Força de Submarinos recebe Autoridade de Coordenação para Assuntos Internacionais da Marinha Nacional Francesa

11:11


 O Comando da Força de Submarinos recebeu, no dia 30 de novembro, a visita da Autoridade de Coordenação para os Assuntos Internacionais da Marinha da França, Contra-Almirante Gilles Boidevezi e comitiva.

Inicialmente, os convidados participaram de uma audiência com o Comandante da Força de Submarinos, Contra-Almirante Alan Guimarães Azevedo. Em seguida, conheceram o Centro de Treinamento Tático, onde fica o Simulador de Periscópio (SimPer), e o Treinador de Imersão, empregados nos adestramentos de ataque e manobra a bordo de um submarino. Por fim, ocorreram visitas às instalações do Centro Hiperbárico e ao Grupamento de Mergulhadores de Combate.

Ao término da programação na Força de Submarinos, os convidados se deslocaram para visita ao Centro de Adestramento Almirante Marques de Leão.
Fonte: Marinha do Brasil





Praticagem da Barra do Pará é premiada em programa de segurança da navegação

10:26



A Praticagem da Barra do Pará foi premiada na cerimônia de encerramento do “Programa de Segurança da Navegação na Amazônia – 2018”, da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR), em Belém (PA).

O reconhecimento foi pela contribuição no projeto “Educando para evitar o vandalismo”, por difundir ações que proporcionaram uma maior conscientização para preservação da sinalização náutica na região amazônica.

O programa foi lançado, em 2001, para que a Capitania melhor atendesse suas tarefas básicas previstas na Lei 9.537: segurança da navegação, salvaguarda da vida humana e prevenção da poluição do meio ambiente hídrico.

A Praticagem da Barra do Pará foi representada pelo Prático Sylvio Paul Fróes, que recebeu das mãos do Comandante do 4º Distrito Naval, Almirante Edervaldo, a premiação. O evento ocorreu na Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), no dia 28 de novembro.

Estiveram presentes o Capitão dos Portos da Amazônia Oriental, Comandante Santiago, autoridades e representantes de empresas de navegação, órgãos federais e estaduais, serviços de Praticagem e sindicatos da área fluvial.

Fonte: Praticagem do Brasil

Navio Oceanográfico “Antares” lança boias de pesquisa na área da “Amazônia Azul”

06:57


Navio Oceanográfico “Antares” e boia de superfície em parceria
com a empresa MessenOcean
 
Como parte das atividades da Comissão Costa NE III (Primavera)/PNBOIA VIII, na última pernada de 4 a 7 de dezembro, o Navio Oceanográfico (NOc) “Antares” lançou uma boia de superfície em parceria com a empresa Messen Ocean na região de Itaóca-ES. O NOc “Antares também realizou um fundeio oceanográfico com boia de subsuperfície em apoio a Universidade Federal do Rio de Janeiro ao sul da região de Cabo Frio-RJ.
 
As boias têm o propósito de contribuir para a coleta de dados oceanográficos e meteorológicos na Amazônia Azul. As informações coletadas contribuem para a segurança da navegação e para enriquecer o Banco Nacional de Dados Oceanográficos (BNDO), repositório de dados para universidades e instituições de pesquisa do país.
 
Equipe do NOc “Antares” e Universidade Federal do Rio de Janeiro envolvida no lançamento da boia de subsuperfície

Fonte: Marinha do Brasil

Para que um submarino , quais os Benefícios tecnológicos ? Marinha batiza e lança ao mar o Submarino Riachuelo, o primeiro do PROSUB

16:35


No dia 14 de dezembro de 2018, a Marinha do Brasil lança ao mar o Submarino “Riachuelo”, o primeiro de uma série de quatro submarinos convencionais e um com propulsão nuclear que estão sendo construídos pelo Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). A cerimônia contará com a presença do Presidente da República.



O marco desta nova fase do PROSUB acontecerá no Complexo Naval de Itaguaí, quando o “Riachuelo” estará pronto para iniciar os testes de porto, nos quais serão avaliadas a estanqueidade, a flutuabilidade e o equilíbrio do navio. Após todos os testes, que durarão cerca de dois anos, incluindo testes de mar, o submarino será finalmente incorporado à Força de Submarinos, subordinada ao Comando-em-Chefe da Esquadra brasileira.

Para que um submarino:

Os submarinos convencionais, com propulsão diesel elétrica, necessitam se posicionar próximo à superfície do mar para aspirar o ar atmosférico em determinados intervalos de tempo. Esse procedimento é necessário para permitir o funcionamento dos motores diesel e renovação do ar ambiente.

A capacidade de se ocultar e surpreender é justamente o que faz do submarino uma grande opção nos conflitos navais. Sem dúvida alguma, o submarino, como elemento surpresa, é uma poderosa arma de guerra. Uma de suas principais tarefas é negar ao inimigo o uso do mar. Portanto, é fundamental para garantir a proteção da Amazônia Azul.
Benefícios tecnológicos
Um dos aspectos mais notáveis do PROSUB diz respeito ao arrasto tecnológico a ser vivido pelo País, em função da transferência de tecnologia, que garantirá ao Brasil a capacidade de projetar, construir, operar e manter seus próprios submarinos convencionais e com propulsão nuclear.
A concretização do programa fortalecerá, ainda, diversos setores industriais nacionais de importância estratégica para o desenvolvimento econômico do País. Priorizando a aquisição de componentes fabricados no Brasil para os submarinos, o PROSUB fomenta o desenvolvimento da Base Industrial de Defesa, que engloba os setores de eletrônica, mecânica (fina e pesada), eletromecânica, química e da Indústria Naval Brasileira.
A participação das universidades, dos institutos de pesquisas e da indústria nacional na execução das atividades do PROSUB assegura a disseminação do conhecimento no País.
As principais tecnologias envolvidas no PROSUB tem utilização dual, podendo ser usadas em outras áreas da indústria. Merecem destaque: o projeto e construção de uma infraestrutura industrial de construção naval moderna; o complexo projeto do SN-BR, que envolve diversas áreas de engenharia; técnicas modernas de construção naval; desenvolvimento de sistemas de controle integrado; nacionalização de equipamentos e sistemas; desenvolvimento de laboratórios de ensaios e testes para diversas aplicações; projeto e construção de uma planta de propulsão nuclear; integração de sistemas; definição de novas regras para licenciamento nuclear e aprimoramento de processos e ferramentas de gestão de projetos complexos.


Fonte : Marinha do Brasil

Marinheiros, de farda e de coração, sejam felizes! Viva a Marinha! Tudo pela Pátria! - Almirante Leal Ferreira - 13 de dezembro

16:15

 Dia do Marinheiro por Almirante Leal Ferreira - Ordem do Dia

A história pontua certas personalidades cujo caráter, iniciativa, determinação ou virtudes outras se sobressaem perante a coletividade. São homens e mulheres que, ao executarem atos excepcionais, com coragem e bravura, adquirem notoriedade que transcende suas gerações. Há de se destacar, ainda, os princípios morais e éticos de seus comportamentos, bem como a finalidade altruísta de suas ações. Falo dos heróis: seres humanos que nos inspiram, nos encorajam e fazem com que nos entreguemos de corpo e alma a uma nobre causa, tornando-se protagonistas indispensáveis na formação de uma nação.

A Marinha do Brasil, Instituição que se fez presente nos principais acontecimentos do passado e que busca contribuir, com relevância, para o presente e futuro do País, teve a felicidade de contar com um grande líder em suas fileiras, cujos egrégios feitos o alçaram ao patamar de Patrono da Marinha e Herói da Pátria: Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré.

Nascido em 13 de dezembro de 1807, seu pendor natural para o mar surgiu ainda na infância, quando acompanhava seu pai, prático em Rio Grande, nas manobras dos navios. Ingressou na Marinha aos 15 anos, como voluntário, na Esquadra que se apresentava para lutar contra forças portuguesas estacionadas na Bahia, logo após a Independência. Ao longo de sua carreira, com 66 anos e 10 meses de efetivo serviço, teve atuação memorável nas ações militares que sufocaram movimentos de resistência ao processo de libertação do País e de sublevação ao Império recém-criado, como a Balaiada e a Sabinada. Participou de forma marcante nas Guerras da Cisplatina e da Tríplice Aliança. Demonstrou astúcia e perspicácia em diversos episódios a bordo dos navios em que serviu ou comandou, ora executando manobras vitoriosas em combates navais, ora resgatando náufragos vitimados por acidentes de navegação. Ajudou a manter coeso este gigantesco território e, juntamente com outros expoentes da nacionalidade, emprestou qualidades basilares que moldaram a espinha dorsal da sociedade brasileira.

Transformou-se em uma das maiores lideranças do período Imperial, legando exemplos de patriotismo, lealdade e honestidade de propósito. Pautou sua conduta nas virtudes, sem qualquer relaxação. Dizia ele que a honra está acima da vida e de tudo quanto antes existe no mundo, porque a vida se acaba na sepultura, os bens são transitórios, enquanto que a honra a tudo sobrevive. Ser honrado era algo absoluto, inconteste. Em hipótese alguma poderia existir qualquer desvio capaz de manchar seu nome.

E nesta mesma linha de retidão de caráter, seu testamento foi redigido dentro de uma lucidez invejável, no auge de seus 85 anos de vida e sabedoria. Transportá-lo para os dias de hoje não só é pertinente, mas necessário. Heróis formaram a Nação e devemos ouvi-los em qualquer tempo.

Assim ele o inicia: “Não quero, pois, que por minha morte que me prestem honras militares...”. “Que meu corpo seja conduzido em carrocinha de última classe, enterrado em sepultura rasa até poder ser exumado...”. Fica evidente a simplicidade e o desprendimento, ausência de vaidade ou interesse outro que não o de servir ao Brasil, sem esperar algo em troca. Ser um homem honrado era a recompensa eterna por seus feitos.

Continuando disse, “Exijo que não se façam anúncios e nem convites para o enterro de meus restos mortais, que desejo sejam conduzidos de casa ao carro e deste à cova por meus irmãos em Jesus Cristo que hajam obtido o foro de cidadãos pela lei de 13 de maio”. Patente é o sentimento de humanidade que Tamandaré cultivou, reconhecendo o sofrimento daqueles que viveram a época da escravidão e foram libertos pela Lei Áurea. Somos todos brasileiros, iguais em direitos e deveres, partícipes da construção da alma da Nação.

Finalizando pediu, em homenagem à Marinha, sua dileta carreira, que sobre a pedra de sua sepultura se escrevesse: Aqui jaz o Velho Marinheiro. E o tempo se encarregou de realizar o desejo de Tamandaré, fazendo com que repouse, na nossa história, como o maior dos marinheiros brasileiros.

Na data em que o País presta uma justa homenagem ao Velho Marinheiro e aos seus sucessores em tradições, costumes e princípios, cabe ao Comandante da Marinha reconhecer o trabalho honrado e patriótico dos homens e mulheres que labutam, ombro a ombro, nas organizações operativas e de apoio espalhadas pelos mais distantes rincões do território, águas jurisdicionais e missões no exterior.

A sociedade de hoje clama por valores, clama por voltar a crer no futuro. Bons exemplos muitas vezes parecem escassos ou encobertos por um nevoeiro de desilusão, desunião e individualismo. Mas cada um deve buscar fazer a sua parte e dar a sua contribuição, perseguindo um caminho de dignidade que leve a Pátria Amada ao seu lugar de direito.

O caminho passa por reaprendermos com os heróis do passado. Os traços únicos desta Nação nos reportam aos distintos antepassados, que abdicaram de uma vida comum para contribuir na formação de nossa brasilidade e tradições, talvez esquecidas nos dias de hoje. Recorramos a eles para reajustar a proa no rumo traçado no embrião do Brasil, concebido pela busca de uma sociedade livre, próspera e alicerçada no respeito ao próximo.

Voltemos a lembrar Tamandaré, compreendendo que uma alma honrada persiste para sempre. Procuremos proporcionar aos nossos filhos e netos o prazer de poderem contar belas passagens sobre esta geração. O passado bem sedimentado nos trouxe até aqui mas, se errarmos na condução do presente, a história será implacável ao descrever as próximas décadas. Acredito, piamente, que a Marinha, através do exemplo de cada um dos seus 80.000 militares e civis, por meio das nobres tarefas cumpridas por todo País, pode ajudar o Brasil a prosperar. Sejamos atores de peso nesse processo.

Aos agraciados com a Medalha Mérito Tamandaré transmito o reconhecimento da Marinha, desejando que honrem a comenda, usem-na com orgulho e mantenham uma perene admiração pelas coisas do mar. Jamais se esqueçam de que nossas águas foram palco de importantes feitos históricos, cujos desdobramentos vitoriosos nos trouxeram ao pujante Brasil que temos hoje.

Marinheiros, de farda e de coração, sejam felizes!
Viva a Marinha! Tudo pela Pátria!
EDUARDO BACELLAR LEAL FERREIRA
Almirante de Esquadra
Comandante da Marinha

Fonte|: Marinha do Brasil

13 de dezembro - Dia do Marinheiro

11:47







Em 4 de setembro de 1925, o Ministro da Marinha, Almirante Alexandrino Faria de Alencar instituiu 13 de dezembro como o Dia do Marinheiro, homenageando o Almirante Joaquim Marques Lisboa – Marquês de Tamandaré – em sua data natalícia (13/12/1807).
Tamandaré está entre o seleto grupo de brasileiros que contribuiu para resguardar o Brasil da desagregação e para a concórdia e paz do extremo norte ao extremo sul do Brasil.
Além da Guerra de Independência, onde esteve embarcado na Fragata Niterói, participando da perseguição à frota portuguesa que deixava a Bahia, destacou-se na Guerra Cisplatina onde recebeu o seu primeiro comando de navio com 18 anos de idade e, depois, se tornou um herói, participando de vários episódios importantes dessa guerra. No período Regencial, tomou parte ativa na pacificação de várias insurreições. Viveu, portanto, em um período muito importante da consolidação do Estado nacional.
Como Capitão de Mar e Guerra, foi o primeiro Comandante da Fragata a vapor D. Afonso, primeiro navio de guerra de grande porte com propulsão a vapor incorporado pela Marinha do Brasil. Em uma das provas de mar ao largo da cidade inglesa de Liverpool, salvou membros da tripulação e passageiros do navio Ocean Monarch, que levava emigrantes para os Estados Unidos da América. Já no Rio de Janeiro, ainda comandante da D. Afonso, conseguiu rebocar e trazer para dentro da Baía de Guanabara a Nau da Marinha de Portugal Vasco da Gama, que se achava desarvorada fora da barra, em meio a uma tempestade.
Como Almirante, comandou a Força Naval brasileira no Rio da Prata entre os anos de 1864 a 1866. No conflito contra o Paraguai, organizou toda a logística necessária para a manutenção dessa Força, e conduziu o início do bloqueio, estratégia que selou o destino do Paraguai.
Faleceu no Rio de Janeiro, então capital federal da República, em 20 de março de 1897, após uma longa vida dedicada à Marinha do Brasil.
As muitas qualidades e, sobretudo, o caráter do Almirante Tamandaré, comprovado por suas ações, são exemplos, não somente para os bons marinheiros, mas para os brasileiros de todos os tempos; relembrá-las é um exercício de patriotismo e inspiração.
Patrono da Marinha, teve sua exemplar conduta reconhecida pela nação ao ter seu nome inscrito no livro de heróis da pátria.

Fonte: Marinha do Brasil

Bravo Zulu -Dia 14 de dezembro cerimônia de lançamento do Submarino Riachuelo - Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB)

09:33


O Brasil tem o mar como uma forte referência em todo o seu desenvolvimento. É nessa área marítima que os brasileiros desenvolvem as atividades pesqueiras, o comércio exterior e a exploração de recursos biológicos e minerais. A imensa riqueza das águas, do leito e do subsolo marinho nesse território justifica seu nome: Amazônia Azul. Saiba mais sobre a Amazônia Azul.



A Amazônia Azul cobre uma área de 3,5 milhões de quilômetros quadrados. Mas o país pleiteia na Organização das Nações Unidas (ONU) a ampliação dessas fronteiras para os limites da Plataforma Continental, o que deve elevar a área marítima para cerca de 4,5 milhões de quilômetros quadrados – o equivalente à metade do território terrestre brasileiro.

Para proteger esse patrimônio natural e garantir a soberania brasileira no mar, a Marinha do Brasil investe na expansão da força naval e no desenvolvimento da indústria da defesa. Parte essencial desse investimento é o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). A Estratégia Nacional de Defesa, lançada em 2008, estabeleceu que o Brasil tivesse "força naval de envergadura", incluindo submarinos com propulsão nuclear. Neste mesmo ano, foi firmado um acordo de transferência de tecnologia entre Brasil e França. O programa viabilizará a produção de quatro submarinos convencionais, que se somarão à frota de cinco submarinos já existentes. E culminará na fabricação do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

Os quatro submarinos convencionais brasileiros já começaram a ser construídos e estarão prontos até o final de 2022. O primeiro deles será o Riachuelo (S-40). Depois virão o Humaitá (S-41) em 2020, o Tonelero (S-42) em 2021 e o Angostura (S-43) em 2022. Por fim, a Marinha construirá o primeiro Submarino com Propulsão Nuclear (SN-BR), que será batizado de "Álvaro Alberto", uma homenagem ao Almirante Brasileiro que foi o pioneiro no uso da tecnologia nuclear no País.

Transferência de tecnologia

O acordo entre o Brasil e a França para o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) tem três premissas básicas: transferência de tecnologia, nacionalização de equipamentos e sistemas e capacitação de pessoal. A transferência tecnológica se dá nas áreas de projeto e construção de submarinos e infraestrutura industrial.

A transferência de tecnologia para construção dos submarinos convencionais-S-BR está ocorrendo desde 2010, na cidade de Cherbourg, na França, onde já foram qualificados mais de 250 engenheiros e técnicos da Marinha, NUCLEP e Itaguaí Construções Navais (ICN), de diversos níveis e especialidades. O processo de transferência de tecnologia continua em andamento no Brasil, com as atividades de consultoria técnica durante a realização do projeto de detalhamento da parte modificada do submarino convencional.

Fonte: Marinha do Brasil