Marinha do Brasil participa da 12ª edição da LAAD

12:03

Presidente em exercício, Hamilton Mourão, durante a abertura da Feira
 
A maior feira da América Latina em Segurança e Defesa, LAAD Defence & Security, teve início nesta terça-feira, dia 2, no Riocentro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O Presidente em exercício, Hamilton Mourão, realizou a abertura oficial do evento, que acontece até o dia 5. São esperados cerca de 37 mil visitantes no local, que conta com mais 450 expositores, entre eles a Marinha do Brasil (MB), além de 183 delegações oficiais.
 
A MB está presente com um estande de aproximadamente 288 metros quadrados, onde apresenta seus projetos estratégicos, entre eles o Programa de Desenvolvimento de Submarinos. No local, os visitantes ainda podem conferir as lanchas blindadas da Marinha, os simuladores de passadiço e de paraquedas e outros meios navais e aeronavais.
 
Estande da Marinha do Brasil na LAAD
 
Durante a abertura da feira, além da presença do Presidente em exercício, Hamilton Mourão; do Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva; e do Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior, foi assinada a declaração da melhor oferta com o consórcio Águas Azuis para o projeto de obtenção das Corvetas Classe “Tamandaré”.
Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante de Esquadra Caroli,
durante a assinatura do contrato

Fonte: Marinha do Brasil

Brasil participa da 106ª Sessão do Comitê Legal da Organização Marítima Internacional

20:05

Delegação do Brasil na 106ª Sessão do Comitê Legal
 
O Brasil participou do Comitê Legal (LEG 106), que ocorreu no período de 27 a 29 de março, em Londres, na sede da Organização Marítima Internacional (IMO). A delegação brasileira foi composta por representantes da Marinha do Brasil (Representação Permanente do Brasil junto à Organização Marítima Internacional - RPBIMO), do Ministério das Relações Exteriores (Representação Permanente do Brasil junto às Organizações Internacionais em Londres - REBRASLON), da Associação Brasileira de Direito Marítimo e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos (CONTTMAF).
 
O Comitê Legal foi criado em 1967, como órgão subsidiário para tratar de questões jurídicas que surgiram após o acidente com derramamento de óleo do petroleiro Torrey Canyon, ocorrido no litoral do Reino Unido, com graves consequências ao meio ambiente. Atualmente, o Comitê trata de questões jurídicas dentro do escopo da Organização Marítima Internacional.
 
Durante a Sessão, foram discutidos assuntos relacionados à adoção de medidas para prevenir práticas ilegais associadas a fraudes; previsão de garantia financeira em caso de abandono de marítimos; e exercício de análise das Convenções sob o escopo do Comitê Legal, no que diz respeito aos navios autônomos de superfície.

Fonte: Marinha do Brasil

Corpo de Fuzileiros Navais inaugura exposição “Inclusão e Arte” em museu na Gávea-RJ

11:10

Exposição Corpo de Fuzileiros Navais, Inclusão e Arte foi inaugurada no dia 21 de março no Museu da Cidade
 
Sucesso por ocasião de sua estreia no Museu do Amanhã, em setembro do ano passado, a exposição “Corpo de Fuzileiros Navais, Inclusão e Arte” foi reinaugurada no dia 21 de março, no Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro, na Gávea, onde permanece em cartaz até 23 de junho.
 
A mostra é uma parceria entre o Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais e a Associação de Pintores com a Boca e os Pés (APBP), organização internacional controlada pelos seus artistas membros, que tem como propósito promover a inclusão de artistas que perderam a capacidade de uso de suas mãos, seja por nascença, acidente ou doença.
 
Indicada para todos os públicos, a exposição é gratuita e reúne 27 obras de temática militar naval, pintadas com a boca e os pés pelos artistas da APBP, que hoje conta com 53 membros em todo o País. O Museu da Cidade fica dentro do Parque da Cidade do Rio de Janeiro, na Estrada Santa Marinha s/nº – Gávea e funciona de terça a domingo, das 10h às 16h.
 
Pinturas foram feitas por membros da Associação de Pintores com a Boca e os Pés

Fonte: Marinha do Brasil

Tribunal Marítimo e Procuradoria Especial da Marinha visitam Tribunal Regional Federal da 2ª Região

11:07

Presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Presidente do TM, Diretor da PEM e desembargadores
No dia 26 de março, o Juiz-Presidente do Tribunal Marítimo (TM), Vice-Almirante Wilson Pereira de Lima Filho, juntamente com o Diretor da Procuradoria Especial da Marinha (PEM), Vice-Almirante Domingos Savio Almeida Nogueira, participaram de uma reunião com o Presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), Desembargador André Ricardo Cruz Fontes, e o Desembargador Alcides Martins Ribeiro Filho.
Entre a pauta estavam os cumprimentos ao Desembargador André Fontes, que deixará o cargo em abril, além de firmarem estratégias para aproximação entre a PEM, o TM e o TRF2. No encontro, foram iniciadas as tratativas para o planejamento de eventos conjuntos no intuito de estreitar os laços entre as Cortes, por meio de debates relacionados ao Direito Marítimo, possibilitando que os magistrados conheçam a atuação do TM e da Procuradoria da Marinha até o julgamento de acidentes e fatos da navegação, bem como as questões relativas ao registro geral de embarcações e armadores.

Fonte: Marinha do Brasil

Brasileira vence Prêmio de Defensora Militar do Gênero da ONU

16:22


 A capitã de corveta da Marinha brasileira Márcia Andrade Braga é a vencedora do Prêmio de Defensora Militar do Gênero das Nações Unidas. A boina-azul serve na Missão da ONU na República Centro-Africana (Minusca) desde 2018.

A homenagem, criada em 2016, reconhece a dedicação e os esforços individuais de um soldado de paz para “promover os princípios da Resolução de Segurança da ONU 1325 sobre mulheres, paz e segurança”.

Brasileira vence Prêmio de Defensora Militar do Gênero das Nações Unidas,Márcia Andrade Braga
A oficial brasileira (esquerda) disse estar muito orgulhosa com a escolha Minusca/Hervé Serefio
A oficial brasileira receberá o prêmio nesta sexta-feira (29) das mãos do secretário-geral da ONU, António Guterres, na Reunião Ministerial de Manutenção de Paz de 2019, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Orgulho

Márcia Braga foi professora e também ajudou a treinar e a aumentar a consciência dos seus colegas
sobre a dinâmica de gênero na operação de paz. Ao saber do prêmio, ela disse estar muito orgulhosa por sua seleção e que “missões da ONU precisam de mais mulheres para manter a paz, para que as mulheres locais possam falar mais livremente de questões que afetam suas vidas”.

Para o subsecretário-geral do Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix, a oficial brasileira “é um excelente exemplo” da razã, porque a ONU precisa de mais mulheres na manutenção da paz.

Lacroix destaca que essa tarefa “funciona de forma eficaz quando as mulheres desempenham papéis significativos e quando as mulheres nas comunidades anfitriãs estão diretamente envolvidas.”

Necessidades e realizações

Como conselheira militar de Gênero na Minusca, a capitã ajudou a criar uma rede de conselheiros de
gênero e a capacitar pontos focais entre as unidades militares. Ela também promoveu o uso de equipes mistas de homens e mulheres para realizar patrulhas no país que “reuniram informações para ajudar a entender as necessidades exclusivas de proteção” de pessoas de todos os gêneros.

Os beneficiários ajudaram a desenvolver projetos comunitários em prol de comunidades vulneráveis, que incluem a instalação de bombas de água perto de aldeias, a iluminação com energia solar e o desenvolvimento de hortas comunitárias. Um dos objetivos era que as mulheres não tivessem que percorrer grandes distâncias para cuidar das plantações.

Segundo a ONU, Márcia Braga foi “uma força motriz por trás do envolvimento da liderança da missão com mulheres líderes locais, assegurando que a voz de mulheres centro-africanas seja ouvida no processo de paz em curso”.

Publicado em 28/03/2019 - 06:10 Por Agência Brasil*  Brasília
*Com informações da ONU News

Projeto “Classe Tamandaré” Marinha do Brasil seleciona a melhor oferta

23:27

A Marinha do Brasil (MB), dando continuidade ao PROGRAMA ESTRATÉGICO “CONSTRUÇÃO DO NÚCLEO DO PODER NAVAL”, informa que a proposta final do CONSÓRCIO “ÁGUAS AZUIS”, datada de 8 de março de 2019, foi selecionada como a Melhor Oferta para o Projeto de Obtenção, por construção, das Corvetas Classe “TAMANDARÉ”.

1 - O Processo de Seleção da Melhor Oferta

O processo de seleção, que empregou a natural expertise do pessoal da própria MB, contou com o apoio técnico em áreas específicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O seu desenvolvimento transcorreu em 15 meses, a partir da divulgação da RFP nº 40005/2017-001, em 19 de dezembro de 2017. Durante esse período foram executadas as Fases de Questionamentos; Análise e Refinamento das Propostas; e Negociação, envolvendo a emissão de 386 (trezentos e oitenta e seis) Circulares entre a gerência do projeto e as proponentes. O processo de seleção adotado pela MB foi baseado em 2 instrumentos basilares para a tomada de decisão: Análise Multicritério à Decisão (AMD) e Análise de Riscos. A AMD foi composta por 215 critérios. Tais critérios foram estabelecidos de forma matricial, com a participação dos especialistas das Diretorias Técnicas e do Setor Orçamentário/Financeiro da MB, englobando as seguintes áreas de análises: Plataforma; Sistemas de Combate; Comunicações & TI; Aeronaves; Proposta Comercial e Tributos; Capacidade Técnica dos Estaleiros Nacionais; Ciclo de Vida; e Transferência de Tecnologia, Compensações e Conteúdo Local. O primeiro nível da AMD foi composto por 4 macro critérios, ou seja, pelas áreas centrais de interesse para o processo de seleção apresentadas na Tabela nº 1.



O segundo instrumento de mesmo grau de importância para a seleção da Melhor Oferta pautou-se em uma permanente Análise de Riscos nas diversas fases do processo, à luz das orientações emanadas no Decreto nº 9.203/2017 e demais instrumentos e orientações correlatas. Tais documentos definem as boas práticas de governança pública, princípios e diretrizes, com o propósito de aportar maior segurança técnica e jurídica ao processo decisório. Para efeito do levantamento dos eventos (riscos, problemas, oportunidades ou benefícios), à semelhança da estruturação da AMD, as propostas foram analisadas tomando por base as mesmas áreas centrais de interesse para o processo de escolha, como já anteriormente descritas. Adicionalmente, foram analisados os eventos relacionados às capacidades jurídica/fiscal e econômica/financeira das empresas acionistas dos Consórcios, das empresas apontadas como beneficiárias para as transferências de tecnologia dos Sistemas de Gerenciamento de Combate e da Plataforma (ToT do CMS e IPMS), bem como dos estaleiros nacionais envolvidos. 2 - O Consórcio Selecionado e a Futura Classe “Tamandaré” O Consórcio selecionado alcançou, na fase de seleção, os Índices de Conteúdo Local de 31,6% para o 1º navio e média de 41% para os demais navios da série, sendo formado pelas empresas ATECH Negócios em Tecnologias S.A, EMBRAER S.A e THYSSENKRUPP Marine Systems GmbH (TKMS). As seguintes empresas serão subcontratadas: ATLAS Elektronik, Estaleiro ALIANÇA S.A. e L3 MAPPS. A proposta selecionada apresenta um projeto de um Navio de Propriedade Intelectual (NAPIP) da empresa alemã TKMS, baseado nos navios da Classe “MEKO A100”. As futuras Corvetas da Classe “TAMANDARÉ” terão as seguintes características da Plataforma e do Sistema de Combate.


3 - A EMGEPRON e a formalização contratual A EMGEPRON iniciará as ações para a assinatura dos contratos com a futura SPE “ÁGUAS AZUIS”, na qualidade de Contratante do Projeto de Obtenção, por construção das Corvetas Classe “Tamandaré”. O Contrato Principal e os demais Contratos Coligados (Transferência de Tecnologia, Apoio Logístico Integrado e Compensação), para a obtenção de até 4 navios, serão assinados preferencialmente até o final do corrente ano, de acordo e em conformidade com as condições previstas na RFP nº 40005/2017-00. Ademais, será negociada simultaneamente, pela primeira vez na MB, a estruturação do gerenciamento do ciclo de vida dos navios, incluindo o contrato de Apoio ao Serviço (manutenção pós venda). Tal iniciativa, dependendo do sucesso alcançado, contribuirá para uma maior disponibilidade operativa dos futuros navios durante todo o ciclo de atividades, além de contribuir para uma maior perenidade de negócios para a Base Industrial da Defesa (BID). A previsão da entrega definitiva dos navios à MB está planejada para o período entre 2024 e 2028, com a possibilidade da geração de cerca de 2000 empregos diretos e 6000 empregos indiretos. 

28 de março de 2019.

Fonte: MARINHA DO BRASIL

1° Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque realiza ataque a alvos terrestres na fronteira do Brasil com a Bolívia

13:41

Aeronave caça do Esquadrão VF-1 em exercício
 
Na madrugada do dia 22 de março, em Campo Grande-MS, militares da Marinha do Brasil participaram de um exercício inédito com o emprego de aeronaves de caça do 1° Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF-1). O ataque noturno a alvos terrestres, localizados a 300 milhas (aproximadamente 483 quilômetros) do local, ocorreu em pleno Pantanal Mato-grossense, próximo da fronteira do Brasil com a Bolívia. A missão foi parte da Operação "CELEIRO IV", executada pelo Comando do 6º Distrito Naval, na área de Cáceres-MT.
 
A área encontrava-se com visibilidade degradada pela névoa, obrigando um dos aviões a realizar um imageamento da região, com posterior designação do alvo, por meio do uso do Radar no modo GMTI (Ground Moving Target Indicator), proporcionando à outra aeronave um perfil de emprego de armamento no modo CCRP (Continuously-Computed Release Point), no qual não é necessário contato visual com o alvo. O objetivo foi apoiar o Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais desdobrado em terra.
 
O exercício serviu para certificar as novas capacidades adquiridas pelas aeronaves AF-1B/C, demonstrar a flexibilidade que os meios podem emprestar ao apoio das diversas operações navais e de fuzileiros navais e contribuir para o crescimento operacional das equipagens diante das demandas apresentadas pela implantação de novas tecnologias.

Fonte: Marinha do Brasil