MONITORAMENTO DE LONGO-PRAZO DA POPULACAO DE BOTOS QUE HABITA O ESTUÁRIO DA LAGOA DOS PATOS

17:56


Uma pequena população de botos, com aproximadamente 90 indivíduos, habita o estuário da Lagoa dos Patos e áreas costeiras adjacentes. Esta é a maior população conhecida da espécie, que foi recentemente classificada como ameaçada de extinção na Lista Vermelha de Espécie Ameaçadas do Brasil e também na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza - IUCN. 

Os botos utilizam a região durante todo ano para realizarem suas atividades vitais (reprodução, cria de filhotes, alimentação e socialização). Embora distribuam-se por uma ampla extensão da costa, os botos são encontrados preferencialmente nas proximidades da boca da barra do Rio Grande e águas internas estuarinas. O estuário da Lagoa dos Patos é um ambiente muito produtivo, por isso a vida se concentra neste local.

Os botos tendem a se agregar na entrada do estuário onde há declives acentuados, ocorrência de fortes correntes de maré com entrada de água salgada que propiciam a maior densidade de presas e facilitam sua captura. Além disso, o estuário proporciona um ambiente protegido contra a ação de predadores (e.g. tubarões), o que é de suma importância para aumentar a probabilidade de sobrevivência dos filhotes nos primeiros anos de vida.

Iniciado da década de 70 por pesquisadores do Museu Oceanográfico da Universidade Federal do Rio Grande, o Projeto Botos da Lagoa dos Patos busca promover a conservação dos botos no sul do Brasil através de ações de educação ambiental e de uma investigação detalhada sobre sua história natural. Os botos enfrentam diversos desafios para sobreviver em meio ao desenvolvimento humano. 

Os principais problemas de conservação enfrentados pelos botos são a captura incidental durante operações ilegais de de pesca de emalhe e redes fantasmas, a degradação do habitat, colisão com embarcações e poluição química e acústica. Dentre estas, a captura incidental - consequência do aumento do esforço pesqueiro ilegal devido a sobre-exploração dos estoques de peixes - é considerada a mais preocupante atualmente. Estima-se que a população de botos que habita o estuário da Lagoa dos Patos e costa adjacente esteja atuando no seu limite biológico de reposição e que, um pequeno aumento nas taxas de mortalidade por causas não naturais possa causar o seu declínio em médio prazo. Por esta razão, o projeto monitora regularmente a população através do uso de múltiplas técnicas, como por exemplo a foto-identificação. A partir da foto-identificação é possível reconhecer cada individuo através de suas marcas naturais na nadadeira dorsal, permitindo estimar o tamanho da população a cada ano, verificar tendências no tamanho populacional, estimar o número de filhotes que são produzidos, de quanto em quanto tempo uma fêmea dá a luz a um filhote, quanto tempo um mãe permanece com o seu filhote, quantos indivíduos sobrevivem de uma ano para o outro, quantos animais morrem e qual o estado de saúde da população. Ao mesmo tempo, durante os monitoramentos embarcados, pesquisadores estudam o comportamento e a comunicação dos botos e como os ruídos ambientais impactam na sua comunicação e seleção de habitat. 

Outras atividades científicas como estudos sobre a genética, estrutura social, mortalidade de animais encontrados na praia e coleta de material biológico, também fazem parte do monitoramento sistemático que vem sendo conduzido. Somente através deste olhar permanente e de longo-prazo torna-se possível compreender como estes animais de vida longa (podem viver até 50 anos) respondem as ações humanas e propor medidas coerentes que possam mitigar os seus efeitos negativos, caso seja necessário. Pela busca do deste desenvolvimento sustentável, o projeto também trabalha com a inclusão dos atores sociais envolvidos para que estes processos de conservação sejam bem-sucedidos, uma vez que tais processos normalmente são balizados por restrições totais ou parciais de atividades e que isso pode impactar na vida das comunidades, afetando seus meios culturais, sociais ou mesmo econômicos - e isso não pode ser ignorado em hipótese alguma.

É importante ressaltar que a manutenção deste monitoramento é de extrema dificuldade devido a falta de investimento em pesquisa e formação de pessoal. Este monitoramento de longo-prazo só é possível graças ao número expressivo de voluntários que compõe a qualificada e incansável equipe de pesquisadores do projeto e também ao apoio financeiro e/ou logístico continuado de múltiplas instituições nacionais e internacionais, dentre as quais destacamos para o momento: Marinha do Brasil, Praticagem da Barra do Rio Grande, IBAMA, PATRAM, Yaqu Pacha (Alemanha), Museu Oceanográfico (FURG), Kaosa Rio Grande, Cetacean Society International (EUA), Refinaria de Petróleo Rio Grandense, Fundação Grupo O Boticário de Proteção a Natureza, Porto do Rio Grande, Bianchini S.A., Conselho do Meio Ambiente do Rio Grande (COMDEMA) e Prefeitura do Município do Rio Grande.

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EQUIPE

Dr. Lauro Barcellos (Diretor do Complexo Museus – FURG)

Dr. Pedro Fruet (Coordenador Lab. Mamíferos Marinhos Museu Oceanográfico - FURG)

Dr. Eduardo Secchi (Ecomega – FURG)

Dr. Rodrigo Genoves (Pesquisador do Museu Oceanográfico - FURG) 

Dra. Juliana Di Tullio (pós-doutoranda Oc. Biológica/FURG) 

Biol. Andrea Milanelli (mestranda em Oc. Biológica-FURG)

Oc. Liane Dias (pesquisadora)

Biol. Débora Dias (pesquisadora) 

Ricardo Assumpção (estagiário)

Raphaela Mota G. Gurgel (estagiária)

Laís G. V. Antunes (estagiária)

Samara Junqueira de Andrade (estagiária)

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Mais informações podem ser acessadas em:

www.botosdalagoa.com.br





Fonte: Praticagem da Barra
Museu Oceanográfico "Prof. Eliézer de C. Rios"




Tribunal Marítimo realiza primeira reunião com advogados e procuradores sobre peticionamento eletrônico

09:30

 



No dia 15 de setembro, o Tribunal Marítimo (TM) realizou a primeira reunião por videoconferência sobre o peticionamento eletrônico pelo Sistema Eletrônico de Informação (SEI).

O Tribunal Marítimo com o apoio da Diretoria de Comunicação e Tecnologia da Informação da Marinha (DCTIM) vem empenhando esforços desde o ano de 2017 para implantar um Processo Judicial Eletrônico. 

Para tanto, foi realizado investimentos em equipamentos e um acordo com o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) para a cessão do SEI, que foi customizado para atender as demanda do Tribunal Marítimo, buscando a economicidade, transparência e celeridade no trâmite processual.

Após um período de desenvolvimento e adaptações o TM terminou a primeira versão do sistema que irá viabilizar a implantação do Processo Judicial Eletrônico no âmbito deste tribunal, o SEI-TM.

Com o propósito de discutir e apresentar aspectos relativos ao desenvolvimento do sistema, que atenda as necessidades de todos os setores envolvidos no referido processo, no dia 15 de setembro, o TM realizou uma reunião por videoconferência com advogados e procuradores que atuam nos processos que tramitam nesta Corte Marítima.

Buscando sempre entregar o melhor serviço a todas as partes envolvidas o TM ouviu todas as dúvidas e sugestões colocadas pelos participantes da reunião, as quais serão levadas para análise e consideradas na versão final do sistema que entrará em operação ainda em 2020.

Governador do Amapá na expectativa pelo Norte Export

16:06

 


Em live do Brasil Export, o governador do Amapá, Waldez Góes, falou sobre a expectativa de sediar a edição regional do evento, o Norte Export, em 28 e 29 de setembro, em Macapá. O diretor-presidente do Conselho Nacional de Praticagem e prático na Amazônia, Ricardo Falcão, é o coordenador do Comitê Orientador do fórum na região.

– Sempre estranhamos debater a Amazônia sem ter a voz dos atores regionais. Por isso, estou bastante feliz com essa relação aberta com o evento. E também por Ricardo Falcão presidir a edição e pelo Amapá sediá-la a primeira vez. Que a gente saia ao final com alternativas para a Amazônia. Estamos abertos a parcerias nas mais diversas áreas. Temos um compromisso integral com a marca ambiental. A Amazônia é uma grande possibilidade logística e sustentável para toda a comunidade – afirmou o governador, que destacou a atuação do diretor-presidente do Conapra no início de sua fala. – Ricardo Falcão é um amigo, líder e excelente profissional, referência nesse debate sobre a logística na Amazônia.

Waldez Góes é presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, cujos governadores estarão presentes no segundo dia da programação do Norte Export.

Todos na live concordaram que a região tem um potencial imenso para atrair a exportação do agronegócio, com sustentabilidade, ressaltou o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski:

– A Amazônia é extremamente estratégica, diferente e sensível. Tem suas peculiaridades.

O CEO do Brasil Export, Fabrício Julião, disse que visitou Macapá com Ricardo Falcão e que ficou impressionado com o potencial da região. Já o presidente do Nordeste Export, Aluisio Sobreira, lembrou que Falcão participou recentemente de simulações na USP que confirmaram a possibilidade de atracação de grandes graneleiros no porto de Santana e em dois terminais privados que serão construídos na cidade:

– Isso pode trazer um desenvolvimento muito grande para o estado.

No dia 30 de agosto, atracou o primeiro navio da classe Panamax em Santana, com dois porões a mais de carga, contou o presidente da Companhia Docas do município, Glauco Cei:

– Estamos aptos a operar qualquer navio que entre pela barra norte do Rio Amazonas. É preciso atrair a carga, incentivar o Centro-Oeste do país a produzir mais grãos e exportar pela hidrovia do Amazonas.

O Norte Export será o primeiro dos eventos regionais do Brasil Export e terá transmissão aberta pela internet. Saiba mais sobre o fórum em https://forumbrasilexport.com.br/norteexport/

Fonte: Praticagem do Brasil

Fórum Brasil Export abre inscrições para maratona de hackathon

15:47

Criativos, inovadores e empreendedores têm até o dia 13 deste mês

para se inscrever na seletiva Norte do Brasil Hack Export 

O Fórum Brasil Export deu largada à maior competição de desenvolvimento tecnológico voltada ao setor da logística e infraestrutura portuária do Brasil. Até o dia 13 deste mês, estão abertas as inscrições para a seletiva Norte do Brasil Hack Export, uma maratona de ideathons que pretende estimular a criação de soluções para os mais importantes modais de cada região do país e oferece prêmios de até US$ 5 mil, visita as principais empresas de tecnologia de Singapura, além de permitir a equipe campeã apresentar o seu projeto à Enterprise Singapore, agência governamental da Ásia que defende o desenvolvimento empresarial em toda a região.


A etapa Norte é a primeira de cinco seletivas regionais que ocorrerão em todo o país. As outras são: Sul, Sudeste, Nordeste,e Centro-Oeste. Cada uma delas reunirá até 60 integrantes divididos em 20 equipes cada. As três equipes vencedores de cada uma dessas seletivas disputarão a grande final. As inscrições podem ser realizadas no site www.brasilhackexport.com.br .


Os hackathons ocorrerão de forma simultânea às regionais do Brasil Export, fórum nacional de logística e infraestrutura portuária. Serão os conselheiros de cada regional do Brasil Export os responsáveis por avaliar os trabalhos. “Para nós é motivo de muita alegria poder expandir os nossos debates permanentes também para oferecer soluções tecnológicas. E os hackathons são ambientes mais do que propícios para isso”, afirma o CEO do Fórum Brasil Export, Fabrício Julião, também presidente da Una Marketing de Eventos.

A Zero Treze Innovation Space é a parceira técnica do evento, que ainda conta com coordenação da ABTRA (Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados).

“Nosso objetivo é o de unir todo o talento de criativos, inovadores e empreendedores à comunidade logística e assim apresentar soluções para cada uma das dores que se apresentam. Estou convicto de que conheceremos grandes projetos que contribuirão muito com o desenvolvimento do setor”,  afirma Marco Riveiros, CEO e Founder da Zero Treze Innovation Space.


Para Angelino Caputo, presidente do Brasil Hack Export e diretor-executivo da ABTRA, as ideias apresentadas podem se reverter em grandes negócios. “É uma grande chance para todos esses talentos terem contato com grandes players da cadeia logística e demonstrar soluções inovadoras. Assim esperamos dar a nossa contribuição para a retomada da economia”, afirma o executivo.

Seletivas

A seletiva Norte terá como tema as hidrovias. As inscrições já podem ser feitas no site www.brasilhackexport.com.br  até o dia 13 de setembro e os selecionados serão conhecidos no dia 18 deste mês. O regulamento prevê inscrições individuais. Cada participante poderá indicar a equipe que pretende integrar. Cada time deve ser formado por um especialista de negócio com experiência no desafio selecionado, um especialista em UI/UX design, e um product owner (PO).


A imersão acontecerá antecedendo os dias da regional do Fórum Brasil Export, de 24 a 28 de setembro. Os três melhores irão para o desafio final e o vencedor da etapa, a ser conhecido no dia 28, leva R$ 1.500 de prêmio.


Confira abaixo as datas e temas de todos os hackathons

Norte Export- tema: hidrovias 

data: de  24 a 28 de setembro

Sul Export - tema: corredores logísticos

data: de 1 a 5 de outubro

Sudeste Export - tema: ferrovias

data: de 15 a 19 de outubro

Nordeste Export - tema: cabotagem

data: de 22 a 26 de outubro

Centro-Oeste Export - tema: rodovias -

data: de 5 a 9 de novembro

Brasil Export (final) - tema: virtualização de cadeias logísticas

data: de 14 a 23 de novembro


Sobre o Brasil Export

O Fórum Nacional Brasil Export, programado para outubro, em Brasília, é um espaço permanente de debates sobre o setor, reunindo os principais atores da cadeia de logística portuária, agronegócio e multimodalidade.  Como referência do setor e presença constante no ambiente virtual, mantém articulação política e interlocução com autoridades e representantes das principais entidades. O Fórum engloba vários canais de informação (site,  Facebook, Instagram, Linkedin, Twitter e Youtube) multiplicando conteúdos nos principais veículos do Brasil, trazendo oportunidades, experiências, conhecimento e novas perspectivas para acompanhar o momento atual e a retomada da economia.


Sobre a ABTRA

A ABTRA (Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados) representa as principais empresas administradoras de recintos alfandegados no País, sobretudo nas questões relativas ao despacho aduaneiro e à liberação de cargas de importação e exportação. Também é reconhecida como pioneira no desenvolvimento de sistemas tecnológicos comunitários, em parceria com os órgãos públicos atuantes no setor, contribuindo para aperfeiçoar o controle e acelerar o fluxo logístico do comércio exterior nos portos. Com know-how acumulado ao longo de seus 30 anos de atuação, a ABTRA não mede esforços para consolidar a sua vocação institucional de fomento à inovação tecnológica no setor portuário brasileiro.


Sobre a ZERO TREZE

A ZERO TREZE INNOVATION SPACE é o maior agente privado de Inovação Tecnológica da Baixada Santista, fomentando Universidades e proporcionando oportunidade a empresas de diversos segmentos, com destaque aos terminais portuários, a jornadas de inovação e transformação digital por meio de maratonas tecnológicas “Hackathons”, laboratórios de pesquisa e desenvolvimento em Inteligência Artificial e IOT patrocinados, CTO as a Service em projetos de Inovação e Fabrica de MVP’s. Conectada em uma rede de comunidades, formada por mais de 30.000 profissionais de tecnologia em todo o Brasil e fora também.


Fonte: Brasil Export

Brasil terá centros de irradiação para esterilizar alimentos

12:53

 Amazul fomentará a utilização de tecnologias nucleares para

esterilização de alimentos, medicamentos e outros produtos e insumos


                                                                                                                                                                     A Amazul – Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. pretende implantar no Brasil centros de irradiação para permitir a utilização das tecnologias nucleares para esterilização nos setores de produção de alimentos, medicamentos, cosméticos, insumos para a área médica e outras indústrias. Para isso, buscará no mercado internacional fornecedores de equipamentos e sistemas de irradiação que deverão atender às necessidades de cada setor.

O anúncio do projeto será feito pelo diretor-presidente da Amazul, Antônio Carlos Soares Guerreiro, em palestra no 11º Seminário Internacional de Energia Nuclear (SIEN 2020), no dia 29/10, às 12h. O evento será realizado online, de 28 a 30 de outubro próximo.

O interesse por esta tecnologia tem aumentado desde a criação de um Grupo Técnico para tratar do tema no âmbito do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, sob a liderança do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e com a participação de diversos órgãos do governo. Representantes de setores produtivos ficaram interessados em utilizar esta tecnologia, que não é nova, mas pouco utilizada no País.

A Amazul iniciou gestões junto ao Ministério da Agricultura de modo a conhecer as demandas dos

produtores nacionais por esse tipo de tratamento e elaborar um projeto que atenda aos interesses do setor. Segundo Guerreiro, a irradiação elimina bactérias e micro-organismos prejudiciais à saúde e aumenta o período de conservação dos alimentos, trazendo ganhos de produtividade para a cadeia de produção. “Para se ter uma ideia do mercado potencial desses centros de irradiação, basta lembrar que o agronegócio é responsável por 21,4% do PIB e 43% do valor total das exportações, em 2019. Hoje, o Brasil é o terceiro maior produtor de frutas e exporta apenas cerca de 3% da sua produção. A mesma tecnologia pode ser usada em outros setores, como os de cosméticos, material médico, acervos históricos, obras de arte etc.”, destaca Guerreiro.

A ideia é fazer uma chamada pública internacional para oferta de equipamentos e sistemas de irradiação, na qual serão selecionadas as melhores soluções para cada tipo de emprego da irradiação. A Amazul, mediante aporte de recursos do cliente final, fará o projeto de engenharia, o dimensionamento dos equipamentos, o licenciamento radiológico e a contratação da empresa responsável pela construção, montagem e comissionamento dos equipamentos, bem como a fiscalização do empreendimento, até a entrega final ao usuário final.

O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), órgão ligado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), responsável pela introdução da tecnologia no País, dará o apoio técnico ao projeto.

Quem é a Amazul


A Amazul – Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. foi constituída, em 2013, para promover, desenvolver, absorver, transferir e manter as tecnologias necessárias ao Programa Nuclear da Marinha (PNM), Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e Programa Nuclear Brasileiro (PNB). Dentro do PNM, atua nos projetos para construir, comissionar e operar reator nuclear de potência, totalmente nacional, e para a produção em escala industrial do combustível nuclear.

Em relação ao PROSUB, ajuda a desenvolver tecnologias como o Sistema Integrado de Gerenciamento de Plataforma e o Sistema de Combate de Submarinos.

A Amazul faz parte do esforço para aumentar a oferta de energia no País. Em parceria com a Eletronuclear projeta a extensão da vida útil da Usina Nuclear de Angra I. Com a INB, elabora projeto de ampliação da Usina Comercial de Enriquecimento de Urânio (UCEU) em Resende (RJ), dentro do programa da estatal de abastecer as usinas de Angra com combustível nuclear.

A Amazul também desenvolve projetos para prevenir e tratar doenças e melhorar a qualidade de vida de milhões de pacientes. Atua na implantação de um programa de modernização no Centro de Radiofarmácia do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), em São Paulo, em parceria com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), para a produção de radiofármacos. Também com a CNEN, projeta o Reator Multipropósito Brasileiro, voltado para pesquisa e a produção de matéria-prima para a fabricação de radiofármacos usados no diagnóstico e no tratamento do câncer.

Fonte: Amazul



PROSUB - Programa de Desenvolvimento de Submarinos

11:50

O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) é um Programa a cargo da Marinha do Brasil que tem como objetivo a produção de quatro submarinos convencionais e a fabricação do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear. Lançado em 2008, o PROSUB contempla, além dos submarinos, a construção de um complexo de infraestrutura industrial e de apoio à operação dos submarinos, que engloba os Estaleiros, a Base Naval e a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM) no município de Itaguaí - RJ.

Como resultados iniciais, foi inaugurado, em fevereiro de 2018, o Estaleiro de Construção e em dezembro de 2018 foi lançado ao mar o Submarino Riachuelo, o primeiro submarino construído no âmbito do Programa. Em outubro de 2019 foi realizada a união das sessões do submarino Humaitá, o segundo submarino convencional do Programa, que será lançado ao mar em 2020. País com dimensões continentais de 8,5 mil quilômetros de costa, o Brasil tem o mar como uma forte referência em todo o seu desenvolvimento. A imensa riqueza das águas, do leito e do subsolo marinho nesse território justifica seu nome: Amazônia Azul. É nessa área marítima que os brasileiros desenvolvem atividades pesqueiras, 95% do nosso comércio exterior e a exploração de recursos biológicos e minerais. Para proteger esse patrimônio e garantir a soberania brasileira no mar, a Marinha do Brasil investe na expansão da força naval, sendo o PROSUB parte essencial desse investimento.

O PROSUB dotará a indústria brasileira da defesa com tecnologia nuclear de ponta. A concretização do programa fortalece, ainda, setores da indústria nacional de importância estratégica para o desenvolvimento econômico do país. Priorizando a aquisição de componentes fabricados no Brasil, o PROSUB é um forte incentivo ao nosso parque industrial.

No dia 12 de agosto de 2020, mais um marco importante foi cumprido no âmbito do PROSUB, quando o Submarino “Riachuelo” (S 40) realizou com êxito os testes previstos para o sistema de propulsão na superfície, em prosseguimento ao extenso programa de provas de aceitação no mar. Além dessas verificações, também foram testados satisfatoriamente o sistema de governo (lemes horizontais e vertical) e sistemas de navegação, cujos resultados habilitarão o prosseguimento das referidas provas com elevado grau de segurança da plataforma.

Durante a fase em questão, os exercícios preconizados foram integralmente cumpridos, tendo o “Riachuelo” percorrido 8 milhas náuticas na superfície, em área marítima situada no interior da Baía de Sepetiba, no litoral sul do Rio de Janeiro.

O cronograma atual do PROSUB planeja a conclusão dos testes de mar referentes à plataforma do “Riachuelo” até dezembro de 2020, o lançamento ao mar do “Humaitá” em dezembro de 2020, do “Tonelero” no terceiro trimestre de 2021 e do “Angostura” no terceiro trimestre de 2022. O “Álvaro Alberto”, primeiro submarino convencional com propulsão nuclear brasileiro (SN-BR), tem seu lançamento ao mar previsto para 2029. O SN-BR, assim como a incorporação dos quatro submarinos classe “Riachuelo”, elevarão substancialmente a capacidade de resposta eficiente do Poder Naval frente ao enorme desafio de controle e proteção da “Amazônia Azul”, que encerra grandes reservas naturais e representa um terço da extensa fronteira do País.



Fonte: Marinha do Brasil


Praticagem de São Paulo também colabora com empresas de cruzeiros

10:26

 

Além de oferecer descontos para incentivar a cabotagem, a Praticagem de São Paulo decidiu manter condições diferenciadas para as empresas de cruzeiros e não realizar a correção contratual pela inflação:

– Tínhamos feito um contrato há três anos com descontos escalonados, para fomentar a atividade. Vamos manter esses descontos e não aplicar a atualização monetária. É uma forma de colaborarmos para a manutenção da indústria – diz o presidente da praticagem no estado, Carlos Alberto de Souza Filho.

Nos últimos meses, vários navios com passageiros ou tripulantes com suspeita ou confirmação de coronavírus foram obrigados a respeitar quarentena no fundeadouro no Porto de Santos. Muitas vezes, essas embarcações precisaram fazer manobras para levar pessoas para tratamento ou trazer suprimentos para quem ficou a bordo. Para os navios que ficaram fundeados mais tempo em Santos, foi pedida uma cobrança diferenciada à praticagem, que atendeu prontamente, segundo Souza Filho: 

– Reduzimos em 50% o preço para entradas e saídas não ligadas à atividade comercial, como nos casos de desembarcar tripulantes doentes e levar suprimentos.

Apesar de todos os cuidados tomados, já houve sete práticos contaminados com a Covid-19 entre os 62 que trabalham na empresa. Um deles foi internado com sintomas mais graves da doença, mas já passa bem em casa.

– Não podemos garantir que tenham sido contaminados a bordo. A despeito disso, conseguimos manter o serviço operando normalmente, cumprindo todos os protocolos para evitar a contaminação – ressalta Souza Filho.

Ele conta que, durante a pandemia, o trabalho da praticagem, essencial por lei federal, ganhou reconhecimento: 

– As pessoas percebem a importância da profissão para a economia do país como um todo. Somos um dente da engrenagem, mas se ele quebrar a máquina não funciona. Mostrar as dificuldades, os riscos do nosso trabalho e continuamos atuando para a manutenção do fluxo de mercadorias. No Porto de Santos, a demanda permanece grande, por conta da supersafra de grãos, de produtos como suco de laranja e outros do agronegócio. O consumo mundial está aumentando nessa pandemia, o que acabou gerando crescimento das exportações. Os práticos são fundamentais para que esse fluxo seja mantido.

Souza Filho também faz questão de elogiar o trabalho de todos os trabalhadores, entidades e empresários do porto, que se esforçaram para manter as operações:

– Os serviços nos portos dependem de uma grande cadeia e de um esforço coletivo que foi marcante nos últimos meses, principalmente por meio de uma ação coordenada do Ministério da Infraestrutura, da Santos Port Authority e do setor de transportes.

Com contato direto com tripulantes de diversas regiões do país e do mundo, o prático fica especialmente vulnerável à Covid-19. Por isso, a praticagem tomou todas as medidas ao seu alcance, como escalonamento de trabalho, distanciamento social, desinfecção da sede e das lanchas, além da instalação de um túnel de sanitização na entrada da ponte dos práticos. Foi adotado o protocolo para os práticos criado pelo Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), a partir de orientação do setor de infectologia do Hospital Naval Marcílio Dias.

Fonte: Praticagem de São Paulo