Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra realiza inspeção operativa

17:02

Em 2019, serão realizadas inspeções operativas em algumas organizações militares subordinadas ao Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra (ComFFE). O propósito será avaliar as capacidades operativas das unidades, as condições materiais e o nível de adestramento das tripulações, no intuito de checar se os parâmetros de aprestamento estabelecidos pelo Comando da Força estão sendo alcançados. Foi constituída uma Comissão de Inspeção e Assessoria de Adestramento (CIAsA), presidida pelo Comandante do Centro de Avaliação da Ilha da Marambaia, e composta por especialistas nos diversos assuntos operativos.
Durante a verificação inicial, o presidente da comissão de avaliação transmitiu instruções para os militares do Batalhão Riachuelo
A sistemática de avaliações, inspirada nas inspeções operativas realizadas pela Esquadra, vem sendo estudada desde 2017. Em 2018, foi realizada uma inspeção operativa experimental no Segundo Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais (Batalhão Humaitá), com o apoio do Comando do Desenvolvimento Doutrinário do Corpo de Fuzileiros Navais. A avaliação experimental ocorreu em Itaóca, no Espírito Santo, durante o exercício “SUBEX-INF”.
Em 2019, a organização militar escolhida para receber a primeira inspeção operativa foi o Primeiro Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais (Batalhão Riachuelo). Uma verificação inicial foi realizada em 12 de abril, na sede do batalhão, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro-RJ. Na ocasião, os militares passaram por inspeções individuais e coletivas. Na fase individual, ocorreram testes nas habilidades de tiro, orientação/navegação terrestre, natação utilitária e em uma prova teórica de conhecimentos básicos e específicos de combate. Na fase coletiva, foram avaliadas a composição, habilitação, a prontificação do material, além dos conhecimentos doutrinários das equipes.
Durante os exercícios práticos do ADEST EQ-FFE 2019, entre os dias 25 de abril e 3 de maio, os militares do Riachuelo passaram pela segunda fase de avaliações da CIAsA. Na ocasião, foi avaliado o desempenho das equipes no terreno, por meio dos adestramentos de fogo e movimento com munição real, marchas para o combate, operações com helicóptero e carros blindados, dentre outros exercícios.
3 BLINDADO (12)
Militares do Batalhão Riachuelo realizam adestramento com blindados
durante o ADEST EQ 2019

Fonte: Marinha do Brasil

Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais promove “45º Encontro de Veteranos do Corpo de Fuzileiros Navais”

10:05

45º Encontro de Veteranos reúne gerações
de Fuzileiros Navais no CIASC
 
O Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN) promoveu, em 4 de maio, o “45º Encontro de Veteranos do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN)”, no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro-RJ.
 
O evento anual tem como objetivo proporcionar a troca de experiências entre os fuzileiros navais da ativa e da reserva ativa, além de apresentar a militares, servidores civis e dependentes um pouco das atividades desenvolvidas pelo Corpo de Fuzileiros Navais (CFN).
 
A Banda Marcial do CFN realizou a abertura da cerimônia ao som do dobrado “Avante”, emocionando o público ao executar as canções “Cisne Branco”, “Heróis de Guerra” e “A Conquista do Paraíso”. Durante as evoluções, os militares músicos formaram a figura de uma âncora e a sigla AVCFN (Associação de Veteranos do CFN), homenageando os veteranos presentes.
 
Um dos pontos altos da cerimônia foi o momento em que o Primeiro-Tenente Fuzileiro Naval Brício de Almeida Pina, caverna mestra veterano, com 98 anos de idade, recebeu uma homenagem especial do Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra (FN) Alexandre José Barreto de Mattos.
 
A cerimônia foi encerrada com um desfile em continência ao Comandante-Geral. Participaram do desfile o pelotão de motociclistas militares, os veteranos do Corpo de Fuzileiros Navais da sede do Rio de Janeiro e de regionais de todo o país, além dos jovens atendidos pelo Programa Forças no Esporte no CIASC.
 
 
As crianças presentes, filhos e netos dos veteranos, também participaram do desfile, como os “Fuzileiros do Amanhã”, e ganharam uma programação especial após a cerimônia, com brincadeiras e recreação infantil.
 
No evento, os convidados puderam visitar a exposição do museu e de mostruários de equipamentos e materiais, além de conhecer um pouco das atividades das organizações militares do CFN. Uma das novidades apresentadas este ano foi o simulador de paraquedas, um projeto do Centro de Análises de Sistemas Navais da Marinha, em parceria com o CFN. Também foi exposto o novo uniforme camuflado do CFN, que irá substituir o atual quando aprovado, e a ração operacional, que serve de alimento aos militares em operações.
 
Em entrevista à TV Marinha, o Almirante Alexandre lembrou que o Encontro de Veteranos 2019 também marcou os 47 anos de existência da instituição, celebrados naquele dia, e ressaltou, ainda, que o encontro é sempre uma boa oportunidade de congregação entre os veteranos.
 
“Esse encontro anual resume bem o próprio lema do CIASC: 'Gerações de Fuzileiros Navais Fortalecendo o Espírito de Corpo'. É exatamente isso o que vemos aqui, gerações se encontrando, uma grande fraternidade e uma reunião de amigos fortalecendo o espírito de corpo”, destacou o Comandante-Geral.
 
A cerimônia também contou com a presença do deputado federal Hélio Lopes; do Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, Vice-Almirante (FN) Paulo Martino Zuccaro; do Comandante do Pessoal de Fuzileiros Navais, Vice-Almirante (FN) César Lopes Loureiro; dentre outras autoridades civis e militares.
 
Na ocasião, o Primeiro-Tenente Brício de Almeida Pina, de 98 anos, foi homenageado

Fonte: Marinha do Brasil

Representantes da MB e Governador de MT discutem navegação nas hidrovias de Mato Grosso

10:00

Contra-Almirante Arentz, Almirante de Esquadra Puntel e Governador Mauro Mendes
 
O Comandante de Operações Navais da Marinha do Brasil (MB), Almirante de Esquadra Leonardo Puntel, e o Comandante do 6º Distrito Naval, Contra-Almirante Carlos Eduardo Horta Arentz, reuniram-se, na tarde do dia 26 de abril, no gabinete do Governador de Mato Grosso (MT), Mauro Mendes, em Cuiabá-MT.
 
A visita institucional tratou da atuação do Comando do 6° Distrito Naval (Com6°DN) no estado, com a recente elevação da Delegacia Fluvial de Cuiabá à classificação de Capitania de 3ª Classe.
 
A viabilidade de navegação e transporte de mercadorias nas hidrovias de MT e os impactos no segmento econômico do estado, bem como a importância da MB e da Capitania Fluvial de Mato Grosso na atividade foram alguns dos temas discutidos.
 
Participaram da reunião, ainda, o Capitão dos Portos do Pantanal, Capitão de Fragata Fábio Cândido da Silva e o Capitão dos Portos de Mato Grosso, Capitão de Corveta Thiago Cristiano Muniz Santos.

Fonte: Marinha do Brasil

Marinha do Brasil promove curso para indígenas e ribeirinhos em São José do Xingu-MT

15:33

 
Instrutores da Agência Fluvial de São Félix do Araguaia, indígenas e ribeirinhos do município de São José do Xingu-MT
 
O Comando do 6º Distrito Naval, por meio da Agência Fluvial de São Félix do Araguaia (AgSF Araguaia), organização militar subordinada à Capitania Fluvial de Mato Grosso, realizou, no período de 22 a 28 de abril, no município de São José do Xingu-MT, o Curso de Formação de Aquaviários para Marinheiros Fluviais Auxiliares de Convés e Máquinas.
 
Foram qualificados 30 indígenas e ribeirinhos locais para exercerem atividades profissionais como Aquaviários do Grupo de Fluviários, atendendo a necessidade de tripulantes habilitados para embarcações propulsadas, de pequeno e médio porte, que executam transporte de carga e passageiros e são empregadas na navegação fluvial, assim como para a balsa que realiza a travessia do Rio Xingu, integrando a rodovia MT-322.
 
A equipe de instrutores da AgSF Araguaia, com apoio das Secretarias de Agricultura e Assuntos Indígenas do município, além de atender a população ribeirinha de São José do Xingu, ministrou aulas na aldeia indígena Piaraçu, distante 42 Km, contemplando indígenas de aldeias do Parque Nacional do Xingu, localizadas nos municípios de Alta Floresta, Guarantã do Norte e Matupá, todos pertencentes ao estado de Mato Grosso. Durante o curso, foram ministradas aulas de navegação, manobras da embarcação, construção de embarcações fluviais, estabilidade, manuseio de cargas, primeiros socorros, motor propulsor, sistemas auxiliares e legislação.
 
O Agente de São Félix do Araguaia, Capitão-Tenente Jaecy Fonseca de Medeiros, ressalta que a profissionalização de novos aquaviários proporciona a inserção no mercado formal de trabalho de indígenas e ribeirinhos, contribuindo para o crescimento socioeconômico da região do Xingu, além de disseminar a mentalidade de segurança da navegação, salvaguarda da vida humana e prevenção à poluição dos rios.
 
Foram ministradas aulas na aldeia indígena Piaraçu, contemplando indígenas
de aldeias do Parque Nacional do Xingu

Fonte: Marinha do Brasil

Marinha do Brasil assina contrato com o Terminal Portuário Santos Brasil

15:30

Foto
Diretor Comercial de Operações Logísticas do Terminal Santos Brasil, Wagner Toffoli, e o Diretor do CDAM, Capitão de Fragata Matheus

No dia 11 de abril, a Marinha do Brasil assinou contrato para prestação de serviços logísticos de operação portuária, incluindo descarga, armazenagem, inspeção não invasiva, para os bens adquiridos no exterior. O contrato faz parte do planejamento estratégico do Centro de Distribuição e Operações Aduaneiras da Marinha (CDAM) e ampliou as opções para a nacionalização de cargas, além de reduzir o tempo de entrega dos itens às organizações militares e os custos aduaneiros.

Os custos operacionais das cargas da Marinha Brasil (MB) terão redução de cerca de 53,57% ao ano em relação às taxas médias praticadas nos Terminais Portuários do estado do Rio de Janeiro. Com esta nova possibilidade, espera-se uma redução anual de R$ 1.200.000,00. Há redução, também, na contratação de transporte rodoviário para essas cargas, que antes vinham para o Rio de Janeiro como única opção.

O acordo estabelece um novo patamar de desempenho logístico, ampliando a competitividade. Ele representa um desafio para os tradicionais parceiros da MB, compreendendo práticas comerciais que acompanham as mudanças no ambiente do comércio internacional e proporcionando as ferramentas necessárias para um melhor posicionamento em futuras negociações.
   
Fonte: Marinha do Brasil

Diretoria de Hidrografia e Navegação realiza homenagem alusiva ao centenário do Almirante de Esquadra Maximiano

11:26

Participantes da homenagem ao Almirante de Esquadra Maximiano
No dia 30 de abril, a Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) realizou uma homenagem pelo transcurso do centenário de nascimento do Almirante de Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca. A cerimônia foi realizada a bordo do Navio Polar (NPo) “Almirante Maximiano”, atracado no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, e contou com as presenças de ex-Diretores de Hidrografia e Navegação, Almirantes Hidrógrafos, familiares e amigos do homenageado.
Na ocasião, o Comandante do Npo “Almirante Maximiano”, Capitão de Mar e Guerra João Cândido Marques Dias, fez uma apresentação sobre a biografia do Almirante Maximiano.
Oficial Hidrógrafo da Turma de 1948, o Almirante Maximiano contribuiu para o desenvolvimento da Hidrografia Brasileira. Foi Comandante dos Navios Hidrográficos “Rio Branco”, “Sirius” e “Canopus” e Diretor do Centro de Auxílios à Navegação “Almirante Moraes Rego”. Como Ministro da Marinha, no que concerne à atividade hidrográfica, promoveu a incorporação de meios e a aquisição de novos equipamentos e a transferência da DHN para as atuais instalações na Ponta da Armação. Ressalta-se seu apoio às “Operações Antárticas”, com a aquisição do Navio de Apoio Oceanográfico "Barão de Teffé" que, na ocasião, abriu o caminho para a presença do Brasil na Antártica, permitindo a realização da Primeira Expedição Antártica Brasileira e o estabelecimento da Estação Antártica Comandante Ferraz.
Almirante de Esquadra Palmer, Márcia Palmer e Carlos Palmer (filhos do Almirante de Esquadra Maximiano) e Vice-Almirante Garcez

Fonte: Marinha do Brasil

Praticagem de São Paulo impede grave acidente em São Sebastião

21:57

A máxima de que, na navegação, o silêncio é o som da segurança foi provada mais uma vez, graças perícia de dois Práticos que atuam na Praticagem de São Paulo. No domingo (28/4), eles evitaram um grave acidente com dois petroleiros da classe Suezmax carregados de óleo, que ficaram à deriva em direção à Ilhabela.

As embarcações “Rio 2016” e “Milton Santos” – com 12m e 15m de calado – estavam atracadas, uma a contrabordo da outra, em operação de transferência de óleo (Ship to Ship) no Terminal São Sebastião, quando os cabos de amarração se romperam devido à forte tempestade que atingiu a região naquele dia.

A esta altura, o centro de operações da Praticagem já havia entrado em contato com o terminal informando a chegada de ventos de até 60 nós (111km/h), para que fossem tomadas as medidas preventivas. Por volta das 17h, os Práticos Marcio Santos Teixeira e Fabio Rodrigues Alves de Abreu foram acionados e embarcaram na lancha da Praticagem. Quando conseguiram se aproximar, os navios já estavam à deriva no meio do canal.

O Prático Marcio Santos subiu a bordo do “Rio 2016”. O embarque do Prático Abreu no “Milton Santos” foi mais arriscado. Além de muitas ondas e ventos, a escada de portaló (parte do arranjo de embarque) foi destruída, só restando a escada de quebra-peito.

Ao chegar no seu passadiço primeiro, Marcio Santos verificou que os navios ainda estavam conectados. Naquele momento, dois rebocadores já estavam amarrados ao “Rio 2016” e um ao “Milton Santos”. Um quarto rebocador foi amarrado também ao “Rio 2016” e as embarcações foram, enfim, estabilizadas. A partir daí, foi discutido o próximo passo com os Comandantes.

– Sair do canal era inviável e não era possível fundear ali por causa do risco ambiental, já que existem dutos submarinos. Restou uma área de fundeio no norte do canal. Usamos só os recursos do “Rio 2016”, que foi rebocando o “Milton Santos” a contrabordo. Tivemos que seguir a, no máximo, um nó e meio de velocidade, mais expostos a ventos e correntes, porque os mangotes para transferência de óleo ainda estavam conectados. Como os ventos nos jogavam para Ilhabela, tínhamos que jogar uma proa para cima do São Sebastião. O navio, na verdade, navegava de lado. Mas mostrei ao Comandante, nas telas, que era o que tínhamos que fazer e fomos trabalhando em equipe, incluindo os Comandantes dos rebocadores – conta Santos.

No ponto de fundeio, ainda foi preciso girar os navios juntos antes de largar o ferro, para alinhá-los a vento e corrente. Dessa vez, foram utilizadas as máquinas de ambos para a manobra. A operação durou cinco horas e meia, com os Práticos retornando ao cais às 22h40min.

Além das péssimas condições ambientais, eles enfrentaram outros complicadores, como as boias de contenção de vazamento que ficaram presas no entorno dos navios, podendo prejudicar o uso das máquinas. Para agravar a situação, com 40 minutos de navegação, um tripulante do “Milton Santos” passou mal, em estado grave. Por causa das ondas e dos ventos, ele teve que ser transferido pela tripulação do convés para o “Rio 2016” e depois a um dos rebocadores daquele lado, seguindo a operação com apenas três. Apesar da agilidade no socorro, ele morreu antes de chegar ao hospital.

Fonte: Praticagem do Brasil