CIANB inaugura “Espaço Memória”

15:24

Desenlace da fita inaugural do “Espaço Memória”
 
No dia 26 de janeiro, o Secretário-Geral da Marinha, Almirante de Esquadra Liseo Zampronio, presidiu a cerimônia de inauguração do “Espaço Memória” do Centro de Instrução e Adestramento Almirante Newton Braga (CIANB). O local é dotado de acervo histórico do almirante homenageado, que cedeu seu nome à organização militar, e de farto material onde são narradas as fases da história do CIANB.
 
O acervo remonta a história do 1º CIANB, criado em 1984, passando pelo período em que se denominou CAANB, até os dias de hoje, nas atuais instalações, inauguradas em janeiro de 2016, e que se denomina de “Novo CIANB”.
 
Para a realização do “Espaço de Memória”, o material que compõe o acervo foi doado por familiares do Almirante Newton Braga, além de doações do Vice-Almirante (IM) Jayme Teixeira Pinto Filho, do Vice-Almirante (Ref°-IM) Octávio Mello de Almeida Filho, do Contra-Almirante (RM1-IM) Walter Lucas Da Silva e do Capitão de Corveta (Ref°-IM) Antônio Tângari Filho. Na coleta de material, também houve a participação da Secretaria-Geral da Marinha, da Diretoria de Abastecimento da Marinha, da Diretoria de Pessoal Militar Marinha e da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha.
 
 
Visitação ao “Espaço Memória”

Fonte: Marinhado Brasil

Fragata “Independência” é condecorada com a Medalha Mérito Tamandaré

15:22

Imposição da Medalha pelo Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Küster

No dia 25 de janeiro, a Fragata “Independência” foi condecorada com a Medalha Mérito Tamandaré, em cerimônia realizada no navio, presidida pelo Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Paulo Cezar de Quadros Küster.

A Medalha “Mérito Tamandaré”, criada pelo Decreto n° 42.111, de 20 de agosto de 1957, é destinada a agraciar autoridades, instituições e pessoas civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, que tenham prestado relevantes serviços, no sentido de divulgar ou fortalecer as tradições da Marinha do Brasil, honrando seus feitos ou realçando seus vultos históricos.

A medalha é forjada em metal, na forma redonda, sobreposta a duas âncoras cruzadas, tendo, no anverso, a efígie de Tamandaré, com a legenda “Almirante Tamandaré” e, no reverso, entre palmas em arco, a inscrição em sete linhas “A Marinha Brasileira ao seu glorioso Patrono 1957”.

Fonte: Marinha do Brasil

ONU promove curso online sobre como combater lixo marinho

15:12

Quer conhecer estratégias para combater a poluição dos oceanos? Tem interesse em liderar pessoas e organizações que atuam pela defesa da vida marinha? O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente) tem um curso para você. A partir de 29 de janeiro, a agência das Nações Unidas promove uma formação online e gratuita sobre iniciativas de sucesso para limpar o lixo dos nossos mares.

As aulas, oferecidas em espanhol, apresentarão estudos de caso e iniciativas bem-sucedidas, que podem ser adotadas e adaptadas por qualquer cidadão que deseje proteger a natureza, independentemente de sua profissão ou de onde mora.

A capacitação também trará informações sobre a Estratégia Honolulu, uma ferramenta de planejamento concebida pela ONU Meio Ambiente e pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos para ajudar instituições a implementar projetos de recuperação e conservação de ecossistemas marinhos.
A primeira etapa do curso será uma formação em liderança e tem previsão de duas semanas de duração. Quem desejar continuar acompanhando as atividades, poderá seguir a segunda etapa — o curso para especialistas —, que deverá ser concluída em oito semanas.
Ao final das aulas, a ONU Meio Ambiente oferece um certificado de conclusão. Saiba como se inscrever clicando aqui.
O curso é fruto de uma parceria entre o organismo das Nações Unidas, a sua campanha #MaresLimpos, o centro de formação universitária online Open Universiteit, a Parceria Global sobre Lixo Marinho e o Programa Global de Ação para a Proteção do Ambiente Marinho de Atividades Terrestres.
Fonte: https://nacoesunidas.org

Ritmo das mudanças climáticas é ‘ameaça existencial para o planeta’, alerta ONU

04:46

A agência meteorológica das Nações Unidas alertou que a pressão contínua sobre o Ártico em 2017 terá “repercussões profundas e duradouras no nível do mar e nos padrões climáticos em outras partes do mundo”, intensificando por exemplo os eventos climáticos extremos.
Análise da Organização Meteorológica Mundial mostrou que, enquanto 2016 mantém o recorde de ano mais quente (1,2°C), 2017 – que chegou a aproximadamente 1,1°C acima da era pré-industrial – foi o ano mais quente sem o ‘El Niño’. Segundo a agência, isso pode impulsionar as temperaturas globais a cada ano.
“Dezessete dos 18 anos mais quentes registrados foram durante este século e o nível de aquecimento nos últimos três anos tem sido excepcional”, afirmou o secretário-geral da agência da ONU.
Visão de Minsk, Belarus. Crédito da foto: Anton Rusetsky (@masmeo)/Unsplash
Visão de Minsk, Belarus. Crédito da foto: Anton Rusetsky (@masmeo)/Unsplash
A tendência de crescimento das temperaturas globais, marcada pelo acúmulo de recordes em 2015 e 2016, manteve o ritmo no ano passado.
A agência meteorológica das Nações Unidas alertou nesta quinta-feira (18) que a pressão contínua sobre o Ártico em 2017 terá “repercussões profundas e duradouras no nível do mar e nos padrões climáticos em outras partes do mundo”.
“A tendência de temperatura em longo prazo é muito mais importante do que o ranking de anos individuais, e essa tendência é ascendente”, disse Petteri Taalas, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), um organismo técnico vinculado à ONU.
Uma análise da OMM mostrou que, enquanto 2016 mantém o recorde de ano mais quente (1,2°C), 2017 – que chegou a aproximadamente 1,1°C acima da era pré-industrial – foi o ano mais quente sem o El Niño. Segundo os estudos da agência, isso pode impulsionar as temperaturas globais a cada ano.
Descrevendo o ritmo acelerado das mudanças climáticas como “uma ameaça existencial para o planeta”, o representante especial do secretário-geral da ONU para a Redução do Risco de Desastres, Robert Glasser, disse: “Uma série de três anos recordes de calor, cada um acima de 1° Celsius, combinado com perdas econômicas recordes nos desastres em 2017, deve mostrar a todos nós que estamos enfrentando uma ameaça existencial para o planeta que requer uma resposta drástica”.
“Estamos ficando perigosamente perto do limite do aumento de temperatura de 2°C estabelecido no Acordo de Parise o objetivo desejado de 1,5° será ainda mais difícil de ser mantido nos níveis atuais de emissões de gases de efeito estufa”, ressaltou.
Registrando as mesmas temperaturas médias globais, 2017 e 2015 foram anos praticamente indistinguíveis, já que a diferença é inferior a um centésimo de grau – inferior à margem de erro estatística.
“Dezessete dos 18 anos mais quentes registrados foram durante este século e o nível de aquecimento nos últimos três anos tem sido excepcional”, afirmou Taalas, ressaltando: “O calor do Ártico foi especialmente observado e isso terá repercussões profundas e duradouras no nível do mar e nos padrões climáticos em outras partes do mundo”.
Diferença da temperatura de 2017 (em °C) em relação à média de 1981-2010. Foto: OMM
Diferença da temperatura de 2017 (em °C) em relação à média de 1981-2010. Foto: OMM
A temperatura média global em 2017 foi de cerca de 0,46°C acima da média de longo prazo de 1981-2010 de 14,3°C – uma linha de base de 30 anos utilizada pelos serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais para avaliar as médias e a variabilidade dos principais parâmetros climáticos. Elas são importantes para setores sensíveis ao clima, como gerenciamento de água, energia, agricultura e saúde.
O clima também tem uma variação natural devido a fenômenos como o El Niño, que tem uma influência de aquecimento, e La Niña, que tem uma influência de esfriamento.
“As temperaturas contam apenas uma pequena parte da história. O calor em 2017 foi acompanhado pelo clima extremo em muitos países pelo mundo”, acrescentou Taalas. Segundo ele, os Estados Unidos tiveram seu ano mais difícil em termos de clima e desastres climáticos, enquanto outros países viram seu desenvolvimento desacelerado ou revertido por ciclones tropicais, inundações e secas.
Em março, a OMM emitirá o relatório completo sobre o estado do clima em 2017, fornecendo uma visão abrangente da variabilidade e tendências da temperatura, eventos de alto impacto e indicadores de longo prazo das mudanças climáticas – como o aumento das concentrações de dióxido de carbono, o gelo marinho antártico e ártico, o aumento do nível do mar e a acidificação dos oceanos.
O relatório de março incluirá informações enviadas por uma ampla gama de agências das Nações Unidas sobre impactos humanos, socioeconômicos e ambientais, parte de um impulso para fornecer um documento de políticas mais abrangente e completo da ONU para os tomadores de decisão, no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Glasser expressou preocupação pelo fato de que as mudanças climáticas, combinadas com a pobreza, a destruição dos ecossistemas e o uso inapropriado da terra, estão levando mais pessoas a deixar suas casas.
“Precisamos de níveis maiores de ambição para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, combinados com ações concretas para reduzir o risco de desastres, especialmente nos países menos desenvolvidos, que contribuem pouco para a mudança climática”, ressaltou.

Fonte: https://nacoesunidas.org

Momento de ação global para as pessoas e o planeta

08:29

O ano de 2015 apresentou uma oportunidade histórica e sem precedentes para reunir os países e a população global e decidir sobre novos caminhos, melhorando a vida das pessoas em todos os lugares.

Essas decisões determinarão o curso global de ação para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar para todos, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas.
Em 2015, os países tiveram a oportunidade de adotar a nova agenda de desenvolvimento sustentável e chegar a um acordo global sobre a mudança climática.
As ações tomadas em 2015 resultaram nos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que se baseiam nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
As Nações Unidas trabalharam junto aos governos, sociedade civil e outros parceiros para aproveitar o impulso gerado pelos ODM e levar à frente uma agenda de desenvolvimento pós-2015 ambiciosa.
A redução da pobreza é um dos eixos da agenda de desenvolvimento pós-2015. Crianças na favela de Kallayanpur, uma das favelas urbanas em Daca, Bangladesh. Foto: ONU/Kibae Park
A redução da pobreza é um dos eixos da agenda de desenvolvimento pós-2015. Crianças na favela de Kallayanpur, uma das favelas urbanas em Daca, Bangladesh. Foto: ONU/Kibae Park

Rumo à agenda de desenvolvimento sustentável

Garantir uma vida com dignidade – 2015 foi o ano no qual os países se adaptaram e adotaram uma nova agenda de desenvolvimento que se baseou nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
Os ODM foram estabelecidos no ano 2000 e incluem oito objetivos de combate à pobreza a ser alcançados até o final de 2015. Desde então, progressos significativos foram realizados:
  • A pobreza global continua diminuindo;
  • Mais crianças do que nunca estão frequentando a escola primária;
  • Mortes infantis caíram drasticamente;
  • O acesso a água potável expandiu significativamente;
  • As metas de investimento para combater a malária, a aids e a tuberculose salvaram milhões de pessoas.
Os ODM fizeram uma verdadeira diferença na vida das pessoas, e esse progresso pode ser expandindo na maioria dos países com forte liderança e responsabilidade. Saiba mais sobre os progressos em cada área clicando aqui.

O que vem agora?

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio mostram que metas funcionam. Eles ajudaram a acabar com a pobreza, mas não completamente.
As Nações Unidas definiram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)como parte de uma nova agenda de desenvolvimento sustentável que deve finalizar o trabalho dos ODM e não deixar ninguém para trás.
Essa agenda, lançada em setembro de 2015 durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável, foi discutida na Assembleia Geral da ONU, onde os Estados-membros e a sociedade civil negociaram suas contribuições.
O processo rumo à agenda de desenvolvimento pós-2015 foi liderado pelos Estados-membros com a participação dos principais grupos e partes interessadas da sociedade civil. A agenda reflete os novos desafios de desenvolvimento e está ligada ao resultado da Rio+20 – a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável – que foi realizada em junho de 2012 no Rio de Janeiro, Brasil.
Houve inúmeras contribuições para a agenda – em especial os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável –, propostas por um grupo de trabalho da Assembleia Geral, através de um relatório do comitê intergovernamental de especialistas em financiamento para o desenvolvimento sustentável, de diálogos da Assembleia Geral sobre facilitação tecnológica e muitos outros.
Em dezembro de 2014, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lançou seu Relatório de Síntese, onde resume essas contribuições e apresenta sua visão para a agenda de desenvolvimento sustentável pós-2015.
Baseado na experiência de duas décadas de prática de desenvolvimento e a partir de contribuições obtidas através de um processo aberto e inclusivo, o relatório “O Caminho para a Dignidade em 2030” apresentou um mapa com o objetivo de alcançar a dignidade nos próximos 15 anos. Ban apresentou formalmente seu relatório em janeiro de 2015 para os Estados-membros da ONU.
Em uma entrevista realizada em 2015, a então assessora especial do secretário-geral sobre o Plano de Desenvolvimento Pós-2015, Amina J. Mohammed, disse que um dos principais pontos do relatório é “a esperança e a oportunidade que temos diante de nós (…). Essa é a geração que pode fazer o que precisa fazer para vencer muitos dos atuais desafios. Então, se há alguma coisa que nós podemos tirar desse relatório, é que até 2030 podemos acabar com a pobreza, podemos transformar vidas e podemos encontrar formas de proteger o planeta enquanto fazemos isso”.
A ONU também facilitou a conversa global sobre a agenda de desenvolvimento pós-2015 e apoiou amplas consultas, tais como a pesquisa “Meu Mundo”. Também teve a responsabilidade de apoiar os Estados-membros, fornecendo ajuda baseada em evidências, análises contextuais e experiência de campo.
Fonte: https://nacoesunidas.org

Futuras instalações do Grupamento de Fuzileiros Navais de São Paulo são apresentadas ao Comando Geral

14:07

Vice-Almirante Guerreiro mostra as futuras instalações do GptFNSP
 
No dia 18 de janeiro, o Comandante do 8º Distrito Naval, Vice-Almirante Antonio Carlos Soares Guerreiro, apresentou as futuras instalações do Grupamento de Fuzileiros Navais de São Paulo (GptFNSP) ao Comandante Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra Alexandre Jose Barreto de Mattos e sua comitiva.

Durante a visita, o Almirante Guerreiro apresentou o andamento das obras de reforma do telhado do prédio principal. A área foi cedida pelo Exército Brasileiro à Marinha do Brasil, por meio de acordo de cooperação. O futuro GptFNSP ficará localizado no interior do Aquartelamento Duque de Caxias, atualmente ocupado por uma Organização Militar do Exército.
 
É a primeira ocasião em que duas Forças Armadas ocuparão instalações de um mesmo complexo. O futuro GptFNSP terá como objetivo promover a elaboração do projeto da Organização Administrativa do Grupamento.
 
Comitiva acompanha as obras do Grupamento de Fuzileiros Navais de São Paulo

Mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é plástico, indica estudo

11:48

Mais de 95% do lixo encontrado nas praias brasileiras é composto por itens feitos de plástico, como garrafas, copos descartáveis, canudos, cotonetes, embalagens de sorvete e redes de pesca.


Esta é uma das principais conclusões de um trabalho de monitoramento realizado desde 2012, em 12 delas, pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), em parceria com o Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida), uma associação que reúne entidades e empresas do setor.
As pesquisas sobre a questão do lixo no mar ainda são escassas e incipientes, tanto no Brasil como no exterior. Mas, em termos mundiais, sabe-se que os resíduos sólidos nos oceanos possuem diversas proveniências.
Estima-se que 80% deles tenham origem terrestre. Entre as causas disso estão a gestão inadequada do lixo urbano e as atividades econômicas (indústria, comércio e serviços), portuárias e de turismo. A população também tem parte da responsabilidade pelo problema, devido principalmente à destinação incorreta de seus resíduos que, muitas vezes, são lançados deliberadamente na rua e nos rios, gerando a chamada poluição difusa.
Os 20% restantes têm origem nos próprios oceanos, gerados pelas atividades pesqueiras, mergulho recreativo, pesca submarina e turismo, como os cruzeiros, por exemplo.
No ranking dos países mais poluidores dos mares, o Brasil ocupa a 16ª posição, segundo um estudo realizado por pesquisadores americanos e divulgado em 2015.
Eles estimaram a quantidade de resíduos sólidos de origem terrestre que entram nos oceanos em países costeiros de todo o mundo. Aqui, todos os anos são lançados nas praias entre 70 mil e 190 mil toneladas de materiais plásticos descartados.
Ainda de acordo com o mesmo levantamento, a China, a Indonésia e as Filipinas são as nações que mais jogam lixo nos oceanos, com até 3,5 milhões de toneladas de plásticos por ano. Esses três países também aparecem nos primeiros lugares de outro estudo, realizado pela ONG americana Ocean Conservancy. Ao lado da Tailândia e do Vietnã, são responsáveis pelo descarte de 60% dos resíduos plásticos encontrados nos mares do mundo.
Resultados
O IO-USP e Plastivida realizaram o levantamento no litoral brasileiro para conhecer em mais detalhes a situação do Brasil.
Ele foi feito em seis praias do Estado de São Paulo (Ubatumirim, Boraceia, Itaguaré, do Uma, Jureia e Ilha Comprida), três da Bahia (Taquari, Jauá e Imbassaí) e três de Alagoas (do Francês, Ipioca e do Toco). No total, foram realizadas seis coletas, inicialmente com intervalos de seis meses e depois de um ano.
"Dessas, as mais poluídas são Boraceia e Itaguaré, Praia do Francês e Taquari", conta o biólogo Alexander Turra, do IO-USP, coordenador do trabalho.
Ele explica que as coletas foram realizadas seguindo um protocolo estabelecido pelo programa das Nações Unidas para o meio ambiente (ONU Meio Ambiente).
"Primeiro, nós limpamos uma área de 500 metros da areia seca, onde a maré não alcança, e das dunas ou restinga, atrás da praia", diz. "Depois, voltamos ao local de seis em seis em seis meses para recolher, identificar e quantificar o lixo nos 100 metros centrais dessa área."
O monitoramento constatou que, em São Paulo, o maior volume se acumula nas dunas ou restingas e é proveniente das atividades de pesca. No Nordeste, o grosso do material é encontrado na areia seca e vem do turismo.
A história que levou à assinatura do convênio entre o IO-USP e a Plastivida começou em 2011, quando foi criado o Compromisso de Honolulu, para discutir a questão de resíduos nos mares em nível global.
Dirigido a governos, indústrias, organizações não governamentais e demais interessados, o documento tem como objetivo servir como instrumento de gestão para a redução da entrada de lixo nos oceanos e praias, bem como retirar o que já existe.

Como consequência desse documento, no mesmo ano, foi assinada a Declaração Global Conjunta da Indústria dos Plásticos, da qual a Plastivida é signatária. Foi para implementar aqui esse compromisso mundial que a associação, como uma das entidades representantes da cadeia produtiva dos plásticos no país, e o IO-USP assinaram o convênio em 2012. A meta é se capacitar e desenvolver estudos científicos para embasar as discussões sobre o tema no Brasil.
Desde então, além do levantamento dos resíduos nas praias, a parceria resultou em vários outros trabalhos. "O convênio é um arranjo inovador, que junta a universidade com a iniciativa privada para resolver questões importantes para a sociedade", diz Turra. "Ele visa entender o problema, ver onde ele é mais crítico e verificar se as medidas para combater o lixo no mar estão surtindo efeito."
Além disso, foi criado o Fórum Setorial dos Plásticos Online - Por Um Mar Limpo, para ampliar os debates sobre os caminhos e as alternativas de mitigação para o problema dos resíduos nas praias e nos oceanos.
Trata-se de uma plataforma online, que reúne todas as informações e o conhecimento obtidos desde 2012, além das propostas de educação ambiental, prevenção, coleta e reciclagem. Desse Fórum resultou a Declaração de Intenções, um documento que estabelece os compromissos da cadeia produtiva dos plásticos no Brasil sobre o tema.

Combatendo o problema

Os participantes do Fórum pretendem pesquisar alternativas para que o setor industrial e a população possam combater o lixo no mar.
"O Instituto Oceanográfico é um moderador desse diálogo", diz Turra. "Nós auxiliamos as empresas a canalizarem as informações científicas corretas e a realizar as melhores ações concretas possíveis."
De acordo com ele, os principais objetivos do IO-USP nesses projetos são a educação ambiental em relação ao consumo consciente e à destinação correta do material descartado. A ideia é que, bem informadas sobre o tema, as pessoas possam ajudar a manter os oceanos e as praias limpas.
Segundo o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, o conhecimento gerado durante os anos de existência da parceria é de que se trata de um problema que só será resolvido em conjunto pelos vários setores relacionados ao problema.
"Estamos realizando um trabalho de educação, informação e coordenação de ações como campanhas de descarte adequado, conscientização, entre outras, que vão demandar o envolvimento compartilhado de toda a sociedade - poder público, indústria de diversos setores, varejo e a população de forma geral -, para o mesmo fim, que é a preservação dos oceanos e do meio ambiente", diz.

"Todo o estudo reunido nos fez entender que a questão do lixo nos mares vai além dos municípios costeiros", avalia Turra.
"Ela envolve todas as cidades, Estados, a gestão dos resíduos sólidos, o saneamento básico, a educação ambiental e toda uma cultura social que deve ser estruturada. Acreditamos que o Fórum será um marco transformador da sociedade, por envolver diferentes setores na busca do desenvolvimento sustentável."
Fonte: BBC BRASIL

Comando do 8º Distrito Naval conduz a primeira atividade de Busca e Salvamento em 2018

11:07

Seção de Operações do Com8ºDN realiza a localização do acidente no Rio Araguari
Desde o dia 1º de janeiro, o Comando do 8º Distrito Naval (Com8ºDN) passou a ser responsável pela condução das atividades de Busca e Salvamento (SAR) nas vias navegáveis interiores da região Sul-Sudeste do País, passando a ser designado Salvamar Sul-Sueste.
Dessa maneira, no dia 15 de janeiro, o Salvamar Sul-Sueste coordenou e executou a sua primeira atividade SAR no Rio Araguari, localizado no município de Uberlândia (MG), área de responsabilidade da Capitania Fluvial do Tietê-Paraná.
O Salvamar
O Serviço de Busca e Salvamento Marítimo brasileiro atende emergências relativas à salvaguarda da vida humana no mar e nas vias navegáveis interiores.
Os navegantes em trânsito por essas áreas podem solicitar auxílio por meio dos recursos disponíveis a bordo, diretamente ao Salvamar Brasil, ou ainda, conforme a sua posição, aos Centros de Coordenação SAR (SALVAMAR regional), por meio do número 185.
Painel de controle do Comando do 8º Distrito Naval
Fonte: Marinha do Brasil

ARTIGO: Trazendo as zonas mortas do mundo de volta à vida

11:06

Em artigo de opinião, o chefe da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, alerta que a poluição tem criado zonas mortas nos oceanos, em que a falta de oxigênio ameaça a vida marinha. Segundo o dirigente, devastação é sintoma da forma como a humanidade trata a natureza, transformada em um lixão para os resíduos de nossas atividades econômicas.
Reserva de vida silvestre no condado de Kent, em Maryland, nos Estados Unidos. Na imagem, vê-se o rio Chester, um dos cursos d'água que desemboca na Baía de Chesapeake. Foto: Programa da Baía de Chesapeake/Will Parson
Reserva de vida silvestre no condado de Kent, em Maryland, nos Estados Unidos. Na imagem, vê-se o rio Chester, um dos cursos d’água que desemboca na Baía de Chesapeake. Foto: Programa da Baía de Chesapeake/Will Parson
Por Erik Solheim, diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente)
Para os amantes de frutos do mar, é um banquete. Milhares de siris-azuis empilhados uns em cima dos outros nas águas rasas da Baía de Chesapeake, uma presa fácil para quem está à caça de um jantar. O fenômeno deixa os estômagos tão cheios de alegria que os moradores o chamam de “farra do siri”. Mas a alegria esconde uma realidade séria.
Por décadas, o maior estuário dos Estados Unidos, que é alimentado por mais de 150 rios e córregos de quatro estados, foi tratado como um grande valão. Pesticidas, fármacos, lixo humano e metais pesados de casas, fazendas e fábricas foram despejados nos rios que desembocam na baía, poluindo um tesouro nacional com um coquetel mortal de toxinas e excesso de nutrientes.
Em média, cerca de 160 mil toneladas de nitrogênio e fósforo, das quais a maioria vem de fazendas, são despejadas na baía a cada ano. Os nutrientes extras na água provocam florações em massa de algas, que impedem o sol de atingir o fundo da baía. Quando as algas morrem e apodrecem, elas sugam o oxigênio da água, sufocando a vida — peixes, erva marinha e siris estão todos famintos por oxigênio. A “farra” dos siris é um nome impróprio. Na verdade, significa o êxodo de criaturas tentando desesperadamente escapar da “zona morta” da baía.
Centenas dessas zonas mortas existem em todo o mundo, transformando grandes partes de nossos oceanos, mares e vias navegáveis em desertos submarinos, desprovidos de vida. O segundo maior deserto desse tipo é encontrado no Golfo do México, cujas águas com fome de oxigênio ameaçam devastar uma região que fornece 40% dos frutos do mar dos Estados Unidos.
As zonas mortas que se espalham pelas nossas costas são um produto de como chegamos a olhar para nosso meio ambiente. Por tempo demais, usamos nossa água, terra e ar como lixões para os resíduos que geramos. Hoje, estamos lidando com as consequências.
Petróleo, metais pesados, plástico e pesticidas poluem os oceanos e solos do mundo, fazendo com que seja mais difícil e mais caro nos alimentarmos. A queima de combustíveis fósseis transformou o ar que respiramos em uma mistura imunda de gases e partículas minúsculas que se alojam no fundo de nossos pulmões, levando à morte prematura de cerca de 200 mil estadunidenses por ano e fazendo mal à saúde de muitos outros. Todos somos afetados por isso: seja pelo ar poluído que respiramos, seja pela água contaminada que bebemos, seja pela comida que ingerimos, incrementada com substâncias químicas.
Muitos acreditam que combater a poluição significa que teremos de refrear o crescimento econômico. Mas, na verdade, é o contrário. Fracassar no enfrentamento da poluição prejudica o crescimento econômico porque prejudica indústrias-chave, destrói os meios de subsistência das pessoas, intensifica as mudanças do clima e custa bilhões de dólares em soluções para o problema. O custo decrescente da energia de fontes renováveis, como o vento e o sol, já prova de fato que é possível responder à poluição no ar sem desacelerar o crescimento econômico. Países que lideram a substituição dos combustíveis fósseis e caminham rumo a economias mais sustentáveis e eficientes no uso de recursos, produzindo menos resíduos, vão colher os benefícios econômicos e ambientais da atual revolução energética.
Os que escolherem não seguir esse caminho serão deixados para trás para arcar com a fatura da limpeza, que aumentará com a poluição que eles geram. Quando destruímos os ecossistemas que nos sustentam, quando poluímos a água, o ar e a terra com metais pesados, toxinas e partículas nocivas, nós debilitamos nossa saúde e nossas economias — e poluímos as vidas das nossas crianças.
Em dezembro, a ONU Meio Ambiente sediou a terceira Assembleia Ambiental das Nações Unidas, em Nairóbi. Combater a poluição — em todas as suas formas insidiosas e ameaçadoras — estava no topo da nossa agenda. E eu estou incrivelmente orgulhoso de dizer que conquistamos 2,5 milhões de compromissos de governos, da sociedade civil, de empresas e de indivíduos para limpar o planeta.
Mas nosso trabalho está longe de ter terminado. Cada um de nós tem um papel a desempenhar nessa luta. Seja comprando um carro elétrico, reciclando nosso lixo, reduzindo a quantidade enorme de comida que jogamos fora ou se recusando a usar sacolas plásticas quando fazemos compras, todos nós podemos reduzir a quantidade de resíduos e de poluição que acaba indo parar em nosso ar, solo e água. Todos nós temos a responsabilidade de defender compromissos ousados de combate à poluição dos nossos líderes políticos e empresariais.
Meu relatório, “Rumo a um planeta livre de poluição”, define como podemos impulsionar essa transformação. Isso exigirá a identificação dos poluentes mais danosos, o fortalecimento das leis ambientais e a disponibilização de recursos para a pesquisa, monitoramento e infraestrutura mais limpa e verde.
Já sabemos o que acontece quando indivíduos, companhias, cientistas e governos se unem para combater a poluição e a devastação ambiental. Após décadas de um progresso lento, mas estável, a Baía de Chesapeake finalmente está mostrando sinais de melhora. A zona morta está, aos poucos, encolhendo. Populações de peixes, siri-azul e ostras estão começando a se recuperar conforme o nitrogênio, o fósforo e outras formas de poluição vão sendo lentamente reduzidas. A saúde da baía ainda está precária, mas está melhorando graças ao trabalho de uma dedicada força-tarefa formada por representantes do governo local, de agências federais, instituições acadêmicas, ONGs e empresas. Se pudermos replicar essa abordagem em escala global, então o mundo terá uma chance de derrotar um dos maiores flagelos do nosso tempo.
Fonte: https://nacoesunidas.org

Navio Veleiro “Cisne Branco” realiza velejada em Itajaí

05:09

Presença do Navio Veleiro “Cisne Branco” no Rio Itajaí (SC)
 
No período de 18 a 21 de janeiro, o Navio Veleiro “Cisne Branco” esteve atracado no porto de Itajaí, primeiro porto da comissão ”Aspirantex 2018”.
    
Com o propósito de fomentar, ainda mais, a mentalidade marítima, o navio realizou uma velejada, no dia 20, na área compreendida entre a foz do Rio Itajaí e a área em frente à praia central de Balneário Camboriú (SC).
 
Foram convidados a participar da velejada o Prefeito da cidade de Itajaí; soamarimos do Estado; membros da comunidade náutica local; e autoridades civis e militares.
Fonte: Marinha do Brasil

MB e ICN realizam transferência das Seções do Submarino “Riachuelo”

05:53

Passagem do Submarino pelo túnel do Complexo Naval de Itaguaí
Nos dias 13 e 14 de janeiro, a Marinha do Brasil (MB) e a empresa Itaguaí Construções Navais (ICN) transferiram para o Estaleiro de Construção, na Ilha da Madeira, no Complexo Naval de Itaguaí, três seções unidas do S40 “Riachuelo”, o primeiro submarino convencional do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). O programa prevê outras três unidades convencionais e o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.
O trajeto, de cerca de cinco quilômetros, foi percorrido em 11 horas, começando na Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), que também fica em Itaguaí, Rio de Janeiro (RJ). A operação logística exigiu um planejamento de meses e incluiu a retirada de trechos da rede elétrica. No dia 14, ocorreu a etapa mais complexa da operação, com interrupções pontuais do tráfego na BR-493, para dar passagem ao veículo especial (prancha móvel) de 320 rodas que transportou as 619 toneladas das três seções, com 39,86 metros de comprimento e 12,30 metros de altura.
As duas seções restantes do “Riachuelo”, pesando 487 toneladas e medindo 30 metros, serão, em breve, transferidas, separadamente, para o Estaleiro de Construção, onde o submarino entrará em montagem final, com o objetivo de ser lançado ao mar no segundo semestre de 2018.
Entrada do Submarino no Main Hall do Estaleiro de Construção
Submarino no interior do Main Hall do Estaleiro de Construção

Fonte: Marinha do Brasil