Significado: Distintivo da Marinha

10:50

Coroa Naval
A Coroa Naval tem a seguinte descrição:
- Um diadema de ouro, ornamentado de pedrarias, com quatro popas de Galeão e quatro velas redondas, brancas, sendo visíveis apenas uma popa, duas velas e duas meias popas.
A Coroa Naval é usada para identificar todos os distintivos da Marinha

Distintivo da Marinha do Brasil
O Distintivo da MB tem a seguinte descrição:
- Uma âncora de ouro sobre campo circular azul, limitado por um cabo, em ouro, e encimado pela Coroa Naval. Na parte superior do campo, em letras de ouro, as palavras MARINHA DO BRASIL, dispostas em semicírculo na orla.

O distintivo da MB é usado em embarcações miúdas, publicações e papéis de expediente interno; louças e vidros de mesa; e em outros objetos de uso interno naMarinha

Dia 13 de Dezembro - Dia do Marinheiro - nascimento do almirante Joaquim Marques Lisboa

12:30

Dia do Marinheiro, que é celebrado em 13 de dezembro. A data marca o nascimento do almirante Joaquim Marques Lisboa, o marquês de Tamandaré, patrono da Marinha do Brasil.
Nascido em Rio Grande (RS), em 13 de dezembro de 1807, Tamandaré foi figura destacada no Brasil durante o Império. Ingressou na Marinha no alvorecer da Pátria, ajudando a consolidar a Nação brasileira. Comandou um navio com apenas 18 anos. Foi diversas vezes herói e teve carreira exemplar. Faleceu em 20 de março de 1897, no Rio de Janeiro. Tornou-se patrono da Marinha e, por iniciativa do Congresso, entrou para o Livro dos Heróis da Pátria. 
trecho final da Carta Testamento do Almirante Tamandaré

...." Exijo mais, que meu corpo seja conduzido em carrocinha de última classe,  enterrado em sepultura  rasa  até  poder ser exumado, e meus ossos colocados com os de meus pais, irmãos e parentes, no jazigo da família Marques Lisboa.
Como homenagem à Marinha, minha dileta carreira, em que tive a fortuna de servir a minha pátria  e prestar alguns serviços à humanidade,  peço que sobre  a pedra  que cobrir  minha  sepultura se escreva:
"Aqui jaz o velho marinheiro".  
Almirante Joaquim Marques Lisboa

Tradições Navais: Batidas do sino de bordo

13:48

O dia de trabalho do marinheiro, do homem do mar, é contado diferente do dia do homem de terra. 




Se fosse possível ao navio navegar somente de oito horas da manhã até às cinco da tarde - havendo parado uma hora para almoço - e parar e fundear (ancorar) ao final do dia, para então recomeçar tudo no dia seguinte, às oito horas, a jornada seria como a de terra. Mas  isso não  é  possível! O  navio  navega, muitas vezes, por  dias,  semanas  ou,  até  mesmo, por  meses seguidos. Por  esse  motivo, há séculos os marinheiros se ajustaram às necessidades do mar, cumprindo uma jornada de trabalho que permite o guarnecimento  permanente  do  navio. Assim, o dia  é dividido em quartos de serviço, cabendo à parcelas diferentes da tripulação a vigilância, em cada quarto, revezando-se  a  cada dois  quartos. No porto, os quartos são de 00 às 04h, de 04 às 08h, 08 às 12h, de 12 às 16h, de 16 às 20h e de 20 às 24h. Em viagem, no período compreendido entre 00 às 12h, os quartos têm o mesmo horário que no porto, porém, depois das 12 horas, os quartos têm a duração de 3 horas: 12 às 15h; 15 às 18h; 18 às  21h; e 21 às 24h. O quarto de 04 às 08h é batizado de Quarto D‘alva (a hora d’alva, do amanhecer)...........


No período compreendido entre os toques de alvorada e de silêncio, os intervalos dos quartos são marcados por batidas do sino de bordo, feitas ao fim de cada meia hora.
 1ª meia-hora do quarto:Uma batida singela
 2ª meia-hora do quarto:Uma batida dupla
 3ª meia-hora do quarto:Uma batida dupla e uma singela
 4ª meia-hora do quarto:Duas batidas duplas
 5ª meia-hora do quarto:Duas batidas duplas e uma singela
 6ª meia-hora do quarto:Três batidasduplas
 7ª meia-hora do quarto:Três batidas batidas duplas e uma singela
 8ª meia-hora do quarto:Quatro batidas duplas

6 de Novembro - Dia Nacional do Amigo da Marinha

10:42




A Medalha "Amigo da Marinha" foi criada em agosto de 1966, para agraciar personalidades civis, sem vínculo funcional com a Marinha do Brasil, militares de outras forças, bem como instituições que se tenham distinguido no trabalho de divulgar a mentalidade marítima, no relacionamento com a Marinha, na defesa dos interesses atinentes à Marinha e na divulgação da importância do mar para o país.

Criada em 1972 em Santos, destinou - se a congregar os agraciados e condecorados pela Marinha do Brasil. Atualmente existem mais de 55 Sociedades dos Amigos da Marinha por todo o Brasil e em Portuga A SOAMAR-BRASIL, fundada em 27/07/79 tem a missão estatutária de congregar as Sociedades Amigos da Marinha e Delegacia fundadas em todo território nacional. Em 2015 foi fundada a SOAMAR Brasil em Portugal, a primeira associação no exterior do Brasil. 

Tradições Navais: toques de apito

04:25

Os principais eventos da rotina de bordo são ordenados por toques de apito, utilizando-se, para isso, de um apito especial: o apito do marinheiro. O apito serve, também, para chamadas de quem exerce funções específicas ou para alguns eventos que envolvam pequena parte da tripulação. Ele tem sido, ao longo dos tempos, uma das peças mais características do equipamento de uso pessoal da gente de bordo. Os gregos e os romanos já o usavam para fazer a marcação do ritmo dos movimentos de remo nas galés.
Com o passar dos anos, o apito se tornou uma espécie de distintivo de autoridade e mesmo de honra. Na Inglaterra, o Lord High Admirai usava um apito de ouro ao pescoço, preso por uma corrente; um apito de prata era usado pelos Oficiais em Comando, como "Apito de Comando". Eram levados tais símbolos em tanta consideração que, em combate, um oficial que usasse um apito preferia jogá-lo ao mar a deixá-lo cair em mãos inimigas.
O apito, hoje, continua preso ao pescoço por um cadarço de tecido e tem utilização para os toques de rotina e comando de manobras.
As fainas de bordo, ainda hoje, em especial as manobras que exigem coordenação e ordens contínuas de um Mestre ou Contramestre, são conduzidas somente com toques de apito. Fazê-lo aos gritos denota pouca qualidade marinheira do dirigente da faina e sua equipe.
O Oficial de Serviço utiliza um apito, que não é o tradicional, e serve para cumprimentar ou responder a cumprimentos dos cerimoniais (honras de passagem) de navios ou lanchas com autoridades que passam ao largo; mas, o cadarço que o prende ao pescoço mantém-se como parte do símbolo tradicional.
Os toques de apitos estão grupados, por tipos, em toques de: Continência e Cerimonial, Fainas, Pessoal Subalterno, Divisões e Manobras
Ouça e efetue download de alguns dos toques de apito usados pela Marinha:
acesse o link: http://www.mar.mil.br/menu_v/tradicoes_do_mar/apitos/Cerimonial/cm.mp3