O Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo exibe uma exposição científica alemã sobre o futuro dos oceanos
No
Brasil, a exposição “The Future Ocean – Oceanos do Futuro” esteve exposta em
Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN) e após a exibição em São Paulo
(SP) irá para Itajaí (SC).
A
mostra apresenta temas tais como: observação de ecossistemas marinhos, absorção
de carbono pelos oceanos, exploração das costas, recursos minerais no solo
oceânico, pesca predatória e o impacto da poluição no mar entre outros
estudos.
A
exposição engloba várias atrações para retratar os referidos temas e pesquisas.
Há módulos interativos destinados a despertar atenção de crianças, jovens e
adultos para a responsabilidade que cada um precisa ter com o futuro dos
oceanos.
O
evento está sendo organizado, no IOUSP, pelas Comissões de Cultura e Extensão,
Relações Internacionais e pelo Museu Oceanográfico. O Museu do IOUSP encontra-se
localizado na Praça do Oceanográfico, 191, Cidade Universitária, Butantã, São
Paulo (SP).
A Praticagem de São Paulo realiza 12 mil
manobras por ano e sua estrutura conta agora com o moderno Centro de
Coordenação, Comunicações e Operações de Tráfego, equipado com a mais moderna
tecnologia disponível.
Abaixo vídeos dos representantes das:
Autoridade Portuária: Presidente da CODESP - Angelito Caputo;
Presidente do CONAPRA - Ricardo Falcão;
Secretário dos Assuntos Portuários e Marítimos de Santos: José Eduardo Lopes
Presidente do CONAPRA Ricardo Falcão
Secretário de A. Portuários de Santos - José Eduardo Lopes
Comandante do 8 Distrito Naval - Vice Almirante Liseo Zampronio
Presidente da CODESP - Angelito Caputo
Com
a inauguração do novo Centro de Coordenação, Comunicações e Operações de
Tráfego (C3OT), nesta segunda-feira, dia 15 de setembro, a Praticagem de São Paulo pretende garantir ainda mais agilidade e
segurança nas manobras dos navios no Porto de Santos. Câmeras estrategicamente
situadas ao longo de todo o canal do Porto, equipamentos de última geração para
medição de ondas, profundidade e
visibilidade e tecnologia capaz de
fornecer informações em tempo real permitirão o monitoramento, com absoluta
precisão, de todo o canal navegável do porto santista, com seus 20 quilômetros
e 67 terminais e berços de atracação.
A
necessidade de implantar o novo Centro de Operações surgiu da nova realidade do
porto de Santos, como explica o presidente da Praticagem, Paulo Sérgio Barbosa:
“Os navios estão cada vez maiores, com dimensões praticamente dobradas nos
últimos 13 anos. Mas as condições geográficas do porto não mudaram: o canal
continua estreito e sinuoso”.
O
sistema já existe em outros portos modernos do mundo, mas é implantado e
mantido pela autoridade portuária. Em alguns casos, as praticagens comandam o
serviço, mas a Praticagem de Santos será a primeira a possuir esse equipamento,
considerado o mais atualizado.
Para
aumentar a segurança num canal que compartilha o tráfego de balsas, iates e
barcos de pesca e um intenso movimento de navios foram posicionadas doze
câmeras que cobrem todo o canal. Com isso, pode-se agora monitorar o navio em
todo o seu trajeto, com recursos de zoom com capacidade de detalhar eventuais
ocorrências.
As
imagens são transmitidas em tempo real para o Centro de Coordenação, Comunicações
e Operações de Tráfego, que tem um vídeo-wall
equipado com dez telas de LCD de 46 polegadas. Qualquer emergência será
avisada imediatamente ao prático pelo rádio.
Para
avaliar as condições do mar e a meteorologia, há novos equipamentos
oceanográficos. Uma onda mais forte ou uma ressaca, por exemplo, modifica as
condições do mar e os novos aparelhos vão mostrar a situação exata em tempo
real. A altura das marés será avaliada também em tempo real, a partir de cinco
estações instaladas na Ilha das Palmas, Praticagem, Capitania, Ilha Barnabé e
Usiminas.
A
praticagem conta agora também com visibilímetros
capazes de prevenir situações de baixa visibilidade, como a formação repentina
de nevoeiros, que podem comprometer a segurança da navegação
Todas as lanchas da
Praticagem estão equipadas com AIS e câmeras e uma delas fará o monitoramento
constante da área, informando o Centro por rádio sobre qualquer anomalia, como
navio atracado com cabos brandos, manchas de óleo ou obstáculos à navegação.
SALA
DE CRISE
A
PRATICAGEM
Responsável pela
manobra dos navios nos portos de Santos e São Sebastião, a contribuição da Praticagem de São Paulo tem
sido fundamental para a quebra constante dos recordes de exportação nesses dois
portos. Legalmente, os práticos devem manter uma atalaia apenas para a
escalação dos práticos e lanchas que os transportam para as manobras. Na
prática, porém, têm realizado altos investimentos para garantir maior agilidade
no trabalho de coordenação do tráfego.
A Praticagem de São
Paulo realiza 12 mil manobras por ano e sua estrutura conta agora com o moderno
Centro de Coordenação, Comunicações e Operações de Tráfego, equipado com a mais
moderna tecnologia disponível. Essas atividades têm o suporte de cem
funcionários, estaleiro e 18 embarcações. Funciona 24 horas por dias durante os
365 dias do ano. Toda estrutura é mantida para atender 120 manobras diárias, o
que é uma garantia para o setor portuário de que nenhum navio deixará de ser
manobrado, mesmo no pico máximo. A média diária atual é de 32 manobras.
MAIS CARGA, MENOS E
MAIORES NAVIOS
Até o ano 2000, a
predominância dos navios que operaram no cais santista era de navios que tinham
arqueação entre 10 e 20 mil toneladas. Eram embarcações consideradas grandes,
com 160 metros de comprimento e 25 metros de largura. Treze anos depois, esse
quadro mudou radicalmente: e, em 2013 o crescimento das manobras de navios com
arqueação de mais de 50 mil toneladas disparou, atingindo 2.900 embarcações.
A dimensão dos navios
praticamente dobrou, atingindo até 336 metros de comprimento. É como se fosse acrescido às antigas
embarcações o comprimento de um campo de futebol padrão Fifa. Esse crescimento
não foi acompanhado pelas condições do canal de navegação, que se mantêm praticamente
inalterado, e ainda com maior estreitamento em alguns trechos.
A conjunção navios
muito maiores em um mesmo canal estreito obriga o prático a trabalhar em
situação maior de risco e com perícia absoluta, para garantir que o tráfego
aconteça com segurança e agilidade.
Resultado: em 13 anos
registrou-se aumento de 331% nos contêineres movimentados, 165% na carga geral,
embora o número de escalas tenha se elevado em apenas 62% no período.
Ainda mais
significativa é a variação observada nos últimos cinco anos. De 2009 para 2013,
houve elevação de 50% no número de contêineres, aumento de 37% na tonelagem e
redução de 10% no número de navios.
A inauguração do atual
Centro de Coordenação, Comunicações e Operações de Tráfego da Praticagem de São
Paulo integra o esforço histórico da Praticagem de São Paulo para superar
barreiras que possam prejudicar o tráfego no mais importante porto do País.
OS NAVIOS QUE FAZEM PARTE DA HISTÓRIA
MARCOS SAMPAIO OLSEN
Comandante da Força de Submarinos
Em 17 de julho de 1914 era criada, por decreto do Exmo. Sr. Almirante Alexandrino
de Alencar, a Flotilha de Submersíveis, ficando subordinada administrativamente ao então
Comando da Defesa Móvel do Porto do Rio de Janeiro. Em 1928, foi alterado o seu nome para
Flotilha de Submarinos e, por fim, no ano de 1963, denominada Força de Submarinos.
Esta secular Organização Militar singrou uma existência de densa e efetiva evolução
na operação e manutenção de variadas classes de submersíveis e submarinos, logrou assimilar o
controle das atividades de escafandria, mergulho saturado, mergulho de combate, socorro e
salvamento de submarinos sinistrados e medicina hiperbárica e, ainda, a formação, o
aperfeiçoamento e a especialização do seu pessoal, acumulando conhecimento e desenvolvendo
capacidade própria de emprego da arma.
profunda transformação no submarino. O submarino não mais se confinava ao papel defensivo,
afirmara-se como arma dissuasória por excelência. As Ações de Submarinos exploram a
capacidade de detecção passiva e poder de destruição deste meio naval e concorrem para a
consecução das Tarefas Básicas do Poder Naval, sendo a negação do uso do mar a que hoje
organiza, antes de atendidos quaisquer outros objetivos, a estratégia de defesa marítima do
Brasil. Tais Ações podem ser atribuídas a qualquer submarino de ataque, convencional ou
nuclear, armado com torpedos e/ou mísseis táticos e minas. O confinamento da tripulação em
espaços reduzidos e o exercício de atividades de risco por tempo prolongado constituem fatores
relevantes.
O mergulho, por sua vez, teve sua expansão fortemente associada ao salvamento e ao
emprego militar. O desenvolvimento mais necessário compreende aumentar a capacidade do
mergulhador de permanecer submerso e em condições de realizar trabalho. O mergulho de
combate emprega técnicas operacionais não usuais em ambientes litorâneos e ribeirinhos. O
sigilo, a rapidez, a surpresa e a agressividade são características essenciais para o êxito no
exercício desta complexa atividade.
No que concerne à medicina hiperbárica, a Marinha do Brasil, por meio da Força de
Submarinos e de seu sistema de saúde, é reconhecida como a entidade no País mais antiga e
tradicional de realização e referência neste tipo de área de atuação médica, com aplicação
intensiva em acidentes específicos de mergulho que necessitam de tratamento recompressivo
para tratar doenças descompressivas e embolia traumática pelo ar.
A Força de Submarinos é, pois, morada da abnegação, da devoção extrema, do amplo
sacrifício em prol do aprestamento adequado ao cumprimento de sua destinação. Sua trajetória
centenária está marcada por sobrepujar desafios e aí reside o que nos credencia a absorver a
preparação e a capacitação requeridas para operar o primeiro submarino com propulsão nuclear
projetado e construído no País, por brasileiros.
Viva a flotilha de Submarinos!
“USQUE AD SUB ACQUAM NAUTA SUM”
(Somos Marinheiros até debaixo d’água)
MARCOS SAMPAIO OLSEN
Contra-Almirante
Comandante