Combate de 4 de Maio - História Naval

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Refazendo suas tripulações, o almirante, apenas com a Nau Pedro I e a Corveta Maria da Glória , voltou a bloquear a baía, apresando os mercantes que abasteciam a cidade. Durante a noite, fustigava os portugueses, atacando seus navios no próprio fundeadouro.

Ante a escassez de víveres, resultante do bloqueio, e da permanente ameaça dos ataques brasileiros, Madeira de Melo resolveu abandonar a Bahia. Suspendeu com setenta e oito navios carregados com tudo que encontraram de valor, escoltados por treze navios de guerra, em direção à Europa.

A perseguição que se seguiu, inicialmente pela esquadra, cujas tripulações já estavam reorganizadas, e,depois, somente pela Fragata Nichteroy, sob o comando do Capitão-de-Fragata John Taylor, transformou-se em epopéia. Perseguidos até as margens do Tejo, mais de dois terços dos navios em fuga foram apresados, a despeito dos escoltas.

Enquanto isso, Cochrane, só com a Nau Pedro I, dirigira-se para o Maranhão e penetrara na baía de São Luiz, arvorando a bandeira portuguesa. Recebido pelo Brigue D. Miguel, apresou-o e determinou que fosse informado à Junta Governativa que, ao largo, estava toda a esquadra brasileira. O estratagema fez os portugueses se renderem e aceitarem a subordinação ao Império.


No brigue apreendido, redenominado Maranhão, John Grenfell rumou para o Pará, onde repetiu o lance, com o mesmo resultado. Nas outras províncias, os movimentos eram insignificantes e foram dominados pelas milícias brasileiras.

Fonte: Marinha do Brasil

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