Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha presta homenagem ao Conapra

12:10





diretor-presidente do Conapra, prático Gustavo Martins,
foi representado pelo secretário executivo Arionor Souza
O Conselho Nacional de Praticagem recebeu, na quinta-feira (7/12), a Medalha Colaborador Emérito da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, em reconhecimento ao apoio no cumprimento da missão da DPHDM, responsável por preservar e divulgar o patrimônio histórico e cultural da instituição. O diretor-presidente do Conapra, prático Gustavo Martins, foi representado pelo secretário executivo Arionor Souza. A solenidade aconteceu no Museu Naval, sede da diretoria.
Empresas também foram agraciadas com a medalha. Já o engenheiro René Vogt recebeu a Medalha Revista Marítima Brasileira, pela sua contribuição à publicação marítima mais antiga do mundo.
Foram homenageados ainda familiares de notáveis almirantes que, no passado, prestaram relevante serviço ao país, entre eles almirantes de esquadra Geraldo Azevedo Henning e Sylvio de Magalhães Figueiredo; vice-almirantes Floriano Peixoto Faria Lima, Ernesto de Mourão Sá, Roberto Ferreira Teixeira de Freitas, Pedro Max Fernando de Frontin e (médico) Mário de Almeida Telles; contra-almirantes José Francisco Pereira das Neves, Álvaro Ferreira Guimarães e Paulo Guilherme Brandão Padilha; além do almirante Francisco Pereira Pinto (o Barão de Ivinheima).
O vice-almirante José Carlos Mathias, diretor da DPHDM, aproveitou para fazer um balanço das atividades de 2017, quando foram recebidos quase 216 mil visitantes, sendo 12.851 no próprio Museu Naval e 27.833 na Ilha Fiscal. O almirante de esquadra Liseo Zampronio, secretário-geral da Marinha, fez o encerramento do ano cultural.
Fonte: Conapra

Os impactos das Mudanças Climáticas Globais

12:44

O Instituto do Legislativo Paulista – ILP, da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP, convidam para o evento
Os impactos das Mudanças Climáticas Globais
11 de dezembro de 2017, das 15h às 17h
Local: Auditório Teotônio Vilela
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
Coordenadores dos principais estudos e pesquisas desenvolvidos no Estado de São Paulo apresentarão o atual cenário das mudanças climáticas e os impactos sociais, econômicos e no dia a dia dos cidadãos.
PALESTRANTES:
  • Eduardo Assad (Embrapa)
  • Gilberto Câmara Neto (INPE)
  • José Antonio Marengo Orsini (Cemaden)
  • Paulo Artaxo (USP)
O evento integra o Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação, parceria para a realização de eventos de divulgação científica dirigidos à sociedade, legisladores, gestores públicos e outras pessoas interessadas nos temas abordados.

O EVENTO É ABERTO AO PÚBLICO, COM INSCRIÇÕES GRATUITAS.

Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – Ibirapuera
Mais informações: 
(11) 3886-6288 / 6289
ilp@al.sp.gov.br
Fonte: FAPESP

Sargento da Marinha é eleita pela FINA como a melhor atleta de maratona aquática do mundo

09:17

No dia 02 de dezembro, na cidade de Sanya, na China, foi realizada pela Federação Internacional de Natação (FINA) a 4ª Edição do FINA World Aquatics Gala - Soirée des Étoiles, ocasião em que são premiados os melhores atletas dos desportos aquáticos do mundo, no ano corrente.


A premiação da FINA tem por objetivo agraciar os melhores esportistas nas diversas modalidades aquáticas. A 1aedição desta premiação foi realizada em 2014, no Catar. Grandes atletas Olímpicos já foram homenageados pela Instituição, como o americano Michael Phelps e a húngara Katinka Hosszu.
Atleta durante o seu agradecimento à Marinha do Brasil
Os concorrentes ao prêmio são selecionados por meio de um processo que analisa suas performances nos eventos mais importantes ocorridos no ano e suas posições no ranking da Federação. O destaque, desse ano, ficou com a Terceiro-Sargento educação física Ana Marcela Cunha, integrante do Programa Olímpico da Marinha que recebeu o prêmio de melhor atleta feminina de maratonas aquáticas de 2017. Nessa modalidade, especialidade da atleta, foram consideradas para a premiação o Mundial de Desportos Aquáticos, a Copa do Mundo de Natação e o Grand Prix de águas abertas. Esta é a quarta vez que a atleta será condecorada, o que faz dela a maior vencedora da história do prêmio.
Ana Marcela com o prêmio de melhor atleta do ano em maratona aquática
Além dos feitos acima, a Sargento da Marinha do Brasil é tricampeã mundial de maratonas aquáticas, prova de 25 km (2011, 2015 e 2017). Em 2017, acumulou pódios e, principalmente, medalhas de ouro. Foi campeã nos 25km e medalha de bronze nos 5km e 10km no Mundial de Desportos Aquáticos, em Budapeste, na Hungria, além de campeã da 5ª Etapa da Copa do Mundo 10Km em Lac Megantic, no Canadá e campeã da Travessia 36Km em Nápoles, na Itália.
Fonte: Marinha do Brasil



Comunidade marítima discute os desafios da navegação na região Norte

21:52

Os desafios da navegação com o aumento do tráfego e do tamanho das embarcações na região Norte foi o principal tema do 41º Encontro Nacional de Praticagem, em Belém. Por isso, práticos de todo o Brasil e representantes da Marinha e de universidades trocaram experiências ao longo do dia, com o objetivo de garantir eficiência máxima das exportações sem comprometer a segurança e o meio ambiente, como é função da praticagem. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) também esteve presente com o diretor Francisval Mendes, além da diretoria do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), realizador do evento.
Gustavo Martins diretor-presidente do Conapra
– É importante que haja essa troca de informações com a apresentação de novos temas. E o foco dessa vez foi a perspectiva de crescimento da movimentação marítima na Amazônia. A logística na exportação da safra está vindo para o Norte e a praticagem precisa conhecer os desafios estruturais e ambientais, para que possamos transportar o volume previsto – afirmou o diretor-presidente do Conapra, o prático Gustavo Martins, citando entre esses desafios as longas distâncias das navegações na região e as variações grandes de maré e do próprio relevo dos rios.

Vice-Almirante Edervaldo - Comandante do 4º Distrito Naval
O vice-almirante Edervaldo Teixeira de Abreu Filho, comandante do 4º Distrito Naval, disse que está se formando uma nova rota do agronegócio na hidrovia do Tapajós e que justamente os desafios do distrito o tornam bastante complexo. A unidade é responsável pela segurança da navegação na área dos estados do Pará, Amapá, Maranhão e Piauí, totalizando 900 milhas de litoral. Ele ressaltou o trabalho da praticagem para a manutenção do baixíssimo índice de acidentes.
– Entendo muito bem a importância do prático para o Brasil. A praticagem ajuda a Marinha na segurança da navegação. Quase não temos acidentes – ressaltou o comandante, aproveitando para anunciar que, em breve, será assinado um termo de cooperação com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para fazer o levantamento de toda a barra norte do rio Amazonas e aumentar o calado.

O capitão de fragata João Bittencourt Cavalcanti, diretor do Centro de Hidrografia e Navegação do Norte, destacou que é importante sempre ouvir os práticos sobre o melhor local de adequação dos sinais náuticos, que são auxílios à navegação visual:
– Os práticos podem opinar e contribuir para que um sinal tenha a sua localização alterada ou não.
A experiência da praticagem já é compartilhada com a Academia. O professor doutor da USP, Eduardo Tannuri, fez um resumo do convênio do Conapra com a universidade, recém-renovado, por meio do qual práticos participam dos estudos de engenharia náutica e portuária em simuladores, referentes às suas zonas de praticagem.
– Os práticos conhecem a região onde atuam, são fundamentais.

Prático Matusalém Gonçalves Pimenta
com Nívea Francisco
Quando essa experiência é posta em xeque, os riscos aumentam, como alertou, no painel anterior, o prático Matusalém Gonçalves Pimenta, autor do livro “Praticagem, Meio Ambiente e Sinistralidade”. Ele constatou o problema em sua tese, após analisar acidentes: se há aumento no número de práticos sem oferta de serviço que justifique, eles passam a manobrar menos e perdem em experiência.
– Infelizmente o Brasil vem descumprindo a resolução A-960 da Organização Marítima Internacional (IMO) que trata do tema, o que é um contrassenso diante de todo o investimento que fazemos em segurança da navegação. Quando a política invade a decisão técnica, os riscos aumentam.

O prático Luiz Antônio Raymundo da Silva, que abordou a influência do fator humano na navegação em águas restritas, contou como a praticagem do Rio de Janeiro vem procurando mitigar o risco citado por Matusalém Gonçalves.
– Mudamos o treinamento e fazemos uma ascensão gradual para quem está chegando.

Na área de logística, o professor doutor Hito Braga de Moraes, da Universidade Federal do Pará, apresentou um projeto para superar outro desafio da navegação, o tamanho das embarcações cada vez maiores. Ele propõe a construção de um porto offshore, fora do litoral. Esse terminal multiuso seria um alimentador dos portos de Vila do Conde e Belém, já que hoje existe uma limitação para ampliação portuária por conta da existência de uma reserva ambiental.
– No Panamá, já estão falando em ampliar o canal novamente. Precisamos nos adaptar para esses grandes navios. A localização do Pará é estratégica, perto dos principais mercados consumidores no Hemisfério Norte, e só o estado tem acesso hidroviário, que é o mais barato. Podemos ser a porta de entrada do Mercosul porque o rio Amazonas já chega no Peru. Com algumas obras, podemos chegar na Venezuela e na Colômbia. Podemos ter o mesmo papel que Roterdã tem na Europa e integrar toda a América do Sul – sugeriu o professor, acrescentando que é possível ainda ter um cluster de manutenção naval no estado.
O capitão de fragata Sebastião Simões de Oliveira, superintendente de Segurança da Navegação do Centro de Hidrografia da Marinha, finalizou o encontro entre os palestrantes, trazendo as dificuldades de validação dos levantamentos hidrográficos executados para projetos portuários:

– Todos os levantamentos deveriam ser informados à Autoridade Marítima. E esse é um problema complicado, pois sem essa informação não temos condições de analisar as cartas náuticas, fundamentais para a segurança da navegação. Outro problema é que no Brasil não existe curso de engenharia hidrográfica. Por isso, encontramos falhas nos levantamentos que avaliamos.
Fonte: Site CONAPRA 
Fotos: Amigos do Mar

Projeto poderá melhorar atendimento a pacientes com Zika, dengue e chikungunya

18:23

 Para a maioria das pessoas, o contato com os vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti resulta apenas no desconforto passageiro causado por sintomas como febre alta, dor de cabeça ou nas articulações. Em alguns casos, porém, complicações mais sérias – e até mesmo fatais – podem surgir.
Com o objetivo de encontrar biomarcadores que auxiliem os médicos a identificar precocemente indivíduos propensos a desenvolver manifestações severas da dengue, Zika ou chikungunya, foi lançado o projeto Arbobios. Com duração prevista de quatro anos, a iniciativa é apoiada pela FAPESP, pela Universidade de São Paulo (USP) e pela empresa francesa bioMérieux no âmbito do programa Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE).
“Pretendemos acompanhar um grande número de pessoas infectadas por um desses três vírus, recolher amostras de sangue e depois separá-las em dois grupos: indivíduos com e sem manifestações severas. Estimamos que será necessário incluir cerca de 2 mil pacientes no estudo”, disse Ester Cerdeira Sabino, professora do Departamento de Moléstias Infecciosas da FMUSP, diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT-USP) e coordenadora do projeto.
As amostras coletadas serão submetidas a análises de transcriptômica, que permitem identificar todas as moléculas de RNA e de microRNA expressas nos dois grupos. “Depois que essas amostras estiverem muito bem caracterizadas, tentaremos achar um padrão que possa discriminar os indivíduos que desenvolvem manifestações severas dessas arboviroses”, disse Sabino.
No caso da dengue, o objetivo será obter um biomarcador capaz de indicar quais pacientes correm mais risco de evoluir para a forma hemorrágica da doença e que, portanto, necessitam permanecer internados. No caso da chikungunya, a ideia é detectar indivíduos propensos a desenvolver inflamação crônica nas articulações – condição considerada incapacitante.
“Já em relação ao Zika, sabemos hoje que nem todas a gestantes infectadas dão à luz bebês com microcefalia ou outros problemas no sistema nervoso central. Nossa meta é encontrar biomarcadores que permitam ao médico saber que uma criança terá problemas antes mesmo de eles aparecerem no ultrassom”, disse Sabino.
Os grupos de pacientes, ou coortes, serão estabelecidos em diversas cidades brasileiras onde há grande chance de ocorrerem epidemias. O primeiro local definido é Divinópolis (MG), onde o acompanhamento dos pacientes será feito em colaboração com pesquisadores da Universidade Federal de São João Del-Rey (UFSJ).
“Se conseguirmos encontrar esses marcadores, o passo seguinte será transferir o conhecimento para a produção de um teste que possa ser usado na clínica. Será uma grande oportunidade trabalhar em parceria com a bioMérieux. A FMUSP e o IMT estão realmente desejosos de manter este laço com o setor privado”, afirmou Sabino durante o lançamento do projeto, no dia 26 de outubro, na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).  
Parceria público-privada
Considerada líder global na área do diagnóstico in vitro, a bioMérieux é uma das seis empresas que integram o Institut Mérieux, sediado em Lyon, na França. Está presente em mais de 150 países, entre eles o Brasil, por meio de 41 filiais e um grande número de distribuidores.
Em cerimônia realizada na FMUSP, o vice-presidente de Assuntos Médicos e Científicos do Institut Mérieux, Marc Bonneville, destacou que a organização mantém laços com o Brasil desde a década de 1970, quando foi implantado o Programa Nacional de Combate à Meningite.
“O sucesso dessa grande campanha de vacinação fomentou muitas outras ações que estreitaram as relações entre o nosso grupo e o Brasil, que está entre os primeiros países onde foram criados centros de pesquisa e desenvolvimento. O lançamento do programa conjunto entre bioMérieux, USP e FAPESP que celebramos hoje é outro exemplo desta parceria privilegiada”, disse Bonneville.
Segundo Alexandre Pachot, chefe do Departamento de Descoberta de Biomarcadores e Diagnóstico Médico da bioMérieux, o projeto Arbobios está no “coração da estratégia” da empresa e ilustra a visão de seu fundador, Alain Mérieux, de investir nos países em desenvolvimento.
“Ainda há poucos biomarcadores usados na rotina clínica. Acreditamos ser uma área que precisamos profissionalizar e promover o link entre pesquisa e desenvolvimento”, afirmou.
Eduardo Moacyr Krieger, vice-presidente da FAPESP, ressaltou que a Fundação tem a missão de apoiar todo o tipo de pesquisa realizada no Estado de São Paulo – tanto as de ciência básica como aquelas que podem ser aplicadas no curto ou no longo prazo.
“Hoje estamos no processo de aprovar um projeto que terá implicações diretas na saúde da população. E em uma área em que o Brasil é reconhecido internacionalmente, que é a de doenças infecciosas”, disse.
Para o presidente da Comissão de Relações Internacionais da USP, Aluisio Segurado, o projeto representa uma grande conquista para a FMUSP e o IMT. “Nos dá a oportunidade de desenvolver pesquisa em uma área crítica para a saúde pública do Brasil e representa também uma grande conquista em termos de internacionalização [da pesquisa]”, disse.
José Eduardo Krieger, pró-reitor de pesquisa da USP, destacou que a epidemia de Zika pegou a sociedade brasileira de surpresa, mas não os cientistas.
“Prontamente, a FAPESP organizou uma força-tarefa para estudar diferentes aspectos do problema. A FAPESP também tem trabalhado para ir além do financiamento da pesquisa básica e para encontrar meios de os estudos progredirem para o setor privado”, disse.
Ainda segundo o pró-reitor da USP, ações como a criação dos Centros de Engenharia pela FAPESP em parceria com empresas “são ferramentas que fortalecem as relações entre setor público, privado e pesquisadores do Brasil”.
O diretor da FMUSP, José Otávio Costa Auler Junior, contou que desde 2011 a instituição que representa também tem apoiado a inovação e fomentado a interação com empresas. “Este é o primeiro acordo assinado entre o IMT com uma companhia internacional e não poderia ser com parceiros melhores. Esperamos que seja o primeiro passo de uma colaboração frutífera”, disse.
A cerimônia de assinatura do acordo entre FAPESP, USP e bioMérieux também contou com a presença do adido de cooperação em Ciência e Tecnologia do Consulado Geral da França em São Paulo, Gérard Perrier, do diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, e do diretor administrativo da Fundação, Fernando Menezes de Almeida.
Interessados em colaborar com o projeto Arbobios podem entrar em contato com os pesquisadores pelo e-mail: arbobios@gmail.com
Fonte: Karina Toledo  |  Agência FAPESP 

Áreas de expansão de cultivo da cana podem sofrer impactos das mudanças climáticas

13:18

As áreas de expansão de cultivo de cana-de-açúcar no país – compreendidas pelo extremo oeste do Estado de São Paulo e sul de Goiás – podem sofrer os impactos das mudanças climáticas previstos para essas regiões do Brasil, como o aumento da temperatura e da duração de períodos secos. A estimativa é de uma pesquisa feita na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Os principais resultados do trabalho, apoiado pela FAPESP, foram reunidos no livro Planejamento da produção de cana-de-açúcar no contexto das mudanças climáticas globais, lançado em agosto pela Editora Unicamp.
“O estudo envolveu pesquisadores não só da área agrícola, como também de demografia, saúde, política científica e tecnológica, engenharia genética e divulgação científica, uma vez que as mudanças climáticas representam um problema que precisa ser abordado de formas multi e interdisciplinar”, disse Jurandir Zullo Junior, pesquisador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp e coordenador do projeto, à Agência FAPESP.
Os pesquisadores do Cepagri, em colaboração com colegas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade de São Paulo (USP), têm gerado nos últimos anos cenários de possíveis impactos das mudanças climáticas na agricultura brasileira para diferentes culturas, como o café, o milho e a soja.
Por meio do projeto apoiado pela FAPESP eles se propuseram a gerar cenários para a cana-de-açúcar, uma vez que há interesse na ampliação das áreas de plantio da cultura no país com o intuito de atender à demanda por etanol. “A cana sempre aparecia como a única cultura agrícola no Brasil que apresentava vantagens em um cenário de mudanças climáticas. Por isso, decidimos confirmar ou refutar essa hipótese ao gerar cenários que envolvessem não só a parte agrícola, mas também outras áreas, e que fossem úteis aos tomadores de decisão sobre políticas públicas voltadas à adaptação do setor sucroalcooleiro nacional às mudanças climáticas”, disse Zullo.
Os pesquisadores estimaram os possíveis impactos das mudanças no clima na produtividade da cana em três áreas: na região de Ribeirão Preto – considerada uma área tradicional de plantio da cultura –, no extremo oeste de São Paulo e no sul de Goiás, denominadas regiões de expansão de produção da cana.
Segundo Zullo, nessas regiões de expansão tem sido observado um aumento da produção de cana em comparação com outras culturas agrícolas, principalmente em áreas antes destinadas à pecuária.
“Constatamos que tem ocorrido uma expansão da produção de cana nessas regiões, especialmente no sul de Goiás, que tem sido muito incentivada pelos próprios governos municipais, porque é uma forma de captarem um volume significativo de recursos para suas cidades”, disse.
As análises das simulações de cenários indicaram que a região tradicional de cultivo de cana não deve ter problemas relacionados a mudanças climáticas.
O problema maior nessa região, segundo os pesquisadores, é o de planejamento e escoamento da produção. “Há áreas produtivas de cana naquela região onde estão concentradas 14 usinas produzindo e competindo pela venda de etanol. Isso é prejudicial porque acaba tendo impacto no preço do produto”, disse Zullo.
Já as áreas de expansão da cana devem sofrer os impactos das mudanças climáticas, uma vez que necessitam da chamada “irrigação de salvamento” durante o período de estiagem, indicam os pesquisadores.
“Considerando o atual cenário de crises hídricas no país e de disputa pela água, essas regiões enfrentarão o desafio de assegurar água para irrigação de lavouras de cana e de outras culturas e, ao mesmo tempo, manter o abastecimento residencial e industrial”, disse Zullo.
Os pesquisadores também observaram que não tem havido uma preocupação dos programas de melhoramento genético da cana em desenvolver variedades mais bem adaptadas às mudanças climáticas.
“Os programas de melhoramento genético têm pensado mais em curto prazo, em questões como melhorias da produtividade, resistência a pragas ou adaptar uma variedade para uma região nova de cultivo. Mas nós não observamos uma preocupação de mais longo prazo, como desenvolver uma variedade mais adaptada aos estresses hídrico e térmico”, disse Zullo.
Planejamento da produção de cana-de-açúcar no contexto das mudanças climáticas globais
Organizadores: Jurandir Zullo Junior, André Furtado e Claudia Castellanos Pfeiffer
Lançamento: 2017
Preço: R$ 68,00
Páginas: 392
Mais informações: www.editoraunicamp.com.br/produto_detalhe.asp?id=1114
Fonte: Elton Alisson  |  Agência FAPESP 

O que é a Operação “Cisne Branco”?

11:37

A Operação “Cisne Branco” busca despertar nos jovens, seus pais e professores o interesse pelos assuntos ligados ao Poder Naval, Poder Marítimo, Amazônia Azul e História Naval do Brasil.
Consiste em um concurso de redação, realizado em âmbito nacional, versando sobre o tema selecionado e envolvendo alunos do 6º ao 9 ano do Ensino Fundamental e de todas as séries do Ensino Médio.
Como participar?
Pesquise sobre a Marinha do Brasil, sua história, importância e trabalho. Visite exposições
navais, navegue com a Marinha na Internet e escreva uma redação.
Quem pode participar?
Alunos do 6° ao 9° ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
Quais as regras?
As redações deverão ser escritas de próprio punho e ter de 20 a 40 linhas. Na avaliação, serão considerados os seguintes critérios:
- Conteúdo: Abrangência, profundidade, objetividade e afinidade dos assuntos abordados com o tema da redação;
- Desenvolvimento: concatenação lógica, capacidade de análise e de síntese;
Domínio da linguagem escrita: correção ortográfica, gramatical, pontuação e riqueza no vocabulário empregado;
- Criatividade: inovação na forma de abordagem do tema, procurando expressá-lo com estilo e entusiasmo.
Temas das redações da Operação em 2017
Ensino Fundamental
Os marinheiros como sentinelas dos mares do Brasil.
Ensino Médio
A Marinha do Brasil e o progresso do país.
Premiações:
Três primeiros colocados por escola, em cada nível:
- Diplomas e medalhas
Primeiro colocado por cidade, em cada nível:
- Prêmio a ser determinado pelo Distrito Naval
Primeiro colocado por Distrito Naval, em cada nível:
- Prêmio a ser determinado pelo Distrito Naval; e
- Troféu Cisne Branco.
Primeiro colocado nacional, em cada nível:
- Um laptop e um passeio marítimo a bordo do Navio-Veleiro “Cisne Branco”, com acompanhante responsável
 A cerimônia de premiação ocorrerá até 13 de dezembro, durante as comemorações do Dia do Marinheiro, nos respectivos Distritos Navais.