Programa “Classe Tamandaré”

06:38



 A Marinha do Brasil iniciou, em 2017, o Programa “Classe Tamandaré” com o objetivo de promover a renovação da esquadra com quatro navios modernos, de alta complexidade tecnológica, construídos no País, com previsão de entrega para o período entre 2024 e 2028.

 Serão navios com alto poder combatente, capazes de proteger a extensa área marítima brasileira, com mais de 5,7 mil km², denominada “Amazônia Azul”, realizar operações de busca e salvamento e atender compromissos internacionais, entre outras tarefas.

O Programa é um elemento fundamental e um meio indispensável, não só para o controle de áreas marítimas de interesse, evitando o acesso de meios não desejáveis pelo mar, como também para que o País atue sob a égide de organismos internacionais e em apoio à política externa, de forma compatível com a inserção do Brasil no cenário internacional.

Saiba a importância


A aquisição dos quatro navios militares, de alta complexidade tecnológica, é de suma importância para Marinha e para outros setores da sociedade. Há a possibilidade, por exemplo, da geração de cerca de 200 empregos diretos e 6000 empregos indiretos. 




 Além disso:

- Amplia a capacidade de emprego do Poder Naval para salvaguarda dos interesses nacionais nas áreas marítimas de responsabilidade do País;

- Leva em consideração as melhores práticas de governança;

- Objetiva a sustentabilidade da indústria naval brasileira,

- Capacita e aprimora a mão de obra da construção naval;

- Oferece transferência de tecnologia;

- Fomenta a Indústria Nacional de Defesa;

- Possibilita o domínio de tecnologia sensível;

-Traz um arrasto tecnológico; e

- Representa investimentos da ordem de US$ 2 bilhões.

Linha do Tempo:




 Transferência de Tecnologia

 Estarão inclusos no processo a transferência de conhecimentos técnicos e expertise que a proponente se obriga a realizar, outorgando à empresa brasileira indicada e à Marinha o acesso amplo e direito de uso, sob a forma de licença geral de uso de know how e do know why.

Fonte: Marinha do Brasil

Maré baixa impede atracação de navio chinês em Santos

05:29

Para garantir a segurança devido às condições da maré, a Praticagem do Estado de São Paulo adiou a entrada do navio Kota Permimpin, de bandeira de Hong Kong, nesta terça-feira (18/02). A previsão é que a manobra seja realizada às 13 horas desta quarta (19/02).

Procedente de Singapura, o Kota Pemimpin esteve em portos chineses nos últimos 30 dias, mas não tem tripulantes suspeitos com o coronavírus, como garante a Anvisa. A atracação só não ocorreu, segundo a Praticagem do Estado de São Paulo, por conta das condições da maré.

O caso de dois tripulantes com sintomas de gripe foi avaliado e descartado como suspeitos de coronavírus pela Anvisa.  Mesmo assim, o navio de Hong Kong não conseguiu atracar porque não havia maré suficiente para ele pudesse deixar a barra e entrar no Canal do Porto de Santos. O calado é de 14m40 (distancia da superfície da água até a parte mais baixa do casco do navio) e para entrar é necessário mais de 15m90.

Carlos Alberto Souza Filho, Presidente da Praticagem do Estado de São Paulo, explicou: “Temos sensores em tempo real que medem a altura de maré no Porto de Santos, e esses sensores na maioria das vezes auxiliam a operação dos navios. Geralmente, temos mais água do que a maré calculada, mas hoje, ocasionalmente aconteceu de a maré real estar abaixo da maré prevista, em cerca de 20 cm. Para que o navio navegue com segurança, sem risco de tocar o fundo e encalhar, precisamos mais do que 15m90”, afirmou.

A primeira previsão para a atração era durante a madrugada, mas a questão operacional, que ocorre normalmente no Porto de Santos, justificou o adiamento.

Mesmo com a orientação da Anvisa de que não há contaminados a bordo, Souza Filho disse que a discussão foi muito salutar entre os envolvidos e levantou a questão da concessão da livre prática. “O prático é o primeiro profissional que embarca no navio. Está havendo uma interpretação um pouco distorcida do Regulamento Sanitário Internacional, do qual o Brasil é signatário, e que diz que a livre prática é um documento necessário para autorizar  o navio a entrar no Porto, e depois operar. A interpretação atual é que seria somente a operação, ou seja, a Anvisa vai a bordo para verificar o pessoal, mas depois que o navio atraque. Mas antes disso o prático já embarcou lá fora, em um ambiente confinado e em contato com pessoas que vêm de um local onde está havendo uma epidemia”, alerta o Presidente da Praticagem.

Souza comenta que é preciso lembrar que a China é um importante parceiro comercial do Brasil. “Esse é o primeiro navio que está chegando, mas teremos centenas de navios chegando da China, principalmente quando iniciar a safra de soja, açúcar, feijão. Precisamos atenção para que ocorra uma alteração nas normas da Anvisa, para que seus funcionários façam a inspeção inicial a bordo na área de fundeio de quarentena, existe um local para isso”.

Equipes do Governo Federal, do Estado e do Município avaliarão os tripulantes e as condições sanitárias dos navios que chegarem ao Porto de Santos.

 Providências antecipadas

 Em janeiro, a Praticagem do Estado de São Paulo solicitou às agências marítimas e armadores informações sobre a existência de tripulantes de navios provenientes de regiões de risco com sintomas do coronavírus ou que embarquem nos portos de Santos ou São Sebastião vindos da China por avião, uma vez que o vírus pode permanecer incubado por até duas semanas. Além disso, adotou medidas especiais para garantir a segurança pessoal de sua equipe, como manter à disposição, na Ponte de Embarque, de Equipamentos de Proteção Individual como máscaras, luvas especiais e óculos para embarcar nos navios.

Os procedimentos visam aumentar a segurança dos práticos e da população da região, ao evitar o risco de contaminação e impedir que os práticos sejam vetores da disseminação da doença.


 Precauções e sugestões

A partir do Informe apresentado pela Sociedade Brasileira de Infectologia sobre o coronavírus, e enquanto as autoridades não têm informações mais precisas, a Praticagem do Estado de São Paulo adotou procedimentos para evitar o risco de contaminação, uma vez que os práticos realizam o trabalho em navios que chegam de vários portos internacionais, incluindo os navios chineses.

Segundo a Praticagem, é importante observar que o tempo de incubação desse vírus é bem inferior à duração da viagem marítima Brasil-China. Assim sendo, se algum tripulante tiver sido infectado no dia da saída na China, provavelmente já chegará em Santos em estado grave. Há, ainda, um potencial risco na troca de tripulantes de navios em Santos, considerando a possibilidade de marítimos infectados virem de avião sem que ainda apresentem sintomas.







II Simpósio Brasileiro de Corais de Águas Profundas

04:30




Universidade de São Paulo - Campus Cidade Universitária - São Paulo - Brasil


O SBCAP é o principal evento nacional relacionado ao estudo e conservação de ambientes coralíneos de mar profundo, reunindo cientistas brasileiros e internacionais com destaque em suas áreas de atuação, além de estudantes,  ambientalistas, gestores e representantes de empresas atuantes na área ambiental.

Pela primeira o Simpósio será realizado na cidade de São Paulo, dentro do campus Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), onde está localizado o Instituto Oceanográfico da USP, referência no estudo de ambientes marinhos desde a década de 1950.

O SBCAP 2020 abrangerá diferentes tópicos relacionados aos ecossistemas de Corais de Águas Profundas, com palestras-chave de renomados pesquisadores brasileiros e internacionais, apresentações orais e pôsteres, com o objetivo de compartilhar o conhecimento e discutir novas perspectivas de estudo destes ambientes.


O Simpósio será composto de 8 palestras-chave (Keynotes) ministradas por pesquisadores brasileiros e internacionais, convidados a apresentar seus últimos trabalhos, novidades e perspectivas para diferentes tópicos relacionados aos ambientes de corais profundos.

Além disso, uma série de apresentações orais (Talks) e pôsteres  serão apresentados pelos participantes através da submissão de resumos.
Para maiores informações, visite o site do simpósio:


Organizado por

Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo / IOJr Consultoria e Educação Ambiental

Fonte: IOUSP e sbcoraisprofundos



Petroleiro sofre apagão e obriga Praticagem a fazer manobra de emergência

11:27


Na noite de domingo (9/2), a Praticagem do Rio de Janeiro teve que controlar mais uma situação de emergência após avaria em um petroleiro carregado, com 16,3 metros de calado.

Às 22h50m, o navio Zumbi dos Palmares sofreu um apagão quando navegava a cinco nós de velocidade em direção ao terminal aquaviário da Petrobras – Almirante Maximiano da Fonseca (Tebig), na Baía de Ilha Grande, em Angra dos Reis.

O problema ocorreu, após a Ilha de Itacuatiba, no motor auxiliar, que é utilizado como um gerador que garante a eletricidade em todo o navio.

Imediatamente, o Prático determinou que três rebocadores que davam suporte à faina puxassem para ré, enquanto um quarto controlava o rumo da embarcação da Transpetro, evitando que desgovernasse para cima dos perigos em ambos os bordos.

Assim que parou, o navio foi fundeado, às 23h05m, com os quatro rebocadores à sua volta e um quinto de prontidão. A atracação no terminal só foi possível às 6h15m desta segunda-feira (10/2).

Fonte: CONAPRA

Marinha atua na Operação “Regresso à Pátria Amada Brasil”

12:00

Militares da Marinha do Brasil durante desembarque dos repatriados
Militares da Marinha do Brasil, pertencentes a diversas organizações do Corpo de Fuzileiros Navais, participam da Operação “Regresso à Pátria Amada Brasil”, uma ação interministerial com objetivo de repatriar 34 brasileiros que estavam em Wuhan, na China, epicentro do surto mundial do coronavírus.
Os 34 brasileiros repatriados chegaram à Base Aérea de Anápolis, em Goiás, na manhã de ontem (9).
Segundo o Capitão de Mar e Guerra (FN) Márcio Pragana Patriota, Comandante do Centro de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica (NBQR) da Marinha do Brasil, coube aos militares da Força a descontaminação das viaturas e material. “A Marinha desenvolveu a Defesa NBQR pelo seu Programa Nuclear como meio de resposta a um eventual sinistro. Essa característica dual pode ser empregada tanto numa guerra como no apoio à sociedade, como é o caso dessa operação”, afirmou o Comandante Pragana.
Mesmo saudáveis e sem quaisquer sintomas, os repatriados vão permanecer em quarentena por 18 dias, na Base Aérea de Anápolis.
Para o soldado (FN) Bragança é uma satisfação servir o País e ajudar o povo brasileiro. “Quando me alistei imaginava que iria para a guerra e jamais em uma missão como esta. Me sinto lisonjeado em poder colaborar nesse momento de repatriação”, disse.
O Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais, composto por militares do Centro de Defesa NBQR da Marinha do Brasil, do Batalhão Logístico de Fuzileiros Navais, do Batalhão Naval, do Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília e da Companhia de Defesa NBQR do Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais permanece em Anápolis até o término da operação.
Militares da Marinha durante descontaminação de viaturas

Fonte: Marinha do Brasil

Marcelo Neri e os desafios e projetos da Fenamar

09:13

No cargo de presidente da Federação Nacional das Agências de Navegação Marítima (Fenamar) desde agosto de 2019, Marcelo Neri traçou os planos e falou sobre assuntos que estão em alta no mundo do transporte aquaviário. A entrevista exclusiva ao Portal Amigos do Mar foi concedida na sede da Fenamar, em Santos.



Os planos para o período a frente da Federação são muitos. “A primeira reunião presidida por mim foi em Fortaleza (CE), no fim de novembro, e apresentei alguns pontos da minha plataforma. O que foi feito anteriormente foi muito bem feito e a gente quer dar uma cara nossa para alguns pontos”.

Entre os pontos que serão destacados durante a gestão de Neri estão a valorização da categoria através, primeiramente, da qualificação dos profissionais do setor. Segundo ele, isto pode se dar de várias formas e uma delas é através de parcerias com outras entidades internacionais, conforme já vem acontecendo, que proporcionam cursos de elevado padrão para a categoria. “Queremos ter um olhar atento também para tecnologia e ao que ela pode servir como acelerador para o negócio. Sistemas onlines, portos sem papel, “Port Community System, sistemas da receita federal online e outras plataformas vieram para ficar e todos que trabalham dentro destes sistemas devem se preparar cada vez mais para serem agentes que comandem e validem as transações”.



O presidente da Fenamar quer ainda que o agente marítimo tenha mais destaque entre as autoridades. “O agente marítimo hoje precisa de mais relevância perante as autoridades, os atores e todos os interlocutores. Dizer mais quem somos e mostrar todo o poder que temos em nossas mãos em termos de receptores e agentes transformadores de informação. É muito importante que a categoria entenda que passamos, neste novo mundo de inovação veloz e constante, por um momento de transição em nossa profissão. Neste sentido, fazer o marketing da categoria, esclarecendo que não somos somente aquele ator que cuida do navio antes dele entrar, mas que sem o agente o navio não entra ou sai do porto, como também somos nós os grandes detentores da maior gama de informação, podendo nos tornar consultores de inteligência de mercados, pelo papel de catalisadores das informações entre as autoridades e diversos ‘players’ da cadeia não somente atrelada ao transporte marítimo, mas também as cargas que transitam no comércio exterior.

Projetos de eventos em Brasília, como workshops para alavancar conscientização da contribuição que a categoria pode prover, sem deixar o dia a dia de lado está nos planos.

“Estamos obviamente em busca de todos os interesses da categoria como as pautas do código comercial, cabotagem, multas da receita federal que é nosso calcanhar de aquiles hoje em dia”. O presidente diz ainda que em algumas regiões é necessário uma mão de obra mais qualificada e por isso a capacitação e qualificação profissional são destaques entre os planos da sua gestão.

A Fenamar atua em todo o território nacional na coordenação e proteção dos interesses da categoria econômica do agenciamento marítimo, associada aos Sindicatos das Agências de Navegação Marítima existentes em 14 estados brasileiros.



Marcelo Neri também já ocupou o cargo de presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima (Sindamar) do Estado de São Paulo e explica a diferença de assumir um desafio nacional.“A gente tem uma linha diferente de conduta, porque os nossos afiliados são os sindicatos, enquanto no sindicato os nossos afiliados eram as empresas, as agências. Na Fenamar a gente tem o cuidado de elevar os sindicatos. Atuamos para e em prol dos sindicatos.

O presidente da Fenamar também falou sobre problemas que afetam o transporte aquaviário no Brasil. Veja qual é a opinião de Marcelo Neri sobre alguns pontos importantes para evolução do setor.

Gargalos da cabotagem

“Um dos gargalos é o combustível e a questão do ICMS em cima dele. A questão burocrática, do jeito que a cabotagem vem sendo tratada todos esses anos, não faz sentido. Porque a legislação para o transporte rodoviário é de um jeito e para um navio é vista de outra maneira, sendo que o transporte é dentro do território brasileiro. Você tem que ter o mesmo tratamento fiscal, tributário, burocrático. Isso que a gente defende, que o  navio tenha o mesmo tratamento burocrático que um caminhão tem, principalmente na questão do combustível”.

Um bom planejamento logístico também faz parte das soluções para diminuir os gargaloes da cabotagem. “Para o agente marítimo a logística como um todo é importante. O transporte do Brasil foi planejado, de certa maneira, de forma errada. Mas foram planejados e hoje o transporte rodoviário é algo importante, que tem que ser dado seu valor, como o ferroviário também. Como nós trabalhamos com navio nosso interesse é que o transporte aquaviário receba a justa atenção por parte do governo e que aproveite todo o seu potencial para a otimização e melhor equilíbrio da matriz logística”.

Marcelo Neri contou que a Fenamar dá apoio a Aliança Pró-comex para um estudo, solicitado pelo Governo Federal, sobre a parte micro da cabotagem (custos, processos, taxas de terminais, etc). “Participei de algumas reuniões em Brasília, onde a Fenamar deu apoio ao projeto de um estudo encomendado pelo governo a Aliança Procomex. O objetivo é apontar o que há de melhor em termos de taxas portuárias, processos burocráticos atuais e como eles podem vir a ser”, por exemplo, explica.

A Aliança Pró-Comex vai fazer reuniões com todas as federações, associações, empresas, confederações, autoridades, para mapear processos no intuito de que seja apresentado um estudo completo de melhores práticas de mercado para que seja implantado na cabotagem.

Projeto BR do Mar e Código Comercial

“O projeto BR do Mar, embora agora esteja ainda em fase de estudos do governo, deve ser uma política de Estado”.

Novo Código Comercial é um dos temas que a Fenamar está acompanhando de perto. “Esse foi o tema que mais tratei em Brasília desde a minha posse, em 30 de agosto (2019). O capítulo de Direito Marítimo dentro do nosso código vigente é de 1850, então lá cita caravelas ainda. De alguns anos para cá a ABDM (Associação Brasileira de Direito Marítimo) vem trabalhando um novo capítulo para esse código comercial que será votado no congresso”.
Marcelo explica que a exclusão do capítulo inteiro foi cogitada. “A Fenamar vem batalhando para que esse capítulo seja mantido, pois há o texto sobre o agente marítimo. Várias frentes estão junto conosco para manter um “novo Direito Marítimo” no código. O texto que fala do agente marítimo está pronto, acordado entre todos, do jeito que a gente quer, defendendo o que achamos ser justo para nossa categoria”.

Qual é sua definição de Porto Seguro? 
Eu vou de metáfora! A gente tem que dar atenção a todas as pessoas, e uma vez eu conversando com o zelador de prédio, o mesmo me disse que todo homem precisa ter um ponto para voltar. A gente tem que dar importância para todas as pessoas, independentemente de qual cargo ou posição ela está. Este é um ponto de reflexão. Porto seguro como a atenção e o amor as pessoas, quem quer que seja.

Outro ponto é que você precisa em alguns momentos da vida arriscar, mas sempre ter um porto seguro para te dar base e focar em outras coisas e poder voltar. Um ponto de referência....o porto seguro são seus valores.

Marcelo Neri
Casado há 24 anos, completando 25 anos em 2020, tem três filhos - dois rapazes de 24 e 22 anos e uma moça de 15 anos, além de um neto do filho mais velho. Também é presidente da empresa Alphamar, com sede em Santos, e é graduado na Fundação Getúlio Vargas e em universidades internacionais.