Passagem de Curupaiti - História Naval

21:02



primeira não resistiu, mas, para a tomada da segunda, foi necessário o esforço conjunto das tropas terrestres, dos elementos desembarcados e do apoio da artilharia dos navios. 

Ocupada Paissandu, Venâncio Flores foi aclamado em Montevidéu. Pouco depois, o ditador do Paraguai, Francisco Solano Lopes, apresou um navio brasileiro - o Marquês de Olinda -, no rio Paraguai, e invadiu a Argentina, Mato Grosso e o Rio Grande do Sul.

Deflagrada a guerra, chamada da Tríplice Aliança, a Marinha, operando no centro inóspito do continente, subiu os rios, enfrentando as baterias instaladas nas margens e navios que rebocavam chatas com canhões de grosso calibre. Assim foi travada a Batalha Naval do Riachuelo. 

Depois, o avanço pelos rios Paraná e Paraguai, apoiando a marcha do Exército, foi conduzido com os encouraçados fluviais, que eram atacados por centenas de canhões assestados nas barrancas e fortalezas e pelas bogarantes, canoas repletas de guerreiros guaranis, que abordavam os navios brasileiros e travavam lutas de arma branca nos conveses, até serem expulsos.

Fonte: Marinha do Brasil

Comandante da Marinha visita Centro de Instrução e Adestramento de Brasília

15:48

Comandante da Marinha e Comandante do 7º Distrito Naval
com militares do CIAB
 
No dia 30 de janeiro, o Centro de Instrução e Adestramento de Brasília (CIAB) recebeu a visita do Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior.
 
Durante o evento, o Almirante Ilques assistiu uma palestra proferida pelo Comandante do CIAB, Capitão de Mar e Guerra (FN) Sérvio Corrêa da Rocha Junior. Logo após, percorreu as principais instalações da Organização Militar (OM), onde foram apresentadas as diversas obras realizadas no último ano e as que estão em andamento, destacando-se a construção da nova cozinha e refeitório.
 
Ao final, o Comandante da Marinha dirigiu-se à tripulação do CIAB, reconhecendo os esforços despendidos para aperfeiçoar as instalações da OM, incentivando-os a serem perseverantes e dedicados no cumprimento da tarefa de formar militares “da Marinha da Gola e do Gorro de Fita”.

Fonte: Marinha do Brasil

Filme em homenagem ao Almirante Álvaro Alberto, Patrono da Ciência, Tecnologia e Inovação na Marinha, é lançado no Rio de Janeiro

15:43




O Comandante da Marinha do Brasil, Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior, e demais autoridades militares e civis, entre elas o Presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich, participaram do lançamento do filme em homenagem ao Almirante Álvaro Alberto, Patrono da Ciência, Tecnologia e Inovação na Marinha, na sede social do Clube Naval, no Rio de Janeiro, no dia 31 de janeiro.
 
Comandante da Marinha enalteceu a parceria com
 a Academia Brasileira de Ciências
 
O filme tem dois minutos e está sendo divulgado nas mídias sociais da Academia Brasileira de Ciências e da Marinha do Brasil. O objetivo é informar a sociedade sobre a importante contribuição do Almirante Álvaro Alberto para o desenvolvimento tecnológico e científico do País.
 
Na ocasião, os convidados assistiram ainda a uma exposição com algumas peças do acervo pessoal do Almirante.
 
Biografia do Almirante Álvaro Alberto
Nascido em 22 de abril de 1889, no Rio de Janeiro, formou-se na Escola Naval em 1908 tendo recebido o Prêmio Greenhalg por ter sido o primeiro lugar da sua turma. Serviu nos seguintes navios: Encouraçados “Riachuelo” e “Minas Gerais”, Cruzador “Rio Grande do Sul” e Navio-Escola “Benjamin Constant”.
 
Em 1911, interessou-se por química dos explosivos e ingressou na Escola Politécnica do Rio de Janeiro a fim de aperfeiçoar-se na área, tendo em seguida concluído a Pós-Graduação na Bélgica. Por tal motivo passou a lecionar a matéria na Escola Naval.
Sua relação com o meio acadêmico brasileiro o levou a ser presidente da Sociedade Brasileira de Química entre 1920 e 1928. Também foi membro e por duas vezes presidente da Academia Brasileira de Ciências.
 
O Vice-Almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva foi o precursor da implantação da energia nuclear no Brasil, tendo sido designado representante do Brasil na Comissão de Energia Atômica da ONU no pós-Segunda Guerra Mundial, obtendo a aprovação de propostas de largo interesse estratégico e científico para a Nação. Dentre as propostas aprovadas se destacou a tese das compensações específicassegundo a qual os países detentores de matérias-primas nucleares, em vez de receberem compensações financeiras, deveriam ter acesso à tecnologia nuclear.
 
Álvaro Alberto foi um dos organizadores e primeiro presidente do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), hoje Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, criado em 1951. Como presidente do CNPq estabeleceu a Política Nacional de Energia Atômica, traçando as metas que levariam ao domínio do ciclo do combustível nuclear.
 
Por sua inquestionável contribuição ao desenvolvimento da ciência e tecnologia no Brasil, o Vice-Almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva foi instituído Patrono da Ciência, Tecnologia e Inovação na Marinha em 31 de janeiro de 2011, através da Portaria do Estado-Maior da Armada nº28.
 
Autoridades reunidas para homenagear o Almirante Álvaro Alberto

Fonte: Marinha do Brasil

Marinha abre 1000 vagas para concurso de nível Médio

10:46





O edital para o Concurso Público de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros (CPAEAM) foi divulgado e as inscrições são aceitas até 13 de fevereiro de 2019. São oferecidas 1.000 vagas. O concurso é destinado a homens, brasileiros natos ou naturalizados com 18 anos completos e menos de 22 no dia 1° de janeiro do ano de 2020, que tenham o Ensino Médio completo e que estejam em dia com as obrigações civis e militares.
Fases do Concurso
O candidato realizará uma Prova Objetiva composta por 50 questões, divididas em Português (15), Matemática (15), Ciências – Física e Química (15) e Inglês (5). Após essa etapa, haverá os Eventos Complementares, como a Verificação de Dados Biográficos, Inspeção de Saúde, Teste de Aptidão Física, Avaliação Psicológica e a Verificação de Documentos.
Sendo aprovado em todas as etapas, o candidato será designado em uma das quatro Escolas, sendo elas: Escola de Aprendizes-Marinheiros do Ceará (EAMCE), a Escola de Aprendizes Marinheiros de Pernambuco (EAMPE), a Escola de Aprendizes-Marinheiros do Espírito Santo (EAMES) e a Escola de Aprendizes-Marinheiros de Santa Catarina (EAMSC).
Durante e após o Curso de Formação            
O candidato aprovado no concurso realizará o curso de formação durante 48 semanas, sob o regime de internato, no qual estudará disciplinas do Ensino Básico e do Ensino Militar-Naval. Durante o curso, o Aprendiz-Marinheiro receberá ajuda de custo de R$ 900,00 mensais, além de alimentação, ajuda para aquisição de uniformes, entre outros auxílios. Ao final, ele será nomeado Marinheiro e receberá remuneração em torno de R$ R$ 1.900,00, já contando com adicionais.
Como se inscrever
A inscrição poderá ser feita, preferencialmente, online através do site www.ingressonamarinha.mar.mil.br. A taxa é de R$ 42,00 e o candidato poderá pagar até o dia 20 de fevereiro. No ato da inscrição, o candidato deverá indicar a ordem de preferência de área profissional: Eletroeletrônica, Apoio e Mecânica.
Serviço:
Concurso Público de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros
Período de inscrição: 23 de janeiro a 13 de fevereiro de 2019
Taxa de inscrição: R$ 42,00

Capitania dos Portos do Amapá inaugura Simulador de Operação Radar para cursos de Ensino Profissional Marítimo

10:37

 
Almirante de Esquadra Puntel, Vice-Almirante Edervaldo  e Capitão de Fragata Cezar realizam descerramento da placa de inauguração
 
No dia 21 de janeiro, a Capitania dos Portos do Amapá recebeu a visita do Diretor-Geral de Navegação, Almirante de Esquadra Leonardo Puntel, para inauguração do Simulador de Operação Radar que vai ser utilizado para os cursos do Ensino Profissional Marítimo. O simulador tem como um dos propósitos familiarizar o aluno com a operação do radar e habilitá-lo para operar o equipamento ARPA, na detecção e no acompanhamento de alvos.
 
Estiveram presentes na inauguração: o Comandante do 4º Distrito Naval, Vice-Almirante Edervaldo Teixeira de Abreu Filho, o Superintendente do Ensino Profissional Marítimo da Diretoria de Portos e Costas, Contra-Almirante da Reserva Márcio Ferreira de Mello, e o Capitão dos Portos do Amapá, Capitão de Fragata Fernando Cezar da Silva. Também compareceram ao evento o Presidente da Sociedade Amigos da Marinha no Amapá, Glauco Mauro Cei, o Comandante da 22ª Brigada, General de Brigada Luiz Gonzaga Viana Filho, a Secretária de Educação de Macapá, Sandra Maria Martins Casimiro, e representantes de empresas privadas.
 
Para o Capitão de Fragata Cezar, esta inauguração é fruto da preocupação que a Marinha do Brasil teve com relação ao aperfeiçoamento dos aquaviários da região. “Quem ganha com isso é o amapaense que não vai precisar mais se deslocar para longe. O estado também ganha, pois a economia depende da navegação pelos rios da Amazônia”, concluiu.
 
Console com Simulador Radar em operação

Fonte: Marinha do Brasil

Animais gigantes viviam em megapantanal na Amazônia

11:31


Terra de gigantes. Esta é a melhor definição para o lago Pebas, o megapantanal que existia no oeste da Amazônia durante o Mioceno, período que se estendeu de 23 milhões a 5,3 milhões de anos atrás.

O Pebas foi o lar do maior jacaré e do maior crocodiliano gavial de que se tem notícia, ambos com mais de 10 metros de comprimento, e da maior das tartarugas, cujo casco media 3,5 metros de diâmetro. Sem mencionar roedores do tamanho dos búfalos atuais.

Vestígios daquele antigo bioma estão espalhados por mais de 1 milhão de quilômetros quadrados, divididos entre Bolívia, Acre, oeste do Amazonas, Peru, Colômbia e Venezuela. As datações mais antigas, feitas na Venezuela, dão conta de que o lago Pebas existia há 18 milhões de anos. Entretanto, acreditava-se que o megapantanal teria secado há mais de 10 milhões de anos, antes da reversão do curso do rio Amazonas, que na maior parte do Mioceno corria de leste a oeste, portanto no sentido contrário do curso atual. Com o esgotamento do Pebas, os grandes animais desapareceram.

Investigando sedimentos provenientes de dois sítios paleontológicos dos rios Acre e Purus, associados a fósseis de vertebrados, o biólogo Marcos César Bissaro Júnior, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP), obteve datações de ao menos 8,5 milhões de anos, com uma margem de erro de 500 mil anos para mais ou para menos.

Há 8,5 milhões de anos, há indícios de que o Amazonas já corria na direção atual, indo dos Andes peruanos em direção ao Atlântico. Àquela altura, o Pebas não deveria lembrar mais o magnífico pântano de outrora. Deveria parecer uma planície inundável, à semelhança do atual Pantanal mato-grossense. Esta é a opinião de Annie Schmaltz Hsiou, professora do Departamento de Biologia da FFCLRP-USP e supervisora do trabalho de Bissaro Júnior, cujos resultados foram publicados na revista Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology.

O estudo contou com apoio da FAPESP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Participaram pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria, do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Universidade Federal do Acre e da Boise State University, nos Estados Unidos.

Dá-se o nome de sistema Pebas à associação dos registros de diversas formações geológicas existentes na Amazônia ocidental. São elas a formação Pebas e Fitzcarrald no Peru e no Brasil, a formação Solimões no Brasil, as formações Urumaco e Socorro na Venezuela, a formação La Venta na Colômbia e a Quebrada Honda na Bolívia.

"Embora a Formação Solimões seja uma das unidades estratigráficas do período Neógeno com fósseis de melhor amostragem do norte da América do Sul, as suposições sobre a idade de deposição em território brasileiro foram baseadas, em grande parte, a partir de métodos indiretos”, disse Bissaro Júnior.

“A ausência de idades absolutas dificulta interpretações mais refinadas sobre os paleoambientes e a paleoecologia das associações faunísticas ali encontradas e não permite responder a algumas questões fundamentais importantes, como se essas camadas foram depositadas antes da formação do proto-Amazonas ou quando esse já havia se formado”, disse.

Para ajudar a responder a essas e outras questões, Bissaro Júnior apresenta em seu trabalho a primeira geocronologia (por amostras do mineral zircão) da Formação Solimões. As amostras foram coletadas em dois dos sítios paleontológicos mais bem amostrados da região, nas localidades de Niterói, no rio Acre (município de Senador Guiomar), e Talismã, no rio Purus (município de Manuel Urbano).

No sítio Niterói foram encontrados, a partir dos anos 1980, muitos fósseis do Mioceno, entre crocodilianos, peixes, roedores, tartarugas, aves e mamíferos xenartros (preguiças terrestres). Em Talismã, a partir do fim dos anos 1980, foram achados restos miocênicos de crocodilianos, de serpentes, roedores, primatas, preguiças e ungulados sul-americanos extintos (litopternas).

Como resultado das datações, Bissaro Júnior descobriu que as rochas do sítio Niterói têm, como idade máxima de deposição, cerca de 8,5 milhões de anos e as rochas de Talismã, cerca de 10,9 milhões de anos.

"Com base em dissimilaridades faunísticas e diferenças máximas de idade entre as duas localidades, sugerimos que Talismã é mais antigo que Niterói, mas ressaltamos a necessidade de novas datações absolutas para testar essa hipótese, bem como os esforços de datação de outras localidades da Formação Solimões”, disse Bissaro Júnior.

Esgotamento do Pebas

A formação do lago Pebas foi decorrência do soerguimento dos terrenos da protobacia amazônica. Isso se deu em função da elevação dos Andes, que acelerou a partir de 20 milhões de anos atrás. Naquela época, a Amazônia ocidental era banhada pelas bacias do Amazonas (que corria em direção ao Caribe) e do rio Magdalena, na Colômbia. A elevação dos Andes, no que são hoje o Peru e a Colômbia, acabou por interromper o fluxo de água em direção ao Pacífico, que acabou empoçando na altura da Amazônia ocidental, dando origem ao megapântano.

Mas os Andes continuaram subindo. O contínuo soerguimento dos terrenos da Amazônia teve dois efeitos. O proto-Amazonas, antes represado no lago Pebas, inverteu seu curso, tornando-se o majestoso rio que conhecemos. Ao longo desse processo, as águas do megapântano Pebas foram escoando.

O antigo pantanal viria a se tornar uma planície alagada, repleta de bichos imensos, que ainda existia há 8,5 milhões de anos, segundo as novas datações de Bissaro Júnior. Eventualmente, as irrefreáveis forças geológicas acabaram por escoar as águas do que restava de lagoas e lagos temporários na Amazônia ocidental. Foi o fim do Pebas e de sua fauna.

"O problema da datação do Pebas sempre foi associar as datações diretamente à fauna de vertebrados. Existem inúmeras datações de rochas onde se acharam fósseis de invertebrados. Mas conseguir datar, no Brasil, rochas com vertebrados era um dos nossos objetivos”, disse Schmaltz Hsiou.

Segundo a professora, as novas datações dão condições de sugerir que o Sistema Pebas, do grande pantanal, teria existido entre 23 milhões e 10 milhões de anos atrás. Esse deu lugar ao chamado Sistema Acre, a grande planície de inundação que existiu entre 10 milhões e 7 milhões de anos atrás, onde ainda viviam répteis como o Purussaurus e o Mourasuchus.

"O Sistema Acre devia ser um bioma semelhante ao da Venezuela da mesma época, formado por lagunas ao redor do delta de um grande rio, que seria o proto-Orinoco”, disse Schmaltz Hsiou.

Roedores gigantes

Os roedores compõem um grupo de mamíferos extremamente diversificado que habita todos os continentes, com exceção da Antártica. Na Amazônia, o grupo conta com grande número de espécies.

“Particularmente, um grupo de roedores conhecido cientificamente como Caviomorpha chegou ao nosso continente há cerca de 41 milhões de anos, vindos da África”, disse outro autor do artigo publicado na Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology, Leonardo Kerber, do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa) da Universidade Federal de Santa Maria.

“Nesse período, conhecido como Eoceno, a África e a América do Sul já estavam totalmente separadas por pelo menos 1.000 km de extensão entre os pontos mais próximos de ambos continentes, o que inviabilizaria as conexões biogeográficas para que os vertebrados terrestres pudessem migrar entre as duas massas de terra. Entretanto, as correntes oceânicas propiciaram a dispersão por meio de balsas flutuantes naturais formadas por aglomerado de troncos e galhos derrubados em rios por tempestades, que acabam por desembocar no mar. Essas balsas flutuantes eventualmente carregam pequenos vertebrados. Um evento como este pode ter favorecido a travessia de pequenos mamíferos, como os macacos Platyrrhyni e também pequenos roedores que dariam origem a um dos mais emblemáticos grupos de mamíferos sul-americanos, os roedores caviomorfos”, disse.

Segundo Kerber, desde que chegaram ao continente, os roedores caviomorfos passaram por um longo período de evolução o que fez com que se tornassem extremamente diversificados. Atualmente, os representantes desse grupo encontrados no Brasil são as pacas, cutias, preás, porcos-espinhos, ratos-espinhosos e a capivara, o maior roedor do mundo.

“Particularmente na Amazônia, hoje encontramos uma grande diversidade de ratos-espinhosos e porcos-espinhos ou ouriços, além de cutias e pacas. Entretanto, no Mioceno, a fauna da região amazônica era bastante diferente daquela que podemos observar atualmente”, disse Kerber.

“Nos últimos anos, além de termos comunicado a presença de diversos fósseis de espécies já conhecidas pela ciência, algumas que já haviam sido registradas na Formação Solimões e outras conhecidas para outras regiões da América do Sul, e registradas ali pela primeira vez, descrevemos três espécies novas de roedores de médio porte (Potamarchus adamiae, Pseudopotamarchus villanuevai e Ferigolomys pacarana – Dinomyidae), que possuem uma relação de parentesco com a pacarana”, disse.

Kerber conta que em artigo que será publicado em breve no Journal of Vertebrate Paleontology a espécie Neoepiblema acreensis, um roedor neoepiblemídeo endêmico do Mioceno do Brasil que pesava cerca de 120 quilos, foi reconhecida como uma espécie válida.

“A espécie foi descrita em 1990, mas havia sido considerada inválida ao final da mesma década. Esses registros, tanto das espécies já conhecidas como também das espécies novas, auxiliam a entender como a vida evoluiu naquela região, mostrando como a biodiversidade evoluiu e também se extinguiu ao longo dos últimos milhões de anos”, disse Kerber.

O artigo Detrital zircon U–Pb geochronology constrains the age of Brazilian Neogene deposits from Western Amazonia (doi: https://doi.org/10.1016/j.palaeo.2018.11.032), de Marcos C. Bissaro-Júnior, Leonardo Kerber, James L. Crowley, Ana M. Ribeiro, Renato P. Ghilardi, Edson Guilherme, Francisco R. Negri, Jonas P. Souza Filho e Annie S. Hsiou, está publicado em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S003101821830405X.


Fonte: Peter Moon  |  Agência FAPESP

A Primeira Esquadra Brasileira - História Naval

15:13

Na Bahia, os navios portugueses já eram hostilizados pela flotilha de canhoneiras organizada e comandada pelo Patrão-Mor da Capitania dos Portos, João Francisco de Oliveira Bottas, que usava como base a Ilha de Itaparica.
A 4 de maio, a esquadra de Cochrane, composta de uma nau, três fragatas, duas corvetas e seis brigues, chegava ao Recôncavo.
Os portugueses suspenderam com seus navios, para decidir a sorte no mar. Contavam com uma nau, duas fragatas, três corvetas, cinco brigues e duas escunas.

No combate que se seguiu, Cochrane, no melhor estilo inglês, manobrou para cortar a formatura adversária. Já atingia os primeiros navios inimigos, quando os marinheiros portugueses da sua própria guarnição se recusaram a abrir os paióis de munição. Ante a traição, e aproximando-se a noite e o mau tempo, Cochrane retirou-se para a baía do Morro de São Paulo e João Feliz, para Salvador.

Fonte: Marinha do Brasil