensibilizadas quanto ao lixo que atinge o mar e a necessidade de reciclagem, e mesmo, a possibilidade de confecção de brinquedos com material reciclado como forma de um maior uso do material. Houve monitoria na maquete do complexo estuarino-lagunar de Cananeia-Iguape e o canal do Ararapira, para maior conhecimento do mesmo. Foram apresentados animais marinhos preservados para melhor conhecimento da vida aquática. As atividades ocorreram como participação voluntária de profissionais da comunidade de Cananeia, monitores graduandos da USP, professores do ensino municipal e estadual de Cananeia, funcionários da Base de Cananeia, além de uma parceria com o Departamento de Educação da cidade e com os parceiros internacionais liderados pelo Instituto de Investigaciones Marinas de Vigo.

O Projeto MANIFESTO OCEANO é coordenado pela Dra Carmen G. Castro e Susana Bastero com colaboração de Laura Moreno, Maria Lópes-Haslett (Instituto de Investigaciones Marinas de Vigo-Espanha), atuando em conjunto com Helen Haile (Kashaia Band of Pomo Indians-Califórnia-EUA), Oscar Espinoza e Pamela Coronell (Instituto de Fomento Pesquero, Chile), Eunice Kajibanga (Luanda), Elisabete S. Braga, Vitor G. Chiozzini, (Instituto Oceanográfico da USP) e Ivani R. S. Topal (Prefeitura de Cananeia-Brasil).






Os projetos DECOCEAN (PUB USP 23) e MANIFESTO OCEANO: integração de Cananeia e Instituto Oceanográfico da USP (Santader/PRCEU) são coordenados pela Profa Dra Elisabete S. Braga e vice-coordenados pelo Dr Vitor G. Chiozzini, em parceria com a professora Ivani Rosalina dos Santos Topal (Supervisora de Ensino de Cananeia) e participação de Leandro Martins e José Roberto Marques, respectivamente Chefe e vice da Base de Pesquisa de Cananeia/SP do IOUSP, Ricardo Dener Pereira- Ação educativa na maquete, Gilmara Lúcia Rangel – Exposição de brinquedos feitos com material reciclável, Moises Silva – Pescador, Fernando Pires Soares Junior – Restaurante – Gastronomia, Marilu Jenny da Silva Takagi - (EMEF Déborah Silva Camargo), Luana Cristina de Paula Soares - (EMEF Geraldo Belletti Britto), Andreia de Luna Jardim - (EMEF Alziro Bastos dos Santos), Natalia de Barros Pezzatto - (EE Professora Dinorah Silva Santos), Regiane Domingues - ( EE Dinorah Silva Santos), Gisele Alves Villar - (EE Yolanda Araújo Silva Paiva), Tatiana Orsini Cardeal - (EE Yolanda Araújo Silva Paiva), Monitores: Vanessa Carneiro Nascimento, Pedro Pinheiro dos Santos, Giovanna Noya Basile, Rayane Guedes da Silva. Apoio: Daniel da Silva, Artur Uema Andrelino Rocha, Laura Antunes Peris, Gabriella Andrade, Roberto Lasdenia, Luís Felipe Santos Melo e Museu do Instituto Oceanográfico da USP.

Veja mais desta experiência com os desenhos, frases e momentos de atividades na Base do IOUSP em Cananeia/SP, e nas comunidades internacionais em: https://sites.usp.br/labnut/decada-dos-oceanos-e-manifesto-oceano-venha-conhecer-as-atividades-de-2023-das-criancas-de-comunidades-de-5-paises-e-seus-sentimentos-em-relacao-ao-mar-no-desenvolvimento-dos-projetos/

Os projetos DECOCEAN (PUB USP 23) e MANIFESTO OCEANO: integração de Cananeia e Instituto Oceanográfico da USP (Santader/PRCEU) são coordenados pela Profa Dra Elisabete S. Braga e vice-coordenados pelo Dr Vitor G. Chiozzini, em parceria com a professora Ivani Rosalina dos Santos Topal (Supervisora de Ensino de Cananeia) e participação de Leandro Martins e José Roberto Marques, respectivamente Chefe e vice da Base de Pesquisa de Cananeia/SP do IOUSP, Ricardo Dener Pereira- Ação educativa na maquete, Gilmara Lúcia Rangel – Exposição de brinquedos feitos com material reciclável, Moises Silva – Pescador, Fernando Pires Soares Junior – Restaurante – Gastronomia, Marilu Jenny da Silva Takagi - (EMEF Déborah Silva Camargo), Luana Cristina de Paula Soares - (EMEF Geraldo Belletti Britto), Andreia de Luna Jardim - (EMEF Alziro Bastos dos Santos), Natalia de Barros Pezzatto - (EE Professora Dinorah Silva Santos), Regiane Domingues - ( EE Dinorah Silva Santos), Gisele Alves Villar - (EE Yolanda Araújo Silva Paiva), Tatiana Orsini Cardeal - (EE Yolanda Araújo Silva Paiva), Monitores: Vanessa Carneiro Nascimento, Pedro Pinheiro dos Santos, Giovanna Noya Basile, Rayane Guedes da Silva. Apoio: Daniel da Silva, Artur Uema Andrelino Rocha, Laura Antunes Peris, Gabriella Andrade, Roberto Lasdenia, Luís Felipe Santos Melo e Museu do Instituto Oceanográfico da USP.