Visita dos Navios da Marinha de Guerra do Brasil em Santos

08:52

Os navios: Fragata Constituição (F42), Fragata Independência (F44), Fragata Rademaker (F49), Corveta Barroso (V34) e Navio-Tanque Almirante Gastão Motta (G23). atracarão na próxima sexta-feira (17), no cais da Marinha em Santos
A visitação pública ocorrerá sábado (18) e domingo (20), das 14 h ao pôr do sol. O cais da Marinha fica na avenida perimetral s/n, próximo ao canal 4. A entrada é franca. Os navios da Esquadra Brasileira estão participando da Operação Aderex I, na área marítima compreendida entre o Rio de Janeiro e Santos e foi programada a visita ao Porto de Santos para abastecimento, descanso da Tripulação e treinamentos com os navios atracados. Durante a Operação, serão realizados exercícios com submarinos e helicópteros, envolvendo trânsito com oposição de submarinos e de superfície e ação de presença nas Bacias de Campos e Santos, dentre outros. Contarão, ainda, com a participação de aviões AF-1 da Marinha do Brasil e P-3AM da Força Aérea Brasileira.

Informação das Embarcações:

A Fragata Constituição (F - 42) é uma fragata da Classe Niterói, da Marinha do Brasil.
Fruto do "Programa de Renovação e Ampliação de Meios Flutuantes" da Marinha, concebido na década de 1970, que previa a construção de seis fragatas da Classe Niterói, foi a terceira a ser iniciada.
Construída nos estaleiros Vosper-Tornicroft Ltd., na Inglaterra, em 1974, o seu batimento de quilha ocorreu a 13 de março. Foi lançada ao mar a 15 de abril de 1976, e, a incorporada à armada em 31 de março de 1978.
A embarcação utiliza "Urso" como lema.
O navio esteve envolvido no resgate dos corpos e destroços do voo AF 447, junto com outras embarcações da Marinha Brasileira.


A Fragata Independência (F-44) é uma fragata da classe Niterói, da Marinha do Brasil.
Foi a quinta de sua classe a ser construída, a primeira no país, tendo sido incorporada à Armada em 3 de setembro de 1979.
Totalmente construída no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, seguiu o mesmo padrão do projeto original das demais de sua classe, das quais as quatro primeiras construídas







Fragata Rademaker (F-49) é uma fragata da Classe Greenhalgh, da Marinha do Brasil.
Esta é um dos quatro navios Classe fragatas Type 22 adquiridas da Marinha Real Britânica, aonde era designado como HMS Battleaxe.






A Corveta Barroso (V-34) é uma corveta da Classe de mesmo nome da Marinha do Brasil.
Cv Barroso (V-34) primeiro teste de máquinas em Baia da Guanabara - abril de 2008

O Navio Tanque Almirante Gastão Motta (G-23) é uma embarcação da Marinha do Brasil que exerce a função de navio tanque.
Primeira embarcação a ostentar esse nome na Armada Brasileira, a sua construção foi ordenada a 15 de dezembro de 1987, para substituir o NT Marajó (G-27) e o Navio de Apoio Logístico Almirante Gastão Motta (G29) (ex-NM Itatinga, do Lloyd Brasileiro), que teve a sua conversão para uso naval cancelada, sendo vendido em 1987.
Com projeto desenvolvido a partir de requisitos definidos pela Marinha, foi construído pelo estaleiro Ishikawajima do Brasil Estaleiros S/A (ISHIBRAS), no Rio de Janeiro, com elevado nível de nacionalização. Teve a sua quilha batida a 11 de dezembro de 1989, sendo lançado ao mar e batizado em 1 de junho de 1990. Após concluir as provas de mar, foi submetido a Mostra de Armamento e incorporado à Armada em 26 de novembro de 1991








Posse do CONAPRA para o biênio 2017 /2018

12:51

“A Praticagem do Brasil permanece no rumo certo”- Gustavo Martins





 Foi reeleito à presidência do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra) Gustavo Martins e no dia 9 fevereiro, no Rio de Janeiro, no Clube Naval Piraquê a posse da nova diretoria da entidade. 
A frente do Conapra no biênio de 2017/2018 serão os diretores: Marcus Vinícius Carneiro Gondim, Vitor Cabral Turra, João Bosco de Brito Vasconcelos e Porthos Augusto de Lima Filho, além dos conselheiros fiscais Alexandre Koji Takimoto, Everton Schmidt e Johann Hutzler.


Confira a entrevista concedida ao Programa Amigos do Mar, pelo presidente do CONAPRA - Gustavo Martins

Tradições Navais: uniforme e acessórios

15:44

UNIFORMES

Os oficiais, suboficiais e sargentos usam uniformes do mesmo feitio para o serviço ou para os trabalhos a bordo. São do tipo paletó, ou dóimã, e calça, ou somente camisa e calça. Na cabeça usa-se o boné. Os oficiais e suboficiais, para distinção, usam galões nas platinas colocadas nos ombros dos uniformes brancos, galões nos punhos do uniforme azul e distintivos na gola do uniforme cinza de manga curta (caqui para os Fuzileiros Navais). Os sargentos, cabos e marinheiros cursados usam sempre, para distinção de graduação, divisas nos braços. Os marinheiros-recrutas, aprendizes e grumetes não usam divisas.
As platinas são presas sobre os ombros dos uniformes como acessório, sendo reminiscências de antigas tiras de couro usados nos uniformes para fixar os talabardes (boldriés). São de origem francesa.
Os galões dos oficiais são listras douradas. No Corpo da Armada, a mais alta no punho é terminada por uma volta. Conta a tradição que é uma reminiscência da volta que o Almirante Nelson, oficial inglês, levava em um pequeno cabo amarrado à manga de seu dólmã para sustentá-la em um botão, quando, após perder o braço, subiu ao convés pela primeira vez. As marinhas que tiveram origem e contatos com a Marinha britânica conservam o símbolo.
Os cabos e marinheiros usam uniformes, brancos ou azuis, de gola, e na cabeça, bonés sem pala. Os de trabalho são de cor mescla, com chapéus redondos
típicos, de cor branca, chamados caxangá.
O uniforme típico de marinheiro é universal. Suas características são, principalmente, o lenço preto ao pescoço e a gola azul com três listras.
O lenço teve sua origem na artilharia dos tempos antigos da marinha a vela. Os marujos usavam um lenço na testa durante os combates, amarrado atrás da cabeça. Esse procedimento evitava que o suor, misturado à graxa e mesmo à pólvora das peças de tiro, lhes caísse nos olhos. Ao findar o combate, os marinheiros regulares giravam o lenço e o amarravam ao pescoço, com o nó para frente. Hoje, simbolicamente, o lenço é colocado em tomo do pescoço.
Sua cor preta, diferentemente do que muitos dizem, não é originada em sinal de luto pela morte de Nelson, pois era usado pelos marinheiros, com essa cor, bem antes disso, embora, naquele evento, tenham retirado o lenço característico do pescoço e o colocado no braço.
A gola do marinheiro é bastante antiga. Era usada para proteger a roupa das substâncias gordurosas com que os marujos untavam o "rabicho" de suas cabeleiras. O uso do rabicho desapareceu, mas, a gola permaneceu, como parte característica do uniforme. A cor azul é adotada por quase todas as marinhas do mundo.
As três listas da gola são reminiscência do costume antigo de se indicar, por meio de fitas, presas ao pelerine (capa utilizada sobre os ombros), o tempo de serviço do embarcado.


Os fuzileiros navais também trazem em seus uniformes simbolismo e tradição.

ACESSÓRIOS:

O GORRO
O gorro de fita, de origem escocesa, é uma das tradições que são incorporadas, permanecem e ganham legitimidade. Foi idéia, em 1890, de um comandante do Batalhão Naval, de ascendência britânica. O gorro foi bem aceito e, hoje, caracteriza de forma ímpar o uniforme dos marinheiros de terra, soldados do mar, que são os fuzileiros navais.
O APITO
Os principais eventos da rotina de bordo são ordenados por toques de apito, utilizando-se, para isso, de um apito especial: o apito do marinheiro. O apito serve, também, para chamadas de quem exerce funções específicas ou para alguns eventos que envolvam pequena parte da tripulação. Ele tem sido, ao longo dos tempos, uma das peças mais características do equipamento de uso pessoal da gente de bordo. Os gregos e os romanos já o usavam para fazer a marcação do ritmo dos movimentos de remo nas galés.
Com o passar dos anos, o apito se tornou uma espécie de distintivo de autoridade e mesmo de honra. Na Inglaterra, o Lord High Admirai usava um apito de ouro ao pescoço, preso por uma corrente; um apito de prata era usado pêlos Oficiais em Comando, como "Apito de Comando". Eram levados tais símbolos em tanta consideração que, em combate, um oficial que usasse um apito preferia jogá-lo ao mar a deixá-lo cair em mãos inimigas.
O apito, hoje, continua preso ao pescoço por um cadarço de tecido e tem utilização para os toques de rotina e comando de manobras.
As fainas de bordo, ainda hoje, em especial as manobras que exigem coordenação e ordens contínuas de um Mestre ou Contramestre, são conduzidas somente com toques de apito. Fazê-lo aos gritos denota pouca qualidade marinheira do dirigente da faina e sua equipe.
O Oficial de Serviço utiliza um apito, que não é o tradicional, e serve para cumprimentar ou responder a cumprimentos dos cerimoniais (honras de passagem) de navios ou lanchas com autoridades que passam ao largo; mas, o cadarço que o prende ao pescoço mantém-se como parte do símbolo tradicional.

Os toques de apitos estão grupados, por tipos, em toques de: Continência e Cerimonial, Fainas, Pessoal Subalterno, Divisões e Manobras