Diretoria de Portos e Costas recebe visita do Secretário-Geral da Organização Marítima Internacional

15:36


A Diretoria de Portos e Costas (DPC) recebeu, no dia 19 de julho, a visita do Secretário-Geral da Organização Marítima Internacional (IMO), o sul-coreano Kitack Lim. Durante o encontro, o DPC, Vice-Almirante Roberto Gondim Carneiro da Cunha, realizou uma apresentação destacando a importância da Amazônia Azul e o papel da Autoridade Marítima. Na ocasião, também estiveram presentes o Representante Permanente do Brasil junto a IMO (RPB-IMO), Almirante de Esquadra Sergio Roberto Fernandes dos Santos, além dos assessores e superintendentes da DPC


Secretário-Geral da IMO, Kitack Lim, e o Diretor de Portos e Costas, Vice-Almirante Roberto Gondim Carneiro da Cunha
Em sua passagem pelo Rio de Janeiro-RJ, o Secretário-Geral da IMO visitou, ainda, outras organizações militares da área do 1º Distrito Naval. No Gabinete do Comandante da Marinha, foi condecorado pelo Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira com a Medalha “Almirante Tamandaré”, em encontro que reuniu diversos membros do Almirantado.
No dia 20 de julho, o executivo participou da abertura do Simpósio sobre Segurança Marítima no Século XXI, na Escola de Guerra Naval. Segundo o Secretário-Geral, o Brasil é um dos mais importantes Estados-Membros da IMO, composta por 174 países, e contribui significativamente para as decisões políticas definidas pela Organização.
A IMO
Em março deste ano, a comunidade marítima mundial celebrou o 70º aniversário da Convenção que instituiu a IMO, que é a agência especializada da Organização das Nações Unidas responsável por implementar a regulamentação adequada para garantir um transporte marítimo seguro, protegido e eficiente sobre oceanos cada vez mais limpos.
O Brasil integra o Conselho da IMO desde 1967 e, junto à organização, mantém uma representação permanente atuante, a RPB-IMO, sediada em Londres, Inglaterra. A estrutura governamental brasileira conta, ainda, com uma Comissão Coordenadora dos Assuntos da IMO, a CCA-IMO, que, por sua vez, é apoiada técnica e administrativamente pela Secretaria Executiva da Comissão Coordenadora dos Assuntos da Organização Marítima Internacional, a SEC-IMO, sediada na DPC.

Fonte: Marinha do Brasil

Praticagem de SP investe em lanchas para a chegada de navios maiores

16:16


A Praticagem de São Paulo continua investindo para melhorar as operações no Porto de Santos e adquiriu duas novas lanchas para embarque e desembarque de Práticos.

Maiores do que as atuais lanchas de barra, as embarcações têm mais estabilidade, potência e autonomia para apoiar as operações de transferência de Práticos em navios maiores em uma área mais afastada do canal do Porto, com mais segurança.


A primeira da série, a São Paulo Pilots I, já está em operação. A São Paulo Pilots II tem previsão de entrega em setembro. Projetadas por uma empresa inglesa referência mundial em Praticagem, as embarcações têm 13,5m de comprimento e 4,5m de largura, com calado máximo de 1,1m. O deslocamento a uma velocidade de cruzeiro é de 23 nós e a autonomia, de 28h no mar. A capacidade é de dois marítimos e seis Práticos. Elas se somam à frota de outras sete lanchas que também atendem a região de São Sebastião. 

Fonte: Praticagem do Brasil


Curso de Atualização para Práticos (ATPR) criado no Brasil cruza fronteiras e atrai o interesse de outros países

07:57

A qualidade do Curso de Atualização para Práticos (ATPR), organizado e gerenciado pelo Conapra para todos os Práticos Brasileiros por delegação da Autoridade Marítima, continua atraindo o interesse de colegas estrangeiros.


O Diretor-Presidente do CONAPRA, Prático Gustavo Henrique Alves Martins, e o Presidente do Sindicato Nacional de Pilotos de Puerto do México – SNNP, Prático  Mario Alejandro Camacho Vidal, assinaram protocolo de cooperação que, reconhecendo a importância de compartilhar experiências e conhecimentos técnicos e de estreitar e consolidar os laços de amizade e cooperação entre os dois países, tem por objetivo matricular até 2 (dois) práticos por semestre no Curso de Atualização para Práticos – ATPR.
Graças a este protocolo de cooperação, de 16 a 20 de julho,  dois práticos mexicanos farão a parte presencial do curso com uma turma de brasileiros, no Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga) da Marinha, no Rio de Janeiro. Entre 2011 e 2014, cinco angolanos também cursaram o ATPR.
Em março, o Conapra já havia promovido, no Rio de Janeiro, o I Workshop Latino-Americano para Capacitação de Práticos da região, tendo como foco o modelo de excelência do curso brasileiro, que atende aos requisitos da IMO (Organização Marítima Internacional). O interesse dos colegas surgiu durante a apresentação do ATPR no IX Fórum Latino-Americano de Práticos, em Buenos Aires, em novembro de 2017.
No mesmo mês de março, o Conselho Técnico do Conapra formou uma turma com seis novos práticos instrutores do ATPR, em Baltimore (EUA), e levou três profissionais latino-americanos como observadores do treinamento (dois deles estiveram no workshop no RJ).
Obrigatório a cada ciclo de cinco anos e com certificação da Marinha do Brasil, o programa de atualização brasileiro foi apresentado ainda, em abril, pelo Diretor Técnico, no 52° Encontro Geral da EMPA (European Maritime Pilots Association),entidade que reúne cinco mil práticos de 25 países europeus. O evento ocorreu em Antuérpia (Bélgica).
– A cada ciclo de formação, o programa evolui a partir de estudos do nosso Conselho Técnico, do retorno dos instrutores e dos próprios alunos. É uma reformulação contínua que visa acompanhar o avanço tecnológico dos navios e dos equipamentos de navegação, mantendo os Práticos permanentemente atualizados com esses avanços e com as novas situações que podem encontrar nas manobras que realizam, sempre em prol da segurança da navegação – ressalta o Diretor Técnico do Conapra, prático Porthos Lima.
Fonte: Praticagem do Brasil

Capitania Fluvial de Santarém participa da romaria fluvial de São Pedro

05:44

Embarcações acompanham a romaria
 
A Capitania Fluvial de Santarém (CFS) realizou, no dia 29 de junho, a fiscalização dos procedimentos de segurança da romaria fluvial de São Pedro com auxílio de duas embarcações e uma moto aquática da CFS. O trajeto teve como início o Porto da Marques Pinto, em Santarém-PA, em direção ao Porto da Cargill, passando pela orla da cidade e pela Feira do Pescado. Na volta, seguiu até o Porto dos Milagres, beirou a orla do bairro Uruará, retornando ao Porto da Marques Pinto.
       
O deslocamento do padroeiro da comunidade de São Pedro, situada no Rio Arapiuns-PA, foi realizado a bordo doFerry Boat “Valentina Pantoja”. Ele foi acompanhado por embarcações regionais, de esporte e recreio, motos aquáticas e caiaques. Diversas autoridades locais e o Bispo Diocesano de Santarém, Dom Flávio, prestigiaram o evento.
      
Durante o percurso, o padroeiro foi homenageado com show pirotécnico. Após duas horas de romaria, o Ferry Boat“Valentina Pantoja” atracou no porto, onde era aguardado por devotos para o início da procissão pelas ruas da cidade.

Fonte: Marinha do Brasil

Comando do Controle Naval do Tráfego Marítimo recebe visita do Diretor de Portos e Costas

05:43

Apresentação do Comando do Controle Naval do Tráfego Marítimo
ao Diretor de Portos e Costas
 
No dia 10 de julho, o Comando do Controle Naval do Tráfego Marítimo (COMCONTRAM) recebeu a visita do Diretor de Portos e Costas, Vice-Almirante Roberto Gondim Carneiro da Cunha, e do Superintendente de Gestão e Processos da Diretoria de Portos e Costas (DPC), Contra-Almirante (RM1) Marco Antonio Guimarães Falcão.
 
Os almirantes foram recebidos pelo Comandante do COMCONTRAM, Capitão de Mar e Guerra Rogerio Pinto Ferreira Rodrigues, e o Encarregado da Seção de Operações, Capitão de Fragata Fábio Pereira Moraes, apresentou as atividades desempenhadas pelo Centro de Controle do Tráfego Marítimo, destacando o Sistema de Acompanhamento de Navios a Longa Distância, bem como os apoios prestados, pelo COMCONTRAM, às organizações militares do Sistema de Segurança do Tráfego Aquaviário.
 
Durante o encontro, os representantes da DPC também conheceram o projeto de criação de um Centro Integrado de Segurança Marítima, que realizará, entre outras tarefas, a coleta, a análise e a disseminação de dados sobre o tráfego marítimo de interesse do Brasil. O futuro centro contará com a participação de agências governamentais, que compartilharão informações, a fim de aumentar a consciência situacional marítima nas Águas Jurisdicionais Brasileiras.
 
Fonte: Marinha do Brasil

Porta-Helicópteros Multipropósito “Atlântico” inicia fase de mar da inspeção operativa

17:29

O PHM “Atlântico” pela primeira vez se fez ao mar,
ostentando a Bandeira Nacional
 
Após passar por uma inspeção de material do Centro de Treinamento da Marinha do Reino Unido, Flag Officer Sea Training (FOST), e por um intenso programa de exercícios no porto, o navio suspendeu, nesta segunda-feira, 16 de julho, da Base Naval de Devonport, em Plymouth, na Inglaterra, para início da fase de mar da inspeção operativa.
 
Durante a fase de porto, a equipe do FOST verificou se os equipamentos e sistemas de bordo estavam operando de acordo com seus rigorosos padrões de eficiência e segurança, comprovando a qualidade dos serviços executados durante o período de manutenção no Reino Unido. O grupo também testou a organização administrativa e de combate do navio, com o propósito de verificar o nível de adestramento da tripulação para a condução do navio e para responder, de forma eficaz, as eventuais emergências.
 
PHM “Atlântico” suspendeu ontem (16) da Base Naval de Devonport,
em Plymouth
 
O programa dessa nova Fase, com duração de cinco dias, prevê a execução de exercícios de navegação em águas restritas e em baixa visibilidade; fundeio de precisão; avarias operacionais de máquinas; avaria no sistema de governo e combate a incêndios e alagamentos; manobras com a lancha e viaturas anfíbias; lançamento do pontão e; recolhimento de homem ao mar.
 
Início da fase de mar da inspeção operativa do “Atlântico”

Fonte: Marinha do Brasil

Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha participa da RIDEX e Mostra BID

11:35

O Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Leal Ferreira, visita o estande da DGDNTM
 
A Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM) e o Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro (CTMRJ) estiveram presentes na 1ª Rio International Defense Exhibtion (RIDEX) e 5ª Mostra da Base Industrial de Defesa (Mostra BID) realizada no Píer Mauá, no Rio de Janeiro-RJ, de 27 a 29 de junho, idealizadas para reunir profissionais das áreas de defesa, segurança e off shore.
 
Além do Governo, empresas nacionais e estrangeiras estiveram presentes no evento. No estande da DGDNTM, foram apresentados alguns projetos em desenvolvimento pela Marinha, pelo seu Setor de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), que possuem aplicação não só nas Forças Armadas, mas também em atividades da sociedade civil, devido a sua aplicação dual, demonstrando, assim, a capacidade do País em desenvolver tecnologia, propiciando a redução de custos e a independência externa.
 
Ao visitar o estande, o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Leal Ferreira, externou sua satisfação no desenvolvimento dos projetos apresentados, que visam a reduzir a dependência e contribuir para o fortalecimento e autonomia da Base Industrial de Defesa.
 
 
- Simulador de Navegação (SIMNAV): primeiro simulador nacional de Navegação Eletrônica, utilizado para auxiliar o adestramento dos futuros Oficiais do Corpo da Armada da Marinha, bem como dos Oficiais de Náutica da Marinha Mercante;
 
- Centro de Integração de Sensores e Navegação Eletrônica (CISNE): que tem como objetivo primário a navegação segura por meio de cartas eletrônicas vetoriais, com todas as funcionalidades pertinentes a um  Warship Electronic Chart System (WECS); e
 
- Sistema de Consciência Situacional Unificada por Aquisição de Informações Marítimas (SCUA): um Sistema de Comando, Controle, Comunicação, Vigilância e Inteligência, desenvolvido em parceria com o Comando de Operações Navais, que enseja o planejamento e acompanhamento de missões em tempos de guerra ou paz, como o apoio a operações e exercícios; apoio a operações de SAR e alocação de recursos; fusão, contextualização e distribuição de dados; além de integração com meios navais, organizações em terra e sistemas externos.
 
Destaque no estande, o Simulador de Navegação de Paraquedas com Velame Aberto mostrou ao público o protótipo em desenvolvimento pela Marinha
 
Além desses Projetos, dois simuladores também foram destaque no estande:
 
- o Simulador de Navegação de Paraquedas com Velame Aberto (SNPVA), em desenvolvimento pelo Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV): com tecnologia de ponta em realidade virtual para treinamento, será utilizado pelos Comandos Anfíbios e Mergulhadores de Combate, nos cursos de Salto Livre; e
 
- o Simulador de Periscópio (SIMPER): utilizado no Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché (CIAMA) para treinamento do pessoal que guarnece submarinos, desenvolvido por meio de uma parceria de sucesso entre o CASNAV e o Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM).

Fonte: Marinha do Brasil

Visita do Comandante Leal Ferreira ao Navio Oceanográfico Alpha CRUCIS, do Instituto Oceanográfico da USP

16:22

Hoje dia 13 de julho acompanhamos  a ilustre e honrosa visita do Comandante da Marinha do Brasil, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira ao Navio Oceanográfico "Alpha Crucis", do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo.



O navio estava atracado no Capitania dos Portos do Estado de São Paulo. Na oportunidade, houve apresentação dos espaços de trabalho na pesquisa,bem como, fizemos um pequeno trecho de navegação.



Almirante leal Ferreira parabenizou a Diretora do  IOUSP professora Elisabete Santis e o vice diretor professor Sumida pelo trabalho realizado, pelas pesquisas e entusiasmo pelo Mar. Assim como o Comandante Rezende pelas instalações do navio.
Estiveram presente autoridades civis e militares.


Porta-Helicópteros Multipropósito “Atlântico” tem representante feminina em sua tripulação

13:20




O Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) “Atlântico”, novo navio capitânia da Marinha, tem em sua tripulação uma representante feminina. A Marinha do Brasil foi a primeira Força a inserir a mulher em suas fileiras com a criação do Quadro Auxiliar em 1980. A chefe do Departamento de Medicina do Atlântico, a Capitão de Corveta (CD) Marcia Freitas, é mais um exemplo da inserção da mulher na Marinha Brasileira.
Capitão de Corveta Marcia Freitas integra tripulação do PHM  "Atlântico"
Ela é a única mulher da tripulação e exerce uma função de alta confiança. “Não é um lugar fácil, principalmente quando você é única mulher. Mas eu me sinto muito a vontade a bordo. Em nenhum momento me sinto discriminada ou algo parecido, pelo contrário, tudo que eu posso fazer, sempre que posso ajudar as pessoas, eu faço”, destacou.
A Marinha do Brasil dedicou o dia 7 de julho, especialmente, para comemorar o dia da incorporação da mulher na Força. “Estar participando dessa tripulação como única mulher é muito importante e enriquecedor para mim”, ressaltou a Comandante Marcia Freitas.

Fonte: Marinha do Brasil

Esquadrão VF-1 realiza reabastecimento em voo com a primeira aeronave biposto modernizada

04:51

biplace do VF-1 reabastecendo com o Hércules da FAB
Com a fraseologia “Barão aqui é o Falcão Negro!”, um elemento formado por aeronaves AF-1 iniciava o cheque rádio com o avião reabastecedor, no dia 4 de julho. Duas aeronaves AF-1, sendo uma delas a primeira aeronave biposto modernizada recebida pela Marinha do Brasil (AF-1C N-1022), realizaram um exercício de Reabastecimento em Voo (REVO) com uma aeronave KC-130 Hércules, do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte, da Força Aérea Brasileira (FAB).
A missão de REVO é de extrema importância na aviação de caça, pois contribui na sustentação do combate, possibilitando uma maior permanência das aeronaves de ataque em uma área de interesse. Duas aeronaves AF-1 decolaram de São Pedro da Aldeia, no dia 4 de julho, e receberam combustível em voo sobre o litoral carioca, possibilitando o adestramento e qualificação dos aviadores navais do Esquadrão VF-1.
Além de contribuir para a interoperabilidade, o evento faz parte do intenso programa de adestramento e qualificações que tem por objetivo preparar os pilotos do VF-1 para a participação no Exercício Multinacional CRUZEX, ao final de 2018.
A visão da biplace modernizada ao engatar no Hércules
Fonte. Marinha do Brasil

Baleias e golfinhos à vista!

04:45

Diversidade de espécies e abundância de animais na costa paulista são maiores do que o imaginado

Golfinho-pintado-do-atlântico: agora recenseado no litoral paulista Imagem: Eduardo Cesar

Em pé, à direita da proa da lancha que oscilava como um pêndulo enquanto deslizava com rapidez, Victor Uber Paschoalini foi quem viu primeiro algo se mexendo ao longe no meio do mar por volta das 11 da manhã do dia 10 de fevereiro deste ano, a menos de 1 quilômetro da Ilha da Queimada Grande, no litoral paulista. Ele achou que eram golfinhos, exatamente o que estavam procurando. Para confirmar, chamou o chefe da expedição, o biólogo Marcos César de Oliveira Santos, professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP). Aproximaram-se com a lancha e confirmaram: eram mais de 20 golfinhos-pintados-do-atlântico (Stenella frontalis), com 2 a 2,5 metros de comprimento, que logo começaram a saltar na água límpida ao lado da lancha. Santos pediu para o piloto reduzir a velocidade e, com sua equipe, fotografou os animais – principalmente as nadadeiras dorsais, que funcionam como uma cédula de identidade, por causa das cicatrizes e marcas únicas em cada indivíduo – e gravou seus sons com um hidrofone, colocado na água. Em seguida, com uma flecha atirada de uma balestra, ele coletou uma amostra de pele com 1 milímetro de espessura, para análises genéticas, e 2 centímetros de gordura para análise de contaminantes químicos.
Esse era o início da quinta viagem de uma série de 23 planejadas até 2015 para mapear a diversidade e a distribuição de cetáceos – baleias e golfinhos, também chamados de botos – do litoral paulista. Santos e sua equipe, com base nos animais mortos que encontraram na praia nos últimos anos e nos vivos que estão vendo agora, registraram até agora mais de 300 indivíduos de 29 espécies de cetáceos, o equivalente a 63% das 46 espécies já observadas no litoral brasileiro. Em rios a diversidade de golfinhos é menor: uma nova espécie, batizada de Inia araguaiaensis, a quinta já registrada, foi anunciada em janeiro por pesquisadores do Amazonas, que a encontraram no rio Araguaia e seus afluentes. Embora pouco vistos e pouco estudados, os cetáceos da costa brasileira representam quase metade das 87 espécies já identificadas nos mares do mundo.

Em conjunto: grupos de até 20 golfinhos (aqui, pintados-do-atlântico) se exibem no caminho da Ilha da Queimada Grande Imagem: Eduardo Cesar

Os resultados preliminares sugerem também uma diversidade de espécies e de abundância de cetáceos maiores do que o imaginado – desde as toninhas (Pontoporia blanivillei), um dos menores mamíferos de água doce, com até 2 metros de comprimento, encontrada do Espírito Santo à Argentina e vítima constante da captura acidental nas redes para peixes, até as colossais baleias-de-bryde (Balaenoptera brydei), que chegam a 15 metros de comprimento.
Desse trabalho estão também emergindo novas conclusões e hipóteses sobre as baleias e os golfinhos que percorrem o litoral brasileiro. Comparando amostras de DNA, Santos e outros pesquisadores da USP, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Colômbia e de Porto Rico verificaram que as populações de golfinhos-pintados-do-atlântico encontrados no Sul e Sudeste do Brasil e no Caribe são distintas entre si e não se misturam. Além disso, um equívoco sobre outra espécie está sendo desfeito. As baleias-de-bryde, uma espécie arisca e ágil, que permanecem pouco tempo na superfície, aparentemente percorrem o litoral paulista ao longo de todo o ano e não apenas no verão e na primavera, como se pensava, porque os mergulhadores as viam apenas na temporada de mergulho.

Amostra de pele, para análise filogenética Imagem: Eduardo Cesar

Outra abordagem possível – e bastante usada – de mapeamento das populações de cetáceos é a partir de um ponto fixo. É como se faz no arquipélago de Abrolhos, litoral da Bahia, com as baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae), uma das espécies de maior distribuição geográfica no mundo e a mais estudada no Brasil, em vista de suas características únicas, como as nadadeiras peitorais, que chegam a um terço do corpo, e por sua distribuição espacial e temporal previsível: 80% das jubartes que visitam a costa brasileira se concentram na região de Abrolhos, principalmente de julho a novembro, para terem e amamentarem os filhotes em águas mornas e rasas. O biólogo Salvatore Siciliano, atualmente na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro, esteve lá em 1989 e 1990 para fazer seu mestrado e, “sentado em uma pedra com prancheta e binóculo”, como ele recordou, avistou 604 grupos de jubarte (metade era de mães com filhotes) em 191 dias de observação. Nessa época havia equipes de pesquisa em mamíferos marinhos estabelecidas apenas em Manaus, no Amazonas, e em Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Outros grupos se formaram depois, mas os estudos sobre cetáceos antes de 1980 são muito raros, lembra Siciliano, dificultando análises e comparações, diferentemente de aves ou mamíferos terrestres, estudados há três séculos.

Nariz-de-garrafa, outra espécie encontrada no litoral paulista Imagem: Eduardo Cesar

Daniela Abras, pesquisadora do Instituto Oceanográfico da USP, esteve em Abrolhos em julho de 2013. Com apoio da Marinha, do Instituto Jubarte, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Cetacean Society International (CSI), assentada sobre um dos pontos mais altos do arquipélago, ela registrou 500 majestosas baleias, bem mais que as 200 registradas em 2004. “Está havendo um aumento populacional de baleias-jubarte, como resultado da proibição da caça, mas ainda está muito abaixo do que era”, diz ela. Hoje se estima a população de baleias-jubarte em 7.900 animais, que podem ser vistos na costa desde a região de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, até o Rio Grande do Norte, ainda abaixo das estimadas 25 mil jubartes antes de começarem a ser intensamente caçadas. A partir de 1650, nas principais cidades do litoral, como descrito no livro A baleia no Brasil colonial, da historiadora Myriam Ellis (Edusp/Melhoramentos, 1969), a caça de baleias era uma importante atividade econômica, para extração do chamado azeite de peixe, usado como argamassa para construções e em iluminação pública, e cerdas bucais, vendidas na Europa para a fabricação de espartilhos. Com barcos de 10 a 12 metros de comprimento, as baleias eram capturadas com arpão, depois abatidas por meio de sucessivos golpes de lanças de 2 metros de comprimento, arrastadas à praia e abertas: cada animal fornecia em média 7 mil litros de óleo. Uma lei federal proibindo a caça de baleias entrou em vigor apenas em 1987.
“Esta é a primeira vez que fazemos cruzeiros oceanográficos específicos para mapear cetáceos nos 600 quilômetros do litoral de São Paulo”, afirma Santos. “Por falta de especialistas e limitações financeiras, antes os trabalhos eram feitos apenas com animais mortos”, conta Santos. Ele próprio, durante o mestrado, percorreu de bicicleta ou mobilete as praias de Cananeia e Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo, coletando crânios de cetáceos encontrados mortos – ao todo, Santos reuniu e examinou 124 crânios. Foi também a primeira vez que um repórter fotográfico – Eduardo Cesar, de Pesquisa Fapesp – acompanhou uma das viagens de fevereiro e passou três dias com os pesquisadores em alto-mar.
Duas semanas antes da viagem, Santos, impressionado com a curiosidade de Paschoalini em sala de aula, convidou-o para completar sua equipe nessa expedição, mas não imaginava o tamanho da sorte do rapaz de 19 anos, agora no segundo ano do curso de oceanografia, com um provérbio bretão tatuado no braço direito, “lute e lute novamente até os cordeiros virarem leões”. Os quatro integrantes da equipe revezavam-se na observação, em turnos de uma hora, com meia de descanso, mas foi Paschoalini quem, duas horas mais tarde, avistou o segundo grupo de golfinhos, desta vez de outra espécie, o nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus), também com cerca de 20 animais, um pouco maiores e menos abundantes que os pintados, agora em uma água turva e sob sol forte.

Praia do porto de Imbituba, Santa Catarina, final da década de 1940: matança desenfreada de baleias-francas Imagem: João Hipólito do Nascimento / Acervo Museu da Baleia de Imbituba

Ao seu lado, a oceanógrafa Giovanna Corrêa e Figueiredo notou que os animais, normalmente dóceis – como o amigável Flipper de um antigo seriado da televisão –, naquele dia estavam arredios. Talvez porque, ela cogitou, estivessem com fome e apressados atrás de um cardume ou incomodados com a temperatura da água, que variava de 30 a 33º Celsius, quase cinco graus acima do habitual. Algas e outros organismos proliferam mais facilmente na água mais quente, formando uma mancha escura que dificulta a visibilidade, como a que se estendeu em fevereiro da costa do Rio de Janeiro a Santa Catarina. Nesse dia e nos dois seguintes – percorreram cerca de 650 quilômetros desde São Vicente até a Ilha do Mel, norte do Paraná – permaneceram atentos olhando o mar, da proa à popa, mesmo com o sol refletindo na água no final da tarde, e não viram mais golfinhos ou baleias. “Em alguns momentos o cansaço é tão grande que a gente vê onda e acha que é golfinho”, diz Giovanna.
Ela acompanha Santos desde a primeira expedição, em dezembro de 2012. No primeiro dia eles e outros pesquisadores do grupo percorreram o mar sem ver qualquer cetáceo, mas no segundo maravilharam-se ao avistar um grupo de 16 orcas (Orcinus orca), a espécie mais encorpada de golfinhos (não, não são baleias) – os machos mais taludos chegam a 10 metros de comprimento e 10 toneladas de peso –, atrás de Ilhabela, litoral norte de São Paulo. Não é comum encontrá-las tão perto da costa. “Passamos quase duas horas com as orcas, observando e fotografando”, relatou Santos. “Sabemos muito pouco sobre elas, quantas são, quando vão aparecer.”
Comparando fotografias das nadadeiras dorsais, pôde-se ver que dois indivíduos do grupo de Ilhabela, um mês antes, estavam perto das praias da cidade do Rio de Janeiro, a 400 quilômetros de distância. Alexandre Azevedo, oceanógrafo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, auxiliou na comparação das fotografias e confirmou que os animais eram os mesmos. Depois de cada viagem, uma das tarefas dos pesquisadores é analisar as fotos das nadadeiras dorsais, por meio de um programa de computador específico, para encontrar as que provêm de indivíduos novos e reforçar o catálogo no site do laboratório, já com 104 animais de duas espécies de baleias e três de golfinhos, representados por suas nadadeiras únicas.


Há também razões para inquietação: em consequência da construção de portos e do aumento do número de embarcações e da poluição crescente na costa, os cetáceos podem estar se afastando da costa e procurando áreas mais calmas. Giovanna Figueiredo, da equipe de Santos, verificou que os registros de avistagem da baleia-franca-austral (Eubalaena australis), com até 18 metros de comprimento e 60 toneladas, antes comuns nas praias mais próximas da costa do Sudeste, escassearam desde 2002, mesmo que a população estivesse aumentando, com o fim da caça. Em uma das viagens, a equipe da USP avistou uma baleia-franca com um filhote na Ilha da Queimada Grande, a 27 quilômetros da costa. Karina Groch e outros biólogos do Projeto Baleia-franca estão atentos sobre os possíveis efeitos da construção do porto de Imbituba, em Santa Catarina, e do aumento do tráfego de embarcações na região, antes um centro regional de caça à baleia-franca. Em 2005, Karina estimou em 500 o número de baleias-francas que visitam regularmente a costa brasileira, das quais 100 se abrigam no litoral sul, principalmente no período reprodutivo, de julho a novembro.
“Estamos afastando as baleias e os golfinhos, por um conjunto de causas, com efeitos cumulativos”, reitera Siciliano, que publicou vários artigos nos últimos anos indicando a contaminação por metais pesados e outras substâncias tóxicas, que devem favorecer, em golfinhos, as deformações ósseas, que ele próprio registrou, e as doenças de pele, que Santos descreveu em 2009. “É uma pena, porque as populações estão se refazendo e os cetáceos estão buscando as baías que ocupavam antes, mas as encontram transformadas em estacionamento de navios e depósito de esgoto.”
Siciliano foi um dos pesquisadores que participaram da elaboração do plano de ação para conservação da toninha, uma espécie que vive na faixa costeira e apresenta alta mortalidade ao se prender em redes de pescadores (Santos está examinando com pescadores de Cananeia as formas possíveis de reduzir a mortalidade de toninhas). Aprovado e publicado em 2010, o plano de ação previa a criação de dois parques nacionais (em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul) e a ampliação de outro, atualmente apenas com restinga, no litoral norte do estado do Rio, de modo a se limitar um espaço adequado para toninhas, tubarões, raias, tartarugas e outros animais marinhos. Siciliano, ao comentar que os parques ainda não foram criados, lembrou-se da resistência para a proibição da pesca e a transformação em parque nacional de uma área cobiçada para a construção de portos. Em uma das reuniões sobre a criação das unidades de conservação marinhas, ele se lembrou, um dirigente de um órgão público ambiental perguntou aos pesquisadores: “Afinal, para que serve uma toninha?”. Em uma peça do teatrólogo Bertolt Brecht, um cardeal fez uma pergunta parecida enquanto se recusava a ver pelo telescópio de Galileu: “Serão as estrelas realmente necessárias?”.
Fonte: Fapesp

Marinha abre 146 vagas para profissionais da saúde

18:58



A Marinha do Brasil publicou três editais para profissionais de nível superior da área de Saúde. O primeiro é destinado a médicos, com o total de 123 vagas, em diversas especialidades, 12 vagas para Cirurgiões-Dentistas e mais 11 para Enfermeiros, Farmacêuticos, Fonoaudiólogos e Nutricionistas. As inscrições vão até dia 27.
Principais requisitos
São 146 vagas destinadas a ambos os sexos, brasileiros com menos de 36 anos (no dia 1º de janeiro de 2019) e que tenham  concluído o curso superior relativo à profissão a que concorrem, dentre outros requisitos previstos em edital. A taxa de inscrição é de R$ 120,00  e o pagamento poderá ser realizado até o dia 3 de julho.
Médicos: vagas de âmbito regional e nacional
Os médicos interessados em fazer o concurso devem ficar atentos, pois existem vagas no âmbito nacional e regional. No segundo caso, deverão obrigatoriamente possuir o Certificado de Residência Médica ou Certificado de Título de Especialista na especialidade para a qual concorrem.
O concurso para o Quadro de Médicos da Marinha (CSM-MD), traz 100 vagas em diversas especialidades: Alergologia (2), Cancerologia (1), Cardiologia (8), Clínica Médica (5), Dermatologia (2), Endocrinologia/ Metabologia (4), Gastroenterologia (3), Geriatria (4), Hematologia (2), Infectologia (1), Medicina Intensiva (3), Neurologia (4), Anatomia Patológica (2), Pneumologia (4), Proctologia (1), Reumatologia (2), Cirurgia Cardíaca (1), Cirurgia Geral (4), Cirurgia Torácica (2), Cirurgia Vascular (3), Oftalmologia (3), Otorrinolaringologia (2), Neurocirurgia (3), Anestesiologia (5), Ginecologia e Obstetrícia (8), Pediatria (8), Psiquiatria (4), Radiologia (5), Radioterapia (1), Medicina Nuclear (1), Ortopedia e Traumatologia (2). Já para o concurso regionalizado, são 23 vagas
Quadro de Cirurgiões-Dentistas e Apoio à Saúde
As vagas para o Quadro de Cirurgião-Dentista (CSM-CD)  são em várias especialidades, como Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-facial (2), Dentística (2), Ortodontia (2), Patologia Bucal e Estomatologia (2), Prótese Dentária (2) e Radiologia (2). Já as vagas para Apoio à Saúde contemplam as profissões de Enfermagem (3), Farmácia (4), Fonoaudiologia (2) e Nutrição (2).
Já as vagas para o Quadro de Apoio à Saúde (CSM-S) contemplam as profissões de Enfermagem (3), Farmácia (4), Fonoaudiologia (2) e Nutrição (2).
Os aprovados e classificados farão o Curso de Formação de Oficias (CFO), no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW), no Rio de Janeiro. Após a aprovação no CFO, no final de 2019, os militares serão nomeados Oficiais da Marinha do Brasil no posto de Primeiro-Tenente e passarão a receber remuneração de cerca de R$ 11 mil.
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Capitania dos Portos do Maranhão entrega cestas básicas em Raposa-MA

18:52

Militares da Capitania dos Portos do Maranhão realizam a entrega das cestas básicas
 
No dia 23 de junho, a Capitania dos Portos do Maranhão (CPMA), em parceria com a Empresa de Navegação Internacional Marítima e a voluntária Euzilene Ramos, organizadora do evento, participou da entrega de cestas básicas no município de Raposa-MA. A entrega aconteceu em um salão de eventos onde foram beneficiadas 58 famílias carentes.
 
A arrecadação de alimentos não perecíveis para doação se deu por meio de um jogo beneficente de futebol, que aconteceu, no dia 9 de junho. O jogo, entre o time da CPMA contra os Amigos da Marinha e funcionários da Empresa Internacional Marítima, contou com grande divulgação e arrecadação de alimentos.
 
Antes do jogo, ocorreu uma apresentação com os cães adestrados da Polícia Militar do Maranhão, atração que chamou atenção de todos os presentes, principalmente das crianças.
 
Jogo beneficente para arrecadação de alimentos não-perecíveis
Fonte: Marinha do Brasil