Marinha do Brasil realiza Parada Naval em homenagem ao Chefe do Estado-Maior da Armada

16:33


Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante de Esquadra Gusmão,
durante a Parada Naval

No dia 23 de agosto, ao final da Operação “Fraterno XXXV”, os meios da Esquadra Brasileira realizaram uma Parada Naval, pela orla do Rio de Janeiro (RJ), em homenagem ao Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante de Esquadra Luiz Guilherme Sá de Gusmão. Emocionado, após 47 anos e sete meses dedicados à instituição, ele se despede do serviço ativo da Marinha.

Ao final do desfile, ao lado de seus filhos Diego Gusmão e Débora Gusmão, ele agradeceu a todos pela excelente demonstração de uma parcela do Poder Naval. “Apesar de todas as dificuldades que vivemos, conseguimos superar e manter os navios nessas condições de pronto emprego com tripulações adestradas e entusiasmadas”, disse.

O Chefe do Estado-Maior da Armada foi recepcionado pelo Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Sergio Roberto Fernandes dos Santos, e pelos comandantes do setor operativo subordinados.

Participaram da parada os seguintes meios: Navio Doca Multipropósito “Bahia”; Navio Tanque “Almirante Gastão Motta”; Fragatas “Constituição”, ”Rademaker”, “Greenhalgh” e “Liberal”; além de duas aeronaves UH-15, uma SH-16 e dois Esquilos Monotubina.

Fonte: Marinha do Brasil

Bravo Zulu

14:12

Aos  Práticos da ZP-01, que sempre se destacam pelo notório conhecimento que garante a segurança dos navios que operam nas águas amazônicas, com reconhecido profissionalismo, superando as inúmeras dificuldades da região, nesta que é sem dúvidas, a maior zona de praticagem do mundo, desta vez contribuem voluntariamente, oferecendo seus serviços para conduzirem o Navio Hospital FORTH HOPE, que se destina a cidade de Iquitos no Peru, onde permanecerá prestando assistência médica a população da Amazônia peruana. 
Resultado da iniciativa e esforços de diversas empresas e instituições de ajuda humanitária escocesas, o Navio Forth Hope foi revitalizado e aparelhado para prestar assistência médica primária. Com seus 35 metros de comprimento, partiu do Porto de Rosyth, na cidade de Edimburgo, no dia 26 de julho, para cruzar o Atlântico, terá percorrido quase 7.000 milhas quando atracar na cidade de Iquitos.
Os Práticos da ZP-01 embarcaram aqui em Fazendinha/ Amapá no dia 25 de agosto, em cerca de 100 horas de contínuo serviço, participarão desta nobre missão que muito orgulha a Praticagem do Brasil

Willie Mc Pherson . Vine Trust


Pedro Henrique Muelbert - prático

Wlafran Torres - prático

Almirante Juan Carlos da Marinha Peruana

Comitiva da DPC visita o Porto de Itaguaí (RJ)

07:14

Diretor de Portos e Costas visita navio de transporte de minério
No dia 17 de agosto, o Diretor de Portos e Costas (DPC), Vice-Almirante Wilson Pereira de Lima Filho, acompanhado de comitiva, realizou uma visita técnica ao Porto de Itaguaí (RJ). Na ocasião, o Diretor Geral do Terminal de Contêineres Sepetiba TECON, Jorge Luiz de Mello, apresentou as principais atividades e as instalações do porto, que é um dos mais importantes em operações de carga e descarga no país, inclusive de minério de ferro.
O DPC conheceu de perto o pátio de carregamento e visitou o Navio Mercante Graneleiro “Spartacus”, bem como o laboratório para efetuar teste de umidade em minério de ferro. Em sua apresentação, ressaltou a preocupação da Autoridade Marítima Brasileira com a segurança da navegação e o perfeito acondicionamento dos minérios, sobretudo no que concerne aos aspectos relacionados à umidade da carga.
Inaugurado em 1998, o Terminal Sepetiba TECON opera em associação com a Companhia Siderúrgica Nacional e a Vale, atuando no conceito One-Stop-Shop,  onde tudo pode ser resolvido localmente, com bases da Receita Federal, bancos e demais serviços que permitem agilidade nas operações de desembaraço aduaneiro.
Fonte: Marinha do Brasil

ESG celebra 68º aniversário

07:13


Autoridades presentes no 68º aniversário da ESG
A Escola Superior de Guerra (ESG) completou, no dia 20 de agosto, o 68º aniversário de sua criação. As comemorações tiveram início no dia 18, com uma solenidade militar, na qual ocorreu a imposição da Medalha do Mérito Marechal Cordeiro de Farias (MMMCF).
No dia 22, a Escola possibilitou aos seus integrantes a participação em diversas atividades lúdicas, onde tiveram a oportunidade de praticar diferentes modalidades esportivas, como treino funcional, Vôlei de Praia, e Queimada.
Já no dia 24, o efetivo foi convidado a realizar um passeio ecológico guiado, no Sítio Histórico da Fortaleza de São João. Nesse dia também ocorreu a premiação dos artistas ganhadores do “XIII Salão de Artes Plásticas”. A exposição foi promovida pela curadora Vera Figueiredo com o apoio da ESG, e as obras foram apresentadas no Salão Nobre da Escola Superior de Guerra.
Fonte: Marinha do Brasil

06:58

A Universidade Federal do Pará (UFPA) promove na próxima sexta-feira (25) "Fórum de Discussões Hidroviárias, Logísticas e Portuárias".

O vice-diretor da Faculdade de Engenharia Naval da UFPA, Hito Braga de Moraes, irá palestrar sobre as alternativas portuárias para o Estado do Pará. Segundo ele, a cada ano que passa os navios estão maiores, principalmente após a inauguração do novo canal do Panamá, e portos como o de Vila do Conde, em Barcarena, não estariam preparados para recebê-los. 

O evento, que é uma parceria com o Conselho Nacional de Praticagem (Conapra) onde seu diretor presidente , o prático Gustavo Martins, irá traçar um panorama da praticagem na Região Norte, onde mais de 200 práticos garantem a segurança e eficiência da navegação em três zonas de praticagem. Há mais de 200 anos a Praticagem do Brasil é a atividade que garante a condução de navios nos portos marítimos e estuários dos rios brasileiros.

No País existem hoje 22 zonas de praticagem e um total de 416 práticos aptos a conduzir as embarcações nacionais e internacionais na navegação em águas restritas. Só na região Norte, existem mais de 200 práticos, três zonas de praticagem, nove empresas de praticagem e uma equipe de quase 150 profissionais garantindo a infraestrutura de operação e administrativa.

Agência FAPESP: Não se adaptar às mudanças climáticas sairá no mínimo cinco vezes mais caro

05:45

Maria Fernanda Ziegler  |  Agência FAPESP – Como outras cidades costeiras, a cidade de Santos, no litoral paulista, vive uma situação que lembra a fábula da formiga e da cigarra. Com a expectativa de que o nível do mar continue a aumentar nos próximos anos, enfrenta o dilema de se adaptar ao que vem pela frente ou ter que pagar o preço alto de ressacas e inundações cada vez mais frequentes.
A adaptação às mudanças climáticas implica obras caras para o orçamento de um município. No caso de Santos, os valores estão definidos. Um amplo estudo concluiu que o custo mínimo com obras na região da Ponta da Praia de Santos e na Zona Noroeste ficaria em torno de R$ 300 milhões. Já o preço por não se adaptar às mudanças climáticas chegaria, pelo menos, à cifra de R$ 1,5 bilhão, fora todo o sofrimento causado à população.
“Mas esse custo de R$ 1,5 bilhão pode estar subestimado, uma vez que o modelo considera apenas a estrutura física de imóveis e os cálculos são baseados no seu valor venal. Se incluirmos prejuízos em outras áreas, como saúde e educação, por exemplo, o valor chegaria facilmente a R$ 3 bilhões”, disse José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e coordenador do Projeto Metrópole, à Agência FAPESP.
O cálculo faz parte do resultado final do projeto, apoiado pela FAPESP e pelo Belmont Forum, iniciativa internacional que estuda estratégias de adaptação aos impactos das mudanças climáticas em três localidades costeiras: Santos, Selsey (Inglaterra) e o condado de Broward (Flórida, Estados Unidos).
No projeto, que se encerra após quatro anos de estudos, o grupo de pesquisadores do Cemaden, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Instituto Geológico (IG) e das universidades de São Paulo (USP) e Estadual de Campinas (Unicamp) seguiu três eixos de pesquisa: estimativa de perdas econômicas e análise de capacidade adaptativa, modelagem dos extremos climáticos e impactos na saúde. Os cenários consideraram projeções para os anos de 2050 e 2100.
A análise dos impactos na saúde é uma mostra de como os impactos climáticos são amplos, atingindo diversos setores da sociedade. Nela, os pesquisadores calcularam a relação do aumento das temperaturas com a incidência de dengue. Foi observado que, quando há essa conexão, só os gastos com internação e tratamento para pacientes, em Santos, sobem em pelo menos R$ 720 mil.
“A saúde é um fator-chave que afeta diretamente a vida da população, por isso é importante ter esses dados para justificar a necessidade das medidas adaptativas. Colocamos alguns valores, mas se juntarmos todas as doenças relacionadas ao aumento de temperatura e às inundações, que desabrigam pessoas, conseguimos ver o real impacto desse problema na área da saúde”, disse Luiz Eduardo Oliveira e Cruz de Aragão, pesquisador do Inpe e integrante do projeto.
Aragão explica que o estudo de análise de risco e estratégia de adaptação identificou a conexão entre o fenômeno do El Niño e o aumento dos casos de dengue nos verões de 2010 e 2015.
“Já foi levantado que o El Niño causa aumento de temperatura e agora conseguimos relacionar esse aumento de temperatura anômalo com a proliferação dos casos de dengue. É importante essa ligação, pois conseguimos entender os padrões climáticos e suas consequências e quantificar o impacto para a cidade”, disse.
Ciência, poder público e população
Em Santos, o nível relativo do mar tem aumentado em taxas diferentes desde a década de 1940. “Com base em séries históricas, identificamos dois possíveis cenários para a cidade, um mais realista (taxa de elevação do nível relativo do mar de 0,36 cm/ano) e outro, o pior dos cenários (taxa de 0,45 cm/ano). Com base nesses dois cenários, a conclusão foi que o nível do mar pode aumentar entre 18 e 23 centímetros até 2050 e entre 36 e 45 centímetros atéem 2100”, disse Celia Regina de Gouveia Souza, pesquisadora do Instituto Geológico e participante do projeto.
O modelo também considera a ocorrência de eventos extremos, como marés meteorológicas e ressacas – cada vez mais frequentes por causa das mudanças climáticas – que resultam em um rápido aumento do nível do mar.
Segundo Gouveia Souza, que mantém um banco de dados sobre a ocorrência desses eventos extremos na Baixada Santista (1928 a 2016), observou-se um aumento considerável do número de eventos de ressaca por ano e outro aumento no número de anos consecutivos com ressacas, a partir do final da década de 1990.
“A série histórica de dados maregráficos de Santos apontou que o nível máximo atingido durante um desses eventos extremos durante a década de 2000 foi de 146 centímetros. As projeções indicam que ele poderá atingir 160 centímetros em 2050 e 166 centímetros em 2100. Com isso, a cidade ficará ainda mais suscetível e vulnerável às inundações costeiras e a erosão na praia aumentará e migrará na direção do Bairro do Embaré (Canal 4)”, disse a pesquisadora do IG.
Após analisarem os cenários de inundações costeiras para 2050 e 2100 e obterem os danos potenciais sobre os imóveis atingidos, os pesquisadores compartilharam os resultados com a população de Santos e o poder público, para a indicação das melhores medidas de adaptação.
“Nessas discussões com a população é que apareceram as opções de adaptação. Uma delas é a fortificação: construção de muros, diques e melhorar a estrutura. Em outros casos, há medidas como o engordamento da praia. Outra estratégia que vimos como necessária para Santos é a recuperação dos manguezais, que entra na categoria de adaptação baseada em ecossistema”, disse Marengo.
“As medidas escolhidas pela população foram bastante adequadas. Esperamos agora que o projeto continue a ser encampado pela população e pelo poder público. Assim, teremos uma perspectiva bastante positiva de que o cenário sombrio não vai acontecer”, disse Luci Hidalgo Nunes, pesquisadora da Unicamp e participante do projeto.
Santos, onde está o maior porto da América Latina, foi escolhida pelos pesquisadores do Projeto Metrópole como objeto de estudos não só pela relevância econômica, mas também por ser a cidade costeira brasileira com melhor qualidade de dados históricos sobre marés, chuvas, temperatura e ressacas.
“A adaptação, ainda que seja discutida pela ciência e pelos tomadores de decisão, tem que ter uma política. Tem que partir do governo. É uma ação que não pode parar e que, obviamente, tem que ter investimento. A cidade de Santos chegou a um alto nível de conscientização, com um amplo diálogo entre população, tomadores de decisão e academia. As obras devem ser feitas, pois quando isso fica apenas no papel é o pior que pode acontecer”, disse Marengo. 

CIAW presta homenagem ao 101º Aniversário da Aviação Naval

06:17

CA Demby discursa sobre a importância da Aviação Naval por ocasião da homenagem pelo seu 101º aniversário
 
Sediado na Ilha das Enxadas, onde funcionou a primeira escola militar de aviação do país, o Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW) realizou, em 30 de junho de 2017, Cerimônia alusiva aos 101 anos da Aviação Naval — cujo aniversário comemora-se em 23 de agosto, data do Decreto de 1916, do então Presidente da República Wenceslau Braz, criando a Escola de Aviação Naval.
 
Em suas palavras, dirigidas aos “homens do mar no ar”, o Comandante do CIAW, Contra-Almirante Paulo Cesar Demby Corrêa, exaltou a distinção para este Centro de Instrução em homenagear tão rica história, bem como o valor inestimável da Aviação Naval: “Em memória destes bravos heróis de outrora, exemplos e inspirações contínuas para as gerações atuais e vindouras, e contando com a insigne presença dos aeronautas de nossa Marinha, em especial os nossos ‘Velhas Águias’, cabe destacar a Aviação Naval como componente indispensável do Poder Naval, garantindo o pleno desenvolvimento das atividades relacionadas às nossas águas jurisdicionais, e, portanto, na defesa irrestrita da Amazônia Azul e de suas riquezas.”
 
Presidente de Honra da Confraria dos Aviadores Navais, o Contra-Almirante (Refº) Carlos Frederico Vasconcellos da Silva ressaltou, em suas palavras de agradecimento, o orgulho de todos os confrades pela prestigiosa homenagem e em poder iniciar as celebrações pelo 101º aniversário da Aviação Naval justamente aonde foi o seu berço — quando, à época, foram construídos na ilha dois hangares, com capacidade para quatro aeronaves, e uma rampa para adequá-la às necessidades da nova escola, que nela funcionou até 1924.
 
 
CA (Refº) Frederico agradece o tributo à Aviação Naval
 
Em reconhecimento a este laço indissociável com a sede do CIAW, o Contra-Almirante (Refº-FN) Carlos Roberto de Oliveira Cândido Pereira, um dos decanos da Confraria, cedeu ao Museu do Centro de Instrução uma miniatura da primeira Asa da Aviação Naval, a “Asa de Protógenes”, usada pelo Vice-Almirante Protógenes Pereira Guimarães, com justiça o Patrono da Aviação Naval brasileira e um dos heróis da centenária façanha do primeiro RAID de uma aeronave militar no Brasil, em outubro de 1916.
 
“Asa de Protógenes”, primeira Asa da Aviação Naval, cedida pelo CA (Refº-FN) Cândido para o Museu do CIAW
 
Além do Comandante do CIAW, do Contra-Almirante (Refº) Frederico e do Contra-Almirante (Refº-FN) Cândido, estiveram presentes ao evento o Comandante da Força Aeronaval, Contra-Almirante Paulo Ricardo Finotto Colaço; o Subchefe de Logística e Plano Diretor do Comando de Operações Navais, Contra-Almirante Alexandre Cursino de Oliveira; os Comandantes das Organizações Militares do Complexo Aeronaval de São Pedro da Aldeia e os notáveis “Velhos Águias” da Confraria dos Aviadores Navais.
 
 
CA Paulo Ricardo, CA Cursino (frente) e os demais Comandantes da Aviação Naval presentes à homenagem
 
 
Comandante do CIAW (2º sentado, a partir da esq.) posa para foto com os “Velhas Águias” da ativa e da reserva
Fonte: Marinha do Brasil

Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília realiza adestramento ribeirinho em Aragarças (GO)

07:37


Fuzileiros Navais durante adestramento

O Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília (GptFNB) realizou o Adestramento Ribeirinho II, em Aragarças (GO), no período de 6 a 12 de agosto. Com o efetivo de 63 militares, a Companhia de Polícia adestrou seu 2º Pelotão de Polícia em natação utilitária, escola da embarcação, patroagem, transposição de curso d’água por cabo submerso e espinha de peixe, orientação fluvial, patrulha ribeirinha e terrestre e planejamento ribeirinho a nível pelotão, além de ter realizado instrução em pista de ação reflexa.
Em proveito da presença na região, a equipe do GptFNB ministrou as instruções práticas de transposição de curso d’água por cabo submerso e escola da embarcação para os soldados recrutas do 58º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército Brasileiro, sediado em Aragarças (GO).
O exercício pôde proporcionar aos militares do GptFNB o adestramento ribeirinho necessário para manter a prontidão operativa, em apoio às atividades ribeirinhas que venham a ser realizadas pelo Comando do 7º Distrito Naval.
Fonte: Marinha do Brasil

Lars Grael profere palestra para alunos do Colégio Naval

07:35



Palestra do velejador Lars Grael ao Corpo de Alunos do Colégio Naval

No dia 15 de agosto, como parte dos eventos alusivos ao 66º Aniversário do Colégio Naval (CN), o velejador Lars Grael proferiu uma palestra para o Corpo de Alunos do CN e alguns convidados da sociedade local.

A palestra foi marcada pelas histórias de sua longa, árdua e vitoriosa carreira de atleta, servindo de exemplo, motivação e contribuição para a formação do "espírito marinheiro" dos futuros oficiais da Marinha do Brasil.
Fonte:Marinha do Brasil

Comando de Operações Navais celebra aniversário de 49 anos

06:14

Na ocasião, os Ex-Comandantes da Marinha, Alte Esq Guimarães Carvalho e Alte Esq Moura Neto (ao fundo), realizaram a entrega de prêmios e certificados
No dia 28 de julho, o Comando de Operações Navais (ComOpNav) realizou a cerimônia alusiva ao seu 49º aniversário de criação. Para a ocasião, foram convidados os ex-Comandantes que estiveram à frente do Órgão de Direção Setorial ao longo desse quase meio século, dentre eles, dois ex-Comandantes da Marinha, o Almirante de Esquadra Roberto de Guimarães Carvalho e o Almirante de Esquadra Julio Soares de Moura Neto.   
Durante a leitura da Ordem do Dia do Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Sergio Roberto Fernandes dos Santos, o contexto histórico do ComOpNav e a importância do setor operativo da Marinha do Brasil (MB) foram exaltados. “É motivo de extrema alegria e orgulho verificar o alto grau de profissionalismo e dedicação dos nossos Marinheiros e Fuzileiros Navais, no cumprimento das numerosas e importantes tarefas atribuídas e executadas pela parcela operativa do Poder Naval brasileiro.”, afirmou. Na ocasião, os militares padrão do primeiro semestre de 2017 foram agraciados e receberam seus certificados e prêmios das mãos dos ex-comandantes da Marinha presentes.
Em seguida, as autoridades assistiram a uma apresentação do Almirante de Esquadra Fernandes, que abordou aspectos sobre a atual situação orçamentária, realizações e desafios. Dentre os assuntos, foram expostas as informações sobre as principais comissões Distritais e da Esquadra realizadas, a criação e lançamento do projeto “CON Energia” - iniciativa que visa à redução de custos da MB com o consumo de energia elétrica e à sua gestão eficiente, a atuação da MB na Garantia da Lei e da Ordem, a obtenção de meios, o incremento da atividade de Inteligência Operacional e a participação da mulher na Marinha.
Foto oficial do evento
Fonte: Marinha do Brasil

São Paulo deverá ter mais chuva nos próximos anos, indica pesquisa

08:17

As mudanças climáticas estão alterando o padrão de chuvas no Brasil, particularmente no Sudeste. É o que indica uma nova pesquisa que aponta um aumento médio tanto no volume de água quanto na média de dias em que chove no Estado de São Paulo. O trabalho foi feito com mais de 70 anos de dados meteorológicos.
No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, a estimativa é de redução no volume médio da precipitação para os próximos anos, mas com concentração em menos dias e ocorrência de mais eventos extremos. Ou seja, deverá chover menos, mas com chuva mais intensa e tempestades mais frequentes.
As conclusões estão em artigo publicado no International Journal of Climatology.
“Um modo interessante de entender as mudanças climáticas é pensar em um clima com esteroides anabolizantes. Estamos vendo em todo o mundo o aumento da frequência de eventos extremos. O intuito de nossa pesquisa foi tentar entender como isso está ocorrendo no Sudeste brasileiro, a região mais populosa do país”, disse Leila Maria Vespoli de Carvalho, professora associada no Departamento de Geografia da University of California em Santa Barbara, uma das autoras da pesquisa.
Outra autora, Marcia Zilli, doutoranda no mesmo departamento, sob orientação de Carvalho, explica que a pesquisa partiu da reunião e análise dos dados meteorológicos da região Sudeste provenientes de duas fontes: a Divisão de Ciências Físicas do Earth System Research Laboratory, no Colorado, e as 36 estações meteorológicas individuais no Sudeste brasileiro operadas por diferentes agências brasileiras, com dados disponibilizados pela Agência Nacional de Águas.
“Embora a grande maioria dos dados obtidos esteja circunscrita a um período de mais de 70 anos, compreendido entre 1938 e 2012, várias estações meteorológicas têm registros mais antigos, das décadas de 1910 e 1920. De uma estação meteorológica na cidade de São Paulo, conseguimos dados desde 1888”, disse Zilli.
Participaram do estudo Brant Liebmann, da National Oceanic and Atmospheric Administration, e Maria Assunção Faus da Silva Dias, professora titular no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo. Assunção foi a orientadora de doutoramento de Carvalho. O trabalho contou com apoio da FAPESP.
Os pesquisadores focalizaram o período de maior precipitação no Sudeste brasileiro, que vai de outubro a março. Ao longo da amostragem, verificaram a quantidade de dias sem chuva, a quantidade de dias com chuvas fracas (menos de 5 milímetros) e a quantidade de dias com chuvas intensas ou extremas, e tempestades.
“A manipulação estatística do conjunto dos dados serviu para estabelecer quais foram os padrões do regime de chuvas na região Sudeste verificados até o momento e, a partir disso, projetar as tendências para o futuro”, disse Zilli.
Observou-se que as precipitações estão diminuindo na parte norte da região Sudeste, sobre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, e aumentando no Sul. E a tendência é que esse padrão continue nos próximos anos.
“Essas tendências estão se tornando mais dramáticas. Isso vai ficar mais frequente e pior. Onde chove muito vai chover mais. Onde há seca vai ficar mais seco. O governo e a população precisam entender o que está acontecendo com o clima para planejar e melhor se adaptar às mudanças”, disse Carvalho.
Silva Dias destaca que a concentração da chuva em menos dias no Rio de Janeiro é um indicador de tendência à aridez, mas não o único. “O manejo do solo, sua cobertura vegetal, enfim, fatores associados ao equilíbrio do ecossistema são igualmente importantes. Eles também são uma forma possível de impacto na alteração do regime das chuvas”, disse.
Padrão de extremos
Segundo os pesquisadores, as alterações no regime de chuvas observadas para a região Sudeste estão inseridas em um contexto maior, pois um dos sinais mais robustos das mudanças climáticas no Brasil é justamente o secamento no Norte e no Nordeste e o umedecimento no Sul e no Sudeste.
Muito embora os dados analisados no trabalho terminem em 2012 – portanto não incluindo o período da seca do verão de 2014/2015 –, “ao se acrescentar os dados mais recentes o que se verifica é que a tendência se mantém inalterada. A seca de 2014/2015 foi um ponto fora da curva”, disse Zilli.
Silva Dias ressalta que a seca entre 2014 e 2015 faz parte de um padrão global de extremos. “Ao mesmo tempo que em São Paulo tivemos seca, aconteceram inundações extremas na região Norte do Brasil. Pontos fora da curva, para mais e para menos, seguindo essa tendência, devem aparecer com maior frequência nos próximos anos do que no passado”, disse.
“Os efeitos sobre a cidade de São Paulo já estão sendo sentidos com grande intensidade. Os extremos estão ficando cada vez mais intensos. As ilhas de calor em uma cidade do tamanho de São Paulo criam condições para a formação de tempestades. A proximidade do oceano Atlântico ajuda a formação dessas tempestades com o fornecimento de vapor d'água”, disse a professora do IAG.
O artigo A comprehensive analysis of trends in extreme precipitation over southeastern coast of Brazil (doi: 10.1002/joc.4840), de Marcia T. Zilli, Leila M. V. Carvalho, Brant Liebmann, Maria A. Silva Dias, pode ser lido emhttp://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/joc.4840/abstract.

Fonte: Peter Moon  |  Agência FAPESP

Cerimônia marca a parceria entre Marinha do Brasil e Comitê Olímpico dos EUA nas Olimpíadas de 2016

15:49

No dia 3 de agosto, foi realizada, na Escola Naval (EN), no Rio de Janeiro (RJ), uma cerimônia presidida pelo Diretor-Geral do Pessoal da Marinha, Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Júnior, alusiva à cooperação firmada entre a Marinha do Brasil (MB) e o Comitê Olímpico Norte-Americano, por ocasião dos Jogos Olímpicos Rio 2016.
Autoridades americanas e brasileiras
Durante a ocasião, ocorreu visita às instalações desportivas e o descerramento de uma placa com o registro das 49 medalhas conquistadas por atletas americanos que treinaram na Escola Naval durante os Jogos.
A cooperação profissional entre a MB e a Marinha dos Estados Unidos da América (EUA) decorreu da cessão da estrutura desportiva da EN para o treinamento de 129 atletas americanos, que participaram dos Jogos Olímpicos de 2016, no período de 8 de julho a 23 de agosto de 2016. Devido à presença dos atletas no local, em 5 de agosto de 2016, a EN recebeu a visita do Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, que pôde constatar a capacidade da instituição em prover adequadas condições de treino e segurança aos componentes do time olímpico.
Participaram da cerimônia, o Embaixador dos EUA, Peter Michael McKinley, o Cônsul Geral dos EUA no Brasil, James Story; e o Adido Naval americano, Capitão de Mar e Guerra Benedict Clark, acompanhados comitiva. Também estiveram presentes, o Diretor de Ensino da Marinha, Vice-Almirante Antonio Fernando Garcez Faria; o Diretor de Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Vice-Almirante José Carlos Mathias; o Comandante da Escola Naval, Contra-Almirante Newton de Almeida Costa Neto; o Comandante do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes, Contra-Almirante, fuzileiro naval, Pedro Luiz Gueiros Taulois; além do representante do Comitê Olímpico Brasileiro, General de Exército Augusto Heleno.
Fonte: Marinha do Brasil

Marinha do Brasil apoia projetos sociais em Manaus (AM)

15:46

Crianças do projeto social da SEMMASDH no Cais da Estação Naval do Rio Negro
 
No dia 27 de julho, o Navio Patrulha Fluvial (NPaFlu) “Amapá” recebeu a visita de 40 crianças do projeto da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Amazonas (SEMMASDH).
 
Durante o dia, as crianças fizeram um passeio na lancha de ação rápida, participaram de uma demonstração de combate a incêndio, visitaram as instalações do navio e assistiram à apresentação de vídeos e de fotos institucionais.
 
Crianças do projeto social da SEMMASDH realizam passeio a bordo da lancha de ação rápida do NPaFlu “Amapá” 


Fonte: Marinha do Brasil

Sargento da Marinha é Campeão Brasileiro da Classe Star

05:36

Da esq. para a dir.: Sargento Samuel e Lars Grael -  campeões da Classe Star 2017
 
O Sargento Samuel Gonçalves sagrou-se campeão brasileiro de Vela da Classe Star, acompanhado do medalhista olímpico Lars Grael, seu parceiro de barco. O atleta do Programa Olímpico da Marinha venceu cinco das seis regatas no Lago Paranoá, em Brasília (DF) e voltou para o Rio de Janeiro (RJ) com mais um título brasileiro.
 
O evento, que ocorreu de 27 a 30 de julho, no Iate Clube de Brasília, contou com 19 barcos tripulados por velejadores de alto nível, o que garantiu dias de competição acirrada. O vento forte surpreendeu a todos, obrigando o adiamento das regatas do dia 28 de julho.

Fonte: Marinha do Brasil

Navios do Brasil, Colômbia e Peru realizam exercícios na Operação “BRACOLPER 2017”

08:05


 
Navios das Marinhas do Brasil, Colômbia e Peru realizam exercício de Leap Frog
 
Adestrar os oficiais de manobra dos navios na aproximação e manutenção de posição dos meios é um dos objetivos do exercício de Leap Frog, realizado no dia 24 de julho, no rio Amazonas, entre: os Navios Patrulha Fluvial (NPaFlu) “Pedro Teixeira”, “Rondônia” e Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) “Soares de Meirelles”, da Marinha do Brasil; os navios da Marinha da Colômbia, “Cotuhe” e “Letícia”; e da Marinha do Peru, os Navios Patrulha “Castilla” e “Clavero”.
 
Segundo o Comandante da Flotilha do Amazonas, Capitão de Mar e Guerra Pedro Lima Silva Filho, “os exercícios navais incrementam o nível de treinamento, interoperabilidade e integração das unidades fluviais dos três países, em prol da segurança comum da região amazônica”.
 
 
Vice-Almirante Luís Antônio Rodrigues Hecht, Capitão de Mar e Guerra Pedro Lima Silva Filho e oficiais da Marinha do Brasil embarcados no NAsH “Soares de Meirelles”, durante exercício no Rio Amazonas
 
Já no dia 25, os navios participaram do exercício de trânsito com oposição assimétrica de superfície. A ação teve como objetivo avaliar o adestramento das tripulações nos procedimentos de resposta à ameaça assimétrica de superfície, postos de combate e controle de avarias, bem como testar a capacidade de autodefesa.
 
De acordo com o Chefe de Operações do Comando da Flotilha do Amazonas, Capitão de Corveta André Arandy Corrêa De Souza, o exercício foi realizado com uma lancha de ação rápida do NPaFlu “Rondônia”, que simulou uma ameaça de superfície assimétrica por meio de ataque aos meios navais envolvidos.  O objetivo foi preparar os comandos e as tripulações dos navios para uma situação real, quando se navega na região amazônica em trechos de rios onde existem ameaças.
 
Estar preparado e pronto para atuar em situações de ameaça assimétrica de superfície, durante os deslocamentos nas áreas de operações do Brasil, Colômbia e Peru, é uma das premissas da Operação “BRACOLPER 2017”.
 
 
Exercício de trânsito com oposição assimétrica de superfície no rio Amazonas

Fonte: Marinha do Brasil

Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, no litoral de São Paulo

07:10

Embora recém-criado, refúgio de vida silvestre no litoral de São Paulo já tem o que comemorar: é a primeira unidade de conservação federal a publicar plano de manejo no primeiro ano de existência
Criado em 2 de agosto de 2016, o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, no litoral de São Paulo, faz aniversário nesta quarta-feira (2) com uma marca positiva: é a primeira unidade de conservação federal a publicar o plano de manejo no primeiro ano de existência, o que possibilita uma implementação planejada com amplo respaldo legal para a gestão.

A equipe está, no momento, planejando e estruturando a unidade para abertura à visitação pública com atividades experimentais de mergulho recreativo e passeio embarcado. É uma reivindicação de vários setores locais, que possibilita a apropriação e valorização pela sociedade deste importante patrimônio natural.

O refúgio é gerido de forma unificada com a Estação Ecológica Tupinambás, compondo o Núcleo de Gestão Integrada ICMBio Alcatrazes. Nas duas unidades foram registradas 1.300 espécies, sendo que 93 delas estão sob algum grau de ameaça de extinção. 

O arquipélago dos Alcatrazes possui a fauna recifal mais conservada e biodiversa do Sudeste e Sul do Brasil, sendo também área de reprodução e crescimento de espécies de valor comercial para o setor pesqueiro. Regionalmente é reconhecido como patrimônio natural, referência de paisagem para a população, além de abrigar sítios arqueológicos e importante patrimônio histórico.

Dentre as espécies marinhas ameaçadas de extinção, protegidas pela unidade, estão a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), a tartaruga-verde (Chelonia mydas), o tubarão-martelo (Sphyrna lewini), o cação-anjo (Squatina guggenheim), a raia-viola (Rhinobatos horkelii), a raia-manta (Manta birostris), além de alguns invertebrados.

Na região há ocorrência de baleias e golfinhos, sendo ao todo 10 espécies registradas para o arquipélago, com destaque para a baleia-de-Bryde (Balaenoptera edeni), baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) e o golfinho-pintado-do-atlântico (Stenella frontalis).

Dentre as espécies insulares terrestres endêmicas, estão a jararaca de Alcatrazes (Bothrops alcatraz), a perereca de Alcatrazes (Scinax alcatraz) e a rã de Alcatrazes (Cycloramphus faustoi), criticamente ameaçada de extinção.

O Refúgio abriga também um dos maiores ninhais do país com nidificação de fragatas (Fregata magnificens), atobás (Sula leucogaster) e gaivotões (Larus dominicanus). Foram registradas 91 espécies de aves, sendo que 37 delas são residentes, entre aves oceânicas, insulares costeiras, migrantes de longo percurso (praieiras), aquáticas costeiras, terrestres e florestais. Dentre elas, 12 espécies estão ameaçadas de extinção, sendo seis são residentes, que dependem exclusivamente de Alcatrazes para procriação.

A vegetação do arquipélago é caracterizada por áreas de mata atlântica e campos rupestres. A ilha de Alcatrazes tem como espécies vegetais endêmicas um antúrio (Anthurium alcatrazensis), uma begônia (Begonia venosa).

As características únicas e o status de conservação do arquipélago dos Alcatrazes fazem com que o refúgio seja referência para estudos científicos sobre ecossistemas marinhos, sendo considerado um dos “laboratórios naturais” mais importantes do país.
Fonte e Foto: Comunicação ICMBio