Marinha do Brasil realiza Parada Naval em homenagem ao Chefe do Estado-Maior da Armada

20:33


Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante de Esquadra Gusmão,
durante a Parada Naval

No dia 23 de agosto, ao final da Operação “Fraterno XXXV”, os meios da Esquadra Brasileira realizaram uma Parada Naval, pela orla do Rio de Janeiro (RJ), em homenagem ao Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante de Esquadra Luiz Guilherme Sá de Gusmão. Emocionado, após 47 anos e sete meses dedicados à instituição, ele se despede do serviço ativo da Marinha.

Ao final do desfile, ao lado de seus filhos Diego Gusmão e Débora Gusmão, ele agradeceu a todos pela excelente demonstração de uma parcela do Poder Naval. “Apesar de todas as dificuldades que vivemos, conseguimos superar e manter os navios nessas condições de pronto emprego com tripulações adestradas e entusiasmadas”, disse.

O Chefe do Estado-Maior da Armada foi recepcionado pelo Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Sergio Roberto Fernandes dos Santos, e pelos comandantes do setor operativo subordinados.

Participaram da parada os seguintes meios: Navio Doca Multipropósito “Bahia”; Navio Tanque “Almirante Gastão Motta”; Fragatas “Constituição”, ”Rademaker”, “Greenhalgh” e “Liberal”; além de duas aeronaves UH-15, uma SH-16 e dois Esquilos Monotubina.

Fonte: Marinha do Brasil

Bravo Zulu

18:12

Aos  Práticos da ZP-01, que sempre se destacam pelo notório conhecimento que garante a segurança dos navios que operam nas águas amazônicas, com reconhecido profissionalismo, superando as inúmeras dificuldades da região, nesta que é sem dúvidas, a maior zona de praticagem do mundo, desta vez contribuem voluntariamente, oferecendo seus serviços para conduzirem o Navio Hospital FORTH HOPE, que se destina a cidade de Iquitos no Peru, onde permanecerá prestando assistência médica a população da Amazônia peruana. 
Resultado da iniciativa e esforços de diversas empresas e instituições de ajuda humanitária escocesas, o Navio Forth Hope foi revitalizado e aparelhado para prestar assistência médica primária. Com seus 35 metros de comprimento, partiu do Porto de Rosyth, na cidade de Edimburgo, no dia 26 de julho, para cruzar o Atlântico, terá percorrido quase 7.000 milhas quando atracar na cidade de Iquitos.
Os Práticos da ZP-01 embarcaram aqui em Fazendinha/ Amapá no dia 25 de agosto, em cerca de 100 horas de contínuo serviço, participarão desta nobre missão que muito orgulha a Praticagem do Brasil

Willie Mc Pherson . Vine Trust


Pedro Henrique Muelbert - prático

Wlafran Torres - prático

Almirante Juan Carlos da Marinha Peruana

Comitiva da DPC visita o Porto de Itaguaí (RJ)

11:14

Diretor de Portos e Costas visita navio de transporte de minério
No dia 17 de agosto, o Diretor de Portos e Costas (DPC), Vice-Almirante Wilson Pereira de Lima Filho, acompanhado de comitiva, realizou uma visita técnica ao Porto de Itaguaí (RJ). Na ocasião, o Diretor Geral do Terminal de Contêineres Sepetiba TECON, Jorge Luiz de Mello, apresentou as principais atividades e as instalações do porto, que é um dos mais importantes em operações de carga e descarga no país, inclusive de minério de ferro.
O DPC conheceu de perto o pátio de carregamento e visitou o Navio Mercante Graneleiro “Spartacus”, bem como o laboratório para efetuar teste de umidade em minério de ferro. Em sua apresentação, ressaltou a preocupação da Autoridade Marítima Brasileira com a segurança da navegação e o perfeito acondicionamento dos minérios, sobretudo no que concerne aos aspectos relacionados à umidade da carga.
Inaugurado em 1998, o Terminal Sepetiba TECON opera em associação com a Companhia Siderúrgica Nacional e a Vale, atuando no conceito One-Stop-Shop,  onde tudo pode ser resolvido localmente, com bases da Receita Federal, bancos e demais serviços que permitem agilidade nas operações de desembaraço aduaneiro.
Fonte: Marinha do Brasil

ESG celebra 68º aniversário

11:13


Autoridades presentes no 68º aniversário da ESG
A Escola Superior de Guerra (ESG) completou, no dia 20 de agosto, o 68º aniversário de sua criação. As comemorações tiveram início no dia 18, com uma solenidade militar, na qual ocorreu a imposição da Medalha do Mérito Marechal Cordeiro de Farias (MMMCF).
No dia 22, a Escola possibilitou aos seus integrantes a participação em diversas atividades lúdicas, onde tiveram a oportunidade de praticar diferentes modalidades esportivas, como treino funcional, Vôlei de Praia, e Queimada.
Já no dia 24, o efetivo foi convidado a realizar um passeio ecológico guiado, no Sítio Histórico da Fortaleza de São João. Nesse dia também ocorreu a premiação dos artistas ganhadores do “XIII Salão de Artes Plásticas”. A exposição foi promovida pela curadora Vera Figueiredo com o apoio da ESG, e as obras foram apresentadas no Salão Nobre da Escola Superior de Guerra.
Fonte: Marinha do Brasil

10:58

A Universidade Federal do Pará (UFPA) promove na próxima sexta-feira (25) "Fórum de Discussões Hidroviárias, Logísticas e Portuárias".

O vice-diretor da Faculdade de Engenharia Naval da UFPA, Hito Braga de Moraes, irá palestrar sobre as alternativas portuárias para o Estado do Pará. Segundo ele, a cada ano que passa os navios estão maiores, principalmente após a inauguração do novo canal do Panamá, e portos como o de Vila do Conde, em Barcarena, não estariam preparados para recebê-los. 

O evento, que é uma parceria com o Conselho Nacional de Praticagem (Conapra) onde seu diretor presidente , o prático Gustavo Martins, irá traçar um panorama da praticagem na Região Norte, onde mais de 200 práticos garantem a segurança e eficiência da navegação em três zonas de praticagem. Há mais de 200 anos a Praticagem do Brasil é a atividade que garante a condução de navios nos portos marítimos e estuários dos rios brasileiros.

No País existem hoje 22 zonas de praticagem e um total de 416 práticos aptos a conduzir as embarcações nacionais e internacionais na navegação em águas restritas. Só na região Norte, existem mais de 200 práticos, três zonas de praticagem, nove empresas de praticagem e uma equipe de quase 150 profissionais garantindo a infraestrutura de operação e administrativa.

Agência FAPESP: Não se adaptar às mudanças climáticas sairá no mínimo cinco vezes mais caro

09:45

Maria Fernanda Ziegler  |  Agência FAPESP – Como outras cidades costeiras, a cidade de Santos, no litoral paulista, vive uma situação que lembra a fábula da formiga e da cigarra. Com a expectativa de que o nível do mar continue a aumentar nos próximos anos, enfrenta o dilema de se adaptar ao que vem pela frente ou ter que pagar o preço alto de ressacas e inundações cada vez mais frequentes.
A adaptação às mudanças climáticas implica obras caras para o orçamento de um município. No caso de Santos, os valores estão definidos. Um amplo estudo concluiu que o custo mínimo com obras na região da Ponta da Praia de Santos e na Zona Noroeste ficaria em torno de R$ 300 milhões. Já o preço por não se adaptar às mudanças climáticas chegaria, pelo menos, à cifra de R$ 1,5 bilhão, fora todo o sofrimento causado à população.
“Mas esse custo de R$ 1,5 bilhão pode estar subestimado, uma vez que o modelo considera apenas a estrutura física de imóveis e os cálculos são baseados no seu valor venal. Se incluirmos prejuízos em outras áreas, como saúde e educação, por exemplo, o valor chegaria facilmente a R$ 3 bilhões”, disse José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e coordenador do Projeto Metrópole, à Agência FAPESP.
O cálculo faz parte do resultado final do projeto, apoiado pela FAPESP e pelo Belmont Forum, iniciativa internacional que estuda estratégias de adaptação aos impactos das mudanças climáticas em três localidades costeiras: Santos, Selsey (Inglaterra) e o condado de Broward (Flórida, Estados Unidos).
No projeto, que se encerra após quatro anos de estudos, o grupo de pesquisadores do Cemaden, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Instituto Geológico (IG) e das universidades de São Paulo (USP) e Estadual de Campinas (Unicamp) seguiu três eixos de pesquisa: estimativa de perdas econômicas e análise de capacidade adaptativa, modelagem dos extremos climáticos e impactos na saúde. Os cenários consideraram projeções para os anos de 2050 e 2100.
A análise dos impactos na saúde é uma mostra de como os impactos climáticos são amplos, atingindo diversos setores da sociedade. Nela, os pesquisadores calcularam a relação do aumento das temperaturas com a incidência de dengue. Foi observado que, quando há essa conexão, só os gastos com internação e tratamento para pacientes, em Santos, sobem em pelo menos R$ 720 mil.
“A saúde é um fator-chave que afeta diretamente a vida da população, por isso é importante ter esses dados para justificar a necessidade das medidas adaptativas. Colocamos alguns valores, mas se juntarmos todas as doenças relacionadas ao aumento de temperatura e às inundações, que desabrigam pessoas, conseguimos ver o real impacto desse problema na área da saúde”, disse Luiz Eduardo Oliveira e Cruz de Aragão, pesquisador do Inpe e integrante do projeto.
Aragão explica que o estudo de análise de risco e estratégia de adaptação identificou a conexão entre o fenômeno do El Niño e o aumento dos casos de dengue nos verões de 2010 e 2015.
“Já foi levantado que o El Niño causa aumento de temperatura e agora conseguimos relacionar esse aumento de temperatura anômalo com a proliferação dos casos de dengue. É importante essa ligação, pois conseguimos entender os padrões climáticos e suas consequências e quantificar o impacto para a cidade”, disse.
Ciência, poder público e população
Em Santos, o nível relativo do mar tem aumentado em taxas diferentes desde a década de 1940. “Com base em séries históricas, identificamos dois possíveis cenários para a cidade, um mais realista (taxa de elevação do nível relativo do mar de 0,36 cm/ano) e outro, o pior dos cenários (taxa de 0,45 cm/ano). Com base nesses dois cenários, a conclusão foi que o nível do mar pode aumentar entre 18 e 23 centímetros até 2050 e entre 36 e 45 centímetros atéem 2100”, disse Celia Regina de Gouveia Souza, pesquisadora do Instituto Geológico e participante do projeto.
O modelo também considera a ocorrência de eventos extremos, como marés meteorológicas e ressacas – cada vez mais frequentes por causa das mudanças climáticas – que resultam em um rápido aumento do nível do mar.
Segundo Gouveia Souza, que mantém um banco de dados sobre a ocorrência desses eventos extremos na Baixada Santista (1928 a 2016), observou-se um aumento considerável do número de eventos de ressaca por ano e outro aumento no número de anos consecutivos com ressacas, a partir do final da década de 1990.
“A série histórica de dados maregráficos de Santos apontou que o nível máximo atingido durante um desses eventos extremos durante a década de 2000 foi de 146 centímetros. As projeções indicam que ele poderá atingir 160 centímetros em 2050 e 166 centímetros em 2100. Com isso, a cidade ficará ainda mais suscetível e vulnerável às inundações costeiras e a erosão na praia aumentará e migrará na direção do Bairro do Embaré (Canal 4)”, disse a pesquisadora do IG.
Após analisarem os cenários de inundações costeiras para 2050 e 2100 e obterem os danos potenciais sobre os imóveis atingidos, os pesquisadores compartilharam os resultados com a população de Santos e o poder público, para a indicação das melhores medidas de adaptação.
“Nessas discussões com a população é que apareceram as opções de adaptação. Uma delas é a fortificação: construção de muros, diques e melhorar a estrutura. Em outros casos, há medidas como o engordamento da praia. Outra estratégia que vimos como necessária para Santos é a recuperação dos manguezais, que entra na categoria de adaptação baseada em ecossistema”, disse Marengo.
“As medidas escolhidas pela população foram bastante adequadas. Esperamos agora que o projeto continue a ser encampado pela população e pelo poder público. Assim, teremos uma perspectiva bastante positiva de que o cenário sombrio não vai acontecer”, disse Luci Hidalgo Nunes, pesquisadora da Unicamp e participante do projeto.
Santos, onde está o maior porto da América Latina, foi escolhida pelos pesquisadores do Projeto Metrópole como objeto de estudos não só pela relevância econômica, mas também por ser a cidade costeira brasileira com melhor qualidade de dados históricos sobre marés, chuvas, temperatura e ressacas.
“A adaptação, ainda que seja discutida pela ciência e pelos tomadores de decisão, tem que ter uma política. Tem que partir do governo. É uma ação que não pode parar e que, obviamente, tem que ter investimento. A cidade de Santos chegou a um alto nível de conscientização, com um amplo diálogo entre população, tomadores de decisão e academia. As obras devem ser feitas, pois quando isso fica apenas no papel é o pior que pode acontecer”, disse Marengo. 

CIAW presta homenagem ao 101º Aniversário da Aviação Naval

10:17

CA Demby discursa sobre a importância da Aviação Naval por ocasião da homenagem pelo seu 101º aniversário
 
Sediado na Ilha das Enxadas, onde funcionou a primeira escola militar de aviação do país, o Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW) realizou, em 30 de junho de 2017, Cerimônia alusiva aos 101 anos da Aviação Naval — cujo aniversário comemora-se em 23 de agosto, data do Decreto de 1916, do então Presidente da República Wenceslau Braz, criando a Escola de Aviação Naval.
 
Em suas palavras, dirigidas aos “homens do mar no ar”, o Comandante do CIAW, Contra-Almirante Paulo Cesar Demby Corrêa, exaltou a distinção para este Centro de Instrução em homenagear tão rica história, bem como o valor inestimável da Aviação Naval: “Em memória destes bravos heróis de outrora, exemplos e inspirações contínuas para as gerações atuais e vindouras, e contando com a insigne presença dos aeronautas de nossa Marinha, em especial os nossos ‘Velhas Águias’, cabe destacar a Aviação Naval como componente indispensável do Poder Naval, garantindo o pleno desenvolvimento das atividades relacionadas às nossas águas jurisdicionais, e, portanto, na defesa irrestrita da Amazônia Azul e de suas riquezas.”
 
Presidente de Honra da Confraria dos Aviadores Navais, o Contra-Almirante (Refº) Carlos Frederico Vasconcellos da Silva ressaltou, em suas palavras de agradecimento, o orgulho de todos os confrades pela prestigiosa homenagem e em poder iniciar as celebrações pelo 101º aniversário da Aviação Naval justamente aonde foi o seu berço — quando, à época, foram construídos na ilha dois hangares, com capacidade para quatro aeronaves, e uma rampa para adequá-la às necessidades da nova escola, que nela funcionou até 1924.
 
 
CA (Refº) Frederico agradece o tributo à Aviação Naval
 
Em reconhecimento a este laço indissociável com a sede do CIAW, o Contra-Almirante (Refº-FN) Carlos Roberto de Oliveira Cândido Pereira, um dos decanos da Confraria, cedeu ao Museu do Centro de Instrução uma miniatura da primeira Asa da Aviação Naval, a “Asa de Protógenes”, usada pelo Vice-Almirante Protógenes Pereira Guimarães, com justiça o Patrono da Aviação Naval brasileira e um dos heróis da centenária façanha do primeiro RAID de uma aeronave militar no Brasil, em outubro de 1916.
 
“Asa de Protógenes”, primeira Asa da Aviação Naval, cedida pelo CA (Refº-FN) Cândido para o Museu do CIAW
 
Além do Comandante do CIAW, do Contra-Almirante (Refº) Frederico e do Contra-Almirante (Refº-FN) Cândido, estiveram presentes ao evento o Comandante da Força Aeronaval, Contra-Almirante Paulo Ricardo Finotto Colaço; o Subchefe de Logística e Plano Diretor do Comando de Operações Navais, Contra-Almirante Alexandre Cursino de Oliveira; os Comandantes das Organizações Militares do Complexo Aeronaval de São Pedro da Aldeia e os notáveis “Velhos Águias” da Confraria dos Aviadores Navais.
 
 
CA Paulo Ricardo, CA Cursino (frente) e os demais Comandantes da Aviação Naval presentes à homenagem
 
 
Comandante do CIAW (2º sentado, a partir da esq.) posa para foto com os “Velhas Águias” da ativa e da reserva
Fonte: Marinha do Brasil