O Parque Estadual Marinho da Laje de Santos

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O Parque Estadual Marinho da Laje de Santos (PEMLS) foi criado em 27 de setembro de 1993, através do Decreto Estadual nº 37.537. O PEMLS é o primeiro parque marinho dentre as Unidades de Conservação do Estado de São Paulo e tem como objetivo a proteção do ambiente marinho.

O PEMLS tem sede e administração próprias, sendo subordinada ao Fundação Florestal, órgão da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

 Em termos geográficos, o PEMLS pertence ao município de Santos e, conforme pode ser verificado na Carta Náutica nº 1711, está localizado a 164º e 16,8 milhas náuticas de seu ponto de referência náutica continental, o Farol da Ilha da Moela.







A Laje de Santos é o topo de uma montanha de granito, submersa na maior parte, localizada a 22 milhas náuticas da costa, aberto a visitação pública, desde de que cumpridas as devidas regras do PEMLS. Está na rota migratória das raias mantas gigante do litoral brasileiro, recebendo a visita sazonal desses gigantes marinhos nos meses de outono e inverno.

O Instituto Laje Viva visa à produção do conhecimento científico sobre as espécies da fauna marinha incidentes no litoral paulista, em especial aquelas que se encontrem ameaçadas de extinção, buscando na pesquisa de campo as informações que servirão para pautar suas atuações junto a todos os públicos, sempre tendo a preservação como objetivo final.

Os projetos de natureza científica e os artigos científicos internacionais já publicados podem ser consultados abaixo.

Além da produção científica, o Instituto Laje Viva tem produzido também belíssimos materiais destinados ao grande público. Aqui estão elencados os mais importantes já realizados e em andamento.

Fonte: http://www.lajeviva.org.br/


Raia Manta: Seu cérebro é o maior entre todos os peixes, proporcionalmente ao seu tamanho

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A espécie Manta birostris, vedete dos mergulhadores da Laje de Santos, conhecida como raia-jamanta ou apenas raia manta gigante, é a de maior tamanho entre as raias e foi descrita em 1792


É um dos maiores peixes do mundo, podendo alcançar oito metros de envergadura e pesar mais de duas toneladas;
As manchas e pintas no seu ventre são únicas, como impressões digitais, servindo para diferenciar um indivíduo do outro.  As mais raras são as de coloração toda negra (melanísticas) e as com pigmentação escassa (leucísticas);
Possui de três a quatro mil micro dentículos, embora se alimente do plâncton e pequenos peixes  filtrados da coluna d’água;
Apesar de impressionar com suas dimensões e velocidade, não possui ferrões, espinhos ou outras formas de defesa além de seu gigantesco tamanho;
São animais de vida longa, podendo viver mais de 20 anos;
Seu cérebro é o maior entre todos os peixes, proporcionalmente ao seu tamanho;
Desloca-se por grandes distâncias nos oceanos e realiza mergulhos a profundidades superiores a mil metros e com água a temperaturas próximas a três graus Celsius;
São animais placentários, dando à luz apenas um filhote por gestação, que dura aproximadamente 12 meses;
Normalmente o intervalo entre gestações é de dois anos, o que faz com que uma fêmea seja capaz de gerar apenas 4 ou 5 filhotes em toda a sua vida;
Está classificada como “VULNERÁVEL” na lista vermelha da IUCN de espécies ameaçadas, em razão de sua lenta capacidade reprodutiva, pesca excessiva e captura acidental por redes de emalhe e espinhéis;
Em 2009 foi comprovada a existência de uma segunda espécie de raia manta, Manta alfredi, que antes era considerada uma única espécie junto com a Manta birostris. Uma provável terceira espécie de raia manta incidente no Atlântico Norte (ainda sob a denominação de Manta birostris) está em vias de ser descrita por biólogos;
A grandiosidade do seu tamanho pode ser comparada à sua docilidade. Costuma interagir pacificamente com seres humanos, encantando desde os mergulhadores iniciantes até os mais experientes com e beleza de suas gentis e sofisticadas manobras pelos oceanos.
Fonte: http://www.mantasdobrasil.org.br


Arquipélago de Fernando de Noronha

16:32

O Arquipélago de Fernando de Noronha, junto com o Atol das Rocas e o Arquipélago de São Pedro e São Paulo representam grande parte da superfície insular do Atlântico Sul, possuindo papel fundamental no processo de reprodução, dispersão e colonização dos organismos marinhos nesta região. Em função disto, recebeu dois títulos da UNESCO, que devem lhe garantir maior proteção ambiental.
A Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha – Rocas – São Pedro e São Paulo (APA-FN) foi criada pelo Decreto nº 92.755, de 5 de junho de 1986, com os seguintes objetivos principais:
1.    Proteger e conservar a qualidade ambiental e as condições de vida da fauna e da flora;
2.    Compatibilizar o turismo organizado com a preservação dos recursos naturais;
3.    Conciliar, no Território Federal de Fernando de Noronha, a ocupação humana com a proteção ao meio ambiente.
O Decreto nº 96.693, de 14 de setembro de 1988, cria o Parnamar-FN com os seguintes objetivos: proteger amostra representativa dos ecossistemas marinhos e terrestres do Arquipélago; assegurar a preservação de sua fauna, flora e demais recursos naturais; proporcionar oportunidades controladas para a pesquisa científica, educação ambiental e visitação pública; contribuir para a proteção de sítios e estruturas de interesse histórico-cultural.
TURISMO
Até 1990, a principal ocupação econômica da população local era o funcionalismo público, mas, a partir daquele ano, o turismo foi crescendo, se tornando importante fonte de renda econômica e os ilhéus foram se instruindo e profissionalizando no atendimento aos turistas.
Para saber mais informações turísticas acesse: www.noronha.pe.gov.br
Fonte: http://www.golfinhorotador.org.br/


O golfinho-rotador, a terceira espécie de golfinho mais abundante do mundo

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Mais de 99,99% dos golfinhos encontrados em Fernando de Noronha pertencem à espécie golfinho-rotador, Stenella longirostris, da família Delphinidae.
Atualmente, são reconhecidas para a espécie Stenella longirostris, as seguintes subespécies Stenella longirostris longirostrisS. l. orientalisS. l. centroamericana e S. l. roseiventris. O golfinho-rotador que ocorre em Fernando de Noronha pertence à subespécie S. l. longirostris, conhecida como pantropical.
O golfinho-rotador é conhecido cientificamente como “Stenella” por ter o corpo alongado e “longirostris” por ter o focinho (rostro) longo. O nome popular de golfinho-rotador (“spinner dolphin”) é em função de seu comportamento de saltar fora d`água e realizar até sete rotações em torno do próprio eixo.
O rotador encontrado em Fernando de Noronha atinge 2 metros de comprimento, 75 kg de peso e apresenta um padrão tricolor: cinza escuro no dorso, cinza claro nos flancos e branco no ventre.

O golfinho-rotador, que é a terceira espécie de golfinho mais abundante do mundo, é uma espécie cosmopolita que vive em águas oceânicas tropicais no Atlântico, Pacífico e Índico. Nunca entra em rios e raramente é observado perto da costa continental.
Os rotadores podem buscar abrigo em águas calmas de enseadas em ilhas oceânicas, como ocorre em Kealakekua Bay, Havaí, e na Baía dos Golfinhos, Arquipélago de Fernando de Noronha. No Brasil, há registro da ocorrência dessa espécie desde o Arquipélago de São Pedro e São Paulo até o Rio Grande do Sul, e destaque no Arquipélago de Fernando de Noronha.

De acordo com nossa hipótese, os rotadores de Noronha vivem na Cadeia de Montanhas Submarina de Fernando de Noronha. Uma área com forma retangular entre Fernando de Noronha, Atol das Rocas e o Banco Sírius, localizado a 400 km a leste de Noronha.
Os golfinhos-rotadores deslocam-se por uma área de até 700 km, podendo atingir 150 km de distância em 24 horas. As velocidades médias dos rotadores em baías de descanso são de 5 km/h na entrada e 6 km/h na saída.  A velocidade média de cruzeiro dos grupos de rotadores é de cerca de 10 km/h e a velocidade máxima registrada é de 40 km/h.
Fonte: Projeto Golfinho Rotador Fernando de Noronha - http://www.golfinhorotador.org.br

IX Seminário de Manejo Integrado - Serviços ecossistêmicos e valoração ambiental: potencialidades e limites no suporte à tomada de decisão

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ObjetivoRefletir sobre os serviços ecossistêmicos e as técnicas de valoração ambiental quanto suas potencialidades e limites no suporte à tomada de decisão. Para tanto, serão realizadas apresentações para nivelamento conceitual sobre o tema seguidas de uma discussão focada nas potencialidades e limites dessa abordagem junto ao Ministério Público Estadual, visando definir recomendações.
Justificativa: Incentivar a participação e envolvimento da graduação e da pós-graduação nos debates sobre os serviços ecossistêmicos e valoração ambiental e suas potencialidades e limites no suporte à tomada de decisão. O Brasil é o país com a maior biocapacidade no mundo, normalmente citado como a ‘capital global do capital natural’. A biodiversidade desempenha um papel chave na economia do país, que conta com seu capital natural para a produção de bens derivados da biodiversidade e dos recursos genéticos neles contidos. A biodiversidade brasileira também tem um papel determinante na estabilização do clima, na purificação do ar e da água, na preservação da fertilidade do solo e na manutenção de seu ciclo de nutrientes e no fornecimento de benefícios culturais e estéticos no ambiente marinho. Para lidar com o capital natural são necessários profissionais capacitados para oferecer os subsídios à tomada de decisão, abrindo um caminho importante para atuação de profissionais ligados às ciências do mar. Ao mesmo tempo, espera-se que os tomadores de decisão, especificamente o Ministério Público, entendam as possibilidades de aplicação, considerando o perfil profissional necessário para dar os subsídios, bem como as limitações dos métodos empregados.
Local: Auditório “Prof. Dr. Plinio Soares Moreira”, Instituto Oceanográfico, Praça do Oceanográfico, 191, Universidade de São Paulo.
Data: 29 de maio de 2015
Inscrições: As inscrições são gratuitas e devem ser feitas online.
Público-alvo: Docentes, técnicos, alunos de graduação e pós-graduação, gestores, profissionais, ONGs e população em geral.