Sinal verde para grandes graneleiros no Rio Amazonas

10:19

 


Simulações no Tanque de Provas Numérico da USP com a praticagem e as autoridades Marítima e Portuária indicam a possibilidade de entrada de navios New Panamax no porto de Santana e em dois terminais privados que serão construídos no município, no Amapá.

Hoje, atracam no porto embarcações da classe Handysize, de até 203 metros de comprimento e 32 metros de boca (largura), com cinco porões. Um New Panamax tem 240 metros de comprimento e 40 metros de boca, com sete porões. Essa é a geração do Panamax que atravessa o canal mais novo do Panamá, que encurta a viagem para a China e favorece a exportação do agronegócio do Centro-Oeste brasileiro.

Operamos durante décadas com 55 mil toneladas de carga em um navio. Agora, estamos falando em chegar a 80 mil toneladas, quase 50% a mais. Isso é eficiência, sem que se perca em segurança da navegação e proteção do meio ambiente na Amazônia – ressaltou o presidente do Conselho Nacional de Praticagem, Ricardo Falcão, prático na região.

As simulações foram realizadas no laboratório da Escola Politécnica da USP, referência no país. Sete práticos executaram as manobras, contribuindo com a antecipação de problemas e a definição de limites operacionais. Desde 2012, cerca de 200 práticos já participaram de mais de 170 simulações anteriores à implantação de novos portos e operações no Brasil, seguindo norma da Associação Mundial de Infraestrutura de Transporte Marítimo (PIANC), referendada pela Organização Marítima Internacional (IMO).

– A participação da praticagem local é fundamental na definição das premissas da simulação e dos riscos e perigos que devem ser analisados. Como resultado, obtemos parâmetros operacionais mais seguros e realistas do que em simulações feitas apenas com comandantes que não conhecem a região – explicou o coordenador do centro de simulações do TPN-USP, professor Eduardo Tannuri.

O capitão dos Portos do Amapá, comandante Carlos Augusto, destacou a importância da integração dos atores que dão suporte à decisão da Autoridade Marítima nas simulações:

– Dessa forma, definimos os navios tipo mais seguros para os terminais que serão construídos e para o porto, sem as manobras experimentais de antigamente. Antes, os parâmetros eram mais conservadores. Com o simulador, temos uma visão mais parecida do que vai acontecer no futuro.

O Arco Norte é considerado promissor para o escoamento da produção do agronegócio do Centro-Oeste, tendo em vista a proximidade com o Canal do Panamá e investimentos recentes da Praticagem do Amapá, da Marinha do Brasil e do Governo Federal.

Essa produção chega pelo Rio Madeira até Itacoatiara (AM) ou pela BR-163 até Miritituba (PA), de onde segue em barcaças pelo Rio Tapajós para Santarém (PA), Santana (AP) ou Barcarena (PA). A rodovia BR-163 foi concluída recentemente pelo governo. 

A Praticagem do Amapá atua desde Itacoatiara até a saída do Rio Amazonas pela barra norte. Em março, a Marinha atualizou a carta náutica da região, que apresentava alguns trechos ainda da década de 80. A renovação da cartografia revelou um canal mais profundo no trecho lamoso da barra norte, o mais desafiador para a passagem de navios mais carregados.

Além de sondar regularmente as profundidades dos rios da Amazônia, a praticagem instalou marégrafos na barra norte, possibilitando travessias de alta precisão em mais janelas de maré. Os resultados dos investimentos em batimetria e na tábua de marés são verificados nos ganhos do calado máximo autorizado (parte submersa das embarcações), que passou de 11,50 metros para 11,70 metros, em 2018, e para 11,90 metros em 2020 (em testes). A cada vinte centímetros um navio carrega mais duas mil toneladas (carga aproximada de cem caminhões).

Outro investimento da praticagem foi a sondagem do entorno da Ilha de Santana, em frente ao porto, que oferece uma segunda rota para a chegada dos grandes graneleiros pelo Rio Amazonas. 

– Essa parceria é necessária para a consolidação do Amazonas como hidrovia de exportação do agronegócio brasileiro. A praticagem presta um grande serviço para a Amazônia. Com isso, temos segurança para as autoridades Portuária, Marítima e para o usuário do porto – afirmou o presidente da Companhia Docas de Santana, Glauco Cei. 

Para permitir que as simulações tivessem o máximo de realismo, os terminais privados contrataram uma modelagem matemática das correntes do canal de Santana (estudo de escoamento d’água durante todas as marés), além de um extenso trabalho de medição das correntes no local. Foram 529 passagens de uma embarcação com equipamento ADCP (Acoustic Doppler Current Profiler) de última geração.

Também estiveram presentes nas simulações o chefe do Departamento de Avaliação de Parâmetros Operacionais da Diretoria de Portos e Costas da Marinha, comandante Daros; o próximo capitão dos Portos do Amapá, comandante Kaysel; o prefeito de Santana, Ofirney Sadala; a deputada federal Leda Sadala (AP); o senador suplente Paulo Albuquerque (AP); e representantes da deputada federal Marcivania (AP) e do Ministério Público.

7 de agosto de 2020/por Conapra


MARINHA INICIA A IMPLANTAÇÃO DO e-NAVIGATION

18:17

A Organização Marítima Internacional (IMO) define o e-Navigation (navegação aprimorada) como sendo a coleta, integração, intercâmbio, apresentação e análise harmonizada de informações náuticas, a bordo e em terra, por meios eletrônicos, com o propósito de aprimorar o controle e a segurança da navegação aquaviária de berço a berço e serviços portuários relacionados, bem como para o aumento da eficiência comercial marítima e a preservação do meio ambiente marinho. 



A implementação do e-Navigation impacta, a nível mundial, diversos setores que exercem suas atividades no ambiente marítimo, em águas interiores e dos respectivos portos. Da mesma forma que aeronaves e aeroportos se comunicam com rapidez e segurança, a implantação do eNavigation permitirá a ampliação dessas capacidades para navios e os portos. 

O e-Navigation não é um tipo de equipamento, mas sim um "conceito", que contempla uma ampla gama de sistemas e serviços de informação integrados e harmonizados, relacionados à segurança da navegação e aos serviços portuários. Atende as necessidades de usuários conhecidos e identificados, unificando equipamentos como o Automatic Identification System (AIS), Electronic Chart Display System (ECDIS), Automatic RADAR Plotting Aid (ARPA), Sistemas Integrados de Passadiço (IBS), Sistemas Integrados de Navegação (INS), Long Range Identification and Tracking (LRIT), bem como auxiliam na busca e no salvamento (SAR) e em situações de emergência de poluição marinha, permitindo o aprimoramento da Consciência Situacional Marítima e na tomada de decisão de comandantes no mar e autoridades portuárias em terra. 

Após o cumprimento de uma sistemática própria da IMO, foram priorizadas cinco soluções para o e-Navigation, com base nas necessidades identificadas dos usuários: S1: projeto de passadiço aperfeiçoado, harmonizado e funcional; S2: padronização e automatização de relatórios; S3: aprimoramento da confiabilidade, resiliência e integridade dos equipamentos do passadiço e informações de navegação; S4: integração e apresentação, em display, das informações recebidas via equipamentos de comunicações; e S5: aperfeiçoamento das comunicações no portfólio dos serviços de VTS – Vessel Traffic Service (não limitado às estações VTS). As soluções S2, S4 e S5 têm como foco a transferência automática de informações e dados entre todos os usuários, enquanto as soluções S1 e S3 promovem o uso funcional e prático de informações e dados a bordo. 

As necessidades de harmonização e de padronização dos serviços portuários resultaram na elaboração do Portfólio de Serviços Marítimos (Maritime Service Portfolio - MSP), que categorizaram esses serviços por áreas geográficas, de modo a facilitar a determinação do tipo e da quantidade de informação a ser transmitida, considerando o sistema de comunicação empregado e a identificação das entidades ou organizações responsáveis pela disseminação da informação. Atualmente, 16 Serviços Marítimos (MS- Maritime Service) foram mapeados nesse Portfólio da IMO, mas esse número poderá ser alterado durante os estudos para a sua implantação. À proporção que o transporte marítimo incorpora o mundo digital, informações e infraestrutura digitais serão implantados em benefício da segurança marítima e proteção do meio ambiente, mitigando, por exemplo, possíveis acidentes como o derramamento do óleo ocorrido no litoral brasileiro em 2019.  


A implantação do conceito em nível nacional deverá basear-se em um ambiente que proporcione a participação de outros parceiros, governamentais ou não, e a criação de uma Estrutura Comum de Dados Marítimos (CDMS) que deverá seguir as orientações de organismos internacionais, em concordância com a legislação nacional. A comunidade marítima brasileira e os organismos de normatização e fiscalização da atividade marítima deverão estar preparados para participar dessa evolução. No âmbito da Autoridade Marítima (AM), a Diretoria-Geral de Navegação (DGN) é a responsável pela implementação desse conceito, o qual está centrado nas necessidades dos usuários da navegação marítima, visando à eficiente transferência de informações e dados marítimos entre todos os usuários (navio-navio, navio-porto, porto-navio e porto-porto), por meio de um Portal. Será necessário que as ferramentas utilizadas atualmente sejam aprimoradas, facilitando o acesso pelos usuários e, principalmente, garantindo a segurança digital e a integração das diversas agências, que necessitará de eficaz infraestrutura de tecnologia da informação e comunicação. A Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), organização militar subordinada à DGN, será demandada em aperfeiçoamentos para os seus produtos e serviços, de forma a atender as demandas quanto ao aprimoramento da posição, por meio da transmissão das correções diferenciais (DGNSS), e a produção e disseminação de informação meteorológica, cartas e publicações náuticas eletrônicas. A evolução do processo de navegação tradicional para o e-Navigation promoverá ganho em segurança, produtividade e eficiência, onde o elemento humano continuará sendo essencial nesse processo e a sua formação e treinamento serão fundamentais para a implementação desse novo conceito. A Diretoria de Portos e Costas (DPC), outra organização militar subordinada à DGN, deverá capacitar nossos profissionais, de bordo e de terra, para utilizar as ferramentas que contribuirão para o aperfeiçoamento da Segurança da Navegação. 

Órgãos como a ANVISA, a Receita Federal, a Polícia Federal, as Autoridades Portuárias, dentre outros, provedores de serviços e produtos dentro dos 16 Serviços Marítimos (MS) atualmente previstos, deverão também adotar estratégias para essa nova realidade. A Marinha está elaborando a sua estratégia de implantação do e-Navigation e irá apresentar em breve a esses órgãos a sua proposta para discussão.  
As atividades de cooperação regionais e técnicas vêm sendo realizadas em várias partes do mundo com objetivo de promover e fornecer informações sobre a forma de implementação e desenvolvimento do e-Navigation. Nesse sentido, vislumbra-se a importância do Brasil na coordenação da implantação desse conceito no âmbito da América do Sul, sendo de grande relevância para a segurança da navegação nas águas do Atlântico Sul. Na área econômica, abrem-se perspectivas para a comercialização de produtos desenvolvidos especificamente para atender ao conceito do e-Navigation, sendo uma ótima oportunidade para a Base Industrial brasileira. Cumprindo orientações da IMO, a iniciativa da implementação do conceito e-Navigation pela Autoridade Marítima e, posteriormente, a sua adoção em âmbito nacional, gera expectativas de grandes melhorias para a Segurança da Navegação e para a proteção da nossa Amazônia Azul. Essas expectativas refletirão na proteção do meio ambiente e no incremento da economia do mar, com aumento significativo da eficiência comercial marítima, reduzindo-se os riscos de colisão, encalhe dos navios, custos com seguros, bem como de emissões de gases poluentes por conta da indicação de uso de melhores rotas e velocidades, além do ostensivo monitoramento do tráfego mercante, contribuindo para o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) empregado pela MB.

 Sugere-se a visualização do vídeo no link indicado abaixo para o entendimento do que seriam os 16 MS previstos, inicialmente, no conceito de implantação do e-navigation: 


https://www.youtube.com/watch?v=WenDzWY-tXc


Fonte: CCSM - Marinha do Brasil

Mesmo com os riscos da pandemia, Praticagem garante as operações do porto

15:00




Mais de 10% dos práticos de Santos foram infectados pelo coronavírus até agora. Dos sete casos confirmados entre os 62 práticos que trabalham na empresa, seis estão bem e um prático foi internado em hospital de São Paulo porque apresentou sintomas mais graves da doença, com uma pneumonia bacteriana, mas já está bem e em casa. “Não podemos garantir que tenha sido a bordo, mas de qualquer maneira foram 7 pessoas ausentes da escala de serviço durante 21 dias. A despeito disso, nós conseguimos manter o serviço em atividade e continuamos cumprindo todos os protocolos para evitar a contaminação”, diz Carlos Alberto de Souza Filho, Presidente da Praticagem de São Paulo.

Ainda há muitas dúvidas envolvendo a Covid-19, o que requer toda atenção para evitar que os práticos sejam vetores, como explica Souza Filho: “Essa doença parece ser customizada, parece que a gravidade está relacionada à forma como o organismo de cada um reage. Isso causa muita incerteza, não há garantia para ninguém. Ninguém tem garantia para dizer onde se infectou”.

Durante esses meses de pandemia, o trabalho da Praticagem foi considerado essencial e ganhou reconhecimento: “As pessoas percebem a importância da profissão para a economia do país como um todo. Somos um dente da engrenagem, mas se ele quebrar a máquina não funciona.

Conseguimos mostrar as dificuldades e os riscos do nosso trabalho e continuamos atuando para a manutenção do fluxo de mercadorias. No Porto de Santos a demanda continua grande, por conta da supersafra de grãos e suco de laranja e outros produtos do agronegócio. Por outro lado, o consumo mundial está aumentando com essa pandemia e isso acabou gerando um aumento das exportações do País. E os práticos são fundamentais para que esse fluxo seja mantido e não seja interrompido ou reduzido, o que poderia gerar efeito cumulativo e, consequentemente, prejuízo. Essa continuidade no mesmo ritmo é fundamental.”

Souza Filho também fez questão de elogiar o trabalho de todos os trabalhadores, entidades e empresários do porto que se esforçaram para manter as operações: “Os serviços nos portos dependem de uma grande cadeia e de um esforço coletivo que foi marcante durante esses primeiros meses, principalmente por meio de uma ação coordenada do Ministério da Infraestrutura, Santos Port Authority e o setor de transportes”.



Protocolos
Como o embarque em navios e o contato direto com tripulantes de diversas regiões do país e do mundo que enfrentam realidades epidêmicas diferentes faz parte do trabalho do prático, ele especialmente vulnerável à Covid-19.

A praticagem é de fundamental relevância e, devido às características de transmissibilidade da doença, medidas de precaução durante os turnos de serviço, bem como durante a abordagem das embarcações em trânsito, foram tomadas para reduzir os riscos a que podem estar submetidos estes profissionais. 

“Todos os procedimentos foram cumpridos. O que está ao nosso alcance nós fizemos, inclusive com protocolos próprios”, garante Souza Filho. A Praticagem organizou escalonamento de trabalho, distanciamento social, desinfecção de toda sede, inclusive as lanchas, e instalamos o túnel de sanitização na entrada da Ponte dos Práticos. Adotou o protocolo para os práticos criado pelo Conselho Nacional de Praticagem com a supervisão do Chefe do Setor de Infectologia do Hospital Naval Marcílio Dias, Capitão de Mar e Guerra Dr. André Germano De Lorenzi. 

“Esse documento, com tradução oficial em Português e Inglês, foi encaminhado para as empresas de navegação também. Não medimos esforços para nos prevenirmos e prevenir todos os que nos cercam para não sermos vetores”, explica o Presidente da Praticagem.

Redução de preços na pandemia
Nos últimos meses, vários navios de cruzeiros com passageiros ou tripulantes com suspeita ou casos confirmados de coronavírus foram obrigados a respeitar a quarentena no fundeadouro no Porto de Santos. Muitas vezes, os navios precisaram fazer várias manobras para levar pessoas para tratamento ou trazer suprimentos para quem ficou a bordo.

Tão logo a temporada foi interrompida, para esses navios que ficaram fundeados durante mais tempo em Santos, como MSC e Costa, por exemplo, foi pedida uma situação diferenciada para a Praticagem, que atendeu prontamente: “Nós reduzimos em 50% o preço para entradas e saídas não ligadas à atividade comercial, como no caso de desembarcar tripulantes doentes, levar víveres, suprimentos e outros casos”, diz Souza Filho.

E agora, com a retomada da economia, a Praticagem já foi consultada pelos armadores de empresas de cruzeiros pedindo condições especiais de preço, o que já foi definido: “Tivemos reunião de diretoria e vamos responder ainda nessa semana. Vamos abrir mão da atualização monetária do contrato que já estava prevista, mas na verdade será até um pouco mais. Tínhamos feito um contrato há três anos com descontos escalonados para fomentar a atividade. Vamos manter esses descontos e não aplicar a atualização monetária. É uma forma de colaborarmos para a manutenção da atividade”, completa.

II Simpósio Brasileiro de Corais de Águas Profundas

11:25

II Simpósio Brasileiro de Corais de Águas Profundas
From Wednesday 29 July 2020 -  08:30
To Friday 31 July 2020 - 18:00
Contact (11) 3091-6528


O SBCAP é o principal evento nacional relacionado ao estudo e conservação de ambientes coralíneos de mar profundo, reunindo cientistas brasileiros e internacionais com destaque em suas áreas de atuação, além de estudantes,  ambientalistas, gestores e representantes de empresas atuantes na área ambiental.

Pela primeira o Simpósio será realizado na cidade de São Paulo, dentro do campus Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), onde está localizado o Instituto Oceanográfico da USP, referência no estudo de ambientes marinhos desde a década de 1950.

O SBCAP 2020 abrangerá diferentes tópicos relacionados aos ecossistemas de Corais de Águas Profundas, com palestras-chave de renomados pesquisadores brasileiros e internacionais, apresentações orais e pôsteres, com o objetivo de compartilhar o conhecimento e discutir novas perspectivas de estudo destes ambientes.

Para maiores informações, visite o site do simpósio:


https://www.sbcoraisprofundos.com/

Para realizar a inscrição clique aqui.

Organizado por

Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo / IOJr Consultoria e Educação Ambiental

Location Auditório István Jancsó - Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin Complexo Brasiliana, Rua da Biblioteca, 21, Espaço

Fonte: IOUSP




Marinha realiza descontaminação da Fundação Nacional do Índio, em Belém-PA

11:20



Militar do 2° Batalhão de Operações Ribeirinhas descontamina sala da Funai
 
No dia 24 de julho, a unidade da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Belém-PA, passou pela descontaminação preventiva da Equipe de Resposta Nuclear, Biológica, Química e Radiológica do Comando do 4º Distrito Naval, nucleada no 2° Batalhão de Operações Ribeirinhas. Na ação, foram descontaminados compartimentos como recepção, cozinha, banheiros, salas administrativas, viaturas e áreas externas.
 
Já no dia 23, a equipe realizou a desinfecção do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará, em Vigia-PA. A Marinha, em coordenação com o Ministério da Defesa, presta apoio aos órgãos públicos no combate à propagação do novo coronavírus.
 


Ônibus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará
 passa por desinfecção

Fonte: Marinha do Brasil

Praticagem de São Paulo assina contrato especial com ABAC e garante estabilidade nos preços das operações por 5 anos

16:29

A Praticagem de São Paulo e a Abac (Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem) assinaram acordo para incentivar a navegação de cabotagem. Assim, valores, serviços e condições de praticagem irão vigorar por cinco anos sem reajustes e serão apenas corrigidos monetariamente. “Nesse momento em que o Governo está fomentando e atribuindo maior importância à navegação de cabotagem e enviou para o congresso o projeto da BR do Mar, e o próprio Senado apresentou um projeto liderado pela senadora Kátia Abreu, fazer esse acordo é uma forma de mostrar nosso apoio”, disse o presidente da Praticagem, Carlos Alberto de Souza Filho.

A Praticagem de Santos é a que atende o maior fluxo de navios de cabotagem no Brasil. Segundo Souza Filho, a empresa resolveu abrir mão de parte da receita, com descontos nas operações em cima dos preços que eram praticados antes. “Estamos dando a nossa contribuição em prol desse esforço nacional de fomentar a cabotagem, principalmente nesse momento de pandemia. Como é um acordo firmado por cinco anos, proporciona uma maior previsibilidade e segurança jurídica”. Há mais de 15 anos não havia acordo formal firmado entre a Praticagem de Santos e os armadores de cabotagem.

Empresas que assinaram o acordo
Aliança Navegação e Logística Ltda
Flumar Transp. de Químicos e Gases Ltda
Hidrovias do Brasil – Cabotagem Ltda
Grupo Log-In: Log-In Logística Intermodal S.A. ;Log-In Navegação Ltda. Log-In Marítima Cabotagem Ltda.
Mercosul-Line Navegação e Logística Ltda
Grupo Norsul:
• Companhia de Navegação Norsul
• NorsulCargo Navegação S.A.
• Norsulmax Navegação S.A. 

Praticagem de São Paulo


A Praticagem de São Paulo atua nos portos de Santos e São Sebastião, garantindo a segurança nas entradas e saídas dos navios. São 62 práticos que trabalham em escala, todos com conhecimento profundo da região.
53% das manobras são realizadas pelos práticos no período noturno e que a questão da segurança é sempre prioridade. “A probabilidade de acontecer um acidente por erro do prático em manobras no país é de 0,002%, similar aos Estados Unidos, segundo levantamento da Associação Internacional de Clubes de Proteção Mútua dos Armadores (InternationalGroupof P&I Clubs, em inglês). Pertencemos ao primeiro mundo nessa questão”, afirmou o presidente da Praticagem.
A Praticagem do Estado de São Paulo tem uma estrutura moderna com todos os equipamentos de primeira linha e a média de 32 manobras diárias, mas como a estrutura é sempre montado para o pico e não pela média, conseguem atender até 80 manobras por dia, com toda segurança.

A ABAC

Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem visa a  expansão do transporte marítimo de cabotagem, bem como a integração com os países do Mercosul, buscando retomar uma posição de destaque no transporte transoceânico. Assim, apesar de seu nome indicar “cabotagem”, as empresas associadas também operam na navegação de longo curso.
O setor atua nos segmentos de contêineres, granéis sólidos, granéis líquidos e carga geral.

|Fonte: Praticagem de São Paulo

Marinha do Brasil realiza cerimônia de ativação da Base de Submarinos da Ilha da Madeira

15:48




A Marinha do Brasil realiza, nesta sexta-feira (17), a cerimônia de ativação da Base de Submarinos da Ilha da Madeira (BSIM). A Base Naval, localizada no Complexo Naval de Itaguaí (CNI), região metropolitana do Rio de Janeiro, dará um grande incremento ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), que visa a produção de quatro submarinos convencionais e do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear, objeto precípuo do programa.

A BSIM será a Base Naval mais moderna da Marinha e tem o propósito de contribuir para o aprestamento dos meios navais, prioritariamente dos submarinos e prestar apoio logístico às Organizações Militares (OM) apoiadas. Cabe a ela prover facilidades de atracação, infraestrutura e apoio administrativo aos navios subordinados ao Comando da Força de Submarinos;  áreas e instalações do Complexo Naval de Itaguaí, incluindo os perímetros marítimo, terrestre e áreas comuns, em coordenação com as demais OM e empresas sediadas no Complexo, além de oferecer apoio básico de saúde.

Tendo como foco o apoio às OM instaladas em Itaguaí, a BSIM demanda recursos humanos altamente qualificados e infraestrutura específica, o que confere a importante tarefa de consolidar a mentalidade de segurança e ser a guardiã da sede do maior ativo da defesa nacional. Desta forma, a estrutura se destaca por possuir elevados níveis de automação. Uma complexa infraestrutura de rede de dados e centros de controle que permite automatizar tarefas como a geração e distribuição de utilidades (água, óleo, energia elétrica), o controle de maquinário, a detecção e combate a incêndio, a segurança física das instalações e a proteção ambiental. Seus usuários contam com modernos recursos de tecnologia da informação e comunicação para o desempenho de suas tarefas, inseridos na robusta infraestrutura de segurança da informação da Marinha.

Moderna, bem equipada e com efetivo bem preparado para exercer seu papel constitucional de garantir a soberania do país, a ativação da BSIM representa um importante marco no processo construtivo do PROSUB em que fortalece as plantas industriais, eleva o patamar tecnológico e faz da nossa Base Industrial de Defesa um vetor de inovação, incorporação tecnológica e expansão da indústria, comprovando a qualificação profissional e industrial instaladas no Brasil.

Fonte: Centro de Comunicação Social da Marinha