Prêmio Hassan II para Água concederá até US$ 100 mil para pesquisa

12:40

O Grande Prêmio Mundial para a Água Hassan II concederá até US$ 100 mil para a melhor pesquisa ou trabalho científico com o tema “Trabalhar para mais solidariedade e inclusão a fim de garantir segurança hídrica e justiça climática”.
O prêmio foi criado em conjunto pelo reino de Marrocos e o Conselho Mundial da Água e presta homenagem à memória do rei Hassan II, do Marrocos. A competição tem como tema geral “Cooperação e solidariedade nos domínios da gestão e do desenvolvimento dos recursos de água” desde a sua criação.
Após Kyoto (Japão) em 2003, México em 2006, Istambul (Turquia) em 2009, Marselha (França) em 2012 e Daegu-Gyeongbuk (Coreia do Sul) em 2015, o prêmio será entregue pela sexta vez durante o 8º Fórum Mundial da Água, que ocorrerá em Brasília em 18 de março de 2018. Além do cheque, na cerimônia de entrega o pesquisador ou grupo vencedor receberá troféu e certificado.
O prêmio será atribuído a uma pessoa, grupo, instituição ou organização reconhecida pelo júri como tendo trabalhado de forma significativa em matéria de solidariedade e inclusão “com o fim de garantir segurança hídrica e justiça climática”. A contribuição tanto pode ser científica como econômica, técnica, ambiental, social, institucional, cultural ou política.
As candidaturas deverão ser feitas até 31 de dezembro de 2017. Os candidatos deverão ser indicados por duas pessoas e/ou organizações que atuam com recursos hídricos. Junto ao formulário, devem ser anexados duas cartas de recomendação redigidas e assinadas pelos apoiadores dos candidatos e um curriculum vitae com no máximo cinco páginas. Os projetos submetidos devem ser inéditos.
Mais informações: http://hassan2.worldwatercouncil.org 

Fonte: Agência FAPESP 

Brasil e Noruega vão colaborar em pesquisas sobre energia solar

07:05

A colaboração entre pesquisadores brasileiros e noruegueses deve impulsionar novas ações e estratégias em energia solar nos dois países. Foi o que mostrou o 1º Workshop de Energia Solar Brasil-Noruega, realizado no auditório da FAPESP, ação inicial do acordo de cooperação entre a FAPESP e o Conselho de Pesquisa da Noruega (RCN).
“A colaboração com o Brasil nos ajuda a avançar nos desafios globais e aumenta a nossa capacidade e qualidade de pesquisa”, disse Rune Andersen, conselheiro para Ciência e Tecnologia do RCN.
Andersen contou que a Noruega dispõe de dois tipos de financiamento de pesquisa em energia, os programas INPART e UTFORSK. Ambos não têm restrição para apoiar participações internacionais, inclusive de brasileiros. “No ano passado, foram financiados € 9 milhões em pesquisa energética”, disse.
A expectativa é que, com o acordo assinado por FAPESP e RCN, sejam lançadas chamadas de propostas de pesquisas e realizados mais workshops para que haja maior integração entre cientistas dos dois países.
No primeiro workshop, ficou claro que a complementaridade será a palavra-chave na parceria. Brasil e Noruega são grandes produtores de petróleo, gás natural e têm a matriz energética baseada em hidrelétricas. No entanto, enquanto a Noruega exporta o excedente energético das hidrelétricas para países vizinhos e aposta na energia solar para o uso residencial, o Brasil busca usar seu alto potencial solar para aumentar a resiliência e redundância da matriz energética que enfrenta crescimento de demanda e períodos de seca.
“A energia solar até há pouco tempo era considerada coisa do futuro, só que o futuro chegou, mas o Brasil está atrasado em relação aos outros países. Temos um potencial enorme, principalmente no chamado cinturão solar, região que vai do Nordeste até o Sudoeste do país, pegando sobretudo Bahia e Minas Gerais e inclusive São Paulo”, disse Enio Pereira, coordenador do Laboratório de Modelagem e Estudos de Recursos Renováveis de Energia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Pereira afirma que, embora o investimento em energia solar ainda seja pequeno no Brasil, a fonte renovável está crescendo rapidamente na matriz energética brasileira.
De acordo com dados apresentados em sua palestra, o incremento da energia solar no Brasil foi superior a 300% nos últimos dois anos. É, portanto, a energia cujo uso mais cresce, embora ocupe apenas 0,02% da matriz energética do país.
“A complementaridade das energias é uma questão muito importante e ainda precisa ser melhor explorada. Por causa da crise hídrica, grande parte da energia está sendo suprida por termoelétricas, que são grandes poluidoras e têm alto custo energético. No entanto, onde há seca, há pouca nuvem. Então, há mais insolação exatamente quando a água para alimentar as hidrelétricas é escassa”, disse Pereira.
Caso concreto
No workshop realizado em 13 de novembro, um dos exemplos mencionados foi a parceria da petrolífera norueguesa Statoil com a também norueguesa Scatec Solar, que estão construindo uma planta de energia solar no Rio Grande do Norte, com capacidade de 162 megawatts.
“Na Noruega, estamos crescendo em microgeração por energia solar. Como a radiação não é alta, é muito melhor construir grandes plantas como a que a Statoil está fazendo no Rio Grande do Norte. Somos uma nação focada na produção de energia e estamos desenvolvendo pesquisa em outra área de energia”, disse Morten Dæhlen, decano da Faculdade de Matemática e Ciências Naturais da Universidade de Oslo.
Além da complementaridade – seja entre as pesquisas nos dois países, seja entre as fontes energéticas –, os pesquisadores reunidos no workshop concordam que a introdução da energia solar na matriz energética constitui por si só uma modernização do setor.
“Vamos acelerar o passo em direção às chamadas redes inteligentes de energia. O Brasil tem ainda um sistema elétrico baseado apenas em cargas, mas com a energia solar e a geração distribuída [quando uma residência pode distribuir o excedente da energia solar gerada para outras casas em um bairro, por exemplo] o sistema pode contar com cargas que são também geradores. O problema é que hoje os equipamentos das concessionárias estão, na maioria, preparados para funcionar em um único sentido de fluxo de energia. Ao inverter o sentido em alguns momentos do dia, os equipamentos falham”, disse Fernando Pinhabel Marafão, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Sorocaba.
Segundo Marafão, o Brasil ainda não está preparado para o uso massivo de energia fotovoltaica, mas muito se tem avançado em estudos nesse campo.
“Precisamos automatizar, substituir equipamentos, medidores, sensores, religadores. Para que a geração distribuída funcione efetivamente será preciso toda uma revisão do setor elétrico”, disse Marafão, que coordena um projeto de pesquisa sobre smart grids em parceria com a Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia desde junho deste ano.
Para Dæhlen, só com a digitalização da energia impulsionada pela energia solar e pelos smart grids será possível atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (das Nações Unidas) de número 7, sobre energia limpa e acessível.
“Temos muitos desafios. Apenas um dos 17 objetivos do desenvolvimento sustentável se refere diretamente à energia. Mas todos os outros precisam de energia para serem atingidos”, disse Dæhlen.


Fonte: Maria Fernanda Ziegler  |  Agência FAPESP

Com9º DN assina acordo de cooperação com a Receita Federal em Manaus (AM)

03:00

Vice-Almirante Hecht; Superintendente da Receita Federal, Moacyr Mondardo Junior; Capitão de Fragata (T) Núbia; e representantes da Receita Federal

No dia 08 de novembro, o Comando do 9º Distrito Naval (Com9ºDN) assinou um acordo de contrato com a Superintendência da Receita Federal do Brasil na 2ª Região Fiscal, para a participação dos servidores da Receita Federal em missões executadas pela Marinha do Brasil.
 O Superintendente da Receita Federal no Amazonas, Moacyr Mondardo Junior, e representantes da Receita Federal foram recebidos pelo Comandante do 9º Distrito Naval, Vice-Almirante Luís Antônio Rodrigues Hecht, e pela Assessora Jurídica do Com9ºDN, Capitão de Fragata, quatro técnico, Núbia Maria Santos Rodrigues.
 O acordo tem como finalidade cumprir as atividades subsidiárias previstas na Lei Complementar nº 97/99, de cooperar com o desenvolvimento nacional; atuar contra delitos transfronteiriços; e cooperar com os órgãos federais, na repressão aos delitos de repercussão nacional ou internacional, quanto ao uso do mar, águas interiores e de áreas portuárias, na forma de apoio logístico, de inteligência, de comunicações e de instrução, bem como na prevenção e combate à sonegação fiscal, ao contrabando, ao descaminho, à fraude comercial, ao tráfico de drogas e de animais silvestres, e outros atos ilícitos relacionados ao comércio internacional.
Vice-Almirante Hecht e o Superintendente da Receita Federal, Moacyr Mondardo Junior, durante assinatura do Acordo de Cooperação
Fonte: Marinha do Brasil

Departamento de Saúde do Com8ºDN realiza palestra sobre saúde física e emocional

11:10


Militares do Com8ºDN aprende a importância em manter o vigor físico


Em 22 de novembro, os militares do Comando do 8º Distrito Naval (Com8ºDN) tiveram uma palestra sobre “A importância da atividade física na manutenção da higidez física e emocional", ministrada pela fisioterapeuta Primeiro-Tenente Fernanda Ugino.

O Departamento de Saúde do Com8ºDN promoveu essa palestra abordando assuntos sobre cuidados da saúde e qualidade de vida dos militares. A prática do Treinamento Físico Militar (TFM) garante uma saúde em dia e é incentivada pelo Com8ºDN.

A tripulação aprendeu que se manter emocionalmente bem, reflete na saúde e consequentemente na família e no ambiente de trabalho.

Fonte: Marinha do Brasil

Vahan Agopyan é o novo reitor da USP

16:47

O professor Vahan Agopyan foi nomeado reitor da Universidade de São Paulo (USP) pelo governador Geraldo Alckmin para um mandato de quatro anos (2018 a 2022). Antonio Carlos Hernandes ocupará o cargo de vice-reitor. Eles assumem os cargos em janeiro de 2018.
Vahan Agopyan é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica (Poli), mestre em Engenharia Urbana e de Construções Civis pela mesma instituição e PhD pela Universidade de Londres King’s College, segundo o Jornal da USP
Professor da USP desde 1975, foi vice-diretor e diretor da Escola Politécnica (Poli), diretor-presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), coordenador de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo e vice-presidente do Conselho Internacional para Pesquisa em Inovação em Edificação e Construção.
Agopyan foi pró-reitor de Pós-Graduação da USP no período de 2010 a 2014 e, atualmente, ocupa o cargo de vice-reitor da universidade. Foi membro do Conselho Superior da FAPESP em dois mandatos: de 2000 a 2006 e de 2006 a 2012.
Hernandes, o novo vice-reitor, é professor titular do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) desde 2008. Graduou-se em Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e obteve o título de doutor em Física Aplicada pela USP, com estágio na Universidade de Gênova, na Itália.
É coordenador de Ensino e Difusão Científica do Centro para o Desenvolvimento de Materiais Funcionais (um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão – CEPIDs financiados pela FAPESP), vice-coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Materiais em Nanotecnologia e coordenador do Centro de Tecnologia de Materiais Híbridos, um dos Núcleos de Apoio à Pesquisa da USP.
Hernandes foi diretor do IFSC no período de 2010 a 2014. Atualmente, ocupa o cargo de pró-reitor de Graduação da universidade. 
Fonte: Agência FAPESP

Lixo no mar brasileiro vai de drogas a plástico

07:08


Parceria do Instituto Oceanográfico e Plastivida busca combater poluição no oceano

Levantamento do IO e Plastivida mostra a diversidade de objetos encontrados em praias no País – Foto: Giogio by Pixabay/CC
Plásticos, medicamentos, drogas e esgoto doméstico: desses objetos é composta a maior parte da poluição dos mares brasileiros, segundo levantamento realizado pelo Instituto Oceanográfico (IO) da USP e a Plastivida (Instituto Socioambiental dos Plásticos) em praias de São Paulo, Bahia e Alagoas. O monitoramento faz parte de uma série de ações realizadas desde 2012, a partir de um convênio entre as instituições, para o correto tratamento do meio ambiente aquático.
Os estudos resultantes dessa associação têm como objetivo conhecer melhor o tamanho e as características  da poluição do oceano  no Brasil, dimensionar a contribuição do País para a situação global e desvendar a origem dos resíduos nos mares e praias nacionais.

Até o momento, as conclusões obtidas foram principalmente duas: a de que o lixo presente nas águas oceânicas advém, majoritariamente, do continente e a de que o problema é multisetorial (ou seja, a variedade dos lixos encontrados no mar é enorme). Dessa forma, o IO e a Plastivida interpretaram os resultados como indícios de que o cidadão pode ter um grande papel na melhora dessa situação, já que o lixo dos continentes é gerado por ele. Por isso, a parceria também foca na educação do público acerca do descarte de resíduos nos mares.
Foto: Rilson S. Avelar by Pixabay/CC
Alexander Turra, professor do Departamento de Oceanografia Biológica do IO, acredita que o convênio entre os dois institutos pode ajudar muito a USP: “As ações que organizamos de forma colaborativa nos aproxima da missão da Universidade. Aqui, nós buscamos formar recursos humanos e produzir conhecimento. Com isso, queremos trabalhar cada vez mais para a melhora do ambiente”, afirma.
Com a cooperação de mais 16 empresas, a Plastivida, junto com o Instituto Oceanográfico, organiza há um ano o Fórum Setorial dos Plásticos – Por um Mar Limpo, que concretiza diversas interações em escolas, universidades e outras instituições.
O objetivo é compartilhar o conhecimento com o público – não apenas as causas e as consequências da poluição marítima, mas também as formas através das quais o cidadão comum pode ajudar em busca da solução do problema. Outro apoiador do programa é o governo federal, por meio da Gerência Costeira do Departamento de Zoneamento Territorial do Ministério do Meio Ambiente.

O fórum é uma construção para promover um movimento de diálogo e integração para delinear os próximos passos do projeto. Com a ajuda desse movimento, os participantes pretendem pesquisar alternativas de atitudes que o setor industrial e a população possam tomar para combater o lixo presente no mar. “O Instituto Oceanográfico é um moderador desse diálogo. Nós auxiliamos as empresas a canalizarem as informações científicas corretas e a realizar as melhores ações concretas possíveis”, comentou o professor Turra.
Maior parte do lixo vem do continente, ou seja, a partir da produção de resíduos das pessoas – Foto: Elvis Santana by FreeImages/CC
Outra ação educativa resultante da parceria entre o IO e a Plastivida é o projeto Entenda o Lixo, durante o qual os participantes realizam atividades que envolvem informações técnicas, pesquisas sobre a situação dos lixos presentes no mar, coleta de materiais e reciclagem.
Ao longo do programa, os visitantes atuam em um processo prático de coleta de amostras de resíduos para acompanhar a observação das características e da origem do material coletado. Com base nas informações geradas, os educadores incentivam reflexões acerca das possíveis estratégias para solucionar o problema.
Além de organizar eventos e planejar atividades, as empresas participantes do fórum disponibilizaram uma plataforma on-line para concentrar informações e propostas do grupo. A página pode ser acessada neste link.
Os principais objetivos da USP nesses projetos são a educação ambiental em relação ao consumo consciente e ao correto descarte de resíduos. A ideia é que, com as instruções corretas, a população poderá ajudar a manter a natureza limpa e saudável. Por isso, faz parte de todas as ações organizadas pelo IO um momento de instrução e conversa com o público.
Fonte: Site do IO USP
Publicado: Segunda, 13 Novembro 2017

43ª Regata DPC reúne velejadores na Baía de Guanabara

05:47

43ª Regata DPC ocorreu nas águas da Baía de Guanabara

Dezenas de velejadores reuniram-se na Baía de Guanabara, no dia 12 de novembro, para participar da 43ª Regata Diretoria de Portos e Costas. Conhecida no meio náutico como Regata DPC, a competição organizada pelo Iate Clube Icaraí, em Niterói (RJ), faz parte do calendário da Federação de Vela do estado do Rio de Janeiro e vale pontos para a Copa Interclubes, que reúne 17 Iate Clubes do estado.
 Participaram do evento mais de 160 competidores, divididos em 43 embarcações de Classes como Hpe25, Ranger 22, Velamar 22, LaserOptmistDingue, IRC, RGS, Catamarã, dentre outras. Melhor para o veleiro Hpe25 Take Ashauer, conduzido por Cássio Ashauer, do Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), o “fita azul” da prova, que na linguagem naval é conhecido como o primeiro a cruzar a linha de chegada.
 Além dos velejadores, a competição foi prestigiada por autoridades militares, representantes da comunidade marítima, da Diretoria de Portos e Costas (DPC) e integrantes do movimento de escoteiros, que participaram do hasteamento da bandeira durante a cerimônia de abertura da prova. O Diretor de Portos e Costas, Vice-Almirante Wilson Pereira de Lima Filho, aproveitou a oportunidade para concitar a todos os presentes a difundirem, juntamente com a Marinha do Brasil, as mentalidades marítima e de segurança da navegação, esta, um dever de todos os que interagem com o mar, rios e lagoas.
 A Regata DPC foi realizada pela primeira vez no ano de 1972, por iniciativa do Vice-Almirante Hilton Beirutti e do então Comodoro do Iate Clube de Icaraí, Alzir de Castro Faria.

Confira alguns resultados, por Classe, da 43ª Regata DPC:
 - Hpe25
1º Lugar: Barco Take Ashauer / Cassio Ashauer (ICRJ)
 - Ranger 22
1º Lugar: Barco Jacamim / Henrique Duarte (GVEN)
 - Velamar 22
1º Lugar: Barco Baruk / Plínio Cabral (PCSF)
 - Laser STD
1º Lugar: Barco Hilander / Luiz José Júnior (CNC)
 - RGS A
1º Lugar: Barco Manos Chopp/ Guilherme Winter (ICB)
 - IRC
1º Lugar: Barco Fregate / Colin Gomm (RYC)
 - Cruzeirão A
1º Lugar: Barco Suzy Dear / Adelmar Silva (ICRJ)
 - Multicasco
1º Lugar: Barco Aurora / Armando Faria (ICG)
Diretor de Portos e Costas reunido com os escoteiros durante cerimônia de abertura da Regata DPC

Fonte: Marinha do Brasil

PRATICAGEM APOIA SOCORRO A PASSAGEIRO DE NAVIO

06:01

Na madrugada desta quinta-feira (23.11) a Praticagem de São Sebastião foi acionada para apoiar uma evacuação médica em emergência do navio de passageiros MSC Poesia, que navegava do Rio de Janeiro com destino a Buenos Aires.
A agência do navio e a Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião solicitaram, por volta da zero hora de hoje, apoio de para o desembarque de um idoso que sofrera um infarto a bordo do navio. Às 00:20 horas, a lancha PI demandou a barra norte do canal de São Sebastião, navegando até cerca de 1,5 milha fora de barra, onde à 01:50 horas encontrou o navio e embarcou o passageiro enfartado, sua esposa, o médico de bordo e três tripulantes do navio. Após o embarque, a lancha demandou o cais comercial, onde atracou às 02:50 horas. O passageiro sido entregue aos cuidados do SAMU, que já aguardava sua chegada. A lancha retornou ao navio levando de volta o médico de bordo e os tripulantes, chegando ao costado às 03:30 horas, quando nossa participação na faina foi encerrada.

Professora Elisabete de Santis toma posse como nova Diretora do Instituto Oceanográfico da USP -(IOUSP)

16:14

Acontece no dia 30 de novembro a Cerimônia de Posse dos Professores: Elisabete de Santis Braga da Graça Saraiva como Diretora e Paulo Yukio Gomes Sumida como Vice-Diretor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP)
Professora Elisabete de Santis
participando do Programa Amigos do Mar



“Nós do Programa Amigos do Mar, 
desejamos a Diretoria 
Bons Ventos em Mares Tranquilos “






Um pouco do Instituto Oceanográfico da USP:

Como é composta da Diretoria

A Diretoria do Instituto Oceanográfico comunica-se com os usuários USP e o público em geral através de sua Secretaria, aberta de segunda a sextas-feiras em horário comercial. É gerenciada por dois colegiados, o Conselho Técnico Administrativo (CTA) e a Congregação, este último voltado para deliberação dos assuntos acadêmicos da Unidade. A Diretoria conta também com o apoio de quatro Assistências, responsáveis por áreas distintas de atuação. São elas: Assistência Acadêmica, Assistência Administrativa, Assistência Financeira e Assistência de Apoio Logístico, esta última voltada para o gerenciamento das duas Bases de Pesquisa e dos meios flutuantes (Navio Oceanográfico “Alpha Crucis", Barco de pesquisa "Alpha Delphini” 
História

O Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP) foi fundado em 1946, como Instituto Paulista de Oceanografia (IPO). Na época de fundação, os objetivos de seus idealizadores apontavam para a necessidade de uma instituição que fornecesse bases científicas à pesca e, numa concepção mais ampla, à exploração de recursos disponíveis ao longo do litoral paulista.
Em 1951 foi incorporado à USP como Unidade de Pesquisa, assumindo seu nome atual e obtendo maior autonomia no cumprimento de suas funções. Posteriormente, em 1972, foi transformado em Unidade Universitária, passando a oferecer cursos de Pós-graduação em nível de mestrado nas áreas de Oceanografia Biológica e Oceanografia Física em 1973. O curso de graduação (Bacharelado em Oceanografia) foi aprovado pelo Conselho Universitário em 2001, com a primeira turma de alunos ingressando em 2002.
 

Segurança, capacitação, logística e infraestrutura são temas no 41º Encontro Nacional de Praticagem

14:50

Nos próximos dias 28 e 29 de novembro, acontece, em Belém (PA), o 41º Encontro Nacional de Praticagem, promovido pelo Conselho Nacional de Praticagem (Conapra). 
Temas como segurança da navegação, capacitação, logística e infraestrutura portuária estão na programação que será apresentada por representantes da Marinha, de universidades e dos próprios práticos, responsáveis pelo assessoramento dos comandantes das embarcações em manobras em águas restritas.
Após as palavras iniciais do diretor-presidente do Conapra, o prático Gustavo Martins, o vice-almirante Edervaldo Teixeira de Abreu Filho fará a abertura do evento. Ele assumiu, em julho, o comando do 4º Distrito Naval, responsável pelas operações da Marinha e pela segurança da navegação na região dos estados do Pará, Amapá, Maranhão e Piauí.
Em seguida, o capitão de fragata João Bittencourt Cavalcanti vai falar sobre os desafios do Centro de Hidrografia e Navegação do Norte, do qual é diretor. A unidade teve a denominação alterada em setembro. Era o Centro de Levantamentos e Sinalização Náutica da Amazônia Oriental, antigo Serviço de Sinalização Náutica do Norte, e cuida de atividades imprescindíveis à segurança como os processos de hidroceanografia, atualização cartográfica e auxílios à navegação.
Ainda no tema regional, o professor doutor Hito Braga de Moraes, da Universidade Federal do Pará, irá abordar o potencial marítimo do Pará na logística internacional considerando o canal do Panamá.
Já o professor doutor Eduardo Tannuri, da USP, contará um pouco sobre o compartilhamento da experiência dos práticos nos estudos de novas operações portuárias, simulados no laboratório Tanque de Provas Numérico da universidade, parceira do Conapra.
Entre os práticos, o diretor técnico do Conapra, Porthos Lima, vai falar sobre a execução do Curso de Atualização para Práticos (ATPR), apresentado recentemente no IX Fórum Latino-Americano de Práticos, em Buenos Aires.
O prático Matusalém Gonçalves Pimenta levará o assunto do seu livro “Praticagem, Meio Ambiente e Sinistralidade”, no qual analisa acidentes a partir da resolução A-960 da Organização Marítima Internacional (IMO).
Por fim, o prático Luiz Antônio Raymundo da Silva, também do Rio de Janeiro, encerra o encontro com o painel: “O fator humano na navegação em águas restritas”.
O 41º Encontro Nacional de Praticagem será realizado no centro de convenções do Hotel Grand Mercure, a partir das 9h do dia 28. No dia 29, o evento será interno, voltado apenas à praticagem.

Por que há tantas 'estranhas criaturas marinhas desconhecidas'?

10:30

Depois da passagem do furacão Harvey em agosto pelos Estados Unidos, uma estranha criatura foi achada na costa do Texas. Com o corpo alongado, dentes afiados e sem olhos, o animal tinha um aspecto meio monstruoso e sua imagem acabou viralizando pela internet, gerando diversas teorias – das científicas às mais fantasiosas.

O animal na praia norte-americana foi identificado com uma espécie de enguia por um biólogo especialista. No entanto, não é incomum que se "descubra" bichos esquisitos no mar, os oceanos e suas espécies ainda são um verdadeiro mistério para a humanidade
"Estima-se que existam 10 milhões de espécies vivendo nos oceanos, mas temos apenas 250 mil catalogadas por enquanto.
Paulo Sumida, professor do Instituto de Oceanografia da USP

Isso significa que a gente conhece apenas uma pequena parcela dos animais que moram nas águas profundas. A probabilidade, no entanto, é que a maior parte desses bichos ainda não conhecidos seja minúsculo, de tamanhos milimétricos e assustadores apenas pelas lentes de um microscópio.

Tecnologia e sorte
Como cerca de 90% dos oceanos têm mais de mil metros de profundidade, estudar seres de tamanho tão reduzido e em completa escuridão exige uso de tecnologia de ponta e muito investimento em pesquisa, com uso de submarinos e de equipamentos remotos. Sem isso, não é possível nem fazer a coleta desses animais.
É preciso também contar com a sorte para encontrar grande parte desses animais. E isso vale até mesmo para as espécies grandes, mas consideradas raras e, por isso, pouquíssimo conhecidas pelo público em geral.
"São 360 milhões de quilômetros quadrados de água e 1 bilhão de metros cúbicos de volume", explica Sumida.
Um exemplo da dificuldade no estudo dos animais marinhos é o caso da lula gigante. Segundo Sumida, foi preciso de séculos de tentativas e pesquisadas para finalmente se conseguir uma filmagem do animal. Sem nunca antes tê-la visto, a ciência sabia de sua existência por evidências encontradas em cachalotes e relatos de marinheiros. Mas, por muito tempo, não havia sequer um registro do animal. "Em relação ao tamanho do mar, esses animais são raros. É difícil encontrá-los, porque não é possível ter controle das regiões profundas o tempo todo", explica.
Por isso, se você cruzar com a carcaça de um bicho estranho e meio monstruoso pela praia, não se assuste. É muito provável que ele esteja com esse aspecto desfigurado porque passou por maus bocados (revirado e arremessado contra pedras e corais) até ser arrastado pela areia.
Aretha Yarak
Colaboração para o UOL 10/10/2017 
Notícias: Instituto Oceanográfico da USP


Marinha do Brasil presta apoio ao serviço de busca e salvamento ao submarino argentino ARA San Juan.

14:26

Foto: Archivo Gaceta Marinera


 A Marinha do Brasil (MB), por intermédio do Comando de Operações Navais (ComOpNav), informa que após a autorização do Ministro da Defesa, iniciou imediatamente o planejamento de apoio às buscas ao submarino argentino ARA San Juan.


No dia de hoje (18), foram enviados para a área de buscas o Navio Polar Almirante Maximiano, que se deslocava para Estação Antártica Comandante Ferraz; a Fragata Rademaker, que regressava de uma Operação com a Armada do Uruguai; e o Navio de Socorro Submarino Felinto Perry, que desatracou da Base Almirante Castro e Silva, localizada no Rio de Janeiro.

O Navio Polar Almirante Maximiano será o primeiro navio da MB a chegar na área, por volta das 5 horas da manhã do dia 19, horário de Brasília.

A MB ressalta, ainda, que presta apoio ao serviço de busca e salvamento da Marinha Argentina e emprega todos os esforços para contribuir com o sucesso nas buscas ao submarino.

MARINHA DO BRASIL
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA

Devemos deixar ecossistemas íntegros e saudáveis de herança

09:36

A linha de costa do Brasil tem extensão de cerca de 8.500 quilômetros e uma superfície de zona costeira, o espaço geográfico de interação do ar, do mar e da terra (que inclui seus recursos, renováveis ou não) da ordem de 600 mil quilômetros quadrados.
Nessa faixa, contamos com 463 municípios, ou 8% do total de cidades brasileiras. O número algumas inclui cidades de grande porte, como nove capitais.
É nesse espaço caracterizado por ambientes especialmente sensíveis, vulneráveis e frágeis, devido à presença de ecossistemas como manguezais, estuários, marismas, lagunas e praiasque se encontra algo como 60% da população do país.
A interação entre os componentes desse sistema é um verdadeiro quebracabeça.
Temos uma zona costeira cujos limites não podem ser delineados, pois a própria linha de costa que determinaria a fronteira entre a terra emersa e o mar é dinâmica, variando com processos naturais, de ordem ambiental, e de origem antrópica, ou seja, induzidos pelo homem.
Entre os processos ambientais que geram impactos e alteram as feições dessa área litorânea, identificamos os geológicos, os climáticos e os decorrentes da própria dinâmica costeira, influenciada por tempestades, furacões, tormentas, ressacas e transgressões marinhas, quando o nível do mar sobe para perto do solo e causa inundação.
Esse último fator pode ser compreendido melhor quando se fala do aumento do nível do mar.
Estamos falando de cenários de elevação de 5,4 centímetros por ano neste século, segundo estudos conduzidos pelo físico e meteorologista José Marengo.
Esse avanço do mar em relação à terra emersa provoca inundações de água do mar nas cidades costeiras e contaminação do lençol freático, aumentando a sua salinidade.
Isso compromete a agricultura de pequena escala, além de causar o estreitamento de praias e a erosão da linha de costa, com perda de quarteirões inteiros.
Esse quadro quase sinistro pode ser equacionado a partir de mudanças ou de adaptações do comportamento dos seres humanos.
Esse avanço começa por admitir que seres vivos, manguezais e oceanos fazem parte de um mesmo sistema, o planeta Terra.
Os ciclos de vida, embora tenham suas peculiaridades, têm suas escalas de espaço e tempo próprias para se reproduzirem de forma sustentável, obedecendo às diferentes escalas produtivas.
É essa reprodução que irá repor os estoques explorados, desde que respeitem as taxas de reprodução das respectivas populações.
Esse respeito às taxas de "reposição" dos seres representa uma revisão nos moldes da sustentabilidade dos recursos naturais para retomada do desenvolvimento econômico sob bases duradouras, à semelhança do que foi proposto na década de 1970 pelo economista
alemão E. F. Schumacher, no livro "O Importante é Ser Pequeno".
Atualmente lidamos com "mercados artificiais", onde são negociadas mercadorias que não foram geradas para serem "vendidas", como o meio ambiente, segundo o filósofo austríaco Karl Polanyi.
Com vista à sustentabilidade de ecossistemas complexos, como aqueles com que estamos lidando, é essencial que o uso dos recursos não comprometa a saúde ou a integridade os sistemas em nenhum nível.
Cabe esclarecer que saúde e integridade não são sinônimos: saúde se refere ao presente e integridade faz referência a período de tempo mais abrangente, que lida com a habilidade de manutenção dos sistemas em um futuro ainda imprevisível.
Somos responsáveis pelo patrimônio herdado de nossos antepassados, de forma que ele passe para as futuras gerações. Elas, igualmente, serão responsáveis por esta cadeia de custódia.
A natureza é resiliente, capaz de autoorganização e de autorreparação. Como partes do sistema, precisamos apenas deixar de herança a saúde e a integridade deste "capital de múltiplas gerações".
Maria Luisa Dias/Mafalda Press/Folhapress
YARA SCHAEFFERNOVELLI é professora da USP, sóciafundadora do Instituto BiomaBrasil e membro do Grupo de Especialistas em Manguezal da União Internacional para a Conservação da Natureza SSC/IUCN
YARA SCHAEFFERNOVELLI
ESPECIAL PARA A FOLHA
05/10/2017 02h00

Todos os premiados: Agência entrega Prêmio ANTAQ 2017

08:36

Aconteceu na quinta-feira (9), na sede da Agência, a cerimônia de entrega do Prêmio ANTAQ 2017. O Porto de Paranaguá (PR) ficou com o primeiro lugar na categoria Desempenho Ambiental, na modalidade Maior IDA (Índice de Desempenho Ambiental). Em segundo lugar, apareceu o Porto de Itajaí (SC). Na terceira posição, o Porto de São Sebastião.

Mário Povia (E) e Bruno Guimarães: reconhecimento para o Porto de Paranaguá
Na categoria Desempenho Ambiental, na modalidade Maior Evolução Anual do IDA, o Porto de Santos (SP) ficou em primeiro lugar. Em segundo, o Porto de Santarém (PA). A terceira posição ficou com o Porto de Maceió. Confira abaixo todos os vencedores.
Para o diretor-geral da ANTAQ, Adalberto Tokarski: “O prêmio é fundamental como reconhecimento de trabalhos de excelência realizados nos setores portuário e de navegação. A questão da sustentabilidade é primordial para a Agência. Esse prêmio valoriza aqueles e aquelas que contribuem para uma logística eficiente e, acima de tudo, que vai ao encontro do meio ambiente”.
Tokarski lembrou, ainda, que a ANTAQ, com essa premiação, valoriza a inovação. Ele destacou também as categorias do Prêmio ANTAQ (veja abaixo). Disse que a Agência trabalha cada vez mais para um marco regulatório claro e transparente, para uma redução da burocracia, com o objetivo de atrair investimentos para o setor.
Segundo o diretor da ANTAQ, Mário Povia, o prêmio é a materialização de projetos idealizados anos atrás no âmbito do Planejamento Estratégico da Agência. “A ANTAQ, valendo-se de seu protagonismo setorial, consolida neste momento a instituição do Prêmio ANTAQ, prestigiando iniciativas inovadoras, eficiência e criatividade, bem como estimulando a produção de artigos do setor aquaviário”, destacou.
De acordo com Povia, a Agência volta a destacar a relevância, por meio do IDA, da qualidade da gestão ambiental dos portos organizados, reconhecendo o trabalho daqueles que buscam atuar na melhoria constante de uma matéria tão fundamental para a sociedade brasileira.
Conforme o diretor da ANTAQ, Francisval Mendes, o Prêmio ANTAQ “está vocacionado a encorajar a reflexão da sociedade em torno da importância do modal aquaviário para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. E também para identificar contribuições para a melhoria da efetividade das empresas que operam no setor regulado, seja especificamente na dimensão da sustentabilidade ambiental, seja no aperfeiçoamento da adequada prestação de serviços aos usuários, ou ainda fortalecendo mecanismos de gestão das empresas”.



 Francisval Mendes: diversificação dos trabalhos

De acordo com Mendes, a realização do Prêmio ANTAQ 2017 trouxe como principal evolução a diversificação das categorias de trabalhos, propiciando a participação de entes regulados não apenas do segmento portuário, mas também da navegação marítima e de apoio e da navegação interior.



Premiação Iniciativas Inovadoras: 1º lugar

Para o superintendente de Desempenho, Desenvolvimento e Sustentabilidade da ANTAQ, Arthur Yamamoto, “em 2017, procuramos ampliar o escopo de premiação, de modo a valorizar e dar visibilidade às diversas ações e iniciativas dignas de reconhecimento junto à sociedade”.
Sobre o IDA, Yamamoto afirmou que “premiamos também aqueles portos públicos que mais evoluíram em sua pontuação ao longo do ano, reconhecendo o esforço empreendido no rumo de sua conformidade ambiental”.
Para a análise e julgamento dos trabalhos inscritos nas categorias Artigo Técnico e Científico (46 trabalhos) e Iniciativas Inovadoras (44 trabalhos), a Agência contou com a colaboração de renomadas autoridades do setor público e privado, conferindo qualidade e credibilidade ao certame.
“Esperamos que o Prêmio ANTAQ, que passa a ser editado a cada dois anos, venha a se tornar ‘objeto de desejo’ de todos aqueles que militam na seara portuária e aquaviária do país, que seja reconhecido como uma espécie de certificação de excelência junto à academia, às empresas e aos profissionais do setor, e sirva de incentivo e inspiração para o desenvolvimento de novos trabalhos, iniciativas, inovações e busca de conformidades no rumo da sustentabilidade”, ressaltou o superintendente.
Para o gerente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ANTAQ, Marcos Maia Porto, a premiação se reveste de grande importância para o setor aquaviário, “pois dá o devido destaque para os seus aspectos positivos, como os resultados exitosos da gestão ambiental nas suas atividades, em conformidade com a legislação vigente. Além disso, impulsiona o setor com os artigos técnicos e científicos, onde são analisadas as questões mais prementes da atividade e seus desafios, finalizando com a produção de projetos e iniciativas inovadoras”.
O diretor de Meio Ambiente do Porto de Paranaguá, Bruno da Silveira Guimarães, creditou o primeiro lugar na modalidade Melhor Índice de Desempenho Ambiental ao comprometimento da atual Diretoria que acreditou e investiu na melhoria das condições ambientais do principal porto do Paraná e um dos maiores do país em movimentação de cargas. “Há cinco anos, nós ocupávamos o 26º lugar do Índice de Desempenho Ambiental da ANTAQ. No prêmio do ano passado, ficamos no terceiro lugar e, agora, ganhamos o primeiro. Com isso, nosso desafio torna-se ainda maior daqui para frente, que é repetir esse resultado na próxima edição do Prêmio ANTAQ”, manifestou.
O Porto de Santos foi o vencedor na categoria “Maior evolução anual do IDA”. O presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo, Alex Oliva, elogiou a atitude da ANTAQ. “A ANTAQ mostra que o importante não é só multar, mas também premiar.”



Porto de Santos: 1º lugar em evolução anual do IDA

O Porto de Santos, maior porto do país, recebeu do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) a sua licença de operação. A assinatura do termo de licenciamento, a mais importante entre as três modalidades de licença ambiental, aconteceu em abril. Foram 13 anos de busca da regularização, quando foram elaborados diversos estudos e implantados inúmeros ajustes necessários à proteção ambiental no porto santista e que envolveu uma ação conjunta de todos os órgãos públicos intervenientes nas atividades do porto, como a ANTAQ, o Ministério dos Transportes e a Codesp.
Argonáutica Engenharia e Pesquisas LTDA e Praticagem do Estado de São Paulo foram os vencedores da categoria Iniciativas Inovadoras. O diretor da Argonáutica, Rafael Watai, disse que o Prêmio ANTAQ é importante para valorizar empresas novas como a dele, que foi criada em 2012. O objetivo do trabalho vencedor foi garantir a segurança e eficiência das manobras de navio na entrada e na saída dos portos. “A ideia é evitar que o navio toque no fundo do oceano”, disse Watai.
Lílian dos Santos, Joaquim de Aragão e José Shimoishi foram os primeiros colocados na categoria Artigo Técnico-Científico, com o trabalho “Modelo de consolidação comercial e análise de sustentabilidade fiscal aplicados a projetos hidroviários”. “O prêmio mostra o reconhecimento de pesquisas que estão sendo feitas nas universidades. Essa premiação coroa o trabalho de muitos anos na linha de pesquisa Engenharia Territorial”, disse Lílian dos Santos.
 Prêmio Antaq 2017 de Sustentabilidade Aquaviária
Maior Índice de Desempenho Ambiental 2017, categoria Desempenho Ambiental
1º lugar – Porto de Paranaguá
2º lugar – Porto de Itajaí
3º lugar – Porto de São Sebastião
Maior evolução anual do IDA, categoria Desempenho Ambiental
1º lugar – Porto de Santos
2º lugar – Porto de Santarém
3º lugar – Porto de Maceió
Qualidade de Atendimento ao Usuário
1º lugar – Empresa A. Amaral de Paiva Navegação ME
2º lugar – Monteiro e Monte LTDA
3º lugar – R.R Amaral de Paiva Navegação ME
Iniciativas Inovadoras
1º lugar – Argonáutica Engenharia e Pesquisas LTDA e Praticagem do Estado de São Paulo (Contribuições do C3OT-Redraft para a Segurança e Eficiência Operacional do Porto de Santos)
2º lugar – Pronave Agentes de Comércio Exterior LTDA (Tecnologias Sustentáveis para Descarga de Granéis Sólidos)
3º lugar – Triunfo Logística LTDA (Eletroímã nas Operações de Movimentação de Ferro Gusa)
Artigo Técnico e Científico
1º lugar – Lílian dos Santos Fontes Pereira Bracarense, Joaquim José Guilherme de Aragão e José Matsuo Shimoishi (Modelo de consolidação comercial e análise de sustentabilidade fiscal aplicados a projetos hidroviários)
2º lugar – Maria da Graça Zepka Baumgarten, Vivian Freitas Aguiar e Lucas Almeida (Porto do Rio Grande (Estuário da Lagoa dos Patos – RS): identificação e caracterização dos locais de lançamento de efluentes líquidos nas margens).
3º lugar – Gustavo Pacheco Tomas e Tobias Bernward Bleninger (Avaliação Hidromorfológica do uso de espigões em hidrovias – Estudo de Caso: Passo do Jacaré.
Fonte: ANTAQ