Programa “Classe Tamandaré”

06:38



 A Marinha do Brasil iniciou, em 2017, o Programa “Classe Tamandaré” com o objetivo de promover a renovação da esquadra com quatro navios modernos, de alta complexidade tecnológica, construídos no País, com previsão de entrega para o período entre 2024 e 2028.

 Serão navios com alto poder combatente, capazes de proteger a extensa área marítima brasileira, com mais de 5,7 mil km², denominada “Amazônia Azul”, realizar operações de busca e salvamento e atender compromissos internacionais, entre outras tarefas.

O Programa é um elemento fundamental e um meio indispensável, não só para o controle de áreas marítimas de interesse, evitando o acesso de meios não desejáveis pelo mar, como também para que o País atue sob a égide de organismos internacionais e em apoio à política externa, de forma compatível com a inserção do Brasil no cenário internacional.

Saiba a importância


A aquisição dos quatro navios militares, de alta complexidade tecnológica, é de suma importância para Marinha e para outros setores da sociedade. Há a possibilidade, por exemplo, da geração de cerca de 200 empregos diretos e 6000 empregos indiretos. 




 Além disso:

- Amplia a capacidade de emprego do Poder Naval para salvaguarda dos interesses nacionais nas áreas marítimas de responsabilidade do País;

- Leva em consideração as melhores práticas de governança;

- Objetiva a sustentabilidade da indústria naval brasileira,

- Capacita e aprimora a mão de obra da construção naval;

- Oferece transferência de tecnologia;

- Fomenta a Indústria Nacional de Defesa;

- Possibilita o domínio de tecnologia sensível;

-Traz um arrasto tecnológico; e

- Representa investimentos da ordem de US$ 2 bilhões.

Linha do Tempo:




 Transferência de Tecnologia

 Estarão inclusos no processo a transferência de conhecimentos técnicos e expertise que a proponente se obriga a realizar, outorgando à empresa brasileira indicada e à Marinha o acesso amplo e direito de uso, sob a forma de licença geral de uso de know how e do know why.

Fonte: Marinha do Brasil

Maré baixa impede atracação de navio chinês em Santos

05:29

Para garantir a segurança devido às condições da maré, a Praticagem do Estado de São Paulo adiou a entrada do navio Kota Permimpin, de bandeira de Hong Kong, nesta terça-feira (18/02). A previsão é que a manobra seja realizada às 13 horas desta quarta (19/02).

Procedente de Singapura, o Kota Pemimpin esteve em portos chineses nos últimos 30 dias, mas não tem tripulantes suspeitos com o coronavírus, como garante a Anvisa. A atracação só não ocorreu, segundo a Praticagem do Estado de São Paulo, por conta das condições da maré.

O caso de dois tripulantes com sintomas de gripe foi avaliado e descartado como suspeitos de coronavírus pela Anvisa.  Mesmo assim, o navio de Hong Kong não conseguiu atracar porque não havia maré suficiente para ele pudesse deixar a barra e entrar no Canal do Porto de Santos. O calado é de 14m40 (distancia da superfície da água até a parte mais baixa do casco do navio) e para entrar é necessário mais de 15m90.

Carlos Alberto Souza Filho, Presidente da Praticagem do Estado de São Paulo, explicou: “Temos sensores em tempo real que medem a altura de maré no Porto de Santos, e esses sensores na maioria das vezes auxiliam a operação dos navios. Geralmente, temos mais água do que a maré calculada, mas hoje, ocasionalmente aconteceu de a maré real estar abaixo da maré prevista, em cerca de 20 cm. Para que o navio navegue com segurança, sem risco de tocar o fundo e encalhar, precisamos mais do que 15m90”, afirmou.

A primeira previsão para a atração era durante a madrugada, mas a questão operacional, que ocorre normalmente no Porto de Santos, justificou o adiamento.

Mesmo com a orientação da Anvisa de que não há contaminados a bordo, Souza Filho disse que a discussão foi muito salutar entre os envolvidos e levantou a questão da concessão da livre prática. “O prático é o primeiro profissional que embarca no navio. Está havendo uma interpretação um pouco distorcida do Regulamento Sanitário Internacional, do qual o Brasil é signatário, e que diz que a livre prática é um documento necessário para autorizar  o navio a entrar no Porto, e depois operar. A interpretação atual é que seria somente a operação, ou seja, a Anvisa vai a bordo para verificar o pessoal, mas depois que o navio atraque. Mas antes disso o prático já embarcou lá fora, em um ambiente confinado e em contato com pessoas que vêm de um local onde está havendo uma epidemia”, alerta o Presidente da Praticagem.

Souza comenta que é preciso lembrar que a China é um importante parceiro comercial do Brasil. “Esse é o primeiro navio que está chegando, mas teremos centenas de navios chegando da China, principalmente quando iniciar a safra de soja, açúcar, feijão. Precisamos atenção para que ocorra uma alteração nas normas da Anvisa, para que seus funcionários façam a inspeção inicial a bordo na área de fundeio de quarentena, existe um local para isso”.

Equipes do Governo Federal, do Estado e do Município avaliarão os tripulantes e as condições sanitárias dos navios que chegarem ao Porto de Santos.

 Providências antecipadas

 Em janeiro, a Praticagem do Estado de São Paulo solicitou às agências marítimas e armadores informações sobre a existência de tripulantes de navios provenientes de regiões de risco com sintomas do coronavírus ou que embarquem nos portos de Santos ou São Sebastião vindos da China por avião, uma vez que o vírus pode permanecer incubado por até duas semanas. Além disso, adotou medidas especiais para garantir a segurança pessoal de sua equipe, como manter à disposição, na Ponte de Embarque, de Equipamentos de Proteção Individual como máscaras, luvas especiais e óculos para embarcar nos navios.

Os procedimentos visam aumentar a segurança dos práticos e da população da região, ao evitar o risco de contaminação e impedir que os práticos sejam vetores da disseminação da doença.


 Precauções e sugestões

A partir do Informe apresentado pela Sociedade Brasileira de Infectologia sobre o coronavírus, e enquanto as autoridades não têm informações mais precisas, a Praticagem do Estado de São Paulo adotou procedimentos para evitar o risco de contaminação, uma vez que os práticos realizam o trabalho em navios que chegam de vários portos internacionais, incluindo os navios chineses.

Segundo a Praticagem, é importante observar que o tempo de incubação desse vírus é bem inferior à duração da viagem marítima Brasil-China. Assim sendo, se algum tripulante tiver sido infectado no dia da saída na China, provavelmente já chegará em Santos em estado grave. Há, ainda, um potencial risco na troca de tripulantes de navios em Santos, considerando a possibilidade de marítimos infectados virem de avião sem que ainda apresentem sintomas.







II Simpósio Brasileiro de Corais de Águas Profundas

04:30




Universidade de São Paulo - Campus Cidade Universitária - São Paulo - Brasil


O SBCAP é o principal evento nacional relacionado ao estudo e conservação de ambientes coralíneos de mar profundo, reunindo cientistas brasileiros e internacionais com destaque em suas áreas de atuação, além de estudantes,  ambientalistas, gestores e representantes de empresas atuantes na área ambiental.

Pela primeira o Simpósio será realizado na cidade de São Paulo, dentro do campus Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), onde está localizado o Instituto Oceanográfico da USP, referência no estudo de ambientes marinhos desde a década de 1950.

O SBCAP 2020 abrangerá diferentes tópicos relacionados aos ecossistemas de Corais de Águas Profundas, com palestras-chave de renomados pesquisadores brasileiros e internacionais, apresentações orais e pôsteres, com o objetivo de compartilhar o conhecimento e discutir novas perspectivas de estudo destes ambientes.


O Simpósio será composto de 8 palestras-chave (Keynotes) ministradas por pesquisadores brasileiros e internacionais, convidados a apresentar seus últimos trabalhos, novidades e perspectivas para diferentes tópicos relacionados aos ambientes de corais profundos.

Além disso, uma série de apresentações orais (Talks) e pôsteres  serão apresentados pelos participantes através da submissão de resumos.
Para maiores informações, visite o site do simpósio:


Organizado por

Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo / IOJr Consultoria e Educação Ambiental

Fonte: IOUSP e sbcoraisprofundos



Petroleiro sofre apagão e obriga Praticagem a fazer manobra de emergência

11:27


Na noite de domingo (9/2), a Praticagem do Rio de Janeiro teve que controlar mais uma situação de emergência após avaria em um petroleiro carregado, com 16,3 metros de calado.

Às 22h50m, o navio Zumbi dos Palmares sofreu um apagão quando navegava a cinco nós de velocidade em direção ao terminal aquaviário da Petrobras – Almirante Maximiano da Fonseca (Tebig), na Baía de Ilha Grande, em Angra dos Reis.

O problema ocorreu, após a Ilha de Itacuatiba, no motor auxiliar, que é utilizado como um gerador que garante a eletricidade em todo o navio.

Imediatamente, o Prático determinou que três rebocadores que davam suporte à faina puxassem para ré, enquanto um quarto controlava o rumo da embarcação da Transpetro, evitando que desgovernasse para cima dos perigos em ambos os bordos.

Assim que parou, o navio foi fundeado, às 23h05m, com os quatro rebocadores à sua volta e um quinto de prontidão. A atracação no terminal só foi possível às 6h15m desta segunda-feira (10/2).

Fonte: CONAPRA

Marinha atua na Operação “Regresso à Pátria Amada Brasil”

12:00

Militares da Marinha do Brasil durante desembarque dos repatriados
Militares da Marinha do Brasil, pertencentes a diversas organizações do Corpo de Fuzileiros Navais, participam da Operação “Regresso à Pátria Amada Brasil”, uma ação interministerial com objetivo de repatriar 34 brasileiros que estavam em Wuhan, na China, epicentro do surto mundial do coronavírus.
Os 34 brasileiros repatriados chegaram à Base Aérea de Anápolis, em Goiás, na manhã de ontem (9).
Segundo o Capitão de Mar e Guerra (FN) Márcio Pragana Patriota, Comandante do Centro de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica (NBQR) da Marinha do Brasil, coube aos militares da Força a descontaminação das viaturas e material. “A Marinha desenvolveu a Defesa NBQR pelo seu Programa Nuclear como meio de resposta a um eventual sinistro. Essa característica dual pode ser empregada tanto numa guerra como no apoio à sociedade, como é o caso dessa operação”, afirmou o Comandante Pragana.
Mesmo saudáveis e sem quaisquer sintomas, os repatriados vão permanecer em quarentena por 18 dias, na Base Aérea de Anápolis.
Para o soldado (FN) Bragança é uma satisfação servir o País e ajudar o povo brasileiro. “Quando me alistei imaginava que iria para a guerra e jamais em uma missão como esta. Me sinto lisonjeado em poder colaborar nesse momento de repatriação”, disse.
O Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais, composto por militares do Centro de Defesa NBQR da Marinha do Brasil, do Batalhão Logístico de Fuzileiros Navais, do Batalhão Naval, do Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília e da Companhia de Defesa NBQR do Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais permanece em Anápolis até o término da operação.
Militares da Marinha durante descontaminação de viaturas

Fonte: Marinha do Brasil

Marcelo Neri e os desafios e projetos da Fenamar

09:13

No cargo de presidente da Federação Nacional das Agências de Navegação Marítima (Fenamar) desde agosto de 2019, Marcelo Neri traçou os planos e falou sobre assuntos que estão em alta no mundo do transporte aquaviário. A entrevista exclusiva ao Portal Amigos do Mar foi concedida na sede da Fenamar, em Santos.



Os planos para o período a frente da Federação são muitos. “A primeira reunião presidida por mim foi em Fortaleza (CE), no fim de novembro, e apresentei alguns pontos da minha plataforma. O que foi feito anteriormente foi muito bem feito e a gente quer dar uma cara nossa para alguns pontos”.

Entre os pontos que serão destacados durante a gestão de Neri estão a valorização da categoria através, primeiramente, da qualificação dos profissionais do setor. Segundo ele, isto pode se dar de várias formas e uma delas é através de parcerias com outras entidades internacionais, conforme já vem acontecendo, que proporcionam cursos de elevado padrão para a categoria. “Queremos ter um olhar atento também para tecnologia e ao que ela pode servir como acelerador para o negócio. Sistemas onlines, portos sem papel, “Port Community System, sistemas da receita federal online e outras plataformas vieram para ficar e todos que trabalham dentro destes sistemas devem se preparar cada vez mais para serem agentes que comandem e validem as transações”.



O presidente da Fenamar quer ainda que o agente marítimo tenha mais destaque entre as autoridades. “O agente marítimo hoje precisa de mais relevância perante as autoridades, os atores e todos os interlocutores. Dizer mais quem somos e mostrar todo o poder que temos em nossas mãos em termos de receptores e agentes transformadores de informação. É muito importante que a categoria entenda que passamos, neste novo mundo de inovação veloz e constante, por um momento de transição em nossa profissão. Neste sentido, fazer o marketing da categoria, esclarecendo que não somos somente aquele ator que cuida do navio antes dele entrar, mas que sem o agente o navio não entra ou sai do porto, como também somos nós os grandes detentores da maior gama de informação, podendo nos tornar consultores de inteligência de mercados, pelo papel de catalisadores das informações entre as autoridades e diversos ‘players’ da cadeia não somente atrelada ao transporte marítimo, mas também as cargas que transitam no comércio exterior.

Projetos de eventos em Brasília, como workshops para alavancar conscientização da contribuição que a categoria pode prover, sem deixar o dia a dia de lado está nos planos.

“Estamos obviamente em busca de todos os interesses da categoria como as pautas do código comercial, cabotagem, multas da receita federal que é nosso calcanhar de aquiles hoje em dia”. O presidente diz ainda que em algumas regiões é necessário uma mão de obra mais qualificada e por isso a capacitação e qualificação profissional são destaques entre os planos da sua gestão.

A Fenamar atua em todo o território nacional na coordenação e proteção dos interesses da categoria econômica do agenciamento marítimo, associada aos Sindicatos das Agências de Navegação Marítima existentes em 14 estados brasileiros.



Marcelo Neri também já ocupou o cargo de presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima (Sindamar) do Estado de São Paulo e explica a diferença de assumir um desafio nacional.“A gente tem uma linha diferente de conduta, porque os nossos afiliados são os sindicatos, enquanto no sindicato os nossos afiliados eram as empresas, as agências. Na Fenamar a gente tem o cuidado de elevar os sindicatos. Atuamos para e em prol dos sindicatos.

O presidente da Fenamar também falou sobre problemas que afetam o transporte aquaviário no Brasil. Veja qual é a opinião de Marcelo Neri sobre alguns pontos importantes para evolução do setor.

Gargalos da cabotagem

“Um dos gargalos é o combustível e a questão do ICMS em cima dele. A questão burocrática, do jeito que a cabotagem vem sendo tratada todos esses anos, não faz sentido. Porque a legislação para o transporte rodoviário é de um jeito e para um navio é vista de outra maneira, sendo que o transporte é dentro do território brasileiro. Você tem que ter o mesmo tratamento fiscal, tributário, burocrático. Isso que a gente defende, que o  navio tenha o mesmo tratamento burocrático que um caminhão tem, principalmente na questão do combustível”.

Um bom planejamento logístico também faz parte das soluções para diminuir os gargaloes da cabotagem. “Para o agente marítimo a logística como um todo é importante. O transporte do Brasil foi planejado, de certa maneira, de forma errada. Mas foram planejados e hoje o transporte rodoviário é algo importante, que tem que ser dado seu valor, como o ferroviário também. Como nós trabalhamos com navio nosso interesse é que o transporte aquaviário receba a justa atenção por parte do governo e que aproveite todo o seu potencial para a otimização e melhor equilíbrio da matriz logística”.

Marcelo Neri contou que a Fenamar dá apoio a Aliança Pró-comex para um estudo, solicitado pelo Governo Federal, sobre a parte micro da cabotagem (custos, processos, taxas de terminais, etc). “Participei de algumas reuniões em Brasília, onde a Fenamar deu apoio ao projeto de um estudo encomendado pelo governo a Aliança Procomex. O objetivo é apontar o que há de melhor em termos de taxas portuárias, processos burocráticos atuais e como eles podem vir a ser”, por exemplo, explica.

A Aliança Pró-Comex vai fazer reuniões com todas as federações, associações, empresas, confederações, autoridades, para mapear processos no intuito de que seja apresentado um estudo completo de melhores práticas de mercado para que seja implantado na cabotagem.

Projeto BR do Mar e Código Comercial

“O projeto BR do Mar, embora agora esteja ainda em fase de estudos do governo, deve ser uma política de Estado”.

Novo Código Comercial é um dos temas que a Fenamar está acompanhando de perto. “Esse foi o tema que mais tratei em Brasília desde a minha posse, em 30 de agosto (2019). O capítulo de Direito Marítimo dentro do nosso código vigente é de 1850, então lá cita caravelas ainda. De alguns anos para cá a ABDM (Associação Brasileira de Direito Marítimo) vem trabalhando um novo capítulo para esse código comercial que será votado no congresso”.
Marcelo explica que a exclusão do capítulo inteiro foi cogitada. “A Fenamar vem batalhando para que esse capítulo seja mantido, pois há o texto sobre o agente marítimo. Várias frentes estão junto conosco para manter um “novo Direito Marítimo” no código. O texto que fala do agente marítimo está pronto, acordado entre todos, do jeito que a gente quer, defendendo o que achamos ser justo para nossa categoria”.

Qual é sua definição de Porto Seguro? 
Eu vou de metáfora! A gente tem que dar atenção a todas as pessoas, e uma vez eu conversando com o zelador de prédio, o mesmo me disse que todo homem precisa ter um ponto para voltar. A gente tem que dar importância para todas as pessoas, independentemente de qual cargo ou posição ela está. Este é um ponto de reflexão. Porto seguro como a atenção e o amor as pessoas, quem quer que seja.

Outro ponto é que você precisa em alguns momentos da vida arriscar, mas sempre ter um porto seguro para te dar base e focar em outras coisas e poder voltar. Um ponto de referência....o porto seguro são seus valores.

Marcelo Neri
Casado há 24 anos, completando 25 anos em 2020, tem três filhos - dois rapazes de 24 e 22 anos e uma moça de 15 anos, além de um neto do filho mais velho. Também é presidente da empresa Alphamar, com sede em Santos, e é graduado na Fundação Getúlio Vargas e em universidades internacionais.

Brasil participa da 7ª Sessão do Subcomitê da Navegação, Comunicações e de Busca e Salvamento a IMO

06:41

Delegação brasileira durante a Sessão do NCSR 7
A 7ª Sessão Subcomitê da Navegação, Comunicações e de Busca e Salvamento (NCSR) foi realizada entre os dias 15 e 24 de janeiro, na Organização Marítima Internacional (IMO), em Londres.
A delegação do Brasil foi composta por representantes da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores, do Conselho Nacional de Praticagem e por técnico da Petrobras.
O Subcomitê NCSR trata de assuntos relacionados à navegação e comunicação, incluindo a análise e aprovação de medidas de rota de navios e sistemas de comunicação; requisitos de transporte e padrões de desempenho para equipamentos de navegação e comunicação; sistema de identificação e rastreamento de longo alcance (LRIT); e o desenvolvimento da navegação eletrônica. Também, trata de assuntos de busca e salvamento e do Sistema Marítimo de Socorro e Segurança Marítima Global, incluindo o reconhecimento de prestadores de serviços.
Com referência ao sistema de identificação e rastreamento de longo alcance (LRIT), o Brasil tem apresentado na IMO, desde 2016, propostas para alteração no sistema visando a possibilitar redução dos custos dos equipamentos embarcados nos navios mercantes abrangidos pela Convenção SOLAS. Ao longo desses anos, a proposta requereu diversos testes e avaliações realizadas pelo CASNAV, cujo resultado foi avaliado e aceito pela comunidade internacional, sendo, então, durante esta Sessão do NCSR, aprovado pelo plenário da IMO.

Fonte; Marinha do Brasil

IOUSP: Professor Emérito que construiu uma carreira brilhante em nossa Instituição e Universidade e que deixa saudades em todos nós.

05:57

O Instituto Oceanográfico da USP lamenta profundamente o falecimento do Prof. Rolf Roland Weber no dia 17/01/2020

O Professor Rolf Roland Weber formou-se em bacharel e licenciado em química pela Universidade de São Paulo em 1972. Terminou seu mestrado em química orgânica em 1975 e o doutorado em química analítica em 1981, ambos pelo Instituto de Química da USP, sob orientação do Professor Remolo Ciola. Já nessa época do doutoramento, realizou um trabalho vinculado ao Instituto Oceanográfico da USP (IOUSP) intitulado: Hidrocarbonetos no ambiente marinho: Aspectos analíticos e ambientais”, iniciando a linha de pesquisa em química orgânica marinha no Brasil. Foi pioneiro em pesquisa sobre poluição por hidrocarbonetos e poluentes orgânicos persistentes no Brasil, explorando a sua presença no ambiente marinho, que incluía tanto matrizes abióticas como água e sedimento quanto bióticas como aves e peixes. Em 1978, realizou um curso de especialização em química da poluição marinha na Universidade de Liverpool, Inglaterra, como bolsista do British Council. Fez pós- doutorado em Kiel, Alemanha no Instituto de Ciências Marinhas, em 1988-1989 e no Laboratório Internacional de Radioatividade Marinha - UNESCO sediado em Mônaco, em 1989.

Atuou profissionalmente no IOUSP entre 1976 e 1980 como químico no laboratório de oceanografia química do departamento de oceanografia física (DOF). Em 1981 foi contratado como docente neste instituto até sua aposentadoria em 2012. Tornou-se livre docente em

1988 e professor titular em 1990, ambos pelo Instituto Oceanográfico da USP E Professor Emérito em 4 de Dezembro de 2019.

Como docente sempre foi um exemplo de profissional envolvido e preocupado com a Oceanografia no Brasil e no mundo, sendo algumas vezes homenageado pelas turmas de bacharelado pelo seu entusiasmo e dedicação. Exerceu também vários cargos administrativos sendo chefe do Departamento de Oceanografia Física, duas vezes vice diretor e diretor do Instituto Oceanográfico entre 1997 e 2001. Além disso, foi Diretor do Museu de Ciências da USP entre 2002 e 2004. Durante seu mandato como diretor, foi aprovado o curso de bacharelado em oceanografia do IOUSP.

Por iniciativa do Professor Rolf Weber, foi estabelecida a linha de pesquisa em oceanografia química dentro do programa de Oceanografia Física do IOUSP, que mais tarde se tornaria o programa de Pós-Graduação em Oceanografia Química e Geológica. Dentre seus orientados, pelo menos cinco hoje são professores de universidades estaduais ou federais. Publicou mais de 40 trabalhos, em revistas indexadas, com intensa participação de seus orientados.

Sempre foi uma grande referência nacional na área de Oceanografia Química tendo sido membro titular do Comitê Assessor de Oceanografia do CNPq e do Projeto Arquipélago também do CNPq. Também foi membro titular do acordo de cooperação Brasil-Alemanha e Brasil-Índia. Além disso, soma-se à sua projeção internacional, o cargo de membro eleito do comitê executivo da organização não governamental "Partnership for the Observation of the Global Oceans" (POGO) sediada em Halifax, Canadá e membro pleno do comitê do International Mussell Watch entre 1991-1995.

Foi membro da primeira Expedição Antártica (1982-83) PROANTAR I, a bodo do Navio Oceanográfico Prof. W. Besnard. Foi coordenador de vários projetos de pesquisa incluindo a REDE-2 do PROANTAR" Diagnóstico ambiental da Região da Baía do Almirantado, Antártica" e o projeto FAPESP de equipamentos multiusuários: aquisição de barco para pesquisa oceanográfica, pelo qual foi construído o Barco de Pesquisa Delphini, batizado em 2013.

A perda do Prof. Rolf provocou uma comoção em todos os membros de nossa Instituição e certamente guardaremos conosco os excelentes momentos que ele compartilhou conosco.

Texto da Profa Dra Márcia Caruso Bícego feito por ocasião da proposta do Título de Professor Emérito o qual foi concedido em 04/12/2019.

Fonte: IOUSP

Termina, na China, operação inédita coordenada pela Praticagem do Estado de São Paulo em São Sebastião

11:06


Depois de 54 dias de viagem, o Xin Guang Hua, o maior navio submersível doca do mundo, chegou ao Porto de Zhoushan na quarta (15) levando em sua plataforma o Chipol Taihu, que  foi descarregado nesta sexta (17).

Crédito: Bruno César Alves (AWS)

 Difícil imaginar o que aquele navio esquisito, parecido com um carro guincho, estava fazendo ali no canal do porto de São Sebastião. O suspense aumentou ainda mais quando outro navio se aproximou, puxado por três rebocadores. Nem os mais criativos conseguiam prever que o primeiro navio ia submergir, como um submarino, para que o segundo fosse manobrado com exatidão justamente no convés-plataforma. Então, o navio voltou à superfície, carregando sua carga preciosa até a China.


Parece filme, mas tudo isso aconteceu de verdade, em novembro de 2019, para espanto dos privilegiados que conseguiram acompanhar essa manobra inédita no canal entre São Sebastião e Ilhabela, no Litoral Norte.  O maior navio submersível doca do mundo, o Xin Guang Hua, de Hong Kong, com 255 metros de comprimento (convés do tamanho de dois campos de futebol) submergiu parcialmente até a profundidade de 27 metros, para receber em seu convés-plataforma o navio Chipol Taihu, de 188 metros de comprimento, carregado com toras de madeira. Essa manobra inédita envolveu, além da Praticagem da Praticagem do Estado de São Paulo, especialistas da Marinha e as empresas Cosco Shipping e AWS Service.


O navio Chipol Taihu ia para a China quando os problemas começaram. Com os sistemas de propulsão e de geração de energia avariados, a embarcação ficou à deriva e ficou à deriva, tendo sido rebocado do porto do Rio Grande. O Xin Guang Hua estava a caminho de Cuba e foi desviado para o Brasil para realizar a manobra e seguir viagem para a China no dia 25 de novembro. Depois de 54 dias de viagem, a chegada foi nesta quarta (15), no Porto de  Zhoushan, sendo que o navio foi descarregado nesta sexta (17).


As duas embarcações são da mesma operadora, a Cosco China, que resolveu montar esse esquema delicado para garantir que o navio e sua valiosa carga, de cerca de 40 mil toneladas de toras de madeira para a indústria de celulose, fossem levados com segurança para a China.


Foram várias reuniões preparatórias para escolher exatamente o local ideal para a manobra, como explica o prático Carlos Alberto de Souza Filho, Presidente da Praticagem do Estado de São Paulo: “Nossa equipe achou um lugar com 33 metros de profundidade, protegido das ondas do mar aberto e onde a operação não atrapalharia as operações do Porto e nem provocaria danos ambientais. Foi um trabalho em equipe realizado com muitos cálculos e todos os cuidados com a segurança, pois qualquer toque entre dois navios causa um estrago grande”.


A manobra foi realizada pela Praticagem do Estado de São Paulo, com a assessoria de dois práticos: Hermes Bastos e Flavio Peixoto. O prático Hermes, que atuou na manobra, explica a operação: “A Praticagem de São Sebastião foi consultada sobre a possibilidade de acompanhar essa manobra de imersão do navio doca e de docagem do navio avariado. Além de nós, a companhia chinesa também fez contatos com a praticagem do Rio de Janeiro, para realizar a operação na Ilha Grande, e praticagem da Bahia, para realizar na baia de Todos os Santos, em Salvador”.


A partir da escolha, a Praticagem de São Paulo tinha uma data limite, até o início de dezembro, devido à chegada dos navios de cruzeiros que ocupariam a área escolhida para a operação. Ficou decidido que a operação seria realizada em torno de 15 a 20 de novembro. “Assim que o serviço foi contratado, fizemos o levantamento batimétrico, com nossa equipe de batimetria, utilizando sonda multifeixe, que forneceu dados bastante detalhados das profundidades locais. Encontramos uma área bem grande, de 34 metros de profundidade, ideal para o que necessitavam, e as condições meteorológicas (vento, corrente, ondulação e visibilidade) esperadas também seriam favoráveis para a execução do trabalho”, relata Hermes.


Ele conta que os superintendentes das operações de docagem da Cosco vieram especialmente da China, para acompanhar a operação no navio. Também veio o representante da empresa Zvitzer de rebocadores, que executou toda a faina de reboque, desde o Rio Grande até a fase final da manobra. Foram realizadas na sede da Praticagem do Estado de São Paulo três reuniões preparatórias com todas as equipes envolvidas para cobrir todos os detalhes da delicada operação.


O navio doca entrou na Barra Norte e foi fundeado pelos práticos, com precisão na posição determinada, no dia 19 pela manhã. Na quarta, às 4 da manhã, começou a operação para submergir parcialmente o Xin Guang Hua, que só terminou às 8 horas. Após submergir, foi até 27 metros (para dar uma ideia, o equivalente a um prédio de oito andares) para atingir a profundidade desejada e com água suficiente para receber a embarcação avariada. Depois, foi mantido alinhado contra a corrente e o vento, pelo prático Hermes, usando os rebocadores. Enquanto isso, às 6 da manhã, o prático Flávio embarcava no navio avariado, o Chipol Taihu, sem propulsão e sem energia, puxado por três rebocadores, para o ponto de encontro com o navio semissubmerso.”


Após 2 horas de reboque no canal de São Sebastiao, o prático Flávio entregou o navio ChipolTaihu na posição desejada. A partir desse ponto, o navio foi cuidadosamente puxado para dentro da plataforma-doca do navio Xing Guang, auxiliado por rebocadores e cabos especiais. “Foram três horas e meia só para deslocar o navio avariado por cerca de 200 metros, tudo muito lentamente para evitar um acidente. A outra etapa seria trazer o navio doca novamente para a profundidade normal, de navegação, após receber a carga. Para isso, eles bombeiam para fora a água dos tanques de lastro, até chegar ao nível de flutuabilidade necessária, com cerca de 11 metros de calado. Depois disso, nos dias subsequentes, serão feitas as soldas das estruturas no convés de carga, formando um picadeiro para apoiar o navio avariado com segurança, para garantir estabilidade e sustentar a embarcação até a viagem à China”, complementou Hermes.


CoscoShipping


Alonso Yang, Gerente Geral da Divisão de Desenvolvimento Estratégico da CoscoShipping, explica que a empresa já realizou manobras como essas em outras regiões, mas que no Brasil foi a primeira vez, “embora

tivéssemos o mesmo navio no Brasil em novembro de 2018, mas carregando uma plataforma”.

Para ele, a operação é muito delicada porque pode envolver colisão, acidente de aterrissagem de embarcações com tripulantes e outros trabalhadores ou mesmo com as duas embarcações afundando. “O maior desafio foi conseguir fazer todo o cálculo e superação das condições do mar / vento levando uma embarcação totalmente carregada. O trabalho da Praticagem foi muito profissional e não burocrático, facilitando a manobra”.


AWS Service


Ed Nascimernto é Diretor Brasil da AWS Service, outra empresa que participou da operação,credenciada pela Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil, para projetar, avaliar, conduzir e executar operações marítimas especiais e de alto grau de complexidade, como essa realizada em novembro.

Ele conta que a empresa já executou no Brasil cerca de 20 operações similares. “Apos diversos estudos técnicos de diversas áreas ao longo da costa Brasileira, a AWS junto com a Coscoe Praticagem chegou à definição de que a região atenderia a todos as condições climáticas, hidrográficas e metaoceânicas necessárias. Foi uma operação inédita em São Sebastião, realizada com total sucesso.

“Tal fato relevante, levou ao setor de engenharia da AWS a iniciar em 2020 o projeto de viabilidade de fundeio de plataformas e navios sondas na mesma região, na qual, pretende executar mais 4 projetos neste mesmo ano’, revelou.

NOTA DE FALECIMENTO

12:38


Comunicamos  com pesar o falecimento de , Almirante (RM1) Marcos Nunes de MIRANDA , ocorrido no dia  18 de janeiro de 2020.
Com Vice- Almirante (RM1) Marcos Nunes de MIRANDA 

 Nascido em 11 de abril de 1957
Falecido em 18 de janeiro de 2020.
 Foi Vice- Diretor do- Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo,  Capitão dos Portos de São Paulo,  comandante do 3°Distrito Naval,  Destaque para último cargo como Juiz-Presidente do Tribunal Marítimo.
Confira a entrevista com o Almirante Miranda no Tribunal Marítimo:





Postergação da reinauguração da Estação Antártica Comandante Ferraz

06:22

Brasília-DF. Em 14 de janeiro de 2020. A Marinha do Brasil informa que a cerimônia de reinauguração da Estação Antártica Comandante Ferraz foi adiada. Devido às condições meteorológicas na Base chilena Presidente Eduardo Frei Montalva, o deslocamento das autoridades que saem de Punta Arenas para a Antártica não foi possível. A previsão é que o evento aconteça amanhã (15), seguindo a mesma programação de horários.


Sobre a Base Comandante Ferraz:

Destaca-se no projeto arquitetônico a substancial ampliação da capacidade de pesquisa da nova estação em comparação à antiga, saindo de quatro para dezessete laboratórios no total, projetados e equipados para atender a uma multiplicidade de necessidades da comunidade científica brasileira, dentre os quais destaca-se: meteorologia, biociências, química, microbiologia, biologia molecular, bioensaios e de múltiplo uso.

O prédio principal da EACF está dividido em três grandes blocos, distribuídos da seguinte forma:

• Bloco Leste: destinado às pesquisas, convívio e serviços da EACF. Nele, estarão 14 laboratórios, refeitórios, cozinha, setor de saúde, sala de secagem e oficinas;

• Bloco Oeste: setor privativo e de convívio dos hóspedes da estação, onde estão instalados os 32 camarotes, uma biblioteca, uma academia e sala de vídeo/auditório. Em seus níveis inferiores, encontram-se os paióis de mantimentos e os tanques de água potável e para combate a incêndio; e

• Bloco Técnico: responsável por todo o controle e demanda da rede elétrica, sanitária e automação da estação, além de possuir espaço destinado à garagem de viaturas. É composto, dentre outros, por estação de tratamento de água e esgoto, praça de máquinas, geradores, sistema de aquecimento de água, setor de tratamento e incinerador de lixo e paióis diversos.

A execução de obras no continente antártico é uma atividade complexa, que envolve uma grande quantidade de variáveis, levadas em consideração para que a construção do empreendimento pudesse transcorrer com o menor número de imprevistos.

Em razão das condições severas do clima da região, as obras foram planejadas para ocorrer somente no período do verão antártico, situado entre os meses de outubro e abril. Dessa forma, foram necessários três anos para que as instalações da EACF atingissem o ponto que permitiu sua operação com segurança, o que ocorreu em março de 2019. No entanto, em função da necessidade do comissionamento e teste dos novos sistemas, além do adequado treinamento do Grupo-Base, optou-se pela inauguração no início de 2020.

Nesse período da construção, estiveram envolvidos, direta e indiretamente, diversos colaboradores, dentre os quais destacam-se os engenheiros e operários da empresa China National Electronic Imports and Exports Corporation (CEIEC), chegando a somar 263 na área da estação no verão de 2018/2019; fiscais do MMA/IBAMA responsáveis por fiscalizar e mitigar possíveis impactos ambientais da obra no sensível ecossistema antártico; Engenheiros Navais da Marinha que acompanharam todas as etapas da empreitada, desde a elaboração do projeto técnico, pré-montagem dos módulos na China e sua efetiva construção na Antártica; militares dos Grupos-Base da EACF auxiliando na fiscalização e provendo os meios necessários para a permanência do pessoal na região com segurança e conforto; as tripulações dos Navios Polar “Almirante Maximiano” e de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel”, auxiliando no transporte de pessoal e material; e os militares do PROANTAR, no planejamento e condução das Operações e coordenação do apoio logístico necessário.

Desde a decisão pela reconstrução da EACF, tomada logo após o incêndio da antiga estação, decorreram várias fases até que tudo estivesse pronto para a inauguração. Dentre essas fases destacam-se:

- Em agosto de 2015 - Assinatura do contrato de construção em agosto de 2015 com a empresa CEIEC;
- De janeiro a fevereiro de 2016 - Execução de serviços geológico-geotécnicos complementares na área da construção na Antártica, a fim de adequar o projeto às características geológicas da região;
- De março a novembro de 2016 - Fabricação, na China, das fundações e estruturas. Nesse período foi feita a montagem em Xangai de um modelo em escala natural das instalações (MOCKUP), de forma a verificar e solucionar possíveis problemas de projeto e construção.
- De dezembro de 2016 a março de 2017 - Execução das obras de fundação na Antártica. As edificações utilizam fundações em blocos de concreto que, devido às dimensões e peso final, foram fabricados em peças prismáticas menores, as quais foram montadas diretamente nas cavas, cujas profundidades variam em torno de 2,0 metros.
- De abril a outubro de 2017 - Fabricação e pré-montagem da estação ainda na China. Nesta fase, toda a estrutura e todos os módulos foram fabricados e pré-montados. Em seguida, foram desmontados e preparados para transporte ao continente antártico. A pré-montagem foi utilizada para minimizar os riscos de falta de material e para reduzir a possibilidade de problemas durante a montagem.
- De dezembro de 2017 a março de 2018 - Fase 1 de montagem da EACF na Antártica. Os trabalhos foram iniciados pelo Bloco Oeste da estação. Ao final do verão, este bloco foi parcialmente concluído. Além disso, o Bloco Leste teve sua estrutura inferior montada e os Módulos Isolados de Comunicações, Meteorologia e Ozônio e deVery Low Frequency (VLF) foram instalados.
- De setembro a outubro de 2018 - Pré-montagem de equipamentos e conclusão de serviços internos nos módulos da estação.
- De novembro de 2018 a abril de 2019 - Fase 2 de montagem da EACF na Antártica. Foram instalados os blocos leste e técnico e finalizadas as redes e infraestrutura externa, a instalação dos aerogeradores e a construção da Área de Pouso Administrativo.
- De abril de 2019 a março de 2020 - Realização dos testes de aceitação, comissionamento dos sistemas e equipamentos e o treinamento do Grupo-Base “FERRAZ” para a operação e manutenção da EACF durante o inverno de 2020.

Fonte: Marinha do Brasil

Navios da Esquadra suspendem para início da “Aspirantex 2020” – 3ª fase da Operação “Amazônia Azul - Mar limpo é vida!”

14:44

Porta-Helicópteros Multipropósito “Atlântico” é um dos meios envolvidos na “Aspirantex”
 
Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) “Atlântico”, o Navio Doca Multipropósito “Bahia”, o Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia”, as fragatas “União”, “Constituição” e “Liberal”, o Navio-Tanque “Gastão Motta” e a Corveta “Júlio de Noronha” suspenderam ontem (9), do Rio de Janeiro, rumo ao Nordeste do País, dando início à Operação “Aspirantex 2020”, que integra a 3ª frase da Operação “Amazônia Azul – Mar Limpo é Vida!”.
 
Durante a operação, outros meios navais, aeronaves e de fuzileiros navais também serão empregados, além das aeronaves “Orion” e “Bandeirante Patrulha”, da Força Aérea Brasileira.
 
A Aspirantex visa familiarizar os Aspirantes com a vida no mar, por meio de exercícios navais, e orientar os que estão no 2º ano na escolha do Corpo e da área de habilitação. “Quero aproveitar para tirar o maior número de dúvidas, pois trabalharei com isso a vida toda. Pretendo fazer a melhor escolha possível para a minha carreira”, disse o Aspirante do 2° ano, Hakin. Nesta edição, 244 Aspirantes do primeiro, segundo e terceiro ano da Escola Naval estão distribuídos pelos navios participantes. Ao todo, cerca de 2.900 militares participam da Aspirantex 2020”.
 
Também estão entre os propósitos da operação, ações de presença nas Águas Jurisdicionais Brasileiras, apoio aos comandos distritais dos portos visitados e aos coordenadores operacionais regionais na execução de ações de resposta a incidentes de poluição por óleo, no decorrer da 3ª fase da Operação “Amazônia Azul - Mar Limpo é Vida!”. “A Aspirantex acontece na mesma área onde houve a crise ambiental de contaminação por óleo, que começou no ano passado e, durante essa operação, atuaremos também no monitoramento dessa situação”, afirmou o Comandante em Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Mello.
 
A operação abrangerá a área marítima compreendida entre os estados do Rio de Janeiro e Pará. Durante esse período, serão visitados os portos de Vitória-ES, Salvador-BA, Maceió-AL, Recife-PE, Cabedelo-PB, Natal-RN, Fortaleza-CE e Belém-PA. A Aspirantex será composta por três fases de mar e duas de porto.
 
A primeira fase, iniciada ontem, encerra-se com a atracação dos navios nos portos de Fortaleza, Maceió, Cabedelo, Natal e Recife, no dia 16 deste mês.
 
Militares se preparam para o suspender do PHM “Atlântico”

Fonte: Marinha do Brasil

Marinha do Brasil reinaugura a Estação Antártica Comandante Ferraz

12:12

A Marinha do Brasil (MB) reinaugura, no dia 14 de janeiro, a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). As novas edificações configuram uma área de aproximadamente 4.500m2.

Destaca-se no projeto arquitetônico a substancial ampliação da capacidade de pesquisa da nova estação em comparação à antiga, saindo de quatro para dezessete laboratórios no total, projetados e equipados para atender a uma multiplicidade de necessidades da comunidade científica brasileira, dentre os quais destaca-se: meteorologia, biociências, química, microbiologia, biologia molecular, bioensaios e de múltiplo uso.

O prédio principal da EACF está dividido em três grandes blocos, distribuídos da seguinte forma:

• Bloco Leste: destinado às pesquisas, convívio e serviços da EACF. Nele, estarão 14 laboratórios, refeitórios, cozinha, setor de saúde, sala de secagem e oficinas;

• Bloco Oeste: setor privativo e de convívio dos hóspedes da estação, onde estão instalados os 32 camarotes, uma biblioteca, uma academia e sala de vídeo/auditório. Em seus níveis inferiores, encontram-se os paióis de mantimentos e os tanques de água potável e para combate a incêndio; e

• Bloco Técnico: responsável por todo o controle e demanda da rede elétrica, sanitária e automação da estação, além de possuir espaço destinado à garagem de viaturas. É composto, dentre outros, por estação de tratamento de água e esgoto, praça de máquinas, geradores, sistema de aquecimento de água, setor de tratamento e incinerador de lixo e paióis diversos.

A execução de obras no continente antártico é uma atividade complexa, que envolve uma grande quantidade de variáveis, levadas em consideração para que a construção do empreendimento pudesse transcorrer com o menor número de imprevistos.

Em razão das condições severas do clima da região, as obras foram planejadas para ocorrer somente no período do verão antártico, situado entre os meses de outubro e abril. Dessa forma, foram necessários três anos para que as instalações da EACF atingissem o ponto que permitiu sua operação com segurança, o que ocorreu em março de 2019. No entanto, em função da necessidade do comissionamento e teste dos novos sistemas, além do adequado treinamento do Grupo-Base, optou-se pela inauguração no início de 2020.

Nesse período da construção, estiveram envolvidos, direta e indiretamente, diversos colaboradores, dentre os quais destacam-se os engenheiros e operários da empresa China National Electronic Imports and Exports Corporation (CEIEC), chegando a somar 263 na área da estação no verão de 2018/2019; fiscais do MMA/IBAMA responsáveis por fiscalizar e mitigar possíveis impactos ambientais da obra no sensível ecossistema antártico; Engenheiros Navais da Marinha que acompanharam todas as etapas da empreitada, desde a elaboração do projeto técnico, pré-montagem dos módulos na China e sua efetiva construção na Antártica; militares dos Grupos-Base da EACF auxiliando na fiscalização e provendo os meios necessários para a permanência do pessoal na região com segurança e conforto; as tripulações dos Navios Polar “Almirante Maximiano” e de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel”, auxiliando no transporte de pessoal e material; e os militares do PROANTAR, no planejamento e condução das Operações e coordenação do apoio logístico necessário.

Desde a decisão pela reconstrução da EACF, tomada logo após o incêndio da antiga estação, decorreram várias fases até que tudo estivesse pronto para a inauguração. Dentre essas fases destacam-se:

- Em agosto de 2015 - Assinatura do contrato de construção em agosto de 2015 com a empresa CEIEC;
- De janeiro a fevereiro de 2016 - Execução de serviços geológico-geotécnicos complementares na área da construção na Antártica, a fim de adequar o projeto às características geológicas da região;
- De março a novembro de 2016 - Fabricação, na China, das fundações e estruturas. Nesse período foi feita a montagem em Xangai de um modelo em escala natural das instalações (MOCKUP), de forma a verificar e solucionar possíveis problemas de projeto e construção.
- De dezembro de 2016 a março de 2017 - Execução das obras de fundação na Antártica. As edificações utilizam fundações em blocos de concreto que, devido às dimensões e peso final, foram fabricados em peças prismáticas menores, as quais foram montadas diretamente nas cavas, cujas profundidades variam em torno de 2,0 metros.
- De abril a outubro de 2017 - Fabricação e pré-montagem da estação ainda na China. Nesta fase, toda a estrutura e todos os módulos foram fabricados e pré-montados. Em seguida, foram desmontados e preparados para transporte ao continente antártico. A pré-montagem foi utilizada para minimizar os riscos de falta de material e para reduzir a possibilidade de problemas durante a montagem.
- De dezembro de 2017 a março de 2018 - Fase 1 de montagem da EACF na Antártica. Os trabalhos foram iniciados pelo Bloco Oeste da estação. Ao final do verão, este bloco foi parcialmente concluído. Além disso, o Bloco Leste teve sua estrutura inferior montada e os Módulos Isolados de Comunicações, Meteorologia e Ozônio e deVery Low Frequency (VLF) foram instalados.
- De setembro a outubro de 2018 - Pré-montagem de equipamentos e conclusão de serviços internos nos módulos da estação.
- De novembro de 2018 a abril de 2019 - Fase 2 de montagem da EACF na Antártica. Foram instalados os blocos leste e técnico e finalizadas as redes e infraestrutura externa, a instalação dos aerogeradores e a construção da Área de Pouso Administrativo.
- De abril de 2019 a março de 2020 - Realização dos testes de aceitação, comissionamento dos sistemas e equipamentos e o treinamento do Grupo-Base “FERRAZ” para a operação e manutenção da EACF durante o inverno de 2020.

Fonte: Marinha do Brasil

Tripulantes são resgatados com vida após oito dias de buscas

04:35

Militares da Marinha com parte dos tripulantes resgatados
 
Seis tripulantes foram resgatados com vida, no dia 23 de dezembro de 2019, após oito dias de buscas realizadas pela Marinha do Brasil com o apoio de comunidades marítimas e pesqueiras e de navios mercantes, no litoral norte do País. Eles estavam a bordo da embarcação “Isan Maru III”, que desapareceu no dia 15 de dezembro, após sair do Porto dos Barcos, em Itarema-CE, para realizar atividade de pesca. Os tripulantes passam bem e foram levados para o município de Bragança-PA.
 
Eles foram encontrados por uma embarcação pesqueira entre as cidades de Carutapera-MA e Bragança-PA, a cerca de 40 milhas náuticas da costa. A embarcação “Isan Maru III", que estava com o motor avariado foi rebocada pela embarcação pesqueira até o litoral, colaborando com o resgate.
 
Ao tomar conhecimento do ocorrido, a Marinha acionou o Serviço de Busca e Salvamento Norte, que enviou o Navio-Patrulha (NPa) “Bracuí” e uma aeronave Super Cougar, subordinada ao 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Norte, até o estado do Piauí para atuar nas buscas. O NPa “Bracuí” percorreu uma área equivalente a 1.333 quilômetros e a aeronave sobrevoou 7.130 quilômetros em busca visual, contabilizando mais de 30 horas de voo.
 
As Capitanias dos Portos do Piauí, do Maranhão e da Amazônia Oriental e a Agência da Capitania dos Portos em Camocim-CE também empregaram esforços para encontrar os tripulantes. A Marinha ainda contou com a ajuda da Força Aérea Brasileira, que disponibilizou uma aeronave para sobrevoar a área do desaparecimento, realizando mais de 35 horas de voo.
 
Embarcação foi encontrada na costa do litoral paraense

Fonte: Marinha do Brasil

Marinha realiza doação de mechas de cabelo para vítimas de escalpelamento

04:34

Conselheiro Fiscal da Orvam, Chefe do Estado-Maior do Comando do 4° Distrito Naval e presidente da Orvam
 
O Comando do 4° Distrito Naval (Com4°DN) realizou, no dia 19 de dezembro de 2019, a entrega de 415 mechas de cabelos para a Organização dos Ribeirinhos Vítimas de Acidente de Motor (Orvam), que assiste mulheres vítimas de escalpelamento, ainda comum na região Norte do País. O material doado foi fruto de uma tratativa da Marinha do Brasil com a Receita Federal, que o apreendeu durante operação.
 
A doação ocorreu na sede do Com4°DN, em Belém-PA, com a presença do Chefe do Estado-Maior, da Presidente da Orvam, Darcilea Maria Gomes de Lima, e do Conselheiro Fiscal daquela Instituição, João Carlos Cardeli.
 
De acordo com a Presidente da Orvam, a quantidade de cabelo doada vai contribuir para a confecção de inúmeras perucas, ajudando além do aspecto estético. “É uma porta de entrada para o trabalho da autoestima e socialização as vítimas. É uma forma de superação de traumas e preconceitos que a sociedade ainda impõe a essas mulheres”, afirmou.

Fonte: Marinha do Brasil