Os impactos das mudanças climáticas já fazem parte da realidade e desafiam especialmente os municípios, que estão na linha de frente da gestão dos territórios e das populações.
Pensando nisso, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (SEMIL), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ) convidam para o lançamento da iniciativa AdaptaCidades.
O encontro irá apresentar estratégias de adaptação climática e cooperação entre União, Estado e Municípios, fortalecendo a capacidade das cidades para enfrentar os desafios do novo regime climático.
🗓️ Salve na agenda:
📍 Agenda de Adaptação à Mudança do Clima
📆 19 de março de 2026
🕣 8h30 às 17h – Evento aberto ao público
📍 Auditório Augusto Ruschi – SEMIL, São Paulo/SP
📍 Lançamento da Iniciativa AdaptaCidades
📆 20 de março de 2026
🕘 9h às 13h – Evento aberto ao público
🕑 14h às 17h – Oficina fechada para gestores municipais da Iniciativa
📍 Auditório Augusto Ruschi – SEMIL, São Paulo/SP
🔗 Inscreva-se no link: https://forms.office.com/e/wxUAdSNb2s
AdaptaCidades: fortalecendo governos locais para um futuro mais resiliente.
▶️ Assista agora online e fique por dentro!
https://semil.sp.gov.br/educacaoambiental/prateleira-ambiental/mudancas-climaticas-e-hora-de-adaptar-nossas-cidades
Certame oferece 44 vagas para atuação em organizações militares de ensino da Marinha; inscrições seguem abertas até 9 de abril
Quer ser professor na Marinha do Brasil (MB)?
As inscrições estão abertas para o concurso público que visa o preenchimento de 44 vagas efetivas no âmbito do Comando da Marinha. As oportunidades são destinadas aos cargos de Professor do Magistério Superior e Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT), para atuação em organizações militares de ensino da Força.
Os interessados podem se inscrever até 9 de abril.
Do total de vagas oferecidas, 10 são destinadas ao cargo de Professor do Magistério Superior e 34 ao cargo de Professor EBTT. Os profissionais selecionados passarão a integrar o quadro de servidores civis da Marinha e atuarão em atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Os salários podem chegar a R$ 4.867,43, a depender da titulação. Os interessados devem realizar a inscrição pelo site do Serviço de Seleção do Pessoal da Marinha (SSPM). A taxa de inscrição é de R$ 140,00 e deve ser paga até 10 de abril.
Confira, nas tabelas abaixo, a distribuição das vagas por disciplinas em cada localidade:
A Marinha do Brasil (MB) informa que a Embarcação de Desembarque de Carga Geral (EDCG) “Guarapari” realizou, no final da tarde de ontem (9), uma abicagem na praia da Macumba (RJ) em decorrência de necessidades operacionais. A manobra foi realizada de forma deliberada e controlada, como medida de segurança.
A MB esclarece, ainda, que não houve acidente com pessoal nem registro de avarias em decorrência da manobra. As ações necessárias para a retirada e o reboque seguro da embarcação estão sendo adotadas.
Campanha iniciada em julho durou cerca de dois meses e retirou sedimentos do canal de navegação e de berços de atracação
A Autoridade Portuária de Santos (APS) concluiu no início de setembro uma campanha de dragagem no Porto Organizado de Santos. O serviço durou cerca de dois meses e consistiu na retirada de sedimentos e manutenção da profundidade esperada no canal de navegação, desde a região da Alemoa até a Barra, na Ponta da Praia. O serviço contemplou também berços de atracação.
Após a dragagem, a APS realizou batimetria, que confirmou as profundidades - o canal de navegação, por exemplo, permanece com aproximadamente 15 metros, permitindo o acesso por navios de grande porte.
Graças às campanhas de dragagem, o Porto de Santos vem mantendo o calado operacional e a segurança da navegação. O complexo portuário está situado em um estuário que recebe volume significativo de sedimentos, que podem provocar assoreamento e reduzir as cotas de projeto estabelecidas, principalmente em razão das chuvas e de eventos oceanográficos de grande intensidade.
As ações não visam apenas o presente, mas principalmente o futuro do Porto de Santos, como explica o presidente da APS, Anderson Pomini: “manter o calado atual é essencial, mas nós já estamos dando andamento no aprofundamento do canal, algo que não é feito há mais de dez anos, atendendo a uma necessidade do mercado, que é o aprofundamento do canal de navegação do Porto de Santos”. A obra começou pelo derrocamento de rochas no estuário: “Estamos abrindo caminho seguro para chegarmos aos 16 e, na sequência, aos 17 metros de profundidade, o que trará a tranquilidade definitiva para recebermos, a qualquer hora do dia ou da noite, os maiores navios do mundo”, afirma Pomini.
Fonte: Autoridade Portuária
Marinha destaca avanços do Brasil na IMO em encontro com representantes da comunidade marítima
17:46Transição energética foi um dos destaques de 2024 na Organização Marítima Internacional
O evento foi aberto pelo Diretor-Geral de Navegação, Almirante de Esquadra Sílvio Luís dos Santos, que destacou a inclusão dos biocombustíveis na transição energética. "Este último ano foi um ano em que podemos dizer que tivemos conquistas importantes no fórum da IMO (…) hoje o biocombustível já faz parte da lista de combustíveis que vão servir para a transição energética. (...) Ainda não está decidido qual será esse combustível, mas hoje ele já figura na lista dos candidatos e isso é sem dúvida uma conquista muito importante alcançada pelo trabalho árduo e profissional e da coordenação da comunidade marítima brasileira“. O Diretor-Geral ressaltou ainda a importância da colaboração entre os diferentes atores do Setor. "Além desta conquista dos biocombustíveis, nós identificamos a importância de um trabalho coordenado para que estas iniciativas convirjam para o propósito que todos nós desejamos“, acrescentou.
Para o Secretário Executivo Adjunto da Comissão Coordenadora de Assuntos da IMO (CCA-IMO), Vice-Almirante Sergio Fernando de Amaral Chaves Júnior, "a reunião foi importante para mostrar o que conseguimos ao longo do ano e pedir aos envolvidos que continuem contribuindo conosco na defesa dos interesses brasileiros". Coordenada pela Marinha, e composta por 13 Ministérios e uma Agência Reguladora convidada, a CCA-IMO é responsável por elaborar as posições defendidas pela delegação brasileira.
O Vice-Almirante ressaltou a relevância da atuação do País na Organização, onde tem se posicionado como um mediador em negociações cruciais. "O Brasil tem uma postura de bastante relevância na IMO atualmente. A gente, em função do nosso trabalho, do empenho, da dedicação brasileira, tem conseguido ser relevante e ser ouvido também na questão da negociação. O Brasil é visto como um ator capaz de destravar nós, destravar impasses", contou o Secretário.
Sobre a importância de reunir representantes de diferentes órgãos e empresas que atuam no Setor, o Vice-Almirante Chaves faz uma associação com o conceito da "tríplice-hélice", que, segundo ele, já está solidificado na área da Ciência e Tecnologia e une Governo, Academia e Indústria. "A gente acredita que para a regulação internacional, para a defesa dos nossos interesses na IMO, a gente precisa desse trabalho sinérgico entre Autoridade Marítima, Ministérios interessados, Indústria e ainda junto da Academia, que vai participar com os seus cientistas, com os seus estudiosos. Os três campos trabalhando juntos defenderão ainda melhor os interesses do Brasil“, concluiu.
O evento reafirmou o papel da MB como articuladora entre suas diretrizes, no papel de Autoridade Marítima Brasileira, e a Comunidade Marítima. A continuidade desse diálogo tem contribuído significativamente para o fortalecimento do setor de navegação e o desenvolvimento sustentável da economia, consolidando a posição do Brasil no cenário marítimo internacional. O encontro ocorrido representou um marco nessa trajetória de colaboração e desenvolvimento, reafirmando o compromisso da Força Naval com o crescimento do Setor e a sustentabilidade do transporte marítimo nacional.
O Diretor-Presidente da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac), Julian Roger Crispin Thomas, destacou a descarbonização como uma das principais revoluções que o Setor enfrenta. "A iniciativa da Marinha em trabalhar em conjunto com todos os setores, todos os stakeholders, para chegar ao melhor para o país é fundamental", afirmou.
Representante do setor privado e Diretor-Executivo da Be8, empresa brasileira de energias renováveis, Erasmo Carlos Battistella complementou: "estar aqui com a Marinha e o setor produtivo é crucial para discutirmos as oportunidades que temos na descarbonização do transporte marítimo". Ele ressaltou a importância dos biocombustíveis como uma solução viável nesse processo.
O Brasil na IMO
A Organização Marítima Internacional (IMO), agência especializada da ONU com sede em Londres, tem como missão promover um transporte marítimo internacional seguro, protegido e sustentável. O Brasil é membro da IMO desde 1963 e, desde 1967, faz parte do seu Conselho, um espaço reservado para países com grande interesse no comércio marítimo global.
No Brasil, a Marinha é responsável por elaborar e atualizar normas relacionadas ao registro, construção e certificação de embarcações, além de regular o uso de material de salvamento e capacitação de aquaviários. A MB também estabelece padrões para cartas náuticas e supervisão de obras em leitos marinhos e fluviais, garantindo a prevenção da poluição hídrica causada por embarcações.
Veja o vídeo com imagens do encontro:
Fonte: Agência Marinha de Notícias
Acesse: https://www.agencia.marinha.mil.br/
O concerto, que é acompanhado de um grande show de luzes e projeções de imagens na fachada da fortaleza, irá contar de forma lúdica a história do CFN, apresentando seus meios, tropas e contando, inclusive, com salvas de canhões. No total, mais de 100 músicos se apresentarão, além do coral do Programa Forças no Esporte (PROFESP) do Batalhão Naval, composto por crianças e adolescentes provenientes de comunidades carentes do Rio de Janeiro.
Outro ponto alto da noite é a participação especial da cantora Mona Vilardo, que irá interpretar sucessos de Emilinha Borba, a “Eterna Favorita da Marinha” e uma das rainhas do rádio do Brasil. Já o Museu do CFN está situado nas instalações que foram ocupadas pelos componentes da Brigada Real da Marinha, origem do atual Corpo de Fuzileiros Navais.
Além de toda a extensão da FSJ, que representa um museu a céu aberto com dois quilômetros de extensão, o circuito expositivo conta com dois túneis subterrâneos, documentos, medalhas, pratarias, salões históricos, uniformes, material arqueológico, fotografias, equipamentos, armamentos e o monumento aos fuzileiros navais mortos em combate. O público poderá conhecer também a galeria de uniformes históricos, localizada em um antigo túnel que ligava as fortalezas na Ilha das Cobras. O circuito conta, ainda, com um salão projetado na antiga cisterna, onde o visitante terá acesso a uma exposição permanente com a linha do tempo da tropa anfíbia do Brasil, além de dois salões históricos, de grande importância para o CFN.
Iniciativa BNDES Azul busca sinergia para uso do mar e
apoio à descarbonização da frota naval e à infraestrutura portuária
Um passo estratégico e inovador do Brasil: ser referência no cenário mundial e líder no Atlântico Sul no que diz respeito à Economia Azul. Graças ao fomento da cultura oceânica - a exemplo da inclusão da Amazônia Azul no mapa político brasileiro e livros didáticos escolares e do reconhecimento da importância do mar, tendo em conta a incorporação das questões marítimas dentre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pela Organização das Nações Unidas -, diversos setores (governo, empresa e academia) trabalham em conjunto para elaborar pesquisas e projetos sobre a conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos em prol do desenvolvimento de uma economia sustentável nesse ambiente.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou, em janeiro deste ano, um pacote de investimentos, o BNDES Azul, uma iniciativa que busca gerar sinergias e abrir novas frentes de crescimento no mar. O apoio do Banco já apresentou resultados para o Planejamento Espacial Marinho (PEM), que foi um dos assuntos debatidos no evento “A relevância do BNDES Azul para a Economia Azul do País”, promovido pelo Centro de Excelência para o Mar Brasileiro (Cembra), em agosto.
Números revelam a importância da Economia Azul
Estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicam que, até 2030, é previsto um crescimento anual de 3,5% para as indústrias globais baseadas nos oceanos, com perspectiva de geração de milhões de empregos. Ainda de acordo com as projeções da OCDE, a demanda pelo comércio marítimo triplicará entre 2015 e 2050, respondendo os navios por mais de 75% do transporte global de carga.
Mais de 95% do comércio exterior brasileiro se dá por via marítima; e, da Amazônia Azul, são extraídos cerca de 95% do petróleo, 80% do gás natural e 45% do pescado produzidos no País. Cerca de 80% da população brasileira vive em uma faixa de até 200 quilômetros do litoral, sendo 17 estados e 16 das cidades mais populosas que se encontram na região costeira.
O Brasil é um dos países do mundo com maior extensão de área marítima. O olhar para a economia do mar traz uma dimensão socioeconômica e ambiental importante. Desta forma, o Brasil se antecipa a uma futura exigência de sustentabilidade em âmbito mundial e se coloca em vantagem competitiva e comparativa a outros países.
O BNDES Azul avançou nos seguintes campos: execução do PEM da região Sul do País; finalização do processo de contratação do PEM do Sudeste ainda neste ano; lançamento do edital do PEM Norte com previsão para o fim de 2024; PEM Nordeste também já está em desenvolvimento. “O PEM, hoje, no Brasil é uma realidade. Não é mais uma meta. É uma realidade, sendo implementada. Estamos na vanguarda. O Brasil vai ser projetado dentro da agenda ‘azul’”, afirmou a gerente de Meio Ambiente do BNDES.
As iniciativas do BNDES Azul ainda contemplam recursos, pesquisas e ações para preservar corais e manguezais; bem como atividades de incentivo à descarbonização da frota naval - pesquisas científicas sobre como podemos extrair soluções do mar para promover a captura de carbono e enfrentar a descarbonização - e à infraestrutura portuária.
A Economia Azul tem aparecido com mais frequência nas discussões, principalmente no que se refere ao “clima e suas consequências e processos econômicos de transição justa”, enfatizou Vanessa Mesquita. Ela alertou para a urgência de que “ainda há o que amadurecer sobre uma atuação integrada”. Um dos maiores desafios da Economia Azul é abranger iniciativas que envolvam: biodiversidade marinha; energias não-renováveis offshore, energias renováveis offshore; indústria naval; Marinha do Brasil e defesa; Marinha Mercante e comércio; mineração marinha; pesca e aquicultura; transporte e logística; e turismo e esporte.
Para o ex-Comandante da MB, o oceano é o centro de gravidade político, estratégico, científico, econômico e ambiental. “Precisamos fortalecer nossos laços no que se refere aos centros de conhecimento, de capacitação e de lideranças no mundo da comunidade marítima”.
Agência Marinha de Notícias
Acesse:https://www.agencia.marinha.mil.br/
Há 800 milhões de anos, planeta Terra era mais diverso do que se imaginava, aponta estudo brasileiro
12:03O artigo Amoebozoan testate amoebae illuminate the diversity of heterotrophs and the complexity of ecosystems throughout geological time pode ser lido em: www.pnas.org/doi/abs/10.1073/pnas.2319628121.
Nesta sexta-feira (9), a Marinha do Brasil (MB) e a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis realizam a Cerimônia de Lançamento da primeira das quatro fragatas previstas no Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), na thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul (tkEBS), em Itajaí, Santa Catarina.

Praticagem de São Paulo
Prático Souza Filho
Quando o prático é surpreendido por um nevoeiro durante as manobras, ele imediatamente reduz a velocidade, para que tudo aconteça mais lentamente e possa avaliar a situação pelo radar. Além do que, se houver algum erro ou abalroamento em baixa velocidade, o dano vai ser menor. Em alguns lugares é possível simplesmente fundear, parar e esperar o final do nevoeiro, mas aqui em Santos não há lugares com espaço suficiente para largar a âncora e parar o navio. Nossa única opção é navegar.
Talvez essa seja a situação mais perigosa para qualquer prático. O nevoeiro pode surgir do nada, e mesmo sabendo que há possibilidades de acontecer e que existem condições propícias reinantes, é sempre imprevisível. Mesmo com uma massa de ar úmido frio ou quente e a temperatura da água inversa e tem uma pequena brisa, nunca teremos certeza de que esse ponto de condensação com ar saturado de água vai ser atingido. Mas quando é atingido é instantâneo.
Eu já passei por isso duas vezes. Muitas vezes estamos navegando, podem ter 5, 6 navios no Canal, entrando ou saindo nos cruzamento previstos, e a visibilidade ficar praticamente zero. E realmente não se consegue enxergar nem o navio. Fica uma nuvem na vigia (escotilha) do navio. Claro pode ser em diferentes níveis. Comigo uma vez ficou literalmente zero, não enxergava nada. Eu ia atracar, conversei com o comandante para ele se sentir confiante, fui falando no rádio com o atracador, usando o rebocador. Felizmente o radar tinha uma ótima qualidade e definição. Eu falava com o atracador e ele também não me enxergava, praticamente só enxergou quando estávamos a dez metros do cais.
E de onde vêm os nevoeiros tão perigosos? A condição fundamental é o ar estar úmido (mais de 90% de umidade relativa) e haver uma diferença de temperatura entre esse ar úmido e a superfície do mar. Ele pode ser formar tanto porque vem um ar mais frio e com bastante umidade e a superfície do mar está mais quente ou o inverso. E tem que ter, ainda, pelo menos um pouco de vento que faça circular a umidade dentro desse ar e que grande parte dela tenha contato com essa diferença de temperatura. Na temperatura de condensação se forma uma nuvem
É importante que o radar da embarcação esteja em boas condições, o prático dependerá muito dele, da sua experiência e conhecimento da região para fazer a manobra sem visibilidade alguma. O próprio prático faz os ajustes para as condições reinantes, com uma série de controles para obter a melhor definição, a potência de emissão, usando alguns filtros para tentar buscar a condição ótima.
Outro cuidado essencial é usar os sinais de baixa visibilidade assim que começar o nevoeiro. No nosso caso, pelo tamanho dos navios, é um apito longo que dura entre 4 a 6 segundos, em intervalos não superiores a dois minutos. Os sinais sonoros em baixa visibilidade variam de acordo com o tipo e o tamanho das embarcações e se estão em movimento ou fundeadas.
O apito longo é caracterizado pelo apito grave do navio com uma duração de quatro a seis segundos. Quando há cruzamentos é bem complexo porque o canal é estreito e quando os dois navios estão se cruzando a parte borrada do radar pelos próprios obstáculos do navio tem um poder pequeno de discriminação para avaliar se a distância é segura.
Assessoria Praticagem de São Paulo
Conheça as opções e saiba como se inscrever nas Capitanias, Delegacias e Agências
A atividade pesqueira é uma potência em expansão, que contribui para o desenvolvimento socioeconômico — como geração de emprego e renda, e fornecimento de alimentos —, e deve ser realizada de forma consciente para conservar o meio ambiente. Alinhada às necessidades da sociedade, a Marinha do Brasil (MB) oferece cursos para pescadores — tripulantes de embarcações de pesca — no que se refere à operação da embarcação.
Formados pela MB, os pescadores precisam estar licenciados ou registrados no Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para receber a carteira de pescador profissional e poder exercer a atividade legalmente, com garantia de direitos trabalhistas e sociais. De acordo com o MPA, são 1.202.591 pescadores registrados no Brasil, sendo os estados do Maranhão e do Pará os que apresentam os maiores números: 350 mil e 213 mil profissionais, respectivamente.
O Dia do Pescador, comemorado em 29 de junho, reconhece a importância do exercício da profissão daquele que vive no mar e do mar. A Marinha do Brasil, com o compromisso de contribuir para uma navegação segura e para a preservação do ambiente marinho, promove cursos de formação de aquaviários. Conheça alguns deles que estão disponíveis nas Capitanias, Delegacias e Agências da MB, em todo o País:
• Pescador Profissional Nível 1
O Curso de Formação de Aquaviários - Pescador Profissional Nível 1 tem como objetivo preparar profissionais para ingresso na Marinha Mercante como Aquaviários do 3º Grupo - Pescadores, Seção de Convés e de Máquinas. As inscrições podem ser feitas na categoria Pescador Profissional (POP) e/ou Motorista de Pesca (MOP), no nível de habilitação 1.
O curso não possui custos e, para se inscrever, é necessário atender aos seguintes requisitos: ter no mínimo 18 anos; possuir escolaridade inferior ao 6º ano do ensino fundamental; estar em dia com as obrigações militares e eleitorais; e possuir indicação de empresa de pesca ou de entidades representativas dos pescadores.
Durante três semanas, os alunos estudam sobre a atividade da pesca; a condução e operação de embarcação de pesca; o sistema de propulsão a motor diesel; conhecimentos de primeiros socorros; técnicas de sobrevivência pessoal; prevenção e combate a incêndio; e segurança em operações de embarcação de pesca.
• Pescador Profissional Especializado
O curso tem quatro meses de duração e visa capacitar profissionais para Marinha Mercante como Aquaviários do 3º Grupo - Pescadores, Seção de Convés, com inscrição na categoria Pescador Profissional Especializado, no nível de habilitação 3. Há um custo de inscrição no valor de R$ 8,00.
Quem deseja se matricular, deve cumprir estes critérios: ser brasileiro (a) nato ou naturalizado (a); ter no mínimo 18 anos e o ensino fundamental completo; estar em dia com as obrigações militares e eleitorais; possuir indicação de empresa de navegação (exceto para POP e para MOP, desde que possuam mais de um ano de embarque, comprovado por meio da apresentação da Carteira de Inscrição e Registro).
Caberá à empresa de navegação o compromisso de garantir vagas para a realização do Programa de Instrução no Mar (PIM) a bordo de embarcações de pesca. O POP e o MOP estão dispensados de realizar o PIM e de atender às demais condições estabelecidas no edital do processo seletivo.
As aulas abordam temas como manuseio e conservação do pescado; informática básica; navegação costeira; manobra de embarcação de pesca; meteorologia e oceanografia; arquitetura naval; manuseio e estivagem de carga em embarcações de pesca; legislação marítima e ambiental; conscientização sobre proteção de navio; relações interpessoais e responsabilidades sociais; segurança no trabalho; procedimentos de emergências; prevenção e controle da poluição no meio ambiente aquaviário; segurança em operações de embarcações de pesca; sistemas de propulsão auxiliares; sistemas elétricos de embarcações de pesca; manutenção de embarcações de pesca; e comunicações.
Ficou interessado? Localize a Capitania, Delegacia ou Agência mais próxima de sua cidade para saber o período de inscrição dos cursos.
6ª Ação Social para Pescadores Artesanais
No mês de junho, a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ), em parceria com entidades públicas e privadas, realizou uma ação social para 120 pescadores artesanais das Baías de Guanabara (RJ) e de Sepetiba (RJ). A iniciativa é um esforço conjunto que visa à conscientização sobre a segurança da navegação e a prevenção da poluição hídrica. Além da ação social, foram realizadas vistorias nas embarcações de pesca para a regularização de documentos.
Os pescadores também receberam kits com coletes salva-vidas, boias, luvas de poliamida, lanternas noturnas, faixas adesivas refletivas, isopores térmicos e cestas básicas. O projeto social, iniciado em 2020, já beneficiou 420 pescadores e demonstra a sinergia entre a MB e comunidades marítima e de pesca.
Fonte: Agência Marinha de Notícias
Acesse: https://www.agencia.marinha.mil.br/
A
data foi oficializada pelo Decreto
Lei
3294 de 2016, da Prefeitura Municipal de Santos
Para
esse trabalho, um grande sistema é acionado com equipamentos de alta tecnologia
e informações em tempo real do Centro de Coordenação, Comunicações e Operações
de Tráfego (C3OT), com tecnologia de ponta e operadores qualificados e
experientes, para realizar as manobras de embarque e desembarque nos navios com
segurança, colaborando para preservação da embarcação, da carga, da tripulação,
das pessoas e do meio-ambiente nas imediações das instalações portuárias.
E
dia 27 de Junho é a data que celebra oficialmente esse trabalho realizado 24
horas por dia, com agilidade e grau de excelência comparáveis aos mais modernos
e importantes portos do mundo, apesar das conhecidas restrições geográficas do
canal de Santos. Nessa data, em 1933, o Ministro de Estado dos Negócios da
Marinha, Almirante Protógenes Pereira Guimarães, assinou o Aviso nº 2.195,
constituindo uma entidade com o objetivo de reunir grupos e indivíduos que
prestavam serviços de praticagem no porto santista. Surgia assim a Associação
dos Práticos da Barra e Canal do Porto de Santos, que passou a funcionar a
partir do dia 2 de novembro daquele mesmo ano.
Para
Fábio Mello Fontes, Presidente da Praticagem de São Paulo, é fundamental
realizar com dedicação esse trabalho e ao lado de toda a equipe contribuir para
o País e para a região. “Nossa atividade é essencial para o Porto de Santos e
nos sentimos realizados ao reconhecer o acolhimento da comunidade. O olhar do
prático é sempre de muito respeito para a comunidade, seja através de parcerias
na área educacional para ampliar a capacitação dos trabalhadores do Porto, seja
com doações para instituições e investimentos para garantir a excelência do
trabalho”.
Meio ambiente
Além
de acompanhar as novidades tecnológicas e implantar equipamentos de ponta, a Praticagem
de São Paulo faz questão de servir de exemplo quando o tema é o meio ambiente.
Foi a primeira das Américas a obter o Certificado ISO 9000, pela excelência dos
serviços prestados, e a primeira a implantar o VGP, Programa de Gestão
Ambiental do Instituto Via Green, contribuindo no combate às mudanças
climáticas, com ótimos resultados e economia crescente de água, energia e
emissão de CO2.
O
vice-presidente, Bruno Tavares, reforça: “A empresa vem reduzindo os impactos
ambientais negativos no setor de logística e transporte, por meio do
monitoramento do consumo de água e energia, da geração de efluentes líquidos e
resíduos sólidos e das emissões de poluentes atmosféricos”.
Entre
as boas práticas adotadas por orientação do VGP, está a substituição por
modelos eletrônicos dos motores das lanchas que fazem a transferência dos
práticos para os navios. Até agora cinco lanchas estão com motores eletrônicos
e o processo alcançará todas as embarcações da frota. Uma novidade para 2025
será a concretização da parceria com a WEG, para construção de uma pequena
embarcação, totalmente elétrica.
Os
números revelam o retorno do programa iniciado em 2021: foram captados até
agora 3667m³ de água da chuva, com a economia de R$106.515,62; a energia
fotovoltaica no estaleiro, com 52 painéis, e 104 na sede, iniciada em janeiro,
representou uma economia de eletricidade de R$79.009,88. Outra boa notícia foi
a chegada de um separador de água e óleo e nova calha para ajudar a recolher o
óleo por contra da lavagem do tanque das lanchas.
Desafios
Com
duas escalas dos grandes navios de 366 metros no Porto de Santos, continua
sendo um grande desafio atingir maiores profundidades para que os mesmos possam
atracar com mais flexibilidade de horários, como reconhece Fontes: “O porto sofreu evolução, os terminais se
modernizaram, mas a geografia do porto é a mesma. Isso nos obriga a um jogo de
xadrez para coordenar as posições de entrada, cruzamentos e saídas para
otimizar e agilizar o resultado. O aprofundamento do canal é urgente e necessário
para otimizar as operações”.
O
presidente acredita que com investimentos e trabalho sério é possível chegar
aos 17 metros. “É preciso garantia de previsibilidade e segurança jurídica, em
termos de ter uma empresa contratada, para operar na plenitude. Nós vamos
continuar nos antecipando aos desafios e procurando fazer o melhor. Ficamos
felizes pelo reconhecimento do nosso trabalho por parte de comandantes de
navios, de autoridades e da própria população”.
Operação de Guerra mobiliza quatro navios, 20 embarcações, doze aeronaves, centenas de militares
e até estação móvel para tratamento de água potável

Fonte: Marinha Oficial

Marco inédito contribui para o desenvolvimento de pesquisas científicas
O marco inédito - uma vez que a maioria das expedições não atinge a latitude 66°33’ Sul devido às condições adversas - reforça o compromisso da Marinha do Brasil (MB) em garantir ao País a condição de Membro Consultivo do Tratado da Antártica - assegurando a plena participação do Brasil nos processos decisórios relativos ao futuro do Continente Branco - e na promoção de pesquisas diversificadas, de alta qualidade, com referência a temas antárticos relevantes.
O Círculo Polar Antártico é uma linha imaginária que delimita a área ao redor do Pólo Sul, onde o sol não se põe no solstício de dezembro e não nasce no solstício de junho. É uma das cinco principais linhas de latitude que marcam os círculos polares na Terra, juntamente com o Círculo Polar Ártico, o Trópico de Câncer, o Trópico de Capricórnio e o Equador.
“O fato de ter cruzado o Círculo Polar Antártico representou um estímulo para toda tripulação e pesquisadores após cinco meses de comissão. Além do desafio de navegar em ambiente tão inóspito e longínquo, o ineditismo para a pesquisa científica brasileira foi inspirador”, afirmou o Comandante do NPo “Almirante Maximiano”, Capitão de Mar e Guerra Dieferson Ramos Pinheiro.
Operações Antárticas
A OPERANTAR, que integra o Programa Antártico Brasileiro, é dividida em atividades logísticas e de pesquisa. A organização de materiais, equipamentos e gêneros - necessários para o funcionamento da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) e para o desenvolvimento dos projetos científicos - envolve diretamente os meios da MB e da Força Aérea Brasileira.
A parte de pesquisa é realizada durante o período de verão da OPERANTAR, entre os meses de outubro a março. Os estudos são desenvolvidos a bordo dos navios da MB, na EACF, no módulo Criosfera 1, em acampamentos isolados e em estações estrangeiras, por meio de acordos de cooperação entre os países.
Participam da OPERANTAR os projetos de pesquisas aprovados e divulgados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Cada grupo de estudo apresenta a proposta de trabalho e as necessidades de apoio para a Operação, por meio de formulários científico, logístico e ambiental, que serão avaliados. Com base nas informações adquiridas, os projetos são distribuídos nas fases de pesquisa, fazendo uso dos meios disponíveis para acessar os locais autorizados, onde ocorre a coleta de amostras e a realização de estudos e experimentos científicos.
O NPo “Almirante Maximiano” segue no continente branco, com retorno previsto para o Brasil em abril deste ano.
Por Primeiro-Tenente (T) Ohana Gonçalves -
Para saber mais sobre o trabalho da Marinha no gelo, clique aqui.
Agência Marinha de Notícias
Fonte: Agência Marinha de Notícias
Acesse: https://www.marinha.mil.br/agenciadenoticias/
Os três livros envolvem a autoria de estudantes de graduação dos cursos de bacharelado de Oceanografia e de Ciências Biológicas da USP e, a partir de 7 de março, estarão disponíveis em forma de ebook em livre acesso na página web do LABCMA.
Além dessas obras, será lançado o primeiro audiolivro sobre baleias e golfinhos produzido em língua portuguesa e voltado a deficientes visuais e produzido com o apoio da Fundação Dorina Nowill para Cegos.
A exposição "Baleias e golfinhos no litoral paulista" estará exposta na tarde do evento, ao lado da entrada superior do auditório.
Inscrições para as vagas limitadas por meio de mensagem para:
Em monitoramento de manguezais no estuário de Santos, biólogos identificam uma espécie arbórea até então desconhecida no Brasil e sem registros na América do Sul, reforçando a necessidade de proteger esses ecossistemas críticos
Medidas como a remoção manual das plantas invasoras e outras técnicas devem ser consideradas, embora cada uma apresente seus próprios impactos ambientais e econômicos - Foto: Enviada pelos pesquisadoresDurante uma operação de monitoramento dos manguezais no estuário de Santos, parte de um esforço para restaurar a cobertura vegetal local, biólogos avistaram flores totalmente desconhecidas para as árvores da região. Geraldo Eysink e Edmar Hatamura, os biólogos envolvidos, buscaram a colaboração da professora sênior do Instituto Oceanográfico (IO) da USP Yara Schaeffer-Novelli para identificar a origem de uma possível espécie exótica, introduzida de forma involuntária e conhecida por seus impactos negativos em ecossistemas nativos.
A descoberta, que levanta preocupações sobre a conservação dos manguezais, áreas vitais de preservação, culminou na redação de uma Nota Técnica publicada pelo periódico Biota Neotropica.
"Estávamos fazendo um trabalho junto com a HC2-Gestão Ambiental, empresa focada em solucionar problemas ambientais que atualmente trabalha na recuperação de uma área de manguezal em Cubatão, quando descobrimos uma planta originária da Índia e de Bangladesh”, conta Hatamura.
A planta, inicialmente atraente por suas flores distintas, confirmou-se uma espécie exótica invasora do gênero Sonneratia, usada na China para recuperação de manguezais devido ao seu rápido crescimento e capacidade de retenção de solo, ou seja, a capacidade de um solo de reter água ou umidade. De acordo com os especialistas, é o primeiro registro da Sonneratia apetala na América do Sul.
“A hipótese mais provável é que ela chegou aqui no porto de Cubatão principalmente devido ao grande tráfego de advindos da China ”, conta Hatamura ao esclarecer que o transporte pode ter acontecido por meio da água utilizada pelos navios para estabilização. “A água de lastro dos navios, que é utilizada para equilibrar o navio, pode ter trazido a planta invasora”, reforça ele.
A água de lastro é usada para estabilizar os navios durante a navegação, muitas vezes sendo bombeada para dentro do navio em um local de origem e depois liberada em outro local, o que pode incluir portos intensamente trafegados. Ela pode transportar organismos marinhos e outras substâncias que podem afetar os ecossistemas locais quando liberados em novas áreas.
Como a espécie invasora se espalha?
A Sonneratia apetala, também conhecida como mangue maçã, é uma árvore de mangue da família Lythraceae nativa do Sudeste Asiático, com presença em países como Índia, Sri Lanka, Tailândia, Malásia, Indonésia e Filipinas. A espécie de porte médio, que pode alcançar até 20 metros de altura, possui um sistema radicular do tipo raízes-escora que se estende até o solo lodoso, folhas ovaladas de cor verde brilhante e flores grandes e vistosas de cor vermelha que, de acordo com os especialistas, chamam bastante atenção.
“Seus frutos e sementes flutuantes facilitaram sua disseminação pelas águas, levando à descoberta de 86 exemplares até o momento”, conta a professora Schaeffer-Novelli ao relatar que a identificação delas foi possível por meio de caminhadas de campo e o uso de drones pelos biólogos, que revelaram a presença da planta em áreas específicas.
A docente ressalta também que o processo de identificação da espécie em Cubatão envolveu despesas significativas, “incluindo viagens a Santos, pedágios, alimentação, pernoites e o uso de drones para localizar indivíduos da planta invasora”, afirma.
Serviços prestados pelos mangues
Fato é que a presença dessa planta no Brasil representa uma ameaça direta à biodiversidade local, competindo por espaço e recursos com os gêneros nativos de manguezal, considerado Área de Preservação Permanente (APP), conforme a legislação nacional.
O Atlas dos Manguezais do Brasil aponta que a costa amazônica abriga 80% da cobertura de manguezais do País, constituindo assim a maior reserva de mangues da América do Sul. Nessa região, encontram-se 16 Reservas Extrativistas, três Terras Indígenas e territórios quilombolas.
Os manguezais do Brasil, que se estendem de norte a sul, são formados por três tipos principais de vegetação: o mangue-vermelho, com um sistema de raízes que se assemelha a um candelabro invertido; o mangue-preto, também conhecido como siriúba ou seriba, que possui raízes visíveis chamadas pneumatóforos, e o mangue-branco, que fica mais afastado da água e tem raízes parecidas com as do mangue-preto, mas em menor quantidade. Essas árvores formam uma estrutura complexa que desempenha um papel vital na proteção da costa contra a erosão e abriga uma grande diversidade de vida selvagem.
No mapa, a área verde-clara foi mapeada com um drone para localizar asSonneratia.
Muitas delas foram encontradas nas margens dos rios Cubatão e Perequê durante uma expedição de barco. As plantas mais distantes da margem foram identificadas inicialmente nas fotos do drone e posteriormente confirmadas em terra. Os pontos rosa indicam onde as plantas foram encontradas, com alguns locais tendo mais de 20 delas
"A introdução de uma espécie exótica pode ocupar o espaço das plantas nativas do manguezal, comprometendo a estabilidade do ambiente”, alerta o biólogo Geraldo Eysink ao salientar que, na China, “a planta foi usada para recuperação de manguezais (posição que está sendo revista localmente, devido aos impactos observados), mas aqui no Brasil, ela pode afetar negativamente a biodiversidade do manguezal, razão pela qual precisamos tomar uma série de urgentes atitudes.”
Considerando isso, os pesquisadores estão alarmados com o potencial impacto dessa espécie exótica nos ecossistemas delicados de manguezal, conhecidos por seus inúmeros serviços ecossistêmicos. “Os manguezais prestam diversos serviços ecossistêmicos, como fixação de carbono, berçário para espécies marinhas de interesse econômico e proteção contra erosão”, lembra a professora.
A introdução dessa espécie invasora na Baixada levanta questões urgentes sobre a gestão e controle de espécies forasteiras no Brasil, especialmente em áreas de preservação permanente e unidades de conservação.
Conforme explica Eysink, “qualquer interferência que perturbe o equilíbrio do manguezal é motivo de grande preocupação para nós”. De acordo com o trio, é importante lembrar que espécies invasoras, sejam elas fauna, flora ou microrganismos, precisam ser erradicadas, segundo a regulamentação brasileira sobre o tema.
Portanto, para realizar esse processo de erradicação, os especialistas aguardam o aval dos órgãos reguladores na forma de um documento que confirme a necessidade, seguindo a legislação brasileira especificada, de erradicar a planta invasora em questão. “Apesar de não se tratar de uma unidade de conservação federal, a área em foco é uma zona de preservação permanente, abrangendo Cubatão, São Vicente e outras regiões interligadas”, sinaliza a professora.
Um alerta para as autoridades
Entretanto, a resposta das autoridades ambientais até o momento tem sido limitada, e incluiu o contato com o Ministério do Meio Ambiente, o ICMBIO e o Ibama para tratar do caso da espécie invasora.
Nesse contexto, a equipe apela por uma mobilização conjunta de órgãos ambientais, comunidade científica e sociedade para enfrentar o desafio. Medidas como a remoção manual das plantas invasoras e até mesmo a necessidade de aplicação de outras técnicas devem ser consideradas, embora cada uma apresente seus próprios impactos ambientais e econômicos.
“A preservação de áreas de manguezais é crucial não apenas para a proteção dos habitats, essenciais para a subsistência de comunidades pesqueiras ao longo de 8.000 km de costa, mas também para a conservação de espécies migratórias de organismos aquáticos como peixes e mamíferos marinhos, e também para várias espécies de aves, conforme estipulado pelas Convenções de Washington de 1940 e de Ramsar de 1971”, pontua Schaeffer-Novelli.





















