: 'Aqui jaz o velho marinheiro'.

10:33

Testamento do Almirante Tamandaré 
Texto original como escrito pelo Patrono da Marinha do Brasil - 1893
"Não havendo a Nação Brasileira prestado honras fúnebres de espécie alguma por ocasião do falecimento do imperador, o senhor D. Pedro II, o mais distinto filho desta terra, tanto por sua moralidade, alta posição, virtudes, ilustração, como pela dedicação no constante empenho ao serviço da Pátria durante quase 50 anos que presidiu a direção do Estado, creio que a nenhum homem de seu tempo se poderá prestar honras de tal natureza, sem que se repute ser isso um sarcasmo cuspido sobre os restos mortais de tal indivíduo pelo pouco valor dele em relação ao elevadíssimo merecimento do grande imperador.
"Não quero pois, que por minha morte se me prestem honras militares, tanto em casa como em acompanhamento para sepultura.
"Exijo que meu corpo seja vestido somente com camisa, ceroula e coberto com um lençol, metido em um caixão forrado de baeta, tendo uma cruz na mesma fazenda, branca, e sobre ela colocada a âncora verde que me ofereceu a Escola Naval em 13 de dezembro de 1892, devendo-se colocar no lugar que faz cruz a haste e o cepo um coração imitando o de Jesus, para que assim ornado signifique a âncora-cruz, o emblema da fé, esperança e caridade, que procurei conservar sempre como timbre dos meus sentimentos.
“Sobre o caixão não desejo que se coloque coroas, flores nem enfeites de qualquer espécie, e só a Comenda do Cruzeiro que ornava o peito do Sr. D. Pedro II em Uruguaiana, quando compareceu como primeiro dos Voluntários da Pátria para libertar aquela possessão brasileira do jugo dos paraguaios que a aviltavam com sua pressão; e como tributo de gratidão e benevolência com que sempre me honrou e da lealdade que constantemente a S. M. I. tributei, desejo que essa comenda relíquia esteja sobre meu corpo até que baixe à sepultura.
“Exijo que não se façam anúncio nem convites para o enterro de meus restos mortais, que desejo sejam conduzidos de casa ao carro e deste à cova por meus irmãos em Jesus Cristo que hajam obtido o foro de cidadãos pela Lei de 13 de maio. Isto prescrevo como prova de consideração a essa classe de cidadãos em reparação à falta de atenção que com eles se teve pelo que sofreram durante o estado de escravidão; e reverente homenagem à grande Isabel Redentora, benemérita da pátria e da humanidade, que se imortalizou libertando-os.
“Exijo mais, que meu corpo seja conduzido em carrocinha de última classe, enterrado em sepultura rasa até poder ser exumado, e meus ossos colocados com os de meus pais, irmãos e parentes, no jazigo da família Marques Lisboa.
“Como homenagem à Marinha, minha dileta carreira, em que tive a fortuna de servir à minha pátria e prestar alguns serviços à humanidade, peço que sobre a pedra que cobrir minha sepultura se escreva: 'Aqui jaz o velho marinheiro'.
Almirante Joaquim Marques Lisboa - M. de T."

13 de dezembro DIA DO MARINHEIRO Almirante Tamandaré

04:43

13 de dezembro
DIA DO MARINHEIRO
Almirante Tamandaré


Joaquim Marques Lisboa, o Almirante Tamandaré, (Rio Grande, 13 de dezembro de 1807 - Rio de Janeiro, 20 de Março de 1897) Foi um militar da Marinha do Brasil. Na Carreira, atingiu o posto de Almirante, Seus Serviços à Pátria forma reconhecidos Pelo Império com uma Concessão do Título de Marquês de Tamandaré. Herói Nacional, é o patrono da Marinha de Guerra do Brasil. O dia de Seu Nascimento, 13 de dezembro, é lembrado Como o Dia do Marinheiro.

12:26


Homenagem aos novos práticos
texto:Assessoria - José Rodrigues
A Praticagem de Santos promoveu dia 25 jantar de boas vindas aos 11 novos práticos que assumiram recentemente a profissão. Eles foram aprovados num dos mais difíceis processos seletivos realizados no País, sob o comando da Marinha, e realizaram estágio de um ano, tendo realizado cerca de 700 manobras com todos os tipos de navios e sob todas as condições climáticas. Depois disso, ainda passaram por um exame prático realizado pela Autoridade Marítima e só depois da aprovação puderam receber o certificado profissional. Agora Santos tem 52 práticos e um novo praticante deverá iniciar o estágio em breve, depois de aprovado no recente processo seletivo. Durante o jantar, o presidente Fábio Mello Fontes explicou o segredo da profissão:
acesse o vídeo do presidente Fábio Mello 








 

Naufrágios e Pontos de Mergulho de Fernando de Noronha, Recife e Maceió

07:49



Em mais de 30 anos de ativismo, ele lutou contra a caça à baleia no Brasil e pela criação de áreas protegidas, como o Parque Nacional marinho de Fernando de Noronha. Foi representante oficial do Brasil junto a tratados internacionais da área ambiental e hoje preside a Rede Costeiro-Marinha e Hídrica do Brasil.  
fonte Mônica Lima
Cultura Sub Assessoria de Imprensa

Destino de milhares de turistas, o litoral do Nordeste oferece mais belezas do que supõem seus visitantes. Muito além das praias de areias claras e dos coqueiros que enfeitam a orla, a costa continental tropical é um berçário natural para uma infinidade de espécies marinhas.O ecossistema da região que vai de Fernando de Noronha a Maceió revela cardumes de tubarões de diversos tamanhos, e grupos de seres diminutos e coloridos que vivem junto às exuberantes formações dos corais.

Este cenário é desvendado em multi-ângulos e cores em Naufrágios e Pontos de Mergulho de Fernando de Noronha, Recife e Maceió. O livro fotográfico bilíngüe é assinado pelo ambientalista José Truda Palazzo Junior, em parceria com o fotógrafo subaquático Fernando Clark e a editora Cultura Sub – pioneira em publicações sobre meio ambiente e sustentabilidade. Nesta expedição pelas águas silenciosas e transparentes, conhecemos criaturas fascinantes como tartarugas gigantes, moréias, os minúsculos camarões-palhaço, meros e parus, que parecem voar ao redor de naufrágios – verdadeiros recifes artificiais que servem de abrigos para o desenvolvimento e reprodução de moluscos, peixes, corais e plantas.

Com patrocínio da empresa Transmissoras Brasileiras de Energia (TBE), o livro subdivide-se em quatro temas: Fernando de Noronha; Recife - Capital dos Naufrágios; Mergulhando em Alagoas e, ao final, o capítulo Mergulho, Mar e Sustentabilidade – um Chamado à Proteção dos Oceanos.

Em Fernando de Noronha – meca do mergulho brasileiro - foram capturadas imagens inéditas dos pontos de mergulho do arquipélago, iniciando pela Ilha Rata. De lá, seguindo em sentido anti-horário ao redor das ilhas, se encontram alguns dos melhores locais para submergir no círculo de beleza e vida da região. Na capital dos naufrágios – Recife, a expedição se afasta da costa pernambucana em direção à Corveta Camaquã e outras embarcações afundadas, onde é comum avistar grandes cardumes de peixes residentes e outros em migração.

Em Alagoas, temos um roteiro de pontos de mergulho útil para guiar mergulhadores iniciantes ou mais experientes. Durante a leitura deste capítulo, somos avisados que o desenvolvimento do turismo na região necessita de ordenamento racional para não ameaçar a preservação dos recifes de corais e as populações do peixe-boi marinho. 

Em “Mergulho, Mar e Sustentabilidade”, os autores alertam para as alterações causadas pelos impactos humanos sobre os oceanos. Entre eles, a quase extinção das baleias, que armazenam carbono; a captura acidental pelo arrasto de fundo - que atinge indiscriminadamente tartarugas, mamíferos marinhos e tubarões - estes os predadores vitais do topo de cadeia, cujo massacre já é responsável por desequilíbrios em ambientes marinhos de todo o planeta. 

LANÇAMENTO DE LIVRO EM SANTOS
Naufrágios e Pontos de Mergulho de Fernando de Noronha, Recife e Maceió
 “Mergulho, Mar e Sustentabilidade”
Santos
Data: 2/12, as 19h30
Local: Anfiteatro Universidade Santa Cecília (Unisanta)

End.: Rua Oswaldo Cruz, 277 – Boqueirão – Santos (SP)


Navio-Aeródromo “São Paulo” visita o Porto de Santos-SP

12:50



FONTE: http://www.mar.mil.br


Navio-Aeródromo “São Paulo” 

visita o Porto de Santos-SP





















Entre os dias 18 e 22 de novembro, o Navio-Aeródromo “São Paulo”, após cinco anos de modernizações e reparos, e uma intensa preparação de sua tripulação, visitou o porto de Santos.
O Navio cumpre uma Inspeção Operativa, com o propósito de adestrar sua tripulação e prontificar seus meios para voltar a operar. Na primeira fase, o Navio irá operar com aeronaves de asa rotativa (helicópteros).
A Comissão é composta por diversos militares com experiência em áreas relacionadas à operação em porta-aviões, designados para avaliar os exercícios realizados. O Inspetor-Chefe da Comissão de Inspeção e Assessoria de Adestramento (CIAsA), responsável pelo Comando da Operação, é o Contra-Almirante Carlos Augusto de Moura Resende, Comandante da 1ª Divisão da Esquadra.
O Comandante-em-Chefe da Esquadra (ComemCh), Vice-Almirante Wilson Barbosa Guerra, acompanhado de Almirantes do Setor Operativo, acompanhou a condução dos exercícios previstos.
 
Por ocasião da chegada ao porto de Santos-SP, o ComemCh recebeu a visita dos prefeitos de Santos, João Paulo Tavares Papa; de São Paulo, Gilberto Kassab; do Guarujá, Maria Antonieta de Brito; e de Iperó, Marco Antonio Vieira Campos. Os convidados visitaram o Navio e puderam constatar o grau de prontificação operativa, a implantação do SICONTA MK IV e as operações aéreas, conduzidas com aeronaves de asa rotativa.

 

Navio Capitânia da Esquadra Brasileira

16:02


texto de Elcio Rogerio Secomandi 
Coronel de Artilharia Rfm.


 Aportou em Santos, no início da tarde  do dia 18/11/2011, o navio aeródromo São Paulo, em sua primeira “manobra naval” após longo período de repotencialização. O NAe São Paulo foi saudado pela Fortaleza de Santo Amaro com uma salva (simulada) de 17 tiros de Artilharia. Este tipo de saudação militar, de origem medieval, ocorria praticamente em todos os portos do mundo quando um navio de guerra ou uma esquadra “desfilava” diante do principal reduto de defesa situado em terra firme: uma demonstração de amizade e de respeito mútuo.  Esta secular tradição hoje ocorre apenas em eventos de grande vulto, como, por exemplo, a salva de 21 tiros na cerimônia de transmissão do cargo de Presidente da República.

No período colonial havia também tiros de salva no sentido de alertar sobre a aproximação de “navios de suspeita”, descrito no Plano de Defesa do Porto de Santos de 1800 e assim resumido: o Forte Augusto (hoje Museu de Pesca) dava um tiro de salva; a Fortaleza de Santo Amaro repicava com dois tiros de maior potência e o sinal de alerta era repassado pelo troar dos canhões das demais fortificações de defesa do então incipiente Porto de Santos. A notícia era levada a cavalo até São Paulo para alertar toda a Capitania sobre o perigo eminente.
Descreve ainda o referido Plano de Defesa, de dezembro de 1800:

“Toda a gente da Villa [de Santos] capaz de pegar em Armas / excetuados os que devem laborar com a Artilharia do Forte [Santo Amaro], ou que são destacados para outra parte / 
marcharão ao ponto que lhe for ordenado pelo commandante da mesma 
Villa, levando todasas suas armas (...).”

Era o povo defendendo sua ‘villa”. Hoje, felizmente, não temos piratas nem corsários e o troar dos canhões foi substituído por sinais de satélites e radares de longo alcance. Também  não se espera a presença de “navios de suspeita”.

Na aproximação do NAe São Paulo, além da salva (simulada) de tiros de Artilharia  a Capitania dos Portos exibiu mensagem de boas-vindas fixada nas rústicas e espessas muralhas do mais expressivo conjunto arquitetônico-militar do Estado de São Paulo, 
que ali está desde 1584 "vigiando" o canal de acesso ao Porto e, literalmente, todas as praias da baía de Santos. A saudação constou ainda de uma formidável queima de fogos.
Um visual deslumbrante! Uma oportunidade ímpar para se registrar esta imagem a partir das muretas da Ponta da Praia ou no Deck do Pescador. Para a Imprensa e os convidados da Capitania dos Portos foi aberta a possibilidade de ocuparem as plataformas de tiro da Fortaleza de Santo Amaro em posição que fica a uma 
altura referencial ao tombadilho do NAe São Paulo, em distância 
aproximada de 100m, pois o canal de navegação muito se aproxima daquela monumento histórico-militar.
 A divulgação de uma imagem do Navio Capitânia “desfilando” diante do único exemplar de uma arquitetura militar com muralhas que se alongam em “cortadura” para proteger todo o esporão rochoso que avança mar adentro se apresenta, assim, como um “chamamento” para que a sociedade santista venha a dar atenção maior àquele patrimônio histórico nacional –
 patrimônio de todos nós –  o qual se apresenta tão claramente diante dos nossos olhos, por mais de quatro séculos, expondo sua rasante estrutura de pedras pintadas de branco e expostas ao sol do entardecer.
Na defesa do pré-sal – um dos motivos da “ação de presença” do NAe São Paulo, suponho – há que se considerar os motivos que levaram os portugueses a construir um sofisticado sistema defensivo para o incipiente Porto de Santos entre 1551 e 1734.
 Ao todo seis fortes, um fortim e uma Casa do Trem Bélico
 (para prover o apoio logístico).
 A História, sem dúvida, mantém em seus “arquivos” inúmeras fontes de sabedoria que, vez por outra, devem ser consultadas. E a História prossegue... não mais com sucessivas “cortinas defensivas” fixas para abrigar a extinta Artilharia de Costa, mas sim com naves e aeronaves com nova arquitetura militar apta a lançar vetores balísticos de posições fugazes (cortinas virtuais). A Estratégia de Defesa foi e ainda é de dissuasão visando dirimir vontades antagônicas apenas pela “ação de presença”.
Os fortins, fortes, fortalezas que sobrevivem e pontilham a fronteira terrestre e o litoral do Brasil precisam ser preservados. Este fantástico acervo histórico-cultural está inserido no “DNA” da nossa Nação e bem representa o viés militar das bandeiras criadas por D. Sebastião em 1570, na antiga sede da Capitania de São Vicente. Já não se ouve o troar dos seus canhões, felizmente, mas é preciso saber aproveitar o antigo sistema defensivo do Porto de Santos como equipamento para o turismo histórico-cultural a fim de evitar que se perca na poeira do tempo.

 Este oportunidade de rever o passado e projetar o futuro nos está sendo oferecida pelo Capitão dos Portos de São Paulo, honrando a Fortaleza de Santo Amaro com uma mensagem de boas-vindas ao Brasil do futuro, por meio do Navio Capitânia da Esquadra Brasileira, que retorna, após longa data ao Porto de Santos

Elcio Rogerio Secomandi 
Coronel de Artilharia Rfm.
Professor Emérito da Universidade Católica de Santos
ersecomandi@gmail.com  (13) 3237-1022  (13) 9704-2410



Projeto de Defesa do Porto de Santos, Erico A. Oliveira, c. 1897. 
Arquivo Histórico do Exército. Copia e foto autorizados para divulgação
AHEx – Perquisa nº 069/2003

Fonte de consulta:
“DOCUMENTOS INTERESSANTES 
PARA A HISTÓRIA DE SÃO PAULO”.
Plano de Defesa da Capitania de São Paulo, dez 1800
. Archivo do Estado de São Paulo. VLII.
MADRE DE DEUS, Frei Gaspar. 
Memórias para a História da Capitania de São Vicente
São Paulo: Martins, 1953.
MORI, Victor Hugo. Arquitetura Militar: 
Um Panorama Histórico a Partir do Porto de Santos.
 S. Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo/
Fundação Cultural Exército Brasileiro, 2003.


























Fernando de Noronha - "O paraíso é aqui"

11:22

"O paraíso é aqui", disse Vespúcio quando abordou aquela ilha deserta em l0 de agosto de 1503, logo após o naufrágio da principal nau das seis que compunham a expedição. A carta que escreveu, é o primeiro documento relativo à Ilha de Fernando de Noronha, ....."infinitas águas e infinitas árvores; aves que vinham  comer às mãos; um boníssimo porto que foi bom para toda a tripulação....http://www.amigosdomar.com.br/#1

 Abandonada por mais de dois séculos e situada na rota das grandes navegações, foi dominada  por muitos povos, e estrategicamente foi criado  o sistema defensivo com dez fortificações - "o maior sistema fortificado do século XVIII no Brasil" -, dentre os quais a Fortaleza de N.Sª dos Remédios



Entre 1938 e 1945, Fernando de Noronha foi um presídio  sendo os próprios  presidiários a mão-de-obra  de todo o patrimônio e o sistema viário que interliga vilas e fortes.

Palácio São Miguel    um casarão colonial situado no centro da praça d´armas da Vila dos Remédios, um só pavimento e grande escadaria de acesso.Há também um vitral, com a imagem do arcanjo São Miguel


Na Vila dos Remédios ficava a Administração, o poder civil, e no inferior, a igreja. Vale destacar que uma das principais funções da Vila, na sua origem, foi dar suporte ao sistema carcerário também implantado a esse tempo. Estrategicamente a vila não deveria ser vista do mar.


e foi lá no Palácio São Miguel que conhecemos a Gestora Ambiental do Arquipelágo  Veronica Sabino que conta com detalhes sua geografia, a riqueza de sua história, a fauna e a flora, as questões ambientais e de sustentabilidade, o turismo e suas potencialidades. Fernando de Noronha é verdadeiramente um grande laboratório para pesquisadores de várias














Mentalidade Marítima

09:58


  A necessidade de implementação de um Programa de Mentalidade Marítima pode ser entendida por meio da compreensão do processo histórico que presidiu o relacionamento do Brasil com o mar. 

       Historicamente, o Brasil nasceu com vocação marítima, não só por ter sido descoberto e colonizado por uma nação marítima, mas também por ter sofrido suas primeiras invasões pelo mar. O desenvolvimento nacional ainda é, e continuará sendo, dependente das vias marítimas para grande parte de suas atividades.

        Entretanto, devido a fatores conjunturais, ocorreu migração econômica para o interior, com “as costas” voltadas para o mar em diferentes aspectos entre eles os transportes e a alimentação. Dessa forma, houve, no seio da população brasileira, uma degradação de mentalidade marítima, a ponto de, nos dias atuais, os brasileiros, em sua grande maioria, pensarem no mar apenas de forma lúdica.

        Daí decorre a necessidade geradora de uma Ação que pretenda resgatar tal mentalidade na população, nos níveis necessários e coerentes com dimensão de uma Nação eminentemente marítima como o Brasil.

PROPÓSITO

Estimular, por meio de ações planejadas, objetivas e continuadas, o desenvolvimento de uma mentalidade Marítima na população Brasileira, consentânea com os interesses nacionais e voltadas para um maior conhecimento do mar e seus recursos, da sua importância para o Brasil, da responsabilidade de sua exploração nacional e sustentável e da consciência da necessidade de preservá-lo
FONTE:http://www.mar.mil.br/secirm/promar.htm

MIMETISMO

09:25


Mimetismo é a semelhança física ou de comportamento, adotada por uma espécie que imita a outra, com a intenção de se proteger de seus predadores.
 Os animais e plantas mais imitados são aqueles cujas características nocivas deixam uma impressão duradoura nos predadores. Ao invés de se esconder dos predadores por meio da camuflagem, as espécies que se mimetizam exibem os mesmos sinais ou comportamentos de advertência das espécies perigosas das quais imitam.


O mimetismo foi descoberto em 1862 pelo naturalista britânico Henry Walter Bates, que descobriu duas espécies distintas de famílias de mariposas nas selvas brasileiras.
 Ambas, mesmo não possuindo nenhuma ligação, apresentavam marcas similares. A partir daí, observou que uma das famílias de mariposas era venenosa para as aves, deduziu que as mariposas comestíveis haviam conseguido sobreviver desenvolvendo marcas de advertência similares as das mariposas venenosas. 


 Outra classe de mimetismo, chamada de mimetismo de Muller, encontra-se sobretudo em determinadas espécies de insetos. Estes insetos, apesar de serem igualmente venenosos, desenvolveram marcas similares para reduzir a mortalidade.


Peixe linguado vive em fundos de areia, lodo ou cascalho, usando o mimetismo para se camuflar contra os predadores. 
 Alimentam-se de crustáceos e moluscos. apresenta excelente mimetismo com o fundo. Exemplo: bagres, linguados, trilhas, mangangás, alguns cações e a maioria das raias.


Vespa-do-mar (Chinorex fleckeri) é um cnidário marinho da classe dos cifozoários. Seus tentáculos, devido à presença de nematocistos, podem causar ferimentos letais em banhistas. Elas costumam viver nas costas australianas, o veneno delas é tão poderoso que pode matar uma pessoa em 2 minutos, o que torna o resgate muito difícil, na verdade ela carrega veneno suficiente para aniquilar aproximadamente 60 homens 



Algumas espécies de polvo copiam a forma e a velocidade dos movimentos do linguado. A imitação as vezes acontece quando o animal se desloca, que é precisamente a altura em que se encontra mais vulnerável porque deixa de poder fazer-se passar por mais um elemento estrutural do meio.