Brasil participa da 7ª Sessão do Subcomitê da Navegação, Comunicações e de Busca e Salvamento a IMO

06:41

Delegação brasileira durante a Sessão do NCSR 7
A 7ª Sessão Subcomitê da Navegação, Comunicações e de Busca e Salvamento (NCSR) foi realizada entre os dias 15 e 24 de janeiro, na Organização Marítima Internacional (IMO), em Londres.
A delegação do Brasil foi composta por representantes da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores, do Conselho Nacional de Praticagem e por técnico da Petrobras.
O Subcomitê NCSR trata de assuntos relacionados à navegação e comunicação, incluindo a análise e aprovação de medidas de rota de navios e sistemas de comunicação; requisitos de transporte e padrões de desempenho para equipamentos de navegação e comunicação; sistema de identificação e rastreamento de longo alcance (LRIT); e o desenvolvimento da navegação eletrônica. Também, trata de assuntos de busca e salvamento e do Sistema Marítimo de Socorro e Segurança Marítima Global, incluindo o reconhecimento de prestadores de serviços.
Com referência ao sistema de identificação e rastreamento de longo alcance (LRIT), o Brasil tem apresentado na IMO, desde 2016, propostas para alteração no sistema visando a possibilitar redução dos custos dos equipamentos embarcados nos navios mercantes abrangidos pela Convenção SOLAS. Ao longo desses anos, a proposta requereu diversos testes e avaliações realizadas pelo CASNAV, cujo resultado foi avaliado e aceito pela comunidade internacional, sendo, então, durante esta Sessão do NCSR, aprovado pelo plenário da IMO.

Fonte; Marinha do Brasil

IOUSP: Professor Emérito que construiu uma carreira brilhante em nossa Instituição e Universidade e que deixa saudades em todos nós.

05:57

O Instituto Oceanográfico da USP lamenta profundamente o falecimento do Prof. Rolf Roland Weber no dia 17/01/2020

O Professor Rolf Roland Weber formou-se em bacharel e licenciado em química pela Universidade de São Paulo em 1972. Terminou seu mestrado em química orgânica em 1975 e o doutorado em química analítica em 1981, ambos pelo Instituto de Química da USP, sob orientação do Professor Remolo Ciola. Já nessa época do doutoramento, realizou um trabalho vinculado ao Instituto Oceanográfico da USP (IOUSP) intitulado: Hidrocarbonetos no ambiente marinho: Aspectos analíticos e ambientais”, iniciando a linha de pesquisa em química orgânica marinha no Brasil. Foi pioneiro em pesquisa sobre poluição por hidrocarbonetos e poluentes orgânicos persistentes no Brasil, explorando a sua presença no ambiente marinho, que incluía tanto matrizes abióticas como água e sedimento quanto bióticas como aves e peixes. Em 1978, realizou um curso de especialização em química da poluição marinha na Universidade de Liverpool, Inglaterra, como bolsista do British Council. Fez pós- doutorado em Kiel, Alemanha no Instituto de Ciências Marinhas, em 1988-1989 e no Laboratório Internacional de Radioatividade Marinha - UNESCO sediado em Mônaco, em 1989.

Atuou profissionalmente no IOUSP entre 1976 e 1980 como químico no laboratório de oceanografia química do departamento de oceanografia física (DOF). Em 1981 foi contratado como docente neste instituto até sua aposentadoria em 2012. Tornou-se livre docente em

1988 e professor titular em 1990, ambos pelo Instituto Oceanográfico da USP E Professor Emérito em 4 de Dezembro de 2019.

Como docente sempre foi um exemplo de profissional envolvido e preocupado com a Oceanografia no Brasil e no mundo, sendo algumas vezes homenageado pelas turmas de bacharelado pelo seu entusiasmo e dedicação. Exerceu também vários cargos administrativos sendo chefe do Departamento de Oceanografia Física, duas vezes vice diretor e diretor do Instituto Oceanográfico entre 1997 e 2001. Além disso, foi Diretor do Museu de Ciências da USP entre 2002 e 2004. Durante seu mandato como diretor, foi aprovado o curso de bacharelado em oceanografia do IOUSP.

Por iniciativa do Professor Rolf Weber, foi estabelecida a linha de pesquisa em oceanografia química dentro do programa de Oceanografia Física do IOUSP, que mais tarde se tornaria o programa de Pós-Graduação em Oceanografia Química e Geológica. Dentre seus orientados, pelo menos cinco hoje são professores de universidades estaduais ou federais. Publicou mais de 40 trabalhos, em revistas indexadas, com intensa participação de seus orientados.

Sempre foi uma grande referência nacional na área de Oceanografia Química tendo sido membro titular do Comitê Assessor de Oceanografia do CNPq e do Projeto Arquipélago também do CNPq. Também foi membro titular do acordo de cooperação Brasil-Alemanha e Brasil-Índia. Além disso, soma-se à sua projeção internacional, o cargo de membro eleito do comitê executivo da organização não governamental "Partnership for the Observation of the Global Oceans" (POGO) sediada em Halifax, Canadá e membro pleno do comitê do International Mussell Watch entre 1991-1995.

Foi membro da primeira Expedição Antártica (1982-83) PROANTAR I, a bodo do Navio Oceanográfico Prof. W. Besnard. Foi coordenador de vários projetos de pesquisa incluindo a REDE-2 do PROANTAR" Diagnóstico ambiental da Região da Baía do Almirantado, Antártica" e o projeto FAPESP de equipamentos multiusuários: aquisição de barco para pesquisa oceanográfica, pelo qual foi construído o Barco de Pesquisa Delphini, batizado em 2013.

A perda do Prof. Rolf provocou uma comoção em todos os membros de nossa Instituição e certamente guardaremos conosco os excelentes momentos que ele compartilhou conosco.

Texto da Profa Dra Márcia Caruso Bícego feito por ocasião da proposta do Título de Professor Emérito o qual foi concedido em 04/12/2019.

Fonte: IOUSP

Termina, na China, operação inédita coordenada pela Praticagem do Estado de São Paulo em São Sebastião

11:06


Depois de 54 dias de viagem, o Xin Guang Hua, o maior navio submersível doca do mundo, chegou ao Porto de Zhoushan na quarta (15) levando em sua plataforma o Chipol Taihu, que  foi descarregado nesta sexta (17).

Crédito: Bruno César Alves (AWS)

 Difícil imaginar o que aquele navio esquisito, parecido com um carro guincho, estava fazendo ali no canal do porto de São Sebastião. O suspense aumentou ainda mais quando outro navio se aproximou, puxado por três rebocadores. Nem os mais criativos conseguiam prever que o primeiro navio ia submergir, como um submarino, para que o segundo fosse manobrado com exatidão justamente no convés-plataforma. Então, o navio voltou à superfície, carregando sua carga preciosa até a China.


Parece filme, mas tudo isso aconteceu de verdade, em novembro de 2019, para espanto dos privilegiados que conseguiram acompanhar essa manobra inédita no canal entre São Sebastião e Ilhabela, no Litoral Norte.  O maior navio submersível doca do mundo, o Xin Guang Hua, de Hong Kong, com 255 metros de comprimento (convés do tamanho de dois campos de futebol) submergiu parcialmente até a profundidade de 27 metros, para receber em seu convés-plataforma o navio Chipol Taihu, de 188 metros de comprimento, carregado com toras de madeira. Essa manobra inédita envolveu, além da Praticagem da Praticagem do Estado de São Paulo, especialistas da Marinha e as empresas Cosco Shipping e AWS Service.


O navio Chipol Taihu ia para a China quando os problemas começaram. Com os sistemas de propulsão e de geração de energia avariados, a embarcação ficou à deriva e ficou à deriva, tendo sido rebocado do porto do Rio Grande. O Xin Guang Hua estava a caminho de Cuba e foi desviado para o Brasil para realizar a manobra e seguir viagem para a China no dia 25 de novembro. Depois de 54 dias de viagem, a chegada foi nesta quarta (15), no Porto de  Zhoushan, sendo que o navio foi descarregado nesta sexta (17).


As duas embarcações são da mesma operadora, a Cosco China, que resolveu montar esse esquema delicado para garantir que o navio e sua valiosa carga, de cerca de 40 mil toneladas de toras de madeira para a indústria de celulose, fossem levados com segurança para a China.


Foram várias reuniões preparatórias para escolher exatamente o local ideal para a manobra, como explica o prático Carlos Alberto de Souza Filho, Presidente da Praticagem do Estado de São Paulo: “Nossa equipe achou um lugar com 33 metros de profundidade, protegido das ondas do mar aberto e onde a operação não atrapalharia as operações do Porto e nem provocaria danos ambientais. Foi um trabalho em equipe realizado com muitos cálculos e todos os cuidados com a segurança, pois qualquer toque entre dois navios causa um estrago grande”.


A manobra foi realizada pela Praticagem do Estado de São Paulo, com a assessoria de dois práticos: Hermes Bastos e Flavio Peixoto. O prático Hermes, que atuou na manobra, explica a operação: “A Praticagem de São Sebastião foi consultada sobre a possibilidade de acompanhar essa manobra de imersão do navio doca e de docagem do navio avariado. Além de nós, a companhia chinesa também fez contatos com a praticagem do Rio de Janeiro, para realizar a operação na Ilha Grande, e praticagem da Bahia, para realizar na baia de Todos os Santos, em Salvador”.


A partir da escolha, a Praticagem de São Paulo tinha uma data limite, até o início de dezembro, devido à chegada dos navios de cruzeiros que ocupariam a área escolhida para a operação. Ficou decidido que a operação seria realizada em torno de 15 a 20 de novembro. “Assim que o serviço foi contratado, fizemos o levantamento batimétrico, com nossa equipe de batimetria, utilizando sonda multifeixe, que forneceu dados bastante detalhados das profundidades locais. Encontramos uma área bem grande, de 34 metros de profundidade, ideal para o que necessitavam, e as condições meteorológicas (vento, corrente, ondulação e visibilidade) esperadas também seriam favoráveis para a execução do trabalho”, relata Hermes.


Ele conta que os superintendentes das operações de docagem da Cosco vieram especialmente da China, para acompanhar a operação no navio. Também veio o representante da empresa Zvitzer de rebocadores, que executou toda a faina de reboque, desde o Rio Grande até a fase final da manobra. Foram realizadas na sede da Praticagem do Estado de São Paulo três reuniões preparatórias com todas as equipes envolvidas para cobrir todos os detalhes da delicada operação.


O navio doca entrou na Barra Norte e foi fundeado pelos práticos, com precisão na posição determinada, no dia 19 pela manhã. Na quarta, às 4 da manhã, começou a operação para submergir parcialmente o Xin Guang Hua, que só terminou às 8 horas. Após submergir, foi até 27 metros (para dar uma ideia, o equivalente a um prédio de oito andares) para atingir a profundidade desejada e com água suficiente para receber a embarcação avariada. Depois, foi mantido alinhado contra a corrente e o vento, pelo prático Hermes, usando os rebocadores. Enquanto isso, às 6 da manhã, o prático Flávio embarcava no navio avariado, o Chipol Taihu, sem propulsão e sem energia, puxado por três rebocadores, para o ponto de encontro com o navio semissubmerso.”


Após 2 horas de reboque no canal de São Sebastiao, o prático Flávio entregou o navio ChipolTaihu na posição desejada. A partir desse ponto, o navio foi cuidadosamente puxado para dentro da plataforma-doca do navio Xing Guang, auxiliado por rebocadores e cabos especiais. “Foram três horas e meia só para deslocar o navio avariado por cerca de 200 metros, tudo muito lentamente para evitar um acidente. A outra etapa seria trazer o navio doca novamente para a profundidade normal, de navegação, após receber a carga. Para isso, eles bombeiam para fora a água dos tanques de lastro, até chegar ao nível de flutuabilidade necessária, com cerca de 11 metros de calado. Depois disso, nos dias subsequentes, serão feitas as soldas das estruturas no convés de carga, formando um picadeiro para apoiar o navio avariado com segurança, para garantir estabilidade e sustentar a embarcação até a viagem à China”, complementou Hermes.


CoscoShipping


Alonso Yang, Gerente Geral da Divisão de Desenvolvimento Estratégico da CoscoShipping, explica que a empresa já realizou manobras como essas em outras regiões, mas que no Brasil foi a primeira vez, “embora

tivéssemos o mesmo navio no Brasil em novembro de 2018, mas carregando uma plataforma”.

Para ele, a operação é muito delicada porque pode envolver colisão, acidente de aterrissagem de embarcações com tripulantes e outros trabalhadores ou mesmo com as duas embarcações afundando. “O maior desafio foi conseguir fazer todo o cálculo e superação das condições do mar / vento levando uma embarcação totalmente carregada. O trabalho da Praticagem foi muito profissional e não burocrático, facilitando a manobra”.


AWS Service


Ed Nascimernto é Diretor Brasil da AWS Service, outra empresa que participou da operação,credenciada pela Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil, para projetar, avaliar, conduzir e executar operações marítimas especiais e de alto grau de complexidade, como essa realizada em novembro.

Ele conta que a empresa já executou no Brasil cerca de 20 operações similares. “Apos diversos estudos técnicos de diversas áreas ao longo da costa Brasileira, a AWS junto com a Coscoe Praticagem chegou à definição de que a região atenderia a todos as condições climáticas, hidrográficas e metaoceânicas necessárias. Foi uma operação inédita em São Sebastião, realizada com total sucesso.

“Tal fato relevante, levou ao setor de engenharia da AWS a iniciar em 2020 o projeto de viabilidade de fundeio de plataformas e navios sondas na mesma região, na qual, pretende executar mais 4 projetos neste mesmo ano’, revelou.

NOTA DE FALECIMENTO

12:38


Comunicamos  com pesar o falecimento de , Almirante (RM1) Marcos Nunes de MIRANDA , ocorrido no dia  18 de janeiro de 2020.
Com Vice- Almirante (RM1) Marcos Nunes de MIRANDA 

 Nascido em 11 de abril de 1957
Falecido em 18 de janeiro de 2020.
 Foi Vice- Diretor do- Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo,  Capitão dos Portos de São Paulo,  comandante do 3°Distrito Naval,  Destaque para último cargo como Juiz-Presidente do Tribunal Marítimo.
Confira a entrevista com o Almirante Miranda no Tribunal Marítimo:





Postergação da reinauguração da Estação Antártica Comandante Ferraz

06:22

Brasília-DF. Em 14 de janeiro de 2020. A Marinha do Brasil informa que a cerimônia de reinauguração da Estação Antártica Comandante Ferraz foi adiada. Devido às condições meteorológicas na Base chilena Presidente Eduardo Frei Montalva, o deslocamento das autoridades que saem de Punta Arenas para a Antártica não foi possível. A previsão é que o evento aconteça amanhã (15), seguindo a mesma programação de horários.


Sobre a Base Comandante Ferraz:

Destaca-se no projeto arquitetônico a substancial ampliação da capacidade de pesquisa da nova estação em comparação à antiga, saindo de quatro para dezessete laboratórios no total, projetados e equipados para atender a uma multiplicidade de necessidades da comunidade científica brasileira, dentre os quais destaca-se: meteorologia, biociências, química, microbiologia, biologia molecular, bioensaios e de múltiplo uso.

O prédio principal da EACF está dividido em três grandes blocos, distribuídos da seguinte forma:

• Bloco Leste: destinado às pesquisas, convívio e serviços da EACF. Nele, estarão 14 laboratórios, refeitórios, cozinha, setor de saúde, sala de secagem e oficinas;

• Bloco Oeste: setor privativo e de convívio dos hóspedes da estação, onde estão instalados os 32 camarotes, uma biblioteca, uma academia e sala de vídeo/auditório. Em seus níveis inferiores, encontram-se os paióis de mantimentos e os tanques de água potável e para combate a incêndio; e

• Bloco Técnico: responsável por todo o controle e demanda da rede elétrica, sanitária e automação da estação, além de possuir espaço destinado à garagem de viaturas. É composto, dentre outros, por estação de tratamento de água e esgoto, praça de máquinas, geradores, sistema de aquecimento de água, setor de tratamento e incinerador de lixo e paióis diversos.

A execução de obras no continente antártico é uma atividade complexa, que envolve uma grande quantidade de variáveis, levadas em consideração para que a construção do empreendimento pudesse transcorrer com o menor número de imprevistos.

Em razão das condições severas do clima da região, as obras foram planejadas para ocorrer somente no período do verão antártico, situado entre os meses de outubro e abril. Dessa forma, foram necessários três anos para que as instalações da EACF atingissem o ponto que permitiu sua operação com segurança, o que ocorreu em março de 2019. No entanto, em função da necessidade do comissionamento e teste dos novos sistemas, além do adequado treinamento do Grupo-Base, optou-se pela inauguração no início de 2020.

Nesse período da construção, estiveram envolvidos, direta e indiretamente, diversos colaboradores, dentre os quais destacam-se os engenheiros e operários da empresa China National Electronic Imports and Exports Corporation (CEIEC), chegando a somar 263 na área da estação no verão de 2018/2019; fiscais do MMA/IBAMA responsáveis por fiscalizar e mitigar possíveis impactos ambientais da obra no sensível ecossistema antártico; Engenheiros Navais da Marinha que acompanharam todas as etapas da empreitada, desde a elaboração do projeto técnico, pré-montagem dos módulos na China e sua efetiva construção na Antártica; militares dos Grupos-Base da EACF auxiliando na fiscalização e provendo os meios necessários para a permanência do pessoal na região com segurança e conforto; as tripulações dos Navios Polar “Almirante Maximiano” e de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel”, auxiliando no transporte de pessoal e material; e os militares do PROANTAR, no planejamento e condução das Operações e coordenação do apoio logístico necessário.

Desde a decisão pela reconstrução da EACF, tomada logo após o incêndio da antiga estação, decorreram várias fases até que tudo estivesse pronto para a inauguração. Dentre essas fases destacam-se:

- Em agosto de 2015 - Assinatura do contrato de construção em agosto de 2015 com a empresa CEIEC;
- De janeiro a fevereiro de 2016 - Execução de serviços geológico-geotécnicos complementares na área da construção na Antártica, a fim de adequar o projeto às características geológicas da região;
- De março a novembro de 2016 - Fabricação, na China, das fundações e estruturas. Nesse período foi feita a montagem em Xangai de um modelo em escala natural das instalações (MOCKUP), de forma a verificar e solucionar possíveis problemas de projeto e construção.
- De dezembro de 2016 a março de 2017 - Execução das obras de fundação na Antártica. As edificações utilizam fundações em blocos de concreto que, devido às dimensões e peso final, foram fabricados em peças prismáticas menores, as quais foram montadas diretamente nas cavas, cujas profundidades variam em torno de 2,0 metros.
- De abril a outubro de 2017 - Fabricação e pré-montagem da estação ainda na China. Nesta fase, toda a estrutura e todos os módulos foram fabricados e pré-montados. Em seguida, foram desmontados e preparados para transporte ao continente antártico. A pré-montagem foi utilizada para minimizar os riscos de falta de material e para reduzir a possibilidade de problemas durante a montagem.
- De dezembro de 2017 a março de 2018 - Fase 1 de montagem da EACF na Antártica. Os trabalhos foram iniciados pelo Bloco Oeste da estação. Ao final do verão, este bloco foi parcialmente concluído. Além disso, o Bloco Leste teve sua estrutura inferior montada e os Módulos Isolados de Comunicações, Meteorologia e Ozônio e deVery Low Frequency (VLF) foram instalados.
- De setembro a outubro de 2018 - Pré-montagem de equipamentos e conclusão de serviços internos nos módulos da estação.
- De novembro de 2018 a abril de 2019 - Fase 2 de montagem da EACF na Antártica. Foram instalados os blocos leste e técnico e finalizadas as redes e infraestrutura externa, a instalação dos aerogeradores e a construção da Área de Pouso Administrativo.
- De abril de 2019 a março de 2020 - Realização dos testes de aceitação, comissionamento dos sistemas e equipamentos e o treinamento do Grupo-Base “FERRAZ” para a operação e manutenção da EACF durante o inverno de 2020.

Fonte: Marinha do Brasil

Navios da Esquadra suspendem para início da “Aspirantex 2020” – 3ª fase da Operação “Amazônia Azul - Mar limpo é vida!”

14:44

Porta-Helicópteros Multipropósito “Atlântico” é um dos meios envolvidos na “Aspirantex”
 
Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) “Atlântico”, o Navio Doca Multipropósito “Bahia”, o Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia”, as fragatas “União”, “Constituição” e “Liberal”, o Navio-Tanque “Gastão Motta” e a Corveta “Júlio de Noronha” suspenderam ontem (9), do Rio de Janeiro, rumo ao Nordeste do País, dando início à Operação “Aspirantex 2020”, que integra a 3ª frase da Operação “Amazônia Azul – Mar Limpo é Vida!”.
 
Durante a operação, outros meios navais, aeronaves e de fuzileiros navais também serão empregados, além das aeronaves “Orion” e “Bandeirante Patrulha”, da Força Aérea Brasileira.
 
A Aspirantex visa familiarizar os Aspirantes com a vida no mar, por meio de exercícios navais, e orientar os que estão no 2º ano na escolha do Corpo e da área de habilitação. “Quero aproveitar para tirar o maior número de dúvidas, pois trabalharei com isso a vida toda. Pretendo fazer a melhor escolha possível para a minha carreira”, disse o Aspirante do 2° ano, Hakin. Nesta edição, 244 Aspirantes do primeiro, segundo e terceiro ano da Escola Naval estão distribuídos pelos navios participantes. Ao todo, cerca de 2.900 militares participam da Aspirantex 2020”.
 
Também estão entre os propósitos da operação, ações de presença nas Águas Jurisdicionais Brasileiras, apoio aos comandos distritais dos portos visitados e aos coordenadores operacionais regionais na execução de ações de resposta a incidentes de poluição por óleo, no decorrer da 3ª fase da Operação “Amazônia Azul - Mar Limpo é Vida!”. “A Aspirantex acontece na mesma área onde houve a crise ambiental de contaminação por óleo, que começou no ano passado e, durante essa operação, atuaremos também no monitoramento dessa situação”, afirmou o Comandante em Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Mello.
 
A operação abrangerá a área marítima compreendida entre os estados do Rio de Janeiro e Pará. Durante esse período, serão visitados os portos de Vitória-ES, Salvador-BA, Maceió-AL, Recife-PE, Cabedelo-PB, Natal-RN, Fortaleza-CE e Belém-PA. A Aspirantex será composta por três fases de mar e duas de porto.
 
A primeira fase, iniciada ontem, encerra-se com a atracação dos navios nos portos de Fortaleza, Maceió, Cabedelo, Natal e Recife, no dia 16 deste mês.
 
Militares se preparam para o suspender do PHM “Atlântico”

Fonte: Marinha do Brasil

Marinha do Brasil reinaugura a Estação Antártica Comandante Ferraz

12:12

A Marinha do Brasil (MB) reinaugura, no dia 14 de janeiro, a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). As novas edificações configuram uma área de aproximadamente 4.500m2.

Destaca-se no projeto arquitetônico a substancial ampliação da capacidade de pesquisa da nova estação em comparação à antiga, saindo de quatro para dezessete laboratórios no total, projetados e equipados para atender a uma multiplicidade de necessidades da comunidade científica brasileira, dentre os quais destaca-se: meteorologia, biociências, química, microbiologia, biologia molecular, bioensaios e de múltiplo uso.

O prédio principal da EACF está dividido em três grandes blocos, distribuídos da seguinte forma:

• Bloco Leste: destinado às pesquisas, convívio e serviços da EACF. Nele, estarão 14 laboratórios, refeitórios, cozinha, setor de saúde, sala de secagem e oficinas;

• Bloco Oeste: setor privativo e de convívio dos hóspedes da estação, onde estão instalados os 32 camarotes, uma biblioteca, uma academia e sala de vídeo/auditório. Em seus níveis inferiores, encontram-se os paióis de mantimentos e os tanques de água potável e para combate a incêndio; e

• Bloco Técnico: responsável por todo o controle e demanda da rede elétrica, sanitária e automação da estação, além de possuir espaço destinado à garagem de viaturas. É composto, dentre outros, por estação de tratamento de água e esgoto, praça de máquinas, geradores, sistema de aquecimento de água, setor de tratamento e incinerador de lixo e paióis diversos.

A execução de obras no continente antártico é uma atividade complexa, que envolve uma grande quantidade de variáveis, levadas em consideração para que a construção do empreendimento pudesse transcorrer com o menor número de imprevistos.

Em razão das condições severas do clima da região, as obras foram planejadas para ocorrer somente no período do verão antártico, situado entre os meses de outubro e abril. Dessa forma, foram necessários três anos para que as instalações da EACF atingissem o ponto que permitiu sua operação com segurança, o que ocorreu em março de 2019. No entanto, em função da necessidade do comissionamento e teste dos novos sistemas, além do adequado treinamento do Grupo-Base, optou-se pela inauguração no início de 2020.

Nesse período da construção, estiveram envolvidos, direta e indiretamente, diversos colaboradores, dentre os quais destacam-se os engenheiros e operários da empresa China National Electronic Imports and Exports Corporation (CEIEC), chegando a somar 263 na área da estação no verão de 2018/2019; fiscais do MMA/IBAMA responsáveis por fiscalizar e mitigar possíveis impactos ambientais da obra no sensível ecossistema antártico; Engenheiros Navais da Marinha que acompanharam todas as etapas da empreitada, desde a elaboração do projeto técnico, pré-montagem dos módulos na China e sua efetiva construção na Antártica; militares dos Grupos-Base da EACF auxiliando na fiscalização e provendo os meios necessários para a permanência do pessoal na região com segurança e conforto; as tripulações dos Navios Polar “Almirante Maximiano” e de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel”, auxiliando no transporte de pessoal e material; e os militares do PROANTAR, no planejamento e condução das Operações e coordenação do apoio logístico necessário.

Desde a decisão pela reconstrução da EACF, tomada logo após o incêndio da antiga estação, decorreram várias fases até que tudo estivesse pronto para a inauguração. Dentre essas fases destacam-se:

- Em agosto de 2015 - Assinatura do contrato de construção em agosto de 2015 com a empresa CEIEC;
- De janeiro a fevereiro de 2016 - Execução de serviços geológico-geotécnicos complementares na área da construção na Antártica, a fim de adequar o projeto às características geológicas da região;
- De março a novembro de 2016 - Fabricação, na China, das fundações e estruturas. Nesse período foi feita a montagem em Xangai de um modelo em escala natural das instalações (MOCKUP), de forma a verificar e solucionar possíveis problemas de projeto e construção.
- De dezembro de 2016 a março de 2017 - Execução das obras de fundação na Antártica. As edificações utilizam fundações em blocos de concreto que, devido às dimensões e peso final, foram fabricados em peças prismáticas menores, as quais foram montadas diretamente nas cavas, cujas profundidades variam em torno de 2,0 metros.
- De abril a outubro de 2017 - Fabricação e pré-montagem da estação ainda na China. Nesta fase, toda a estrutura e todos os módulos foram fabricados e pré-montados. Em seguida, foram desmontados e preparados para transporte ao continente antártico. A pré-montagem foi utilizada para minimizar os riscos de falta de material e para reduzir a possibilidade de problemas durante a montagem.
- De dezembro de 2017 a março de 2018 - Fase 1 de montagem da EACF na Antártica. Os trabalhos foram iniciados pelo Bloco Oeste da estação. Ao final do verão, este bloco foi parcialmente concluído. Além disso, o Bloco Leste teve sua estrutura inferior montada e os Módulos Isolados de Comunicações, Meteorologia e Ozônio e deVery Low Frequency (VLF) foram instalados.
- De setembro a outubro de 2018 - Pré-montagem de equipamentos e conclusão de serviços internos nos módulos da estação.
- De novembro de 2018 a abril de 2019 - Fase 2 de montagem da EACF na Antártica. Foram instalados os blocos leste e técnico e finalizadas as redes e infraestrutura externa, a instalação dos aerogeradores e a construção da Área de Pouso Administrativo.
- De abril de 2019 a março de 2020 - Realização dos testes de aceitação, comissionamento dos sistemas e equipamentos e o treinamento do Grupo-Base “FERRAZ” para a operação e manutenção da EACF durante o inverno de 2020.

Fonte: Marinha do Brasil

Tripulantes são resgatados com vida após oito dias de buscas

04:35

Militares da Marinha com parte dos tripulantes resgatados
 
Seis tripulantes foram resgatados com vida, no dia 23 de dezembro de 2019, após oito dias de buscas realizadas pela Marinha do Brasil com o apoio de comunidades marítimas e pesqueiras e de navios mercantes, no litoral norte do País. Eles estavam a bordo da embarcação “Isan Maru III”, que desapareceu no dia 15 de dezembro, após sair do Porto dos Barcos, em Itarema-CE, para realizar atividade de pesca. Os tripulantes passam bem e foram levados para o município de Bragança-PA.
 
Eles foram encontrados por uma embarcação pesqueira entre as cidades de Carutapera-MA e Bragança-PA, a cerca de 40 milhas náuticas da costa. A embarcação “Isan Maru III", que estava com o motor avariado foi rebocada pela embarcação pesqueira até o litoral, colaborando com o resgate.
 
Ao tomar conhecimento do ocorrido, a Marinha acionou o Serviço de Busca e Salvamento Norte, que enviou o Navio-Patrulha (NPa) “Bracuí” e uma aeronave Super Cougar, subordinada ao 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Norte, até o estado do Piauí para atuar nas buscas. O NPa “Bracuí” percorreu uma área equivalente a 1.333 quilômetros e a aeronave sobrevoou 7.130 quilômetros em busca visual, contabilizando mais de 30 horas de voo.
 
As Capitanias dos Portos do Piauí, do Maranhão e da Amazônia Oriental e a Agência da Capitania dos Portos em Camocim-CE também empregaram esforços para encontrar os tripulantes. A Marinha ainda contou com a ajuda da Força Aérea Brasileira, que disponibilizou uma aeronave para sobrevoar a área do desaparecimento, realizando mais de 35 horas de voo.
 
Embarcação foi encontrada na costa do litoral paraense

Fonte: Marinha do Brasil

Marinha realiza doação de mechas de cabelo para vítimas de escalpelamento

04:34

Conselheiro Fiscal da Orvam, Chefe do Estado-Maior do Comando do 4° Distrito Naval e presidente da Orvam
 
O Comando do 4° Distrito Naval (Com4°DN) realizou, no dia 19 de dezembro de 2019, a entrega de 415 mechas de cabelos para a Organização dos Ribeirinhos Vítimas de Acidente de Motor (Orvam), que assiste mulheres vítimas de escalpelamento, ainda comum na região Norte do País. O material doado foi fruto de uma tratativa da Marinha do Brasil com a Receita Federal, que o apreendeu durante operação.
 
A doação ocorreu na sede do Com4°DN, em Belém-PA, com a presença do Chefe do Estado-Maior, da Presidente da Orvam, Darcilea Maria Gomes de Lima, e do Conselheiro Fiscal daquela Instituição, João Carlos Cardeli.
 
De acordo com a Presidente da Orvam, a quantidade de cabelo doada vai contribuir para a confecção de inúmeras perucas, ajudando além do aspecto estético. “É uma porta de entrada para o trabalho da autoestima e socialização as vítimas. É uma forma de superação de traumas e preconceitos que a sociedade ainda impõe a essas mulheres”, afirmou.

Fonte: Marinha do Brasil

Marinha do Brasil resgata passageira de Navio de Cruzeiro no Ceará

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Militares da Marinha do Brasil resgatam passageira de Navio de Cruzeiro “Amadea”
 
A Marinha do Brasil realizou, na tarde desta quinta-feira(2), o resgate de uma passageira do Navio de Cruzeiro “Amadea”, a 120 milhas náuticas - equivalente a 222 quilômetros - de Fortaleza-CE.
 
A passageira, de nacionalidade alemã de 77 anos, sofreu um acidente e fraturou a perna na madrugada de quarta-feira (1º), sendo resgatada pela Equipe de Busca e Salvamento da Capitania dos Portos do Ceará (CPCE), com o apoio de uma aeronave UH-15, do 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Norte, subordinado ao Comando do 4° Distrito Naval e sediado em Belém-PA.
 
De acordo com o piloto da aeronave, Capitão de Corveta Rodrigo Roque da Silva de Miranda, “a manobra foi arriscada e realizada em condições não favoráveis, já que o navio não possui área de pouso, sendo necessário ficar sobre o “Amadea”, próximo de obstáculos e em baixa velocidade. Mas a missão obteve sucesso”.
 
A vítima apresentava estado de saúde estável e foi encaminhada a um hospital para receber o atendimento médico necessário.
 
A Operação de Busca e Salvamento foi coordenada pelo Salvamar Nordeste.
 
Aeronave UH-15, subordinada ao Comando do 4º Distrito Naval, é empregada durante resgate de passageira que viajava em Navio de Cruzeiro

Fonte: Marinha do Brasil