Forças Armadas em apoio à matriz de segurança da Copa 2014

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 A segurança da Copa do Mundo FIFA 2014 abrange a atuação em dois vetores que se integram e complementam: o de defesa propriamente dito, sob a responsabilidade do Ministério da Defesa, via Forças Armadas, e o de segurança pública, a cargo dos órgãos que atuam nesse setor.Ambos trabalham em conjunto com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), encarregada de fornecer avaliações permanentes de risco. Cada um desses entes tem papel definido e atua de modo articulado com os demais.

 Aeronáutica em dez setores estratégicos.


Com desafios que exigem preparação e alinhamento contínuos, a matriz de segurança da Copa 2014 foi concebida sob a premissa da integração entre os diversos entes participantes.
O planejamento e a execução das ações envolvem a atuação coordenada dos ministérios da Defesa e da Justiça, com apoio dos órgãos de inteligência e de segurança pública nos níveis federal, estadual e municipal.
O documento que consolida essa integração é o Planejamento Estratégico de Segurança Pública e de Defesa para a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014, publicado em fevereiro de 2013.
Na Defesa, o trabalho é coordenado pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), que auxilia no planejamento e na execução das ações empreendidas, na linha de frente, pelas três Forças Armadas: Marinha, Exército e Aeronáutica.
Para garantir o fornecimento regular de serviços à população e fiscalizar movimentações suspeitas em fronteiras, nos espaços aéreos ou marítimos, as Forças Armadas atuarão em dez eixos estratégicos. As atividades principais, nessas áreas de interesse, visam aproveitar a capacidade operacional das Forças Armadas no cumprimento de missões constitucionais, típicas de Defesa, como a proteção marítima e fluvial, a defesa cibernética e o controle do espaço aéreo.

Testado e aprovado em eventos anteriores, como a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude, esse modelo de atuação integrada beneficiou-se das experiências adquiridas e incorporou novidades para a Copa de 2014, como a participação da Defesa nas escoltas e na segurança dos Centros de Treinamento de Seleções (CTS), além do uso de bases aéreas militares na recepção de aeronaves que fazem o transporte de delegações e autoridades participantes do evento.

Para assegurar a fluidez do tráfego e garantir a segurança do espaço aéreo, o Comando da Aeronáutica irá promover ações especiais de controle no período da Copa.
O planejamento abrange a criação de três zonas de exclusão aérea nos locais de realização dos jogos: uma “área branca”, reservada; “amarela”, restrita; e “vermelha”, proibida. O período de ativação das áreas de exclusão dependerá do horário das partidas.
O objetivo é minimizar impactos decorrentes da flutuação do equilíbrio entre capacidade e demanda, garantindo a segurança das operações, bem como a regularidade e pontualidade dos voos.


Defesa marítima e fluvial

Ações de patrulha e inspeção naval, entre outras medidas de segurança, serão adotadas pela Marinha do Brasil contra ameaças vindas do mar e o uso indevido das vias fluviais, como a circulação de embarcações suspeitas.
Mergulhadores de combate e fuzileiros navais estarão de prontidão para atuar, caso necessário, em ações de retomada e resgate com foco na desativação de artefatos explosivos e em operações de interdição marítima. Plataformas de petróleo e terminais petrolíferos também serão resguardados.


Segurança e defesa cibernética

Sob comando do Exército, o Centro de Defesa Cibernética vai realizar ações de caráter preventivo ou repressivo contra ameaças que coloquem em risco a segurança de sistemas que sustentam estruturas estratégicas nacionais envolvidas na realização do Mundial.
Esse acompanhamento não abrangerá sistemas de tecnologia da informação e comunicações de organizações privadas, focando exclusivamente a proteção contra incidentes de segurança de redes que possam afetar diretamente o desenrolar da competição.