Restrições de calado em SP caem de 8 dias para 11 horas

15:05

 

Lideranças parlamentares, diretores de terminais portuários, executivos do setor marítimo e autoridades de municípios da Baixada Santista visitaram, na quinta-feira (3/12), a Praticagem do Estado de São Paulo. Eles conheceram o trabalho realizado pelos práticos e os resultados obtidos com a aplicação do sistema de calado dinâmico (ReDRAFT), que otimiza o uso do canal de navegação do porto santista. 


Implantado em 2016, o ReDRAFT diminuiu o período total de restrições de calado no canal de oito dias e dez minutos, em 2013, para 11 horas e 35 minutos, em 2019. A comitiva assistiu a uma apresentação do presidente da Praticagem de SP, Carlos Alberto de Souza Filho, sobre os investimentos realizados pela entidade nos últimos anos:


– Com a aplicação do calado dinâmico, tivemos como resultado maior segurança, produtividade e eficiência nas manobras.


A agenda de visitação incluiu o Porto de Santos e foi elaborada pelo Conselho do Fórum Brasil Export em parceria com o Instituto Brasil Logística (IBL).


O presidente da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI), senador Wellington Fagundes (MT), destacou a importância da visita: 


– Estamos cumprindo o papel de ser o mediador entre a sociedade, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Uma visita desse porte, conhecendo todo o porto e as ações da praticagem, nos enriquece e dá argumentos para falarmos em Brasília, seja nas comissões ou em plenário, o que é importante ser feito para diminuir o Custo Brasil.


Também participaram o vice-presidente do IBL, Tiago Lima; o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Francisval Mendes; a chefe de gabinete da Antaq, Jacqueline Wendpap; o presidente da Santos Port Authority (SPA), Fernando Biral; os diretores de Infraestrutura, de Operações e de Desenvolvimento de Negócios e Regulação da SPA, respectivamente, Afrânio de Paiva Moreira Junior, Marcelo Ribeiro e Bruno Stupello; o diretor de Relações Institucionais da FRENLOGI, o ex-deputado federal Edinho Bez; e o deputado federal Chrisóstomo (PSL-RO).


Pelo Brasil Export, estiveram presentes o CEO Fabrício Julião; o presidente do Conselho do Fórum, José Roberto Campos; e vários conselheiros, entre eles o diretor do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), prático João Bosco; o prático Hermes Bastos Filho, da Praticagem de SP; e o secretário executivo do Conapra, Arionor Souza.


Em 2020, o Brasil Export realizou uma série de cem webinários, cinco fóruns regionais e um nacional, em modelo misto, com limitação da participação presencial e transmissão online para o público em geral. Em 2021, além desses, voltará a ocorrer o Fórum Santos Export, embrião do evento. 


5 de dezembro de 2020/por Conapra

Mulheres e meninas mergulhando na ciência e no oceano

14:50

Por que o céu é azul? Qual a origem da vida? Onde o sangue é produzido? Por que o oceano é importante? Perguntas movem o conhecimento. Logo, o progresso da humanidade é, em grande parte, pautado por dúvidas e descobertas. E mesmo que homens e mulheres tenham sede de conhecimento, a maioria das perguntas nem sempre foi formulada ou respondida por qualquer pessoa. Basta refletir quais ou quantas mulheres ganharam o imaginário das pessoas como Albert Einstein e Galileu Galilei, grandes cientistas. São inúmeras as mulheres descobridoras ofuscadas, como a paleontóloga Mary Anning ou a geneticista Nettie Stevens. E mesmo Marie Curie, premiada duas vezes com o Prêmio Nobel, ainda continua desconhecida por muitos! É crescente o discurso sobre a necessidade de inserir mais mulheres e meninas na ciência, em especial a ciência oceânica, mas pouco se esclarece o principal motivo para isso. A diversidade de gênero aliada à maior pluralidade de formação e experiências gera multiplicidade e criatividade na proposição de perguntas e na solução inovadora de problemas, resultando em maior produtividade dentro e fora da Universidade. Essa diversidade contribui para a inteligência coletiva de um grupo de pesquisa e fornece novos contextos para a compreensão da relevância social da própria pesquisa. Em outras palavras, na fórmula do desenvolvimento, inovação e sucesso na ciência, a diversidade de gênero é elemento fundamental. Contra diferentes estereótipos e a fim de encontrar respostas para qualquer incógnita em torno do Planeta e do Universo, “Maries” têm ocupado diferentes espaços – para além do ambiente familiar. E se em um passado recente mulheres eram impedidas de estudar, votar ou mesmo trabalhar fora de casa, hoje elas podem explorar as estrelas, vislumbrar através de microscópios, compreender linhas de programação, atingir o espaço ou as maiores profundidades do oceano. “Maries” são movidas por curiosidade, imaginação e inteligência, além de muita persistência, autoconfiança e amor. Mas também dependem do estímulo da igualdade de gênero e do fortalecimento das mulheres nas áreas científicas – necessidades hoje impostas pela sociedade e por organizações internacionais e nacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), o Global Research Council e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). No Brasil, as mulheres cientistas correspondem a cerca de 40 a 50% (no contexto mundial, elas representam cerca de 30%, podendo variar com o país e a área científica), com destaque para maior atuação em áreas como Biologia e Medicina. Essa aparente equidade de gênero na ciência brasileira mascara a realidade ainda desigual se considerarmos as diferentes áreas do conhecimento, o avanço na carreira e a ocupação das posições de liderança. Por exemplo, nas Ciências Exatas e da Terra e Engenharias, o desequilíbrio é evidenciado ainda na graduação e se mantém no doutorado, onde a participação feminina oscila em média entre 20 e 30%. Na Academia Brasileira de Ciências (ABC), uma das mais antigas associações de cientistas no País, dos atuais 563 cientistas titulares, apenas 95 são mulheres. No universo uspiano, as mulheres graduandas e pós-graduandas superam os homens (> 50%), mas quando passam a docentes ou atingem cargos de gestão (chefias, diretorias, coordenações) correspondem a 39% e 27% do total, respectivamente. Esses números decrescem drasticamente quando se trata do cargo mais alto da Universidade, no qual as mulheres representam 0,28% do total, já que apenas uma ocupou a Reitoria na história da USP. E se engana quem acha que os desafios são apenas em áreas que envolvem números, como os cursos de computação. A Oceanografia exige um mergulho duplo pelas mulheres, pois envolve algumas peculiaridades como a atividade embarcada, na qual historicamente sempre houve a predominância de homens. Para se ter uma ideia, somente a partir da década de 60 a participação feminina em expedições científicas para coleta de dados passou a ser liberada. Nessa mesma década, Marta Vannucci (professora aposentada da USP), uma das precursoras da Oceanografia no País e a primeira mulher a se tornar membro titular da ABC, ocuparia o cargo de diretoria no IO-USP. No futuro, Marta expôs que conciliar a vida de esposa, mãe e cientista era uma realidade difícil. Atualmente, na área da Oceanografia, o público feminino representa 38% dos cientistas no mundo. Dentre os alunos de graduação no País, observa-se uma mudança gradual, em que um curso predominantemente masculino foi, aos poucos, atraindo mais mulheres, contando hoje com cerca de 60% dos ingressantes em Oceanografia na USP. Em 2020, Kathy Sullivan, uma ex-astronauta da Nasa foi a primeira pessoa a conhecer as duas grandes fronteiras: as profundezas do oceano e a imensidão do espaço, mostrando que as mulheres podem e devem explorar o que quiserem. A fim de incentivar e alavancar a inserção de meninas e a retenção de mulheres na ciência, há inúmeras iniciativas e projetos que foram implementados nos últimos anos no Brasil, como, por exemplo: Astrominas (IAG-USP), Maré de Ciência (Unifesp), Meninas com Ciência (UFRJ) Parent in Science (UFRGS), Liga de Iniciação de Mulheres na Ciência (IEMA), Liga das Mulheres pelo Oceano, Bate-Papo com Netuno, além de muitos outros com grande adesão, empatia e sucesso. Uma dessas iniciativas, o Mergulho na Ciência USP (IO-USP), é um trabalho de formiguinha que traz meninas do ensino fundamental para vivenciar a experiência de estar em uma universidade e conhecer dezenas de temas das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (da sigla em inglês, STEM). Este projeto, coordenado pela professora Camila Negrão Signori, teve o reconhecimento do Programa HeforShe da ONU, ao ser inserido no Impact Report de 2019 como uma das ações de sucesso para combater a desigualdade de gênero. Aliando-se às iniciativas das universidades, ações igualmente importantes surgem na esfera de sociedades, organizações e agências de fomento à pesquisa. Além de mesas-redondas e palestras, em 2020 houve dois eventos focados nas mulheres cientistas brasileiras, o 1o Simpósio Brasileiro Mulheres em STEM, organizado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), e o 1o Encontro da Pós-Graduação da USP: Elas fazem ciência. Premiações dedicadas exclusivamente às mulheres, como o Prêmio para Mulheres Brasileiras em Química (da Sociedade Brasileira de Química, Fapesp e empresas) e o Prêmio Caroline Bori Ciência e Mulher (da SBPC), além do tímido aumento de mulheres vencedoras do Prêmio Nobel, com apenas 6% do total de premiados, são iniciativas relevantes para destacar, inspirar e reconhecer a atuação das cientistas. A criação de editais de fomento à pesquisa e de portarias que regem a Universidade, respectivamente, visando ao desenvolvimento de projetos com liderança feminina e à melhoria das condições de trabalho da mulher pesquisadora e professora são outras importantes estratégias que vêm sendo aos poucos implementadas. Além disso, foi estabelecida uma data oficial (11 de fevereiro) que celebre as mulheres e meninas na ciência, nacional e internacionalmente, assim como a criação da ONU Mulheres na esfera global em 2010 e do Escritório USP Mulheres em 2016, com o objetivo de propor e apoiar iniciativas e projetos voltados à igualdade de gênero. No âmbito cultural, as iniciativas que contemplam a inserção de exemplos femininos na ciência, como a publicação de livros por grandes editoras, a realização de peças de teatro que mostram a trajetória de mulheres cientistas (Cia. Delas de Teatro) e a criação de personagens cientistas no contexto do Donas da Rua (da famosa Turma da Mônica), alcançam uma outra dimensão, ao mexer com o imaginário de crianças e famílias brasileiras e extrapolar totalmente os muros das universidades. Sobretudo, a inserção bem-sucedida das mulheres e meninas na ciência é alicerçada pelo apoio e respeito de homens (e mulheres!) em qualquer ambiente, como escolar, universitário e familiar. Afinal, a ciência e todo o universo fascinante que a permeia, como os mistérios do oceano, podem e devem ser desvendados por quem desejar, acreditar e se dedicar. Por Camila Signori, professora do Instituto Oceanográfico (IO) da USP e coordenadora do Mergulho na Ciência USP, e Tássia Biazon, pesquisadora da Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano 

 Fonte: Jornal da USP

Prático do RJ relança “Direito Processual Marítimo”

13:07

No dia 1º de dezembro, às 18h, em live da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), será lançada, pela editora Lumen Juris, a 3ª edição do livro “Direito Processual Marítimo”, de autoria do prático do Rio de Janeiro e doutor, Matusalém Gonçalves Pimenta. Direito Processual Marítimo
Revista e ampliada, a nova versão traz, inclusive, propostas para o Tribunal Marítimo (Corte responsável por julgar os acidentes e fatos da navegação), além de uma análise atualizada do naufrágio do navio Costa Concordia, ocorrido na costa italiana, em janeiro de 2012. “Relembro que uma das melhores formas de evitarmos acidentes é estudar, disseminar e aplicar as lições aprendidas em acidentes já ocorridos”, afirma o juiz-presidente do Tribunal Marítimo, vice-almirante Wilson Pereira de Lima Filho, no texto que ele assina na contracapa da publicação. O desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Alcides Martins Ribeiro Filho, responsável pela apresentação, afirma que o livro “está devidamente preparado para enfrentar os novos desafios do direito marítimo com as evoluções da sociedade, como a crescente importância da exploração do petróleo nas camadas de pré-sal da nossa Amazônia Azul”. O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Paulo Dias de Moura Ribeiro, lembra, no prefácio, que “o mundo mudou, as relações ficaram mais complexas e a tecnologia, aliada à política internacional, democratizou o Mare Nostrum, fazendo aumentar exponencialmente a quantidade dos meios de transporte flutuante”; sendo nesse contexto que o livro é lançado, ressalta o magistrado. Pós-doutor em Direito Marítimo pela Universidade Carlos III da Espanha, doutor em Direito Ambiental Internacional e mestre em Direito Internacional pela Universidade Católica de Santos, Matusalém Gonçalves Pimenta é advogado, professor e prático na Zona de Praticagem do Rio de Janeiro desde 1986. fonte: Praticagem do Brasil

TRIBUNAL MARÍTIMO REALIZA IX WORKSHOP DE DIREITO MARÍTIMO

12:24

 

Abertura do evento pelo presidente do TM, VAlte Lima Filho

O Tribunal Marítimo (TM) realizou, no dia 25 de novembro, o IX Workshop de Direito Marítimo com o tema: “Os Desafios da Atividade Marítima Nacional em 2021”. Tendo em vista as medidas preventivas contra a COVID-19, o evento ocorreu de forma híbrida: nas dependências do Centro Empresarial Internacional Rio – RB1 e por videoconferência, transmitido ao vivo pelo canal do Tribunal Marítimo no Youtube. 

O Juiz-Presidente do TM, Vice-Almirante Wilson Pereira de Lima Filho, realizou a abertura do Workshop quando destacou que, diante da pandemia da COVID-19, os setores produtivos do Brasil e do mundo tiveram que alterar radicalmente seus procedimentos e se adaptar, seja no setor público ou privado. Neste mesmo contexto, destacou a importância do modal marítimo para economia brasileira, sendo necessária a valorização do mar e daqueles profissionais que nele ou junto a ele trabalham.


Palestra do AE Campos- DGN.

Em seguida o Diretor-Geral de Navegação, Almirante de Esquadra Marcelo Francisco Campos, realizou a palestra de abertura como tema: Segurança da Navegação na Amazônia: Dificuldades e Perspectivas, em que destacou a importância da fiscalização e monitoramento de embarcações daquela região, bem como a necessidade de se incrementar a segurança da navegação fluvial, em especial as realizadas por embarcações de transporte de passageiros, por meio do aprimoramento de atos normativos e de capacitação de pessoal. 

O primeiro painel, com o tema: O BR do Mar e o futuro da Cabotagem, foi abordado pelo Sr. Dino Antunes Dias Batista, Diretor do Departamento de Navegação e Hidrovias do Ministério de Infraestrutura (MINFRA), e pelo Sr. Cleber Cordeiro Lucas, Diretor-Presidente da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC). Em suas palestras, ambos versaram sobre a importância deste Projeto de Lei e frisaram a relevância do estímulo à Cabotagem - atividade forte e em crescimento - como solução logística no Brasil. Este painel foi mediado pelo Capitão de Mar e Guerra (RM1) Dionísio Tavares Câmara Junior, Diretor da Divisão de Registros do TM. 

  Palestra do presidente da FENAMAR

O segundo painel, com o tema: A Pandemia: Lições para o futuro das Atividades Marítimas, foi abordado pelo Dr. Godofredo Mendes Vianna, advogado maritimista, pelo Capitão de Longo Curso Jones Alexandre Barros Soares e pelo Sr. Marcelo Chaves Neri dos Santos, Presidente da Federação Nacional das Agências de Navegação Marítima (FENAMAR). As lições aprendidas foram abordadas pelos palestrantes sob a ótica de suas áreas de atuação, observando-se o quanto que os desafios advindos da pandemia trouxeram a necessidade de adaptação e superação. Na área jurídica, observou-se a necessidade de se mitigar os efeitos da pandemia sobre os contratos, cláusulas contratuais e preservação de contrato. Na érea operacional, enfatizou-se a mudança na logística de embarque e desembarque, assim como a necessidade de se adaptar através da digitalização de procedimentos e processos, da implantação do trabalho remoto diante do “novo normal”, sabendo-se o quão é importante o transporte marítimo para o mundo e para o Brasil. Os Portos venceram a pandemia em 2020, e será vencida, também, em 2021. Este painel foi mediado pelo Juiz do Tribunal Marítimo, Attila Halan Coury. 

O evento foi prestigiado, de forma virtual, por cerca de 680 participantes e está disponível no Canal do TM no Youtube.


Fonte: Tribunal Marítimo

Ministro: “Queremos uma regulação de menos intervenção”

11:35

Quanto menos regulação, melhor para o desenvolvimento do setor portuário. Essa foi a principal mensagem dos participantes do painel “Marcos regulatórios x segurança jurídica: os desafios para atrair investidores”, no último dia do Fórum Nacional de Logística e Infraestrutura Portuária (Brasil Export), realizado em Brasília, na terça-feira (24/11). No encerramento do evento, que contou com o apoio da Praticagem do Brasil, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, endossou o discurso dos painelistas.


Ele disse que a escolha de Eduardo Nery como diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) mostra o que o governo pensa sobre regulação do segmento:

– Queremos uma regulação menos inclusiva, de menos intervenção. Queremos os preços livres e essa é a tônica que virá da política pública do ministério nos próximos anos – disse o ministro, que destacou a resiliência do setor em 2020. – Apesar do ano superdifícil, mostramos uma resiliência impressionante, notadamente no setor de portos, que todo mundo sempre criticou e, de repente, nos oferece essa surpresa. Num momento de crise, olhem a resposta que nós temos. 

Mais cedo, durante o painel, o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, antecipou o discurso do chefe do ministério.

– Longe de querermos uma lógica de regulação pautada, por exemplo, em tabelamento ou em preço-teto – ressaltou.

O diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, seguiu na mesma linha de Piloni e deu o exemplo da discussão sobre a cobrança do Serviço de Segregação e Entrega (SSE) de contêineres:

– Nós estamos tratando agora, por exemplo, sobre franquia SSE (prazo sem pagamento da taxa) e eu tenho medo quando a gente vai no sentido de ter um controle maior. Daqui a pouco, vira tabelamento. Eu sou contra franquia. Nós não temos que ficar criando artifícios no que já está regulado. Sou contra o tabelamento (…)

O diretor-presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), almirante Murillo Barbosa, defendeu a autorregulação do setor:

– Todos nós sabemos que não há praticamente no mundo regulação portuária. O mercado é o grande regulador do sistema portuário. 

O CEO da Terminal Investment Limited (TiL), Ammar Kanaan, foi outro que saiu em defesa do mercado livre:

– Quanto menos regulação tivermos, melhor será para os investimentos, para os custos, eficiência e efetividade da cadeia.

Fonte: CONAPRA





 

Marinha realiza Webinar sobre a ZOPACAS

06:18

 

Folder do evento
 
No dia 27 de outubro, a Marinha, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Defesa, realizou o Webinar: “A contribuição da ZOPACAS para o Desenvolvimento Econômico e a Segurança Marítima no Atlântico Sul”. O Simpósio virtual teve como propósito fomentar o debate e a cooperação sobre o desenvolvimento econômico dos países-membros da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS) e a segurança marítima no Atlântico Sul.
 
A abertura do evento foi realizada pelo Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior, e contou com os seguintes palestrantes: Diretor do Departamento de Assuntos de Defesa e Segurança do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Embaixador Alessandro Warley Candeas; Contra-Almirante (Refº) Robert William Higgs da África do Sul, que exerce função na Radiant Africa Holdings; Contra-Almirante (Refº) Prof. Dr. Roberto Pereyra Bordon da Argentina, professor do Colégio Interamericano de Defesa; Contra-Almirante Narciso Fastudo Junior de Angola, que exerce função no Centro Inter-Regional de Coordenação – CIC, em Camarões; e Comandante do Centro Integrado de Segurança Marítima, Capitão de Mar e Guerra Gustavo Calero Garriga Pires do Brasil.

 

Comandante da Marinha e palestrantes
 
Participaram do evento 536 pessoas de 25 diferentes países (África do Sul, Angola, Argentina, Austrália, Bangladesh, Benin, Botsuana, Brasil, Cabo Verde, Camarões, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, Holanda, Moçambique, México, Namíbia, Nigéria, Peru, Portugal, Reino Unido, São Tomé e Príncipe, Senegal e Uruguai), entre militares, diplomatas, acadêmicos (professores, mestrandos e doutorandos), pesquisadores, empresários do ramo de consultoria e avaliação de riscos, além de cidadãos interessados no tema.
 
No dia do Webinarforam registradas, em média, 220 conexões simultâneas pela plataforma Zoom, sendo que 690 usuários se conectaram e, até o final do evento, foram contabilizadas 2,6 mil visualizações nos canais do YouTube.

 

Participantes do Webinar reunidos na Embaixada do Brasil em São Tomé e Príncipe
 
O evento abordou o contexto oceanopolítico no Atlântico Sul, as riquezas nele produzidas e nas suas costas lindeiras, a importância de se proteger as Linhas de Comunicações Marítimas, de combater os crimes ambientais, a pesca ilegal, a pirataria, o terrorismo, o tráfico de drogas e todos os demais ilícitos que podem ocorrer nos espaços marítimos. Também foram evidenciadas as dificuldades envolvidas para se proteger os mares e enfatizado que, para atingir essa meta, a cooperação é fundamental. A posição do Brasil de valorizar o fórum da ZOPACAS foi ratificada e defendida por todos os palestrantes e assimilada pela significativa audiência, atingindo o objetivo do Webinar.

Futuro presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo visita o Centro Experimental Aramar

06:15

 

Josué Gomes da Silva Josué Gomes de Alencar durante visita ao Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica
 
No dia 2de novembro, o Centro Experimental Aramar (CEA), em Iperó (SP), recebeu a visita de Josué Gomes da Silva, empresário da Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas) e futuro presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)A visita estreitou os laços da comunidade empresarial com o setor nuclear da Marinha do Brasil (MB) e as crescentes demandas que envolvem a área de ciência e tecnologia.
 
Em Aramar, além de conhecer os principais laboratórios e oficinas do local, o empresário, acompanhado de seu filho, Josué Gomes de Alencar, assistiu à apresentação sobre o Programa de Desenvolvimento de Submarinos e o Programa Nuclear da Marinha. A palestra, conduzida pelo Diretor do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo pelo Diretor de Desenvolvimento Nuclear da Marinha, esclareceu a importância do investimento em tecnologia nuclear para o desenvolvimento do País.
 
A Fiesp é a maior federação industrial do Brasil representa, atualmente, cerca de 130 mil indústrias de diversos setores portes, fomentando a ampliação do parque industrial brasileiro.

Fonte: Marinha do Brasil

 

Em homenagem a Marina Harkot, IEA, FAU e PRPG promovem discussão sobre mobilidade ativa

15:23

 


A bandeira da mobilidade ativa, defendida em vida por Marina Kohler Harkot, será o tema de um seminário online neste sábado, dia 21, das 9h às 13h, promovido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA), pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG) e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. A transmissão acontece em iea.usp.br/aovivo e no YouTube do IEA. O público poderá enviar perguntas pelo chat do canal.

O encontro Mobilidade Ativa e Inclusiva: Construindo Pontes com a Sociedade - Uma Homenagem a Marina Harkot terá a participação de especialistas e ativistas em mobilidade urbana e familiares da homenageada. Após o evento, a partir das apresentações e discussões, será produzida uma carta endereçada aos candidatos a prefeito que disputam o segundo turno das eleições municipais.

O conceito de mobilidade ativa engloba o transporte de pessoas utilizando apenas instrumentos não motorizados, como o caminhar e com o uso de bicicletas. Os especialistas que participarão do encontro defendem que esta modalidade pode ajudar a diminuir o problema de trânsito nas cidades, além de contribuir para a saúde da população, direta ou indiretamente.

No entanto, para que a mobilidade ativa seja viável, o grupo aponta que é necessário formular políticas públicas inclusivas, que invistam na integração dos meios de transporte em todas as regiões da cidade e promovam a segurança de todos os usuários, inclusive por meio de calçadas e ciclovias adequadas.

Programação

9h - Abertura:

  • Carlos Gilberto Carlotti Junior – Pró-Reitor de Pós-Graduação da USP
  • Guilherme Ary Plonski – Diretor do IEA-USP
  • João Whitaker – Presidente da Comissão de Pós-Graduação FAU-USP
  • Marcos Buckeridge – Coordenador do Centro de Síntese USP Cidades Globais - IEA-USP


9h30 - Painel
 1: A trajetória de pesquisa de Marina Harkot: das mulheres ciclistas aos territórios construídos a partir das subjetividades

Participantes:

  • Paula Freire Santoro - LabCidade FAU-USP
  • Haydee Svab – amiga e parceira da Marina, mestre pela Poli-USP
  • Felipe Romero – jornalista, marido da Marina
  • Família Kohler Harkot

Moderadora: Roseli de Deus Lopes – Poli-USP / IEA-USP

10h30 - Painel 2: Dados de mobilidade ativa e inclusiva da cidade de São Paulo

Apresentadores:

  • Carol La Terza - Rede Nossa São Paulo
  • Jo Pereira - Ciclocidade
  • Letícia Lindenberg Lemos - doutoranda FAU-USP, ex-pesquisadora do LabCidade

Debatedores:

  • Paulo Saldiva - FMUSP e IEA-USP, cicloativista e médico patologista
  • Ligia Vizeu Barrozo - FFLCH-USP e IEA-USP

Moderador: João Whitaker – FAU-USP / IEA-USP

11h30 - Painel 3: Políticas públicas: o que deve ser feito?

Apresentadores:

  • Kelly Fernandes - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)
  • Gilberto Frachetta  - Conselho Municipal de Saúde, ex-presidente do CMPD
  • Henrique Frota - Instituto Pólis

Debatedores:

  • Marcos Buckeridge - IB-USP e USP Cidades Globais -IEA
  • Orlando Strambi - Poli- USP (Transportes) e WRI Brasil

Moderador: Guilherme Ary Plonski - Poli, FEA e IEA-USP

12h30 - Discussões sobre a carta e encerramento

Durante todo o seminário, as pesquisadoras do Centro de Síntese USP Cidades Globais Débora Sotto e Tatiana Tucunduva, em conjunto com as pesquisadoras do NEV-USP Thaís Bueno e Beatriz Oliveira de Carvalho, conduzirão uma dinâmica para coletar comentários, críticas e sugestões dos apresentadores e participantes. Essa atividade terá como resultado a facilitação gráfica do evento, posteriormente divulgada no site do USP Cidades Globais e também em um painel artístico que ficará disponível fisicamente no Instituto de Estudos Avançados.

Sobre Marina Harkot

Na madrugada do dia 8 de novembro, Marina pedalava na Zona Oeste de São Paulo, quando foi atropelada. O motorista fugiu sem prestar socorro e ela morreu no local, aos 28 anos de idade. Socióloga formada pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, obteve o título de mestre pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), também da USP, com a dissertação “A bicicleta e as mulheres: mobilidade ativa, gênero e desigualdades socioterritoriais em São Paulo”.

Atualmente era pesquisadora do Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade (LabCidade) da FAU, onde desenvolvia pesquisa de doutorado na área de planejamento urbano e regional, com bolsa Capes e tese intitulada "Corpos e fronteiras: a construção de territórios a partir das subjetividades". Também atuava como consultora em planejamento urbano, sobretudo na elaboração de planos diretores municipais e políticas inclusivas para mulheres.

A defesa do ciclismo urbano era intensa no seu dia a dia. Participou do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito da cidade de São Paulo e coordenou a Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade).


Fonte: http://www.iea.usp.br/

 por Fernanda Rezende publicado 18/11/2020 16:50 última modificação 19/11/2020 09:27