Amazônia Azul

11:01




 MAR TERRITORIAL (MT) – estende-se das linhas de base adotadas pelo Estado costeiro até a extensão máxima de 12 M (22km). No mar territorial, o Estado costeiro exerce soberania plena sobre a massa líquida e o espaço aéreo sobrejacente ao mar territorial, bem como ao leito e subsolo deste mar (CNUDM, Artigos 2 a 4).
ZONA CONTÍGUA - A convenção das Nações Unidas para o Direito do Mar permite que o Estado costeiro mantenha sob seu controle uma área de até 12 milhas náuticas, adicionalmente às 12 milhas do mar territorial, para o propósito de evitar ou reprimir as infrações às suas leis e regulamentos aduaneiras, fiscais, de imigração e sanitários no seu território ou mar territorial.

ZONA ECONÔMICA EXCLUSIVA (ZEE) – estende-se até a distância máxima de 200 M (370km) medida a partir das linhas de base adotadas pelo Estado costeiro. Na zona econômica exclusiva, o Estado costeiro tem direitos de soberania para fins de exploração e aproveitamento, conservação e gestão dos recursos naturais, vivos ou não vivos das águas sobrejacentes ao leito do mar, do leito do mar e seu subsolo, e no que se refere a outras atividades com vista à exploração e aproveitamento da ZEE para fins econômicos, como a produção de energia a partir da água, das correntes e dos ventos. Também tem jurisdição no que se refere à: 1) colocação e utilização de ilhas artificiais, instalações e estruturas; 2) investigação científica marinha; 3) proteção e preservação do meio marinho (CNUDM, Artigos 55 a 57).

PLATAFORMA CONTINENTAL (PC) – a ser estabelecida conforme os critérios técnicos e condicionantes do Artigo 76 da Lei do Mar. Na plataforma continental, o Estado costeiro exerce direitos de soberania para efeitos de exploração e aproveitamento dos seus recursos naturais, que são os recursos minerais e outros recursos vivos do leito do mar e subsolo bem como os organismos vivos pertencentes a espécies sedentárias, isto é, aquelas que no período de captura estão imóveis no leito do mar ou no seu subsolo ou só podem mover-se em constante contato físico com esse leito ou subsolo. Os direitos do Estado costeiro na plataforma continental são exclusivos no sentido de que, se o Estado costeiro não explora a plataforma continental ou não aproveita os recursos naturais da mesma, ninguém pode empreender estas atividades sem o expresso consentimento desse Estado. Nos termos da Convenção, os direitos do Estado costeiro sobre a plataforma continental são independentes da sua ocupação, real ou fictícia, ou de qualquer declaração expressa (CNUDM, Artigos 76 e 77)


Fonte: Marinha do Brasil

Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha preside 2ª Reunião do Conselho Curador da ABDAN

15:04

 Em 5 de novembro, foi realizada por videoconferência a segunda Reunião do Conselho Curador da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), a fim de discutir temas de importância estratégica para o setor nuclear brasileiro. A sessão foi presidida pelo Presidente do Conselho Curador, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, contando com a presença do Presidente daquela Associação, Celso Cunha, além da participação de 17 membros desse órgão consultivo, com destaque para o Embaixador Marcel Biato, Representante Permanente do Brasil junto à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Dra. Lilia Mascarenhas Sant’Agostino, Secretária Adjunta de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, e Dr. Wilson Aparecido Calvo, Diretor do Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares (IPEN).

 


Almirante de Esquadra Olsen preside a 2ª Reunião do Conselho Curador da ABDAN
 
Na pauta, o Capitão de Mar e Guerra (RM1-EN) Orpet Marques Peixoto, 1º Vice-Presidente do Conselho Curador, realizou uma apresentação abrangente sobre o tema “Minério de Urânio, Flexibilização e Comércio”, seguido do Dr. Carlos Isidro Leipner, 2º Vice-Presidente, que enfocou o assunto “Expansão e o Fortalecimento da Cadeia Produtiva de Geração Nuclear no Brasil”.
 
Houve manifestações unânimes dos Conselheiros no sentido de endossar as medidas sugeridas para ambas as matérias, bem como um intercâmbio de ideias, que se coadunam com a estratégia de conferir dinamismo, reduzir embaraços e internacionalizar o setor nuclear brasileiro.
 
O Almirante de Esquadra Olsen mencionou a oportuna flexibilização do monopólio da União quanto à pesquisa e lavra de minérios nucleares, readequando os conceitos de “recurso estratégico de minério nuclear” e de “estoque estratégico de material nuclear”, que tenderão a conferir nova dinâmica ao setor de mineração. Apontou também que o fornecimento contínuo e sustentável de ultracentrífugas para as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende (RJ), viabiliza a nacionalização e o desejável engajamento da indústria privada nacional na produção em série de componentes, gerando economia de escala.
 
Durante a sessão, a Dra. Patricia Wieland, ex-Diretora da World Nuclear Association, assumiu um assento naquele Colegiado, tendo sido objeto de declarações de louvor por todos os presentes.
 


Almirante de Esquadra Olsen e Conselheiros durante sessão
de videoconferência do Conselho Curador
 
Reuniões como essa contribuem para o avanço do Programa Nuclear Brasileiro, com especial ênfase na conjuntura atual, em que o setor tem experimentado uma inflexão positiva em sua trajetória. A Marinha tem envidado esforços no sentido de contribuir para o desenvolvimento do País quanto a uma crescente autossuficiência nesse campo.

Fonte: Marinha do Brasil

Edeon Ferreira: “Existem muitas inverdades sobre praticagem”

11:25

 

A atividade de praticagem é pouco conhecida dos produtores do agronegócio e ainda está cercada de inverdades como as questões do preço do serviço e do custo. A afirmação é do diretor executivo do Movimento Pró- Logística de Mato Grosso, Edeon Ferreira, anfitrião do Centro-Oeste Export, em Rondonópolis (MT). Ele convidou o presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), Ricardo Falcão, para participar em fevereiro da reunião da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio (CTLOG), no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

– No geral, os produtores do agronegócio não conhecem o serviço de praticagem. Quem conhece são as trades, que fazem o escoamento da produção para o mercado interno e externo. Ainda existem muitas inverdades sobre o serviço de praticagem, de que é muito caro e que é responsável por um dos custos Brasil – afirmou Edeon.

Para o diretor, é preciso que o setor produtivo conheça cada vez mais a atividade, trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Conapra:

– É um serviço necessário, porque ninguém conhece melhor o Rio Amazonas ou a proximidade dos portos como a praticagem.

Fonte: CONAPRA


Preço - Custo e Valor: por Arionor Souza no Forum Centro-Oeste Export

09:46

Em sua apresentação durante o momento patrocinado do Centro-Oeste Export, Arionor Souza, secretário-executivo da Praticagem do Brasil, mostrou dados de uma pesquisa que indicam 99,08% de acertos dos serviços de praticagem no País.

O secretário-executivo ainda agradeceu a oportunidade da parceria com o Fórum Brasil Export que se estende antes mesmo da criação dos fóruns regionais. Mostrou o histórico da atividade e a sua importância, que visa não apenas evitar acidentes mas também estimular a eficiência portuária.

Souza também abordou a formação dos profissionais, sobre preços do serviço, reciclagem dos profissionais e ainda dos investimentos, que incluem, entre outros, periódico levantamento do fundo marítimo, modernização de lanchas, e estudos das marés na barra norte do Rio Amazonas.

Fonte e foto:  Brasil Export 
 

Amazul anuncia centros de irradiação de alimentos no SIEN

15:32



Em apresentação no XI Seminário de Energia Nuclear (SIEN) no dia 29/10, o

diretor-presidente da Amazul, Antonio Carlos Soares Guerreiro, anunciou que a

empresa pretende implantar no Brasil centros de irradiação para permitir a

utilização das tecnologias nucleares para esterilização nos setores de produção

de alimentos, medicamentos, cosméticos, insumos para a área médica e outras

indústrias.

Para isso, a empresa buscará no mercado internacional fornecedores de

equipamentos e sistemas de irradiação que deverão atender às necessidades

de cada setor.


A estratégia de busca de parceiros para o projeto (fornecedores de sistemas de

irradiação, construtores de instalações, investidores) foi detalhada pelo

coordenador-geral de Negócios da Amazul, Nilo de Almeida, que também

participou do SIEN. A Amazul já está cadastrando empresas fabricantes de

sistemas de irradiação e pode atuar no apoio à negociação, na elaboração dos

projetos de engenharia, no licenciamento e na fiscalização de implantação dos

centros irradiadores.


Na sequência, o engenheiro nuclear Rafael Komatsu, lotado na Diretoria

Técnica da Amazul, descreveu as diferentes instalações para abrigar

irradiadores industriais conforme as normas de segurança nuclear e proteção

radiológica e as aplicações conforme o tipo de radiação utilizada (raios gama,

feixe de elétrons e raios x).


O engenheiro também frisou que essa tecnologia é aplicada em níveis

inferiores aos da energia necessária para criação de radioisótopos – por essa

razão, os materiais tratados com irradiação não se tornam radioativos.

No caso dos alimentos, a irradiação elimina bactérias e micro-organismos

prejudiciais à saúde e aumenta o período de conservação, trazendo ganhos de

produtividade para a cadeia de produção. “Para se ter uma ideia do mercado

potencial desses centros de irradiação, basta lembrar que o agronegócio é

responsável por 21,4% do PIB e 43% do valor total das exportações, em 2019”,

destacou Guerreiro. “Hoje, o Brasil é o terceiro maior produtor de frutas e

exporta apenas cerca de 3% da sua produção”, acrescentou.


O interesse por esta tecnologia tem aumentado desde a criação de um Grupo

Técnico para tratar do tema no âmbito do Gabinete de Segurança Institucional

da Presidência da República, sob a liderança do Ministério da Agricultura,

Pecuária e Abastecimento, e com a participação de diversos órgãos do

governo. Representantes de setores produtivos ficaram interessados em utilizar

esta tecnologia, que existe há mais de 30 anos no exterior, mas é pouco

utilizada no País.


A mesma tecnologia pode ser usada em outros setores, como os de

cosméticos, material médico (máscaras e luvas de proteção, bisturis), acervos

históricos, obras de arte. Tem aplicação também nos bancos de tecidos e

ossos para eliminar micro-organismos e reduzir a rejeição nos casos de

transplante.


Profissionais da Amazul acompanharam SIEN pelo Youtube

O formato online do SIEN permitiu aos profissionais da Amazul acompanharem

toda a programação do seminário pelo Youtube. No primeiro dia (28/10), o

diretor técnico Francisco Roberto Portella Deiana, sete engenheiros e um físico

nuclear assistiram às apresentações e trocaram impressões na sala de

videoconferências da empresa.


No dia 29/10, 12 profissionais da Amazul assistiram às apresentações do

segundo dia do SIEN no auditório da empresa, com a participação do diretor

técnico Francisco Deiana e do diretor de Gestão do Conhecimento e Pessoas

Newton de Almeida Costa Neto. Outros dois engenheiros da Amazul, lotados

no Centro de Radiofarmácia do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares,

acompanharam as apresentações no local de trabalho.


Programação do SIEN


Realizado de 28 a 30 de outubro, o XI SIEN teve como tema central o novo

modelo de negócios para retomada da usina nuclear de Angra 3, além da

perspectiva de construção de novas usinas até 2050. Na cerimônia de abertura

(28/10), falaram os ministros de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque,

e o da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, e os presidentes da

Eletrobrás, Wilson Ferreira Júnior, e da Eletronuclear, Leonam dos Santos

Guimarães.


No dia 28/10, a programação do seminário pontuou projetos dos quais a

Amazul participa ou tem planos de participar, como a retomada da construção

de Angra 3.


O projeto do Centro Nacional de Tecnologia Nuclear e Ambiental (Centena)

como repositório de rejeitos de baixo e médio nível de radiação, outro projeto

de interesse da Amazul, foi apresentado em mesa-redonda também no dia 28.

Outro tema de destaque foram as perspectivas e desafios da medicina nuclear

e o mercado de radiofármacos no Brasil.


Na manhã do dia 29/10, a técnica de irradiação para dinamizar a agropecuária

nacional e a implantação de irradiadores multipropósitos no Brasil reuniu em

videoconferência representantes do Gabinete de Segurança Institucional da

Presidência da República, Ministério da Agricultura, Associação Brasileira dos

Produtores e Exportadores de Frutas, Instituto de Pesquisas Energéticas e

Nucleares, além da empresa IBA Group.


À tarde, representantes da INB e do Ministério de Minas e Energia debateram a

mineração e o mercado internacional de urânio e combustível nuclear. 


A extensão da vida útil de Angra 1, objeto de contrato entre Amazul e

Eletronuclear, foi tema de painel na mesma tarde.

No dia 30/10, o assessor de Comunicação Social e Sustentabilidade da

Amazul, Charles Magno Medeiros, participou de debate sobre comunicação do

setor nuclear com o coordenador de Comunicação Institucional da

Eletronuclear, Marco Antônio Torres Alves, e a conselheira da Associação

Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Olga Simbalista.


Fonte: Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A.

Brasileiros dobram participação na pesquisa da IMPA

14:25

Encerrada no dia 22, o Brasil mais do que dobrou a sua participação na pesquisa anual da Associação Internacional de Práticos Marítimos (IMPA). Durante o levantamento, práticos do mundo inteiro relatam as condições que se encontram os dispositivos de acesso aos navios. De acordo com a pesquisa do ano passado, um em cada oito está instalado incorretamente ou malconservado, pondo em risco a vida do prático no embarque e desembarque. 

Este ano, os brasileiros enviaram 2.906 relatórios à IMPA, quase a metade do total enviado no mundo. Em 2019, foram 1.155 participações do Brasil. Escada de quebra-peito e escada de quebra-peito combinada com escada de portaló são os principais meios de transferência da lancha de prático para o navio e devem estar instaladas em acordo com a Resolução A.1045 da IMO (Organização Marítima Internacional).

– A participação superou em muito os anos anteriores, com mais de seis mil respostas recebidas. Os resultados serão agora apurados e analisados, sendo o relatório anual publicado oportunamente – comunicou o secretário-geral da IMPA, Nick Cutmore.

Para o diretor técnico do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), Bruno Fonseca, a participação expressiva dos brasileiros demonstra toda a preocupação com um tema fundamental a todos: 

– Que as não conformidades apontadas sirvam de alerta e sensibilizem as autoridades competentes e os armadores.

Fonte: Conapra