Principais nomes do setor portuário se reúnem no Sudeste Export

15:13

Fórum regional acontece em São Paulo nos dias 19 e 20 deste mês; inscrições para acompanhar a programação online são gratuitas e já estão abertas


São Paulo recebe nos dias 19 e 20 de outubro o Sudeste Export, um fórum que reúne os principais nomes ligados ao setor portuário, de infraestrutura, logística e multimodalidade. 


O evento tem como objetivo debater os aspectos ligados a esse setor que é fundamental para a economia do país, já que 95% do escoamento de todas as exportações nacionais se dão através dos portos. Dada a sua importância, toda a atividade portuária foi considerada essencial durante a pandemia do novo coronavírus. 


Durante esses dois dias ocorrerão palestras e painéis que terão transmissão via Zoom. As inscrições para os debates são gratuitas e é necessário apenas se cadastrar pelo site https://forumbrasilexport.com.br/sulexport/ para receber o link de acesso e assistir.

O evento ocorrerá de forma híbrida. Um grupo restrito de participantes estará no Tivoli Mofarrej, na região da avenida Paulista, de onde serão organizados os painéis e geradas as imagens. Alguns palestrantes e painelistas participarão presencialmente, e outros, de forma remota, via Zoom. O público poderá acompanhar tudo online.


Foram convidados para o evento representantes dos governos dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo; além de integrantes do governo federal; tais como do Ministério da Infraestrutura; Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e PPI (Programa de Parcerias de Investimentos). A lista de nomes de integrantes de entidades inclui desde colegiados nacionais, tais como CNT (Confederação Nacional dos Transportes); Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo); até específicos do setor portuário (veja lista de patrocinadores no final). Dirigentes de portos  nacionais e internacionais, tais como os de Antuérpia (Bélgica) e Valência (Espanha), também estão na lista de convidados.


O evento conta com apoio institucional do Ministério da Infraestrutura.


Painéis e programação

Entre outros temas, os painéis debaterão o seguinte: interconectividade logística entre os portos da região; multimodalidade; caminhos para a desestatização; modelos internacionais; impacto comercial; necessidade de ajuste fiscal e reforma tributária; e  industrialização do agronegócio e sua importância na balança comercial. Cada um desses painéis contará com um apresentador, um moderador e convidados.


A programação terá início na manhã do dia 19 (segunda-feira). Ele será reservado palestra tecnológica ligada ao Brasil Hack Export, o evento de inovação ligado ao Fórum (leia mais abaixo), anúncio do vencedor da etapa do hackathon, apresentações de patrocinadores (empresas e associações da área), solenidade com presença de autoridades e a palestra de abertura pelo secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio. O segundo dia, no dia 20 (terça-feira), será reservado aos painéis, e solenidade de encerramento.


Curadoria

A formatação desses fóruns conta com o papel fundamental dos conselheiros do Brasil Export. São cerca de 150 personalidades de notório saber em suas áreas, predominantemente logística portuária e comércio exterior, que ajudam a definir os temas mais relevantes e indicam nomes para participar dos debates. 


O presidente do Conselho Nacional do Brasil Export é o consultor portuário José Roberto Campos, uma das principais referências do setor no Brasil e no exterior. Ao comentar sua expectativa para o evento, Campos lembrou do sucesso das edições regionais realizadas até aqui e ressaltou que, em sua origem, o Fórum Brasil Export era denominado Santos Export por ter como base de discussão o porto do litoral paulista, o maior complexo portuário da América Latina. E ele se mostra otimista com a amplificação desse debate para toda a região.


“O Sudeste Export não vai só estar lincado ao porto de Santos mas a todos os portos do Sudeste, bem como suas logísticas terrestres e marítimas. Teremos sem dúvida alguma um evento de alta qualidade e com pessoas muito importantes participando. Podemos, dessa maneira, colher o que necessitamos fazer para oferecer uma melhor logística e saber quais são as soluções que esse grupo de especialistas poderá propor aos governos federal, estadual e municipal. Tenho certeza de que será outro grande sucesso”, afirmou o presidente do Conselho do Brasil Export.


Em São Paulo o anfitrião do Sudeste Export será Henry Robinson, presidente do Conselho do Sudeste Export. 


Fóruns Regionais de Logística e Infraestrutura Portuária

O Sudeste Export é um dos fóruns regionais do Brasil Export, que terá um grande encontro nacional nos dias 23 e 24 de novembro próximos, em Brasília. 

Por sua vez, o Fórum Brasil Export é a nova formatação de um evento anterior, restrito a debater as questões do porto de Santos e que contou com 17 edições. A visão do Brasil Export, como o próprio nome diz, é a de amplificar o debate das questões de infraestrutura e logística portuária para todas as regiões, respeitando suas diferenças locais e especificidade de modais. Antes dos fóruns regionais, foram realizadas 100 lives entre abril e setembro de 2020, no período da pandemia do novo coronavírus.


Paralelo a essa atuação, e mesmo antes das restrições impostas pelo Covid-19, o Brasil Export se tornou referência do setor devido à presença constante no ambiente virtual, disponibilizando conteúdos relevantes em seus canais de informação, seja no site, ou redes, tais como Facebook, Instagram ou Linkedin.


Esse é o terceiro fórum regional realizado neste ano. Os outros dois foram o Norte Export, os dias 28 e 29 de setembro, no Macapá (AP), e o Sul Export, realizado entre os dias 5 e 6 de outubro, em Curitiba, no Paraná. Outros dois fóruns regionais devem acontecer ainda neste ano: o Nordeste Export, entre os dias 26 e 27 de outubro, no Recife (PE); e o Centro-Oeste Export, previsto para os dias 9 e 10 de novembro, em Cuiabá (MT).

O poder de mobilização do fórum pode ser traduzido pela participação de 8 dos 9 governadores do Norte, além de autoridades, grandes empresários e integrantes do governo federal, tais como o secretário Nacional dos Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni.


Brasil Hack Export

Como um fórum amplo de debates sobre os vários aspectos da logística e infraestrutura, o Fórum Brasil Export também estimula a criação de novas tecnológicas e inovações que venham a contribuir para encontrar soluções para carências do setor. Para isso, criou o Brasil Hack Export, uma maratona de hackathons que tem como princípio unir a cadeia logística aos criativos. Em cada encontro regional do Brasil Hack Export é realizada uma etapa dessa maratona tecnológica e que propõe um desafio e oferece prêmio em dinheiro para o vencedor da etapa. Os três melhores são selecionados para a final, que acontece junto com o Fórum Nacional, em Brasília.


No caso da etapa Sudeste do Brasil Hack Export, o desafio é o de ferrovias. A solução perseguida é a de melhorar a eficiência da comunicação nas operações com vagões na Portofer, empresa que administra a ferrovia dentro do porto de Santos. O desafio conta com a participação das áreas de inovação da Rumo, MRS e VLI.


Inscrições

Os debates das etapas regionais do Fórum Brasil Export serão 100% online e gratuitos. Para participar, basta realizar a inscrição no site www.forumbrasilexport.com.br e aguardar a confirmação pelo mail. A transmissão será feita pelo aplicativo Zoom. 


Para saber mais como participar do Brasil Hack Export, o evento de inovação ligado ao Fórum Brasil Export, acesse https://www.brasilhackexport.com.br/


Patrocinadores

Alemoa S.A., BTP, CNT, CODESA, CDRJ, DP World, Ecoporto Santos, Eldorado Celulose, Piacentini do Brasil, Porto do Açu Operações, Praticagem do Brasil, Sammarco Advogados Associados, Santos Brasil, SOPESP, T-Grao, Unimed Santos


Serviço

Sudeste Export – Fórum Regional de Logística e Infraestrutura Portuária

Data: de 19 a 20 de outubro

Local: evento online

Inscrições: gratuitas e podem ser feitas no site https://forumbrasilexport.com.br


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Delegacia Fluvial de Furnas apoia adestramento de operações ribeirinhas no Lago de Furnas

12:06

 


Militares participam do adestramento de operações ribeirinhas no Lago de Furnas
 
Entre 21 de setembro e 2 de outubro, a Delegacia Fluvial de Furnas (DelFurnas) prestou apoio ao adestramento de operações ribeirinhas realizado pelo 3º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais e pelo Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro, no Lago de Furnas (MG).
 
Na ocasião, a tropa de Fuzileiros Navais, que contou com um total de 290 militares, realizou adestramento nas técnicas de transposição de cursos d’água, batimento de margens e incursões terrestres, entre outras, e incrementou as atividades de inspeção naval, a partir de instruções teóricas e práticas de segurança. A oportunidade serviu para testar a ação e prontidão em situações de emergência, bem como para analisar a capacidade logística diante de um cenário hipotético potencialmente adverso.
 
O apoio logístico viabilizado pela DelFurnas ao adestramento, que ocorreu de forma inédita no Lago de Furnas, foi essencial para maximizar o emprego de técnicas e táticas pelos militares, que contaram com a estrutura necessária para que as atividades transcorressem de forma dinâmica e flexível.
 
Durante esse período, a presença dos militares elevou a sensação de segurança da população na região, ratificando a boa interação da Marinha com as instituições locais. Em proveito da ocasião, foi prestada assessoria de segurança orgânica preliminar à empresa Furnas S.A., para verificar as vulnerabilidades da barragem da represa. Além disso, foi realizada uma ação de presença em apoio à Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, no município de Capitólio (MG) e, ainda, efetuada uma ação cívico-social, com a revitalização de duas quadras poliesportivas, no município de São José da Barra (MG).
 
 
As operações ribeirinhas são constituídas por uma Força-Tarefa composta por Forças Navais, Aeronavais e de Fuzileiros Navais, sendo realizadas em ambientes fluviais ou lacustres e em terrenos marginais adjacentes, tendo como propósito obter e manter o controle de parte ou de toda uma área - ou negá-la ao inimigo. Os adestramentos possuem a finalidade de preparação para exercícios ainda mais complexos, que geralmente ocorrem na Amazônia e no Pantanal.
 
Todos os procedimentos sanitários e medidas preventivas recomendadas pelos Ministérios da Defesa e da Saúde, bem como pela Diretoria de Saúde da Marinha, foram adotados, a fim de evitar a disseminação da Covid-19.

Fonte: Marinha do Brasil

Navio Polar “Almirante Maximiano” realiza Comissão de Homologação do Envelope de vento do novo modelo de aeronave UH-17

12:04

 


Aeronave “Águia 90” realiza faina de Vertrep
 
No período de 8 a 10 de outubro, o Navio Polar “Almirante Maximiano” recebeu o novo modelo de aeronave UH-17 “Águia 90” para a realização da homologação do envelope de vento. Durante o período, foram realizadas 49 Qualificações e Requalificações para o Pouso a Bordo (QRPB) e nove fainas de Vertrep, testando o desempenho do UH-17 no envelope proposto pelo Centro de Análises de Sistemas Navais.
 
O treinamento foi importante para o binômio “aeronave x navio” e serviu como preparação final para a próxima operação no continente Antártico (39Operantar), que será a primeira a ser realizada com esse modelo de aeronave.
 


Decolagem da nova aeronave UH-17 do Navio Polar “Almirante Maximiano”


fonte: Marinha do Brasil

Sul Export: especialistas defendem agilidade na dragagem

05:58

 

A necessidade de se facilitar e agilizar os processos para manutenção e aumento das profundidades nos portos foi o ponto central do painel “Dragagem permanente visando ganhos operacionais dos portos”, realizado, na segunda-feira (05/10), no Sul Export, em Curitiba. A edição regional do Fórum Nacional de Logística e Infraestrutura Portuária (Brasil Export) conta com o apoio da Praticagem do Brasil.

O prático João Bosco, diretor do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra) e conselheiro do Sul Export, abriu e fechou o painel:

– Está iniciado o debate. Dragagem é um assunto muito complexo e realmente precisamos de celeridade. Mas essa discussão passa por uma escolha: qual limite o porto suporta? Podemos investir em dragagem querendo sempre aumentar o calado de operação, mas a natureza pode não corresponder da mesma forma e em algum momento vai dar problema. Um acidente pode fechar o porto e parar a economia.

O diretor de Operações e Logística do Porto de São Francisco do Sul, Reinaldo Ferreira Lima, ressaltou que um porto público tem amarras legais para contratar serviços de dragagem. Segundo ele, o processo é muito complexo e envolve entes públicos e privados, “um rito que retarda e até inviabiliza a contratação”. A Baía da Babitonga, disse, apesar de ser privilegiada por natureza, também exige a manutenção das dimensões do canal de acesso e a falta de uma dragagem periódica elevou em dois milhões de metros cúbicos a quantidade de sedimentos que precisará ser dragada.

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Fernando Garcia da Silva, apontou, além da burocracia na contratação, outras duas dificuldades no início e no fim do processo de dragagem: o licenciamento ambiental prévio e a homologação.

– Por sorte, temos um contrato longo de manutenção nos portos do Paraná. Hoje, estamos com sete equipamentos na água – afirmou.

Júlio Cesar de Sousa Dias, da Secretaria Nacional de Portos de Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, disse que o governo federal tem procurado dar mais autonomia às autoridades portuárias para contratação de serviços de dragagem, seguindo o lema “Mais Brasil, menos Brasília”.

O consultor do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) e Conselheiro do Sul Export, Wilen Manteli, defendeu que dragagem deveria ser a primeira obrigação de qualquer administrador de porto. Ele sugeriu que os conselhos das autoridades portuárias fiscalizem o dinheiro público aplicado em dragagem.

– O canal de acesso é o coração do porto – afirmou.

O superintendente de Segurança da Navegação do Centro de Hidrografia da Marinha, capitão de fragata Cesar Reinert Bulhões de Morais, abordou os principais problemas dos levantamentos hidrográficos de fim de dragagem, que são apresentados pelas empresas e aproveitados para atualização das cartas náuticas. Apesar disso, ele disse que o cenário já é muito melhor.

O painel sobre dragagem foi moderado pelo consultor em Infraestrutura Logística e Portuária e conselheiro do Sul Export, Juarez Moraes e Silva, que chamou os práticos de “verdadeiros anjos da guarda do mar”.

Sul Export

O primeiro dia do Sul Export contou também com as presenças do CEO do Brasil Export, Fabrício Julião; do presidente da ABTP e do Conselho do Sul Export, Jesualdo Silva; do secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni (à distância); do diretor executivo da Associação Brasileira dos Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA), Angelino Caputo; e do secretário executivo do Conapra, Arionor Souza, que foi convidado para ser conselheiro do Sudeste Export em 2021.

Fonte: Praticagem do Brasil

Imagens: Jackson Mendes

Mar profundo, a região mais inexplorada do planeta Terra

11:59

Por Tássia Biazon, pesquisadora, e Paulo Sumida,

professor do Instituto Oceanográfico da USP

Se há um lugar no planeta que ainda é pouco conhecido pelo ser humano, este lugar é o mar profundo, região oceânica que começa no fim da plataforma continental, a cerca de 200 m de profundidade, e chega até quase 11000 m. Explorar “lá embaixo” não é trivial. Para se ter uma ideia, o ponto máximo que algum ser humano já mergulhou, com auxílio do cilindro de ar comprimido, foi a 332 m – recorde do egípcio Ahmed Gabr em 2014. A partir daí, só tecnologias sofisticadas para dar conta desse imenso desafio, como os submersíveis. Entretanto, dentre as quase oito bilhões de pessoas no planeta, apenas cinco atingiram a Fossa das Marianas, o ponto mais profundo dos oceanos (Don Walsh e Jacques Piccard em 1960, James Cameron em 2012 e Victor Vescovo e Kathy Sullivan em 2020). E como é o azul profundo? A luz é escassa a partir de 200 m e a escuridão é total abaixo dos 1000 m. A pressão aumenta 1 atmosfera (1 kg/cm2) a cada 10 m. A salinidade fica em aproximadamente 1028 g/l. A temperatura é baixa e homogênea, em torno de 4ºC. Com exceção de algumas áreas específicas, o oxigênio disponível aos organismos é alto na maior parte do mar profundo. A diversidade de vida é gigantesca: a estimativa é que o número de espécies ainda desconhecidas ultrapasse 1 milhão! Logo, não é à toa quando dizem que o ser humano conhece melhor a superfície lunar do que o fundo do mar.

A impressão de que há pouco a ser explorado no fundo do mar é um engano. Composto de um mosaico de ambientes como talude continental, planícies abissais, fontes hidrotermais, exsudações frias, montes submarinos e recifes de corais, o mar profundo é extraordinariamente importante pois abriga uma incrível biodiversidade; esconde riquezas minerais como cobre, zinco, cádmio, chumbo e até ouro e prata; constitui uma importância singular para o clima global; realiza o sequestro e a estocagem de carbono e a regeneração de nutrientes; além de mexer com imaginário das pessoas há muito tempo. O maior sistema tridimensional da Terra e o menos conhecido de todos, com cerca de 360 milhões km2 de área e mais de 1 bilhão de km3 de volume. Ao contrário do ambiente aéreo, todo o volume do oceano é ocupado por vida abundante.

Em laboratórios no continente ou em alto-mar, cientistas brasileiros realizam importantes pesquisas sobre ecossistemas localizados quilômetros abaixo da superfície azul. E as principais informações obtidas desse até então desconhecido ambiente foram organizadas em um livro que será publicado pela Springer, denominado Brazilian Deep-Sea Biodiversity (“Biodiversidade do mar profundo brasileiro”, em tradução livre).

“O oceano profundo é o ecossistema mais amplo da Terra”, é a primeira frase do seu prefácio, que incita a curiosidade sobre o que está guardado em tais profundezas. Com exclusividade, o livro retrata a biodiversidade existente em diferentes habitats de mar profundo da margem continental brasileira, aspectos da sua conservação, as ameaças que vem sofrendo e outras potenciais que poderão ser importantes no futuro não tão distante. Ele foi editado por Paulo Sumida, professor titular do Instituto Oceanográfico (IO) da USP, Fábio De Léo, pesquisador da Ocean Networks Canada, e Ângelo Bernardino, professor associado da Universidade Federal do Espírito Santo.

Dedicada principalmente a cientistas e pós-graduandos, a obra inédita poderá ser utilizada por alunos da graduação ou qualquer público interessado no fundo do mar. Para sua confecção, foi realizada uma revisão da literatura científica disponível sobre a biodiversidade brasileira de profundidade, algo pioneiro, visto que não há análises extensivas sobre essa temática. Expandindo o alcance dos dados produzidos nas últimas duas décadas, muitos dos quais estavam disponíveis apenas em português, o livro é o primeiro que descreve a biodiversidade brasileira de mar profundo para uma audiência internacional e, certamente, será um marco para a oceanografia nacional.

A obra, composta de oito capítulos e escrita por 27 autores em cerca de dois anos, contempla textos com excelente conteúdo e diversas ilustrações e aborda temas variados como biodiversidade bentônica, circulação oceânica, cânions submarinos, impactos humanos, recifes de corais, microrganismos e peixes, ecossistemas quimiossintetizantes e recursos vivos e não vivos nas águas profundas brasileiras.

A ideia para escrevê-la partiu de um convite do professor Alexander Turra, também do IO-USP e coordenador da Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano, editor da série de livros denominada Brazilian Marine Biodiversity (“Biodiversidade marinha brasileira”, em tradução livre). Segundo Turra, “essa série é publicada pela Springer e traz para uma audiência mundial o conhecimento sobre a biodiversidade marinha brasileira, em especial sobre os ambientes bentônicos costeiros estudados pela Rede de Monitoramento de Habitats Bentônicos Costeiros (ReBentos). E, embora o mar profundo não seja um habitat costeiro, pouco conhecemos sobre este imenso e importante ambiente e por isso foi incluído na série”.

O livro foi elaborado sem financiamento direto, mas projetos custeados ao longo dos anos por agências federais, estaduais e privadas possibilitaram a obtenção de informações para que ele se tornasse uma realidade – inclusive, a ciência oceanográfica é uma das áreas que mais exigem recursos. De forma semelhante, essa série da Springer é fruto do fomento à pesquisa pelo CNPq, Fapesp, Capes e Finep no âmbito da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Mudanças Climáticas, aos quais a ReBentos está vinculada.

Enquanto ainda há muito o que ser estudado sobre a biodiversidade da margem continental brasileira, só aumentam os interesses industriais e comerciais sobre recursos vivos e não vivos fornecidos pelos ecossistemas de mar profundo, que envolvem desde pescado e produtos biotecnológicos até metais para uso na indústria de alta tecnologia!

Em algumas áreas profundas ao largo do litoral brasileiro há concreções metálicas que crescem no formato de “batatas” no fundo abissal, os nódulos polimetálicos, e outras que possuem formato de placas, mas que se desenvolvem sobre montanhas submarinas, as crostas cobaltíferas. Essas estruturas crescem lentamente, na taxa de 1 milímetro em 1 milhão de anos, e são ricas principalmente em ferro e manganês. Contudo, encontram-se outros metais mais raros e de extrema importância para a indústria tecnológica “verde”.

Tais metais, como o telúrio e outros elementos conhecidos como terras raras, são usados na fabricação de baterias mais eficientes, monitores, turbinas eólicas – ou seja, tudo o que a sociedade está consumindo com cada vez mais intensidade. Como as minas terrestres de tais elementos estão começando a se exaurir, a tecnologia para exploração em mar profundo já está madura e as quantidades existentes lá são muito maiores do que em minas terrestres, a busca por tais elementos nessa fronteira marinha aumentou.

Com a exploração do fundo do mar brasileiro, que é altamente heterogêneo, pode haver impacto em uma variedade de habitats em escala e intensidade ainda indeterminadas. “A falta de conhecimento sobre a biodiversidade e os processos oceanográficos que governam os ambientes de mar profundo dificulta a tarefa de promoção do desenvolvimento sustentável”, ressalta Turra.

Apesar de sua imensa costa, onde está a maior parte da população, o Brasil sempre foi um país voltado para o interior. É necessário mostrar que grande parte (ou a maior parte) da sua riqueza econômica e cultural passa pelo mar. A literatura produzida no próprio país é escassa, sobretudo quanto ao mar profundo. Que este livro chame a atenção da sociedade e de instituições para a importância do oceano e do fomento das pesquisas oceanográficas, conforme preconiza a Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável.

fonte: https://jornal.usp.br/

União de forças para escoar a produção do agronegócio

07:33

Encerramento do evento

Manutenção de rodovias, mais ferrovias, novas concessões nos corredores logísticos e aumento do calado na barra norte do Rio Amazonas. No último dia do Norte Export, em Macapá (AP), esses foram os principais desafios apontados para aumentar o escoamento da produção do agronegócio pelo chamado Arco Norte, além da necessidade de mais terminais, destacada no primeiro dia do evento. A edição regional do Fórum Nacional de Logística e Infraestrutura Portuária (Brasil Export) contou com o apoio da Praticagem do Brasil.

Ricardo Falcão - Fabrício Julião -  -Governador de Macapá - Waldez Góes

Segundo o coordenador do Comitê Orientador do Norte Export e presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), Ricardo Falcão, prático na Amazônia há mais de 20 anos, é preciso união de esforços para enfrentar gargalos que muitas vezes o poder público não está pronto para superar na velocidade necessária:

– Temos que trabalhar juntos porque os problemas são integrados e refletem em toda a região. Se ocorre um problema na barra norte, por exemplo, todos os terminais ao longo do rio vão ser afetados.

Falcão citou a iniciativa da praticagem, que assumiu o levantamento das profundidades dos rios da Amazônia e das marés na barra norte, possibilitando a passagem de navios mais carregados:

– Isso não é barato, ainda mais no nível de prontidão que nós (da praticagem) temos. Esse controle para ganhar cada centímetro de calado é lucro na veia para terminais e armadores. Um metro a mais significa cem toneladas extras embarcadas. Estamos falando de um adicional de R$ 26 milhões em soja por embarcação.  

Em relação ao calado máximo autorizado na barra norte, o diretor de Relações Institucionais da Amaggi, Ricardo Tomczyk, disse que o ideal seria chegar a 12,50 metros – atualmente, está em 11,90 metros em fase de testes. Falcão respondeu que é possível até alcançar 13 metros duas vezes por mês, nas marés de sizígia, porque a praticagem instalou marégrafos na região.

O diretor executivo do Movimento Pró- Logística de Mato Grosso e presidente do Conselho do Centro-Oeste Export, Edeon Ferreira, apresentou um panorama dos problemas nos principais corredores logísticos do Arco Norte e sugeriu que sejam realizadas concessões de todo o percurso de escoamento, não segmentadas por modais de transporte.

O diretor do Departamento de Navegação e Hidrovias do Ministério da Infraestrutura, Dino Batista, disse que o governo avalia com cautela a possibilidade de “concessões casadas":

– Existem pontos positivos e negativos em uma associação dessas. São ativos muito diferentes, normalmente geridos por empresas com perfis muito distintos. Temos que ter cuidado ao estruturar uma concessão para não trazer deseconomias de escopo.

O diretor-presidente da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), Cesar Meireles, e conselheiro nacional do Brasil Export, ressaltou a importância de o Amapá se ver integrado com os demais estados e citou exemplos de integrações logísticas de sucesso, principalmente a da plataforma de Zaragoza, na Espanha:

– Logística é integração de fatores. Não se faz logística de forma fragmentada.

Tanto Cesar quanto Edeon afirmaram que a cidade de Macapá, próxima do Porto de Santana e da área de dois terminais previstos, tem potencial para se tornar um hub portuário.

No fim da tarde, o senador suplente Josiel Alcolumbre prestigiou o evento. O segundo dia do Norte Export reuniu ainda, de forma remota, os governadores do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, entre eles o governador do Amapá, Waldez Góes, que também esteve presente encerrando a programação. O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, foi outro que fez questão de participar da discussão, mesmo à distância.

Ao final, Ricardo Falcão leu uma carta conjunta de compromissos: “O Norte Export se compromete a cobrar do governo federal a elaboração, o desenvolvimento e o cumprimento de políticas públicas de Estado, não de governo, no sentido de aperfeiçoar a logística e a preservação das águas e do meio ambiente”.

O Norte Export, realizado na sede do Sebrae, foi o primeiro dos eventos regionais do Brasil Export. Os próximos fóruns serão o Sul Export (5 e 6 de outubro), em Curitiba (PR), que tem o prático João Bosco, diretor do Conapra, no Comitê Orientador; o Sudeste Export (19 e 20 de outubro), em São Paulo (SP), com Hermes Bastos Filho, da Praticagem de São Paulo, no Comitê Orientador; o Nordeste Export (26 e 27 de outubro), em Recife (PE); e o Centro-Oeste Export (9 e 10 de novembro), em Rondonópolis (MT). Os eventos têm transmissão gratuita pelo Zoom.

 Fotos : Divulgação 

Fonte: Praticagem do Brasil

Ricardo Falcão: “Precisamos de mais terminais no Norte”

07:09

 Para receber e embarcar a produção do agronegócio que dobra a cada dez anos, o chamado Arco Norte precisa de mais infraestrutura de terminais além do Porto de Santana (AP). O potencial da região para o escoamento da produção do Centro-Oeste foi destacado por todos no primeiro dia do Norte Export – edição regional do Fórum Nacional de Logística e Infraestrutura Portuária (Brasil Export), que prosseguiu, nesta terça-feira (29/9), em Macapá, capital do Estado do Amapá. O evento tem apoio da Praticagem do Brasil.




 – Temos um grande potencial. Só do ano passado para cá, foram registrados 11% de aumento na exportação de soja e milho pelo Arco Norte. Fazer essa operação por aqui é 50% mais barato, mesmo com as dificuldades da BR-163, que só foi concluída recentemente. Precisamos de mais terminais. A infraestrutura não dá conta, ainda que o Porto de Santana opere em seu potencial máximo. Esses novos terminais vão gerar empregos na sua construção, mas também atrair outras indústrias como de produção de ração a partir da soja e etanol, do milho. Isso traz desenvolvimento econômico sustentável e renda para a região – afirmou o coordenador do Comitê Orientador do Norte Export e presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), Ricardo Falcão, prático na Amazônia há mais de 20 anos.  

 


Pela manhã, os participantes do evento realizaram uma visita técnica à sede da Companhia Docas de Santana, onde assistiram a uma apresentação do seu diretor-presidente, Glauco Cei. Graças a um investimento recente da praticagem em simulações, o porto já recebe navios maiores, da classe Panamax. Estiveram presentes, além de Falcão, o CEO do Brasil Export, Fabrício Julião; o presidente do Conselho Nacional do Brasil Export, José Roberto Campos; o diretor-presidente da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) e conselheiro nacional do Brasil Export, Cesar Meireles; o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa; a diretora-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Tânia Maria Miranda; e o diretor do Conapra, prático João Bosco, que integra o Comitê Orientador do Sul Export, marcado para semana que vem.

 À tarde, no Sebrae, houve apresentações dos patrocinadores e o anúncio do time vencedor da etapa Norte do Brasil Hack Export, maratona tecnológica do evento. A abertura oficial foi realizada de noite e contou com a presença do vice-governador do Amapá, Jaime Nunes, representando o governador Waldez Góes.

 Em seu discurso, Ricardo Falcão salientou a importância de o desenvolvimento econômico estar sempre em sintonia com a sustentabilidade e de como o trabalho dos práticos é fundamental para este equilíbrio:

 – Na praticagem, existe uma máxima de que o som da segurança é o silêncio. Na Bacia Amazônica, isso quer dizer que navegamos sem qualquer acidente muito perto de comunidades ribeirinhas, indígenas e pesqueiras. E o fazemos com navios cada vez maiores e mais carregados, porque investimos em eficiência.

 Durante o evento, Falcão foi anunciado como vice-presidente da Federação do Transporte do Amapá. A entidade aproveitou a presença do presidente da CNT, Vander Costa, para confirmar a sua adesão à confederação. O dirigente da CNT disse que é extremamente importante para o desenvolvimento do Brasil que todos os modais de transporte alcancem as suas potencialidades e se integrem.

 A noite foi encerrada com uma palestra remota do secretário executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, que falou sobre os investimentos do governo federal no setor:

 – No Brasil, cada R$ 1 investido em infraestrutura gera R$ 2,50 na atividade econômica. Ou seja, temos uma capacidade enorme de gerar desenvolvimento econômico e ter retomada do crescimento, investindo em logística.

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Fotos do Evento no dia 28.09.2020 - Macapá












Fonte: Praticagem do Brasil




 

 

 

Marinha participa da Sessão Solene de Entrega do Prêmio "Almirante Álvaro Alberto” para Ciência e Tecnologia Edição 2020

07:05


 Foi realizada, no dia 23 de setembro, a cerimônia anual de entrega do Prêmio "Almirante Álvaro Alberto”, como parte da Sessão Solene da Academia Brasileira de Ciências. Pela primeira vez em formato virtual, em virtude das medidas restritivas de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, a cerimônia foi transmitida ao vivo pelas redes sociais, Facebook e YouTube, além dos perfis do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI)da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Marinha do Brasil.

 
A cerimônia foi presidida pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Astronauta Marcos Pontes. O Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior, acompanhado pelo Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, compuseram a “mesa virtual”, com os Titulares das Instituições Científicas e Tecnológicas e de Inovação do País, como o Presidente da ABC, Acadêmico Luiz Davidovich, Presidente do CNPq, Professor Evaldo Ferreira Vilela, Presidente da Diretoria Executiva da Fundação Conrado Wessel (FCW), Hélio Levisky, Presidente da FINEP, General Waldemar Barroso Magno Neto, e Presidente da CAPES, Benedito Guimarães Aguiar Neto.


A premiação foi instituída em 1981, tendo sido alterada em 1986, quando passou a ser denominada “Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia”, consistindo na mais prestigiosa honraria em ciência e tecnologia do País. Concedido pelo CNPq, FCW e Marinha, a vencedora de 2020 na categoria de “Ciências da Vida” foi a Professora Dra. Helena Bonciani Nader. Doutora em Biologia Molecular, Prof. Titular na Unifesp desde 1989, membro da Academia de Ciências de São Paulo (Aciesp) e Acadêmica da ABC, seus trabalhos envolvem glicoquímica e glicobiologia, estando voltados para o estudo da função desses compostos na hemostasia, no controle da divisão celular e na transformação celular.
 
A Dra. Helena Nader também foi agraciada com o diploma e medalha do CNPq e MCTI; premiação em espécie concedida pela FCW; convite para conhecer o Programa Nuclear da Marinha, assim como para uma viagem ao Continente Antártico, oferecidos pela Marinha. Durante a cerimônia, foi exibido um filmete no qual a Dra. Helena Nader recebe o Farol, honraria tradicional da Força, que foi entregue pelo Vice-Almirante Sergio Fernando de Amaral Chaves Junior, Comandante do 8º Distrito Naval, representando no ato o Comandante da Marinha, durante ato protocolar na Sede do 8º Distrito Naval em São Paulo.
 
Como parte integrante do evento, também foram entregues os títulos de Pesquisador Emérito do CNPq e Menções Honrosas de Agradecimentos deste ano. Como de praxe, também foram empossados novos acadêmicos para as fileiras da Academia Brasileira de Ciências.
 
A cerimônia do Prêmio "Almirante Álvaro Alberto” edição 2020 contribuiu para o reconhecimento e estímulo a pesquisadores e cientistas brasileiros que prestam relevante contribuição à ciência e à tecnologia, sobretudo para estreitar os laços entre a Marinha e a Comunidade Científica, na busca de soluções para o avanço e a obtenção de tecnologias autóctones do País.

Fonte: Marinha do Brasil

 

 

Amapá reúne especialistas e autoridades no Norte Export - nos dias 28 e 29 de setembro

09:14

 

O Estado do Amapá recebe, nos dias 28 e 29 de setembro, a edição regional do Fórum Nacional de Logística e Infraestrutura Portuária (Brasil Export), uma das principais agendas do segmento e que conta com o apoio da Praticagem do Brasil. 

O Norte Export reunirá, na capital Macapá, especialistas do setor e autoridades para discutir como atender às necessidades locais e reforçar investimentos de infraestrutura em uma região considerada fundamental para o desenvolvimento do país, já que o chamado Arco Norte tem localização estratégica para o transporte marítimo de cargas via Canal do Panamá. Inclusive, haverá participação à distância de um representante da Autoridade do Canal do Panamá. Além disso, estarão presentes operadores logísticos e representantes de terminais, do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. 


No primeiro dia de eventos, estão previstas uma visita técnica ao Porto de Santana e apresentações como do secretário executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio; do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre; do CEO do Brasil Export, Fabrício Julião; e do presidente do Conselho Nacional de Praticagem, prático Ricardo Falcão, coordenador do Comitê Orientador da edição regional. Também está prevista a reunião dos governadores do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal.

No segundo dia, o Norte Export sediará quatro painéis com os seguintes temas: “O potencial do escoamento da safra do Centro-Oeste através do Arco Norte”; “A importância da hidrovia como matriz de transporte da Região Norte”; “As necessidades e demandas dos terminais da Região Norte”; e “A mudança econômica da região por meio da exploração da Indústria de Óleo & Gás”

O Arco Norte é considerado cada vez mais promissor para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste devido à proximidade com o Canal do Panamá e também por conta de investimentos recentes da Praticagem do Amapá, da Marinha do Brasil e do Governo Federal. Essa produção chega pelo Rio Madeira até Itacoatiara (AM) ou pela BR-163 até Miritituba (PA), de onde segue em barcaças pelo Rio Tapajós para Santarém (PA) e depois em navios pelo Rio Amazonas. A rodovia BR-163 foi concluída pelo Governo. Já a Marinha atualizou a carta náutica da região, que apresentava alguns trechos ainda da década de 80. 

A Praticagem do Amapá atua desde Itacoatiara até a saída do Rio Amazonas pela barra norte. Além de sondar regularmente as profundidades dos rios da Amazônia, que mudam com frequência, a praticagem instalou marégrafos na barra norte, possibilitando travessias de embarcações mais carregadas em mais janelas de maré. Outro investimento da praticagem foi a sondagem do entorno da Ilha de Santana, em frente ao porto, que oferece uma segunda rota para a chegada dos grandes graneleiros pelo Rio Amazonas. Em agosto, práticos participaram de simulações na USP que confirmaram a possibilidade de entrada de navios New Panamax tanto no Porto de Santana quanto em dois terminais privados que serão construídos no município. Até então, somente navios da classe Handysize atracavam ali. Logo após os testes na universidade, um Panamax atracou pela primeira vez em Santana.

O Norte Export, realizado na sede do Sebrae, será o primeiro dos eventos regionais do Brasil Export e terá transmissão aberta pela internet. Os próximos fóruns regionais serão o Sul Export (5 e 6 de outubro), em Curitiba (PR), que tem o prático João Bosco, diretor do Conapra, no Comitê Orientador; o Sudeste Export (19 e 20 de outubro), em São Paulo (SP), com Hermes Bastos Filho, da Praticagem de São Paulo, no Comitê Orientador; o Nordeste Export (26 e 27 de outubro), em Recife (PE); e o Centro-Oeste Export (9 e 10 de novembro), em Rondonópolis (MT). Seguindo as recomendações sanitárias, esses eventos são presenciais apenas para conselheiros e patrocinadores, havendo transmissão gratuita pelo Zoom. Para participar, basta realizar a inscrição no site forumbrasilexport.com.br e aguardar a confirmação pelo e‑mail. 

Fonte: Praticagem do Brasil